Naftali é uma cerva solta; ele dá palavras formosas Gn 49:21

Naftali é o segundo filho de Bila serva de Raquel com Jacó, se constituindo na ordem de nascimento o sexto filho. Seu nome significa “minhas lutas”. No leito de morte o patriarca Jacó relatou aos seus filhos o que lhes aconteceria na “parte final dos dias”, sua declaração sobre Naftali, embora uma das mais breves, foi favorável.  Foi da tribo de Naftali que saiu parte do exército que Débora juíza de Israel convocou, sob o comando de Baraque, um líder militar da tribo de Naftali e deu-lhe instruções pelas quais Deus salvaria Israel, livrando-os das mãos de Sísera capitão do exército do rei Jabim. Na distribuição da herança na terra em Canaã, coube a ele a sexta sorte, tendo a leste o mar da Galiléia e a oeste a tribo de Zebulom.

Das 6 cidades de refúgio ordenadas por Moisés, Quedes, na montanha de Naftali foi uma delas. Jacó o dissera: “cerva solta”, sua ligeireza e perícia de guerra era notável entre suas tribos irmãs, mais ainda “ele dá palavras formosas”, quem mais poderia dar palavras tão notáveis e formosas igual aquele que fora criado por ali próximo à Galiléia?  Cafarnaum e seus arredores. De Jesus se disse: que palavras são estas que nos diz? Quem o ensinou? verdadeiramente este ó profeta. Vem pois o Cristo da Galiléia? E mesmo os oficiais do templo mandados a  prendê-lo exclamaram: Nunca homem algum falou assim como este homem” . 

Por Moisés na bênção dada a esta tribo disse: E de Naftali disse: “Farta-te, ó Naftali, da benevolência, e enche-te da bênção do SENHOR; possui o ocidente e o sul”.  Esta menção de ir ao oeste ou ocidente, esta mesma pregação que começara ali na Galiléia das nações, iria ao oeste, acompanharia o sol, as futuras civilizações por vir. E o sul, para Judá que fica ao sul, ali onde seria morto, sepultado e levantado, a benevolência ou bondade de Deus à humanidade. No acampamento no deserto esta tribo distribuía-se ao Norte juntamente com Dã e Aser, sob a bandeira com a figura de uma gazela ou corça.

 Fonte: www.luzdoentardecer.org
*Este artigo não representa necessariamente a opinião geral de nosso blog.
Não se sabe muita coisa a respeito da vida de Matusalém. 

Segundo o relato bíblico ele foi o homem que mais viveu: 969 anos. Era filho de Enoque e avô de Noé. Um homem temente a Deus que viveu até bem próximo do dilúvio.

Confira a seguir Gênesis 5:21-32 na Nova Tradução na Linguagem de Hoje: “Quando Enoque tinha sessenta e cinco anos, o seu filho Matusalém nasceu. Depois disso Enoque viveu em comunhão com Deus durante trezentos anos e foi pai de outros filhos e filhas. Enoque viveu trezentos e sessenta e cinco anos. Ele viveu sempre em comunhão com Deus e um dia desapareceu, pois Deus o levou. Quando Matusalém tinha cento e oitenta e sete anos, o seu filho Lameque nasceu. Depois disso Matusalém viveu mais setecentos e oitenta e dois anos. Ele foi pai de outros filhos e filhas e morreu com novecentos e sessenta e nove anos de idade. Quando Lameque tinha cento e oitenta e dois anos, foi pai de um filho e disse: —O SENHOR Deus amaldiçoou a terra, e por isso o nosso trabalho é pesado; mas este menino vai trazer descanso para nós. E Lameque pôs no filho o nome de Noé. Depois disso Lameque viveu mais quinhentos e noventa e cinco anos. Ele foi pai de outros filhos e filhas e morreu com setecentos e setenta e sete anos de idade. Depois que completou quinhentos anos de idade, Noé foi pai de três filhos: Sem, Cam e Jafé”.



Wellington José Paschoalli
EQUIPE DE CONSELHEIROS BÍBLIAONLINE
Fonte: www.biblia.com.br
Wilma Rejane
Na antiguidade, Jericó era uma cidade da orla oriental de Gor, à distancia de 10 quilômetros do rio Jordão. Foi a primeira cidade conquistada pelos israelitas sob o comando de Josué .  Achava-se protegida por muralhas e portas de grande resistência (Js 2.5 e Nm 22:1). Foi em Jericó estabelecida uma escola de profetas, sendo visitada por Elias e Eliseu (2Rs 2.4-18). Atualmente,  Jericó é um montículo de três hectares chamado de Tell es-Sultão, localizado ao lado de abundante manancial conhecido como Fonte de Eliseu.


Jesus e os discípulos passavam por Jericó, quando de repente, ouvem o clamor: “Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim!”. Era o cego mendigo, que perspicazmente toma conhecimento do que acontece na cidade, naquele dia, hora e local. Bartimeu. Filho de Timeu.Em aramaico: Bar-teymah, "filho da pobreza". Eis um homem estigmatizado pela miséria,  preconceito e toda sorte de infortúnios. Certamente, cresceu ouvindo as histórias sobre Jericó: De como Deus levou os israelitas a conquistá-la, das maravilhas operadas pelo Senhor dos Exércitos através das vidas de Elias e Eliseu.


O grito de Bartimeu era convicto, fervoroso, ele tinha conhecimento do Messias e acreditava ser aquela, uma grande oportunidade de mudança. A única, a maior oportunidade da vida! De modo, que não vacilou na investida por sensibilizar Jesus: “Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim!”.A resposta do mundo a seu apelo é o impedimento: “E muitos o repreendiam, para que se calasse, mas ele cada vez gritava mais” Mc 10:48. A resposta de Jesus, é voltar-se para o cego e perguntar: “Que queres que eu te faça?” .



A Capa e O Jovem Rico
Pouco antes de encontrar Bartimeu, Jesus e os discípulos haviam conversado com um jovem muito rico, “dono de muitas propriedades” Mc 10:22 e  que dizia cumprir  fielmente os 10 mandamentos. Convidado a renunciar a riqueza material e seguir Jesus, “retira-se de Sua presença: Triste e contrariado.”


Bartimeu era tão pobre que seu bem mais valioso era sua capa. Com ela, ele se protegia do sol, da chuva, escondia o rosto por vergonha , medo e desprezo. Uma capa velha e suja que também estendia ao chão para atirarem sobre ela as ofertas. A capa de Bartimeu, ao mesmo tempo que era representação de pobreza, também era sua riqueza.


“Parou Jesus e disse: Chamai-o. Chamaram então, o cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levanta-te, Ele te chama. Lançando de si a capa, levantou-se de um salto e foi ter com Jesus” Mc 9:49,50.



Filho de Timeu

Sem identidade. O cego mendigo não tinha identidade. Todos o conheciam como: “Bartimeu ou filho de Timeu, filho da pobreza”. Não sabemos se o nome era de batismo ou herança social, o certo é que representava um estado, uma condição imposta, pela própria família ou sociedade. Uma sociedade, que acreditava ser impossível a transformação, a passagem de um estado de derrota, para   a vitória.



O cálice e a humildade


É também em Jericó, a caminho do encontro com Bartimeu que Jesus ensina aos discípulos: “ Quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos. Pois o próprio Filho do homem, não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” Mc 10:44-45

É incrível como todo o capítulo 10 de Marcos está organizado: temos Jesus e os discípulos em Jericó, encontrando um jovem rico que renuncia a Salvação por amor aos bens. Os filhos de Zebedeu pedindo para assentar-se a direita e esquerda de Jesus na glória dos céus e o cego mendigo que em toda sorte de limitação, se mostra maior e mais digno de receber o Reino  no coração do que todos os outros que são descritos em Jericó.



Lições em Jericó

“Então disse Jesus: Vai, a tua fé te salvou. E imediatamente tornou a ver e seguia a Jesus estrada afora” Mc 10:52


Bartimeu que vivia “à beira do caminho” Mc 10:46  agora passaria a ser discípulo de Jesus, estrada afora. Seu caminho já não era de morte, mas de vida. Enxergando, de novas vestes, aparência, renovado em ânimo e modo de falar, Bartimeu ganhara fama nacional! Ele nos ensina a não desperdiçar oportunidades,  não se calar diante dos obstáculos, mas insistir, persistir na vitória. Aprendo com Bartimeu que é importante identificar o momento oportuno e investir na ocasião.


Ao largar sua capa e levantar-se em direção a Jesus, ele nos ensina o desprendimento ao mundo,  tradições, imposições sociais. Ensina que fazer escolhas corretas implica em ter fé e arrepender-se. O jovem rico, perdeu a grande oportunidade de sua vida! E era considerado por todos, como homem influente e importante. Porém, o Reino de Deus, não considera aparência, mas essência. Interior e não exterior.


A história do cego de Jericó, nos ensina que existe sim possibilidade de mudança para toda e qualquer pessoa, nada é impossível para Deus. Ensina, o valor de um clamor, a necessidade da oração. Também, a simplicidade da fé. A oração feita por ele foi curta, mas tão intensa que alcançou o coração de Jesus. O encontro de Jesus com Bartimeu, ensina, entre tantas coisas, que milagres acontecem todos os dias, em lugares comuns. Aquele, parecia ser um dia como outro qualquer, até que: Jesus aparece! Quanta diferença entre: um dia  sem Jesus e um dia com Ele!


Baseado no capitulo 10 do Evangelho de Marcos, versos 46 a 52 


Fonte: www.atendanarocha.com 

Leia mais: Bartimeu, o cego de Jericó

“Sabedoria é o conhecimento que enxerga o coração das coisas, que as conhece como elas realmente são.” (J. Armitage Robinson)

Texto Básico: 1Samuel 25.2-38
Todos nós almejamos viver em paz. Sonhamos com um lar equilibrado e feliz, com uma igreja semelhante à de Atos 4, com uma equipe de trabalho harmoniosa, etc. Na prática sabemos que tudo dependerá das nossas próprias atitudes e daquelas das demais pessoas envolvidas. Atitudes como as de Nabal funcionam como inimigos internos, que são capazes de destruir relacionamentos, fazendo as pessoas abrirem mão dos seus sonhos, produzindo amargura e graves feridas emocionais.[1]“Gente gosta de gente, vê e quer ser visto, fala e quer escutar, escuta e quer falar, enfim, somos gregários (que vive em bando) e daí a extrema e fundamental importância dos relacionamentos”.


Um olhar detalhado na postura deste homem poderá nos levar a evitar repetir atos semelhantes e ainda poderá produzir em nós melhorias que influenciarão as pessoas que convivem conosco.

QUEM FOI NABAL

Nabal (Insensato, sem juízo) era um descendente de Calebe, que vivia em Maon por volta de 1000 a.C. Era muito rico, possuía grandes rebanhos de ovelhas (3.000) e de cabras (1.000) no Carmelo. Sua mulher, Abigail, era sensata e formosa. Nabal era um homem de difícil convivência, maligno em suas ações, inacessível, descontrolado e tolo. Cometeu a insensatez de destratar Davi e recusar-se a dar assistência a ele com seus homens. Só não foi atacado e morto devido à sábia intervenção de Abigail, que ao tomar conhecimento das intenções de Davi foi ao seu encontro fazendo-o mudar de ideia.
      Nabal morreu de forma melancólica. Após saber do risco que havia corrido, sofreu um mal súbito (talvez um infarto ou derrame) que o deixou por dez dias como uma pedra (talvez em coma). Só então faleceu. Nabal tornou-se um triste exemplo para todos nós. Seus atos servem de lição que jamais deverão ser repetidas.

    Vejamos algumas características de Nabal que se repetidas poderão impedir a construção de relacionamentos saudáveis:

1) Nabal era duro (v. 3)  Pessoas duras também são consideradas azedas, ásperas, grosseiras, severas, brutas, nervosas, etc. Com elas as coisas se resolvem no grito, com agressividade. Produzem principalmente o medo e a revolta nas pessoas do seu convívio. Salomão sabiamente afirmou: [1]Não te apresses no teu espírito a irar-te, porque a ira abriga-se no seio dos tolos”. Quem facilmente se ira fará doidices.

2) Nabal agia com maldade (3b) – Como pessoas que geralmente vivem de má vontade contra os outros. Salomão definiu o homem mau com as seguintes palavras: [2]“Ele anda com a perversidade na boca (...) perversidade há no seu coração; todo o tempo maquina o mal; anda semeando contenda”. 

3) Nabal era ingrato (v. 11 e 21) – Um  pessoa que não reconhecia os benefícios recebidos. A ingratidão produz uma dor insuportável no coração. Como é ruim conviver com alguém que não reconhece seus esforços. Gente que “cospe no prato que come”.

4) Nabal era incomunicável (v.17) – Ele era intratável, insociável. Abigail teve que sair e não pôde falar com o marido (v. 19). O empregado foi falar com ela porque com Nabal, o patrão, ninguém podia falar (v.14 e 17).

5) Nabal era um insensato (v.36) – Ele, sua esposa e seus bens  estavam  ameaçados e mesmo assim ele agiu com irresponsabilidade e insensatez ao organizar uma festa, sem a presença da esposa, quando ingeriu uma grande quantidade de bebida levando-o à embriaguez. Como é difícil conviver com pessoas que não conseguem enxergar as reais necessidades a sua volta. Pessoas que vivem “no mundo da lua” quando deveriam encarar os fatos e trabalhar duro para mudar as tristes realidades que estão a sua volta.

O pastor Isaltino Gomes Coelho Filho afirmou: [3] “O que torna uma família equilibrada é a presença de pessoas que sabem manter relacionamento equilibrado”. Este é um conceito que podemos aplicar em todos os relacionamentos.
   Na convivência com pessoas como Nabal, o caminho mais fácil é descartá-las. A justificativa é que elas são tomadas pela chamada síndrome de Gabriela: “Eu nasci assim, vou viver assim e vou morrer assim”. Só que nós, que cremos no poder de Deus, não podemos esquecer que o nosso Senhor é especialista em mudar corações. Conhecemos inúmeras pessoas que tiveram suas ações transformadas pelo poder de Deus. Devemos orar e agir para que as pessoas que fazem parte dos nossos relacionamentos também sejam transformadas.
   Se você sofre da síndrome de Nabal ou convive com alguém que se identifica com seus atos na prática do dia a dia, o melhor remédio será uma identificação imediata com o exemplo de Abigail. Seus métodos poderão nos ajudar no desafio de desenvolver relacionamentos saudáveis.

1) Abigail resolveu agir (v. 18) – O que você precisa fazer para restaurar um relacionamento abalado? Quais as atitudes que você deve tomar para resgatar a harmonia do seu lar? Abigail saiu do seu conforto e foi até a presença de Davi em busca de paz. Ela não perdeu tempo tentando influenciar Nabal. Ela sabia que sua felicidade dependeria de uma ação imediata, de um contato com Davi.

2) Abigail agiu com inteligência (v. 19b e 23) – o silêncio naquele momento foi uma questão de sobrevivência. A sua posição de humildade perante Davi foi uma porta aberta para a resolução do conflito. Ela não foi à presença de Davi para fazer acusações. Ela levou donativos (v.18), fez o necessário para restaurar a paz.

3) Abigail foi responsável (v. 24) -  Ela não ficou em casa esperando a morte. Também não utilizou de acusações e intrigas. Preferiu assumir responsabilidades e tentar resolver pessoalmente o conflito. Agiu antes que fosse tarde demais.  

4) Abigail foi usada por Deus (v. 26 e 32) – O próprio Davi reconheceu que Deus havia enviado Abigail. Ela foi um instrumento usado para impedir que uma tragédia acontecesse, destruindo a sua família e manchando a reputação de Davi. 

5) Abigail agiu com bom senso (v. 33,36,37) – Ela soube apreciar os fatos. Agiu no tempo certo e esperou o melhor momento para conversar com Nabal. Seu marido era um tolo, mas ela não permitiu que sua tolice a contaminasse.   Abigail viu seu esposo morrer de forma tão trágica. Mas por ter sido uma pessoa tão especial atraiu a atenção de Davi. Ela se tornou sua mulher (v. 40-42).

 PARA PENSAR E AGIR

Precisamos atentar para a forma como nos relacionamos com as pessoas que estão a nossa volta. Somos responsáveis por aquilo que construímos nos corações das pessoas. O exemplo de Nabal deve nos levar a uma boa reflexão. As pessoas que convivem conosco conseguem dialogar, expor suas ideias com liberdade? Elas têm a liberdade de falar e se necessário até discordar de nossas opiniões sobre os mais variados assuntos? São ouvidas com respeito?
   Muitas vezes queremos enxergar a vida apenas do nosso jeito. Não consideramos as boas ações que as pessoas que estão ao nosso redor estão praticando em nosso favor. Isolamo-nos. Nabal errou ao negligenciar o pedido de Davi. Ele agiu com ignorância e se não fosse Abigail pagaria com a vida por tamanha tolice.
   Nabal é o extremo que infelizmente tem se repetido em muitas comunidades e lares. A maneira mais eficaz de reverter este triste quadro é a busca diária para evidenciarmos o fruto do Espírito (Gl 5). Precisamos permitir que o Espírito Santo nos convença dos nossos equívocos para que possamos construir relacionamentos saudáveis e sejamos agentes reconciliadores como a sábia Abigail. 

PERGUNTAS PARA DISCUSSÃO EM CLASSE

1. Das atitudes de Nabal que foram destacadas na lição de hoje, qual você julgaria a mais letal para a construção de relacionamentos saudáveis?

2. O que leva um cristão convertido a agir como Nabal? Isso tem acontecido ainda hoje? Você foi vítima de explosões acaloradas por pessoas que deveriam agir com respeito?

3. O que você destaca nas atitudes de Abigail? Qual foi a virtude que mais chamou a sua atenção? As mulheres de hoje estão evidenciando essas virtudes?




BIBLIOGRAFIA
[1] Tiba, Içami. Família em alta performance. Editora Integrare. São Paulo. 2009.
[2] Ec 7.9; Pv 14.7a.
[3] Pv 56.12-15.
[4] Coelho Filho, Isaltino Gomes. Família: vale a pena acreditar. Editora Sabre. Rio de Janeiro. 2012

FONTE: www.batistafluminense.org.br

Issacar: "Ele é Salário (isto é, um homem de salário)".

1. O nono filho de Jacó e o quinto dos sete filhos de Léia, nascidos em Padã-Arã. Léia encarou este filho como recompensa ou salário de Deus por ela ter permitido que uma serva tivesse filhos com seu marido durante o período em que era estéril. — Gên 29:32-30:21; 35:23, 26; 1Cr 2:1.

Issacar tinha, talvez, oito anos quando sua família se mudou para Canaã, em 1761 AEC. Depois disso, nada se sabe sobre sua vida, além dos eventos registrados em que, como um dos “filhos de Jacó”, ele participou. (Gên 34:5-7, 13, 27; 37:3-27; 42:1-3; 45:15) Em 1728 AEC, quando Issacar tinha cerca de 41 anos, ele se mudou para o Egito, junto com seus filhos, Tola, Puva (Puá), Ió (Jasube) e Sinrom, como parte das “setenta almas” da casa de Jacó. — Gên 46:13, 27; Êx 1:1-3; 1Cr 7:1.

Quando Jacó se achava em seu leito de morte, Issacar foi o 5.° dos 12 filhos de Jacó a receber a bênção do pai: “Issacar é jumento de ossos fortes, deitando-se entre os dois alforjes. E ele verá que o lugar de descanso é bom e que o país é agradável; e encurvará seu ombro para levar fardos e ficará sujeito a trabalho forçado de escravo.” (Gên 49:14, 15) Ao proferir esta bênção, Jacó não indicava apenas certas características individuais e certos eventos que ocorreriam na vida pessoal de Issacar; mas, como se deu no caso das bênçãos proferidas sobre os outros irmãos, Jacó predizia também as características e a conduta tribais que seriam demonstradas no futuro pelos descendentes de Issacar, “na parte final dos dias”. — Gên 49:1.

2. Uma das doze tribos de Israel; os descendentes de Jacó por meio de seu filho Issacar.

Quando se fez o primeiro censo depois da saída do Egito, o número de varões vigorosos aptos para a guerra, de 20 anos ou mais, dessa tribo, era de 54.400. (Núm 1:17-19, 28, 29) Um censo similar feito uns 39 anos depois mostrava que a tribo elevara seu número de registrados para 64.300, e, nos dias de Davi, sua força combatente somava 87.000. (Núm 26:23-25; 1Cr 7:5) Houve 200 cabeças dessa tribo que se dirigiram para Hébron, em 1070 AEC, quando Davi foi coroado “rei sobre todo o Israel”. — 1Cr 12:23, 32, 38.

No esquema do grande acampamento no ermo, as famílias de Issacar, junto com as da tribo de seu irmão germano, Zebulão, ficavam nos flancos de Judá, do lado L do tabernáculo (Núm 2:3-8); quando em marcha, esta divisão de três tribos foi designada para partir primeiro. (Núm 10:14-16) As bênçãos de despedida de Moisés sobre as tribos agrupavam Issacar e Zebulão (De 33:18), porém, alguns anos depois, foram separadas, quando as tribos foram divididas em dois grupos para ouvir a leitura das bênçãos e das maldições da Lei entre as montanhas de Gerizim e Ebal. — De 27:11-13; Jos 8:33-35.

Quando foi repartida a Terra Prometida, Issacar foi a quarta tribo escolhida por sorte para receber sua herança, que resultou ser mormente situada no fértil vale de Jezreel. Limitavam-se com Issacar, ao N, os territórios tribais de Zebulão e de Naftali, a L, o rio Jordão, ao S, o território de Manassés, e, ao O, parte da área consignada a Aser. O monte Tabor situava-se ao longo de sua fronteira N, com Zebulão, ao passo que a cidade de Megido situava-se perto de seu limites SO, e Bete-Seã estava na direção de seus limites SE. Neste território situavam-se várias cidades cananéias e seus povoados dependentes. (Jos 17:10; 19:17-23) Foi aqui, neste seleto vale, que a tribo de Issacar, segundo a bênção de Moisés, ‘alegrou-se nas suas tendas’. — De 33:18.

Assemelhar Issacar, filho de Jacó, a um “jumento de ossos fortes” evidentemente indicava uma qualidade também refletida na tribo que dele descendia. (Gên 49:14, 15) A terra que lhes fora consignada era deveras “agradável”, uma parte fértil da Palestina, boa para a agricultura. Issacar parece ter recebido de bom grado o trabalho árduo envolvido nessa tarefa. Seu ‘encurvar o ombro para levar fardos’ revela boa disposição. Assim, embora a tribo não se notabilizasse de forma especial, pelo que parece podia ser elogiada por assumir seu quinhão da carga de responsabilidade.

Certas cidades incluídas na possessão de Issacar foram designadas como cidades encravadas que pertenciam à tribo vizinha de Manassés, inclusive as destacadas cidades de Megido e Bete-Seã. (Jos 17:11) Várias cidades menores em seu território, junto com seus pastios circunvizinhos, também foram reservadas para a tribo de Levi. (Jos 21:6, 28, 29; 1Cr 6:62, 71-73) Mais tarde, Issacar forneceu seu quinhão (uma duodécima parte das necessidades anuais) para sustentar a corte de Salomão. — 1Rs 4:1, 7, 17.

Dentre os indivíduos preeminentes de Issacar havia Igal, o espia selecionado da tribo que juntou-se a outros em aconselhar Israel a não entrar na Terra Prometida. (Núm 13:1-3, 7, 31-33) Como maiorais da tribo, Netanel serviu depois do Êxodo (Núm 1:4, 8; 7:18; 10:15), Paltiel quando Israel entrou na Terra Prometida (Núm 34:17, 18, 26), e Onri durante o reinado de Davi. — 1Cr 27:18, 22.

Issacar foi alistado entre os que apoiaram o juiz Baraque na derrota das forças de Jabim, sob Sísera. (Jz 4:2; 5:15) Mais tarde, por 23 anos, Tola, da tribo de Issacar, foi um dos juízes de Israel. (Jz 10:1, 2) Após a divisão do reino unido, Baasa, de Issacar, foi o terceiro governante do reino setentrional. Iníquo que era, Baasa assassinou seu predecessor para ganhar o trono, e o deteve por 24 anos. (1Rs 15:27, 28, 33, 34) Cerca de 200 anos depois, Ezequias, rei de Judá, convidou os do reino setentrional para participarem na observância da Páscoa, e muitos de Issacar, aceitando o convite, viajaram a Jerusalém para a celebração. — 2Cr 30:1, 13, 18-20.

Nos livros de Ezequiel e de Apocalipse, Issacar é alistado com as demais tribos e, em vista da natureza profética dessas visões, a tribo obviamente tem significado simbólico. — Ez 48:25, 26, 33; Re 7:7.

3. Porteiro levita; sétimo filho do coraíta Obede-Edom. Issacar, junto com seus parentes, foi designado para montar guarda no lado S do santuário em Jerusalém. — 1Cr 26:1-5, 13, 15. 

Fonte: www.bibliotecabiblica.blogspot.com.br
Relativizando e negligenciando os princípios estabelecidos na Lei de Moisés, Salomão tomou para si mulheres estrangeiras que lhe perverteram o bom senso, levando-lhe a prática e a promoção da idolatria. O clima de insatisfação com a administração de Salomão havia se agravado entre as tribos do norte pela alta carga de impostos que cobrava.

Foi neste contexto que a palavra de Deus veio a Salomão nos seguintes termos:
“Visto que assim procedestes e não guardaste a minha aliança, nem os meus estatutos que te mandei, tirarei de ti este reino e o darei a teu servo. Contudo, não o farei nos teus dias, por amor de Davi, teu pai; da mão de teu filho o tirarei. Todavia, não tirarei o reino todo; darei uma tribo a teu filho, por amor de Davi, meu servo, e por amor de Jerusalém, que escolhi”. (1 Rs 11.11-13, ARA).

A sentença estava decretada. Deus estabelece e remove líderes, verdade esta negligenciada por muitos na atualidade, fato este evidenciado pela maneira com que lidam com os negócios do Reino.

Mas, quem seria este servo de Salomão a quem Deus daria parte do Reino? Seu nome, Jeroboão, filho de Nebate, efraimita de Zereda, homem corajoso, habilidoso e aplicado em suas responsabilidades e trabalho. Enquanto servia a Salomão na edificação de Milo, suas qualidades fizeram com que ele alcançasse a confiança do rei, conquistando assim o cargo de supervisor do trabalho forçado da casa de José.

Foi durante esse tempo que a vontade de Deus para com Jeroboão lhe foi claramente manifesta:
“Sucedeu, nesse tempo, que, saindo Jeroboão de Jerusalém, o encontrou o profeta Aías, o silonita, no caminho; este se tinha vestido de uma capa nova, e estavam sós os dois no campo. Aías pegou na capa nova que tinha sobre si, rasgou-a em doze pedaços e disse a Jeroboão: Toma dez pedaços, porque assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Eis que rasgarei o reino da mão de Salomão, e a ti darei dez tribos. Porém ele terá uma tribo, por amor de Davi, meu servo, e por amor de Jerusalém, a cidade que escolhi de todas as tribos de Israel. Porque Salomão me deixou e se encurvou a Astarote, deusa dos sidônios, a Quemos, deus de Moabe, e a Milcom, deus dos filhos de Amom; e não andou nos meus caminhos para fazer o que é reto perante mim, a saber, os meus estatutos e os meus juízos, como fez Davi, seu pai. Porém não tomarei da sua mão o reino todo; pelo contrário, fá-lo-ei príncipe todos os dias da sua vida, por amor de Davi, meu servo, a quem elegi, porque guardou os meus mandamentos e os meus estatutos. Mas da mão de seu filho tomarei o reino, a saber, as dez tribos, e tas darei a ti. E a seu filho darei uma tribo; para que Davi, meu servo, tenha sempre uma lâmpada diante de mim em Jerusalém, a cidade que escolhi para pôr ali o meu nome.” (1 Rs 11.29-36, ARA)

Todo o texto exalta a soberania de Deus evidenciada na força e modo dos verbos empregados: “rasgarei”, “darei”, “tomarei”, “fá-lo-ei”, “elegi”. Somente Ele é absolutamente capaz de decidir quem governa, comanda, preside e serve ao seu povo em posição de autoridade. Estatutos e regimentos internos de igrejas e convenções, apesar de suas importantes funções em termos organizacionais e normativos, não prevalecem diante da determinação e escolha soberana de Deus. Para Jeroboão ele disse: “Tomar-te-ei, e reinarás sobre tudo o que desejar a tua alma; e serás rei sobre Israel”. (1 Rs 11.37, ARA)

Não há no texto condicionante alguma para a decisão de Deus. Ele disse, ele faria. O Senhor iria intervir na história se apropriando de situações e circunstância para fazer com que a sua vontade se cumprisse. Jeroboão seria rei.

Creio firmemente, e tenho experiência própria, de que o Senhor ainda cumpre na íntegra as suas promessas na vida daqueles a quem escolhe soberanamente e graciosamente para servir ao seu povo. Deus nem sempre trabalha seguindo a lógica humana. O seu candidato nem sempre é o candidato do povo ou de algum ministério. Entendo também, que por razões que estão acima de nossa compreensão limitada e humana, Deus permite que homens não vocacionados ou chamados por Ele ocupem cargos de liderança sobre o seu povo. Mas, se engana quem pensa que Deus ficará alheio a todas as armações, esquemas, articulações sujas e jeitinhos que norteiam atualmente boa parte dos processos eletivos e sucessórios em igrejas e convenções de ministros evangélicos no Brasil. No tempo certo, Deus intervirá com juízo e disciplina sobre quem o desonra, que pisa sobre a sua Palavra promovendo os mais abomináveis atos e escândalos. Sim, creio firmemente que Deus cumprirá na íntegra o que prometeu a seus servos! Deus cumprirá em nós a sua vontade soberana.

Deus concedera a Jeroboão um grande privilégio e responsabilidade. Caberia a ele zelar e honrar a escolha soberana de Deus. O Senhor advertiu o futuro rei, afirmando que a sua prosperidade no trono estaria condicionada a sua obediência plena:
 “Se ouvires tudo o que eu te ordenar, e andares nos meus caminhos, e fizeres o que é reto perante mim, guardando os meus estatutos e os meus mandamentos, como fez Davi, meu servo, eu serei contigo, e te edificarei uma casa estável, como edifiquei a Davi, e te darei Israel”. (1 Rs 11.38, ARA)
Observe que Jeroboão precisaria se submeter ao que já estava estabelecido em termos de estatutos e mandamentos (Palavra escrita), e ao que Deus ordenaria e orientaria circunstancialmente (Palavra oralizada), durante o exercício de sua liderança.

Ao saber dos fatos acima, Salomão procurou matar a Jeroboão, que estrategicamente fugiu para o Egito, para ali aguardar o trabalhar de Deus. Bom é aguardar o trabalhar e o tempo de Deus. Tenhamos a paciência e a confiança que o Senhor está neste momento trabalhando para nos colocar no lugar que disse que nos colocaria, aliás, lugares estes que geralmente não pedimos e não buscamos, mas que aceitamos por obediência e amor ao Senhor. Lugares e cargos, que apesar de outorgar algumas honras, são acompanhados por muito labor e sofrimento.

Salomão morreu, e Roboão, seu filho, reinou em seu lugar. Por esse tempo, Jeroboão retornou do Egito e se uniu ao povo clamando ao novo rei por uma administração mais justa e humana. A insensatez e a insensibilidade de Roboão diante do pedido (1 Rs 12.14) agravou o descontentamento do povo. A explicação do episódio é narrada da seguinte maneira:

“O rei, pois, não deu ouvidos ao povo; porque este acontecimento vinha do Senhor, para confirmar a palavra que o Senhor tinha dito por intermédio de Aias, o silonita, a Jeroboão, filho de Nebate”. (1 Rs 12.15, ARA)

Deus estava trabalhando em meio às circunstâncias.
Indignado pela dureza das palavras de Roboão, o povo das tribos do Norte romperam com o rei, provocando uma rebelião generalizada, para em seguida, conforme a palavra do Senhor, fazerem de Jeroboão rei sobre eles. Tal atitude só não causou um grande derramamento de sangue por causa da intervenção divina (1 Rs 12.24).

Jeroboão, filho de Nebate, efraimita de Zereda, e cuja mãe era mulher viúva, ocupava agora o lugar que o Senhor lhe tinha reservado. Para se manter rei, e contar com a contínua bênção de Deus, só precisava obedecer aos mandamentos e estatutos do Senhor, e seguir as suas orientações.

Um fato, porém, começou a preocupar e a intrigar Jeroboão. Uma vez que a Casa do Senhor, lugar de adoração, se encontrava em Jerusalém, e que esta estava sob o governo de Roboão, pensou o seguinte:
“Se este povo subir para fazer sacrifícios na Casa do Senhor, em Jerusalém, o coração dele se tornará a seu senhor, a Roboão, rei de Judá; e me matarão e tornarão a ele, ao rei de Judá.” (1 Rs 12.27)

Observe que o pensamento racional de Jeroboão colocava em dúvida a palavra e a fidelidade daquele que lhe escolhera, que lhe estabelecera na condição de rei, e que lhe fizera promessas de estabilidade, o Senhor. Jeroboão passou a entender que a sua permanência no governo dependia primeiramente (e talvez exclusivamente) do estado do coração do povo, e não da soberana vontade de Deus. Dessa forma, precisaria dar um “jeito” de impedir tal coisa. Em sua loucura, em vez de cair de joelhos diante do Senhor, confessando a sua incredulidade e pedindo-lhe uma direção, buscou conselhos com quem não tinha condições de sabiamente lhe orientar.

Temos aqui mais um claro retrato de situações que são vivenciadas nos dias atuais, onde líderes, diante do medo de serem removidos dos lugares que Deus os colocou (partindo deste pressuposto), agem de acordo com as suas racionalizações, e passam a seguir as orientações de conselheiros em pior situação espiritual que a deles. Em vez de confiarem em Deus, e de buscar a direção do altíssimo, buscam um caminho alternativo. Neste caminho alternativo, seguem a lógica maquiavélica de que os fins justificam os meios quando a posição do “príncipe” é aparentemente ameaçada.

No caso de Jeroboão, ele ofereceu ao povo um culto alternativo, que implicava na prática de idolatria (1 Rs 12.28-30), construiu nos altos santuários alternativos (1 Rs 12.31a) e constituiu sacerdotes alternativos, que não eram filhos de Levi (1 Rs 12.31b). Para finalizar, a seu bel-prazer, marcou dia e mês, e fez uma grande festa para celebrar a sua insensatez.

Para não perderem o reinado, algumas lideranças na atualidade oferecem ao povo cultos e lugares sagrados alternativos, onde a adoração a Deus é banida, e o foco se volta para os “objetos sagrados” ou para as “necessidades humanas”. Para administrar e ministrar nos lugares sagrados e em seus cultos alternativos, os tais líderes promovem uma seleção de candidatos, que devem enviar o seu currículo, e assim, caso aprovados, são aproveitados como “sacerdotes alternativos”. Os “sacerdotes alternativos” se multiplicam a cada ano, principalmente em período de eleição para presidente de igreja e convenção, na medida em que são “consagrados” e “ordenados” para votar em quem os consagrou, ou naquele que por ele é apoiado. Não importa a chamada (ou vocação espiritual), mas o voto dos “sacerdotes alternativos”, que colocará ou manterá o “rei” no poder.

Mesmo sendo punido e advertido pelo Senhor, Jeroboão resolveu seguir o seu caminho:
“Depois destas coisas, Jeroboão ainda não deixou o seu mau caminho; antes, de entre o povo tornou a constituir sacerdotes para lugares altos; a quem queria, consagrava para sacerdote dos lugares altos”. (1 Rs 13.33, ARA)

Infelizmente, há líderes que por mais que sejam alertados, não se converterão dos seus pecados. Para estes, o juízo divino é inevitável (1 Rs 13.34; 14.7-16).

Jeroboão foi agente de seu próprio fracasso. Ele teve a oportunidade, mas, não soube aproveitá-la. Jogou fora e destruiu com as próprias mãos o que poderia ter sido um belo governo. Maculou a sua biografia, tornando-se exemplo de como não se deve proceder na condição de líder estabelecido por Deus.

Senhor, faze-nos enxergar a nossa insensatez, e livra-nos do caminho de Jeroboão.



Por Pr. Altair Germano
Fonte: www.portalfiel.com.br

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