(Seu nome significa “tamareira” ou “palmeira”) 

Seu caráter: Impelida por uma necessidade esmagadora, sacrificou sua reputação e quase perdeu a vida para alcançar seus objetivos. 

Seu sofrimento: Os homens em sua vida falharam no cumprimento de suas responsabilidades, deixando-a viúva e sem filhos. Sua alegria: Que seu comportamento ousado não resultasse em ruína, mas no cumprimento de sua esperança de ter filhos. 

Textos-chave: Gênesis 38 / Mateus 1.3 

SUA HISTÓRIA 
As genealogias não são uma leitura muito convidativa. Você talvez as receba com um bocejo, ou passe inteiramente por cima delas quando lê a Bíblia. Mas até mesmo longas listas de nomes enigmáticos podem revelar interessantes visões do misterioso plano de Deus. É assim que as Escrituras funcionam, expondo riquezas ocultas a cada página. 
Veja, por exemplo, a genealogia no primeiro capítulo de Mateus. Ele alista um total de 41 ancestrais de Jesus do sexo masculino, a começar de Abraão, e cinco ancestrais femininas, três das quais (Tamar, Raabe e Bate-Seba) com histórias recheadas de detalhes desagradáveis, como incesto, prostituição, fornicação e assassinato. 
Jesus, o Filho perfeito do Pai perfeito, tinha em sua árvore genealógica vários ramos imperfeitos e um número suficiente de personagens pitorescos para povoar um romance moderno. A simples menção de mulheres em sua genealogia já é surpreendente, e mais ainda o fato de que quatro das cinco ali citadas engravidaram fora do casamento. Além disso, quatro dessas mulheres eram estrangeiras e não israelitas. 
Tamar estava incluída em ambas as categorias. Seu sogro, Judá (filho de Jacó e Lia), havia arranjado para que ela se casasse com seu primogênito, meio cananita e meio hebreu. Er era um homem perverso, a quem Deus matou por causa dos seus pecados. Isso é tudo o que sabemos dele. 
Depois de Er vinha Onã, o segundo filho de Judá. Como era costume na época, Judá deu Onã a viúva Tamar, instruindo-o para dormir com ela para que pudesse ter filhos, os quais continuariam a linhagem de Er. Mas Onã era esperto demais e buscava apenas seus próprios interesses. Ele dormia com Tamar, mas derramava seu sêmen no chão, assegurando, assim, que ela continuasse sem filhos. Desse modo, não ficaria sobrecarregado de responsabilidade com crianças que continuariam a linhagem do irmão, não a sua. Deus, porém, notou isso e Onã também morreu por causa da sua perversidade. 
Assim, Judá já perdera dois filhos para Tamar. Deveria arriscar um terceiro? Selá era o único filho que lhe restava, e ainda não tinha chegado a idade adulta. A fim de acalmar a nora, Judá aconselhou-a a voltar para a casa do pai e a viver como viúva até que Selá pudesse casar-se. O tempo passou e Tamar continuava vestida em roupas de viuvez. Depois que a mulher de Judá morreu, ele viajou, certo dia, para Timna, a fim de tosar suas ovelhas. Ao saber da viagem do sogro, Tamar decidiu agir de maneira dramática e desesperada. Se Judá não queria dar seu filho mais moço em casamento, ela faria o possível para propagar o nome da família a seu modo. Tirando as roupas de viúva, disfarçou-se colocando um véu, como se fosse uma prostituta, e sentou-se ao lado da estrada para Timna. Judá dormiu com ela e lhe deu seu anel de sinete e seu cordão, juntamente com seu cajado, como penhor de pagamento futuro.
Cerca de três meses mais tarde, Judá soube que Tamar estava grávida, mas não tinha ideia de que ele fosse o responsável pela condição dela. Furioso porque a nora havia se prostituído, ordenou que fosse apedrejada até a morte. Antes de a sentença ser executada, Tamar enviou-lhe, porém, uma mensagem chocante: “Do homem de quem são estas coisas concebi. Reconhece de quem é este selo, e este cordão, e este cajado (Gen. 38.25).
O homem, que tão rapidamente julgara Tamar sem se importar com o encontro secreto que teve com uma prostituta, foi pego de surpresa. Para seu crédito, contou a verdade, dizendo:
- Mais justa é ela do que eu, porquanto não a dei a Selá, meu filho.
Seis meses mais tarde, Tamar deu à luz gêmeos. Mais uma vez, como acontecera com Jacó e Esaú, os gêmeos lutavam em seu ventre. Uma pequenina mão saiu e depois desapareceu, mas não antes de ser amarrada com um fio vermelho pela parteira. A seguir, surgiu um corpinho escorregadio, mas sem o fio escarlate. Eles chamaram o primeiro menino de Perez (que significa “abrindo caminho”). A seguir, o que tinha o fio vermelho nasceu, e o chamaram de Zera (que significa “escarlate”). Perez foi reconhecido como primogênito. De sua descendência viria o Rei Davi e, finalmente, centenas de anos mais tarde, Jesus de Nazaré.
Judá mostrara pouco interesse pela continuação da sua linhagem. Em vez disso, Deus usou uma mulher, envergonhada por não ter filhos e decidida a tê-los, a fim de assegurar que a tribo de Judá não só sobrevivesse, como também viesse um dia a gerar o Messias.

SUA VIDA E SUA ÉPOCA 
Prostituição 
Por mais abominável que seja para nós, a prostituição era, na verdade, uma espécie de adoração no Oriente Próximo da antiguidade. Os povos pagãos frequentemente acreditavam que os deuses da fertilidade concediam bênçãos para aqueles que praticavam a prostituição cultual. Os sacrifícios e pagamento pelo uso de uma prostituta cultual representavam grandes somas de dinheiro para os cofres da divindade adorada. O intercurso sexual, em si, simboliza a fertilidade esperada e a abundância da colheita.
Judá, um viúvo que só recentemente fora “consolado” da sua tristeza (Gen. 38,12), viajou ara Timna na época da tosa pra ver como suas ovelhas Estavam sendo tosquiadas. É possível que, ao ver Tamar, tenha pensado que ela fosse uma prostituta do santuário e teve intercurso com ela para garantir uma boa quantidade de lã. Isso não justifica, de forma alguma, o ato de Judá, mas lança alguma luz sobre seus possíveis motivos.
As prostitutas do santuário mantinham-se cobertas por espessos véus antes e depois do intercurso sexual, numa tentativa de criar a ilusão de que o participante estava praticando o ato sexual com a própria deusa. Essa prática favoreceu Tamar, dando-lhe o disfarce perfeito para que seu sogro jamais a reconhecesse.
A prostituição é uma imagem usada muitas vezes pelos profetas bíblicos para descrever a desobediência de Israel e sua tendência de seguir falsos deuses. Eles consideravam Deus como marido de Israel, seu guardião e seu verdadeiro amor. Sempre que os israelitas se afastavam do Deus verdadeiro adorando deuses falsos, eles se “prostituíam”. 
Essa é uma ilustração bem forte, mas correta, do afastamento do Deus que os amava sinceramente e que estava disposto a cuidar deles e vigiá-los, bastando que permanecessem leais ao Senhor.

SEU LEGADO NAS ESCRITURAS 
Leia Gênesis 38.1-10
41. Era esperado que Onã tivesse filhos para continuar a descendência de seu irmão Er por meio de Tamar. Esse é o mesmo procedimento que o do “parente resgatador”, que encontramos no livro de Rute. O parente mais próximo deveria ter um filho para continuar a linhagem do marido falecido. Embora isso pareça ofensivo para nós hoje, qual você acha que foi o propósito de Deus ao decretar tal prática?

Leia Gênesis 38.11-19
42. Nenhum dos homens na vida de Tamar cumpriu com suas responsabilidades para com ela, inclusive o sogro Judá. Descreva como, em sua opinião, Tamar deve ter se sentido no decorrer de todos esses eventos. Zangada? Ignorada? Desonrada? Desprezada? Envergonhada?
43. Por que Tamar estava tão desesperada para ter um filho?
44. Você, ou alguém que conhece, deseja intensamente ter filhos? Como os problemas da esterilidade hoje se comparam com o que as mulheres do passado suportavam em seus dias?

Leia Gênesis 38.20-24
45. Qual você acha que foi a reação de Judá à notícia da gravidez de Tamar? Não seria falsidade da parte dele condenar a atitude ela, mas não a sua própria?
46. Esses padrões de dois pesos e duas medidas ainda existem hoje? Como? São tão comuns como eram no tempo passado?

Leia Gênesis 38.25-30
47. Considerando o que Tamar fez ao oferecer-se disfarçada de prostituta ao sogro, as palavras dele, no versículo 26, a surpreendem? Por quê? Explique o que Judá queria dizer com essas palavras.
48. A história de Tamar é difícil de entender. Não existe um jeito simples de conciliar seus atos com nossos conceitos atuais. Por que uma história assim foi incluída nas Escrituras inspiradas?

Leia Mateus 1.3
49. O que a inclusão de Tamar na linhagem de Cristo mostra a você sobre o poder de Deus para extrair o bem mesmo de eventos trágicos?
50. Como Deus trouxe o bem a partir de más experiências vivenciadas por você ou por alguém que você conhece?

SUA PROMESSA
A história de Gênesis 38 não revela nada a respeito do conhecimento de Tamar sobre a mão de Deus nos acontecimentos de sua vida. É muito provável que ignorasse completamente o poder de Deus em operação. Mas o Senhor estava, não obstante, trabalhando, produzindo o bem em meio à tragédia e abençoando, apesar de todos aqueles eventos menos do que dignos.
Essa é a beleza desta história. O poder de Deus para produzir coisas positivas a partir de situações negativas, e até pecaminosas, ainda atua hoje como na época de Tamar.
Talvez não dê para perceber isso hoje nem amanhã – ou talvez nunca -, mas podemos confiar no Deus que amamos para fazer o que mais gosta: abençoar-nos apesar de nós mesmas.

Promessas nas Escrituras
Nem uma só promessa caiu de todas as boas palavras que falou de vós o Senhor, vosso Deus; todas vos sobrevieram, nem uma delas falhou. (Js 23.14).
Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. (Rm 8.28).
O teu caminho, ó Deus, é de santidade. Que deus é tão grande como o nosso Deus? (Sl 77.13).

SEU LEGADO DE ORAÇÃO
Judá gerou de Tamar a Perez e a Zerá. (Da genealogia de Cristo em Mateus 1.3).
Medite Gênesis 38

Louve a Deus 
Por ter permitido que seu Filho se associasse intimamente com os seres humanos decaídos, de quem descendia. 

Agradeça
Pelo fato de Deus usar circunstâncias não favoráveis para produzir bons resultados. 

Confesse
Qualquer tendência que você tenha de julgar outros usando dupla medida, como Judá fez com Tamar.

Peça a Deus
Que tire qualquer aflição que esteja sentindo e que a substitua por esperança, lembrando o texto de Jeremias 29.11: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que desejais.” 

Eleve o coração 
Se você nunca desenhou sua árvore genealógica, faça um esforço para traçar sua linhagem, retrocedendo pelo menos quatro ou cinco gerações – mais até se tiver tempo e energia. Peça a parentes mais velhos que forneçam o máximo de informação sobre seus ancestrais. Dê atenção especial às mulheres de sua árvore genealógica. 

Tome nota sobre tudo o que descobrir. Poderá descobrir, assim, alguns detalhes fascinantes sobre a procedência da sua família. 

Oração 
“Senhor, tu me formaste no ventre da minha mãe”. Sabias, então, como iria ser cada dia da minha vida. Vistes as grandes coisas e as dificuldades, a alegria e a tristeza. Neste momento, apresento diante de ti uma situação (ou lembrança) com a qual ainda não me reconciliei. Quando tiver de olhar para as circunstâncias penosas, ajuda-me a compreender que estavas presente mesmo em meio a elas.
Entrego-as agora a ti. Ajuda-me a sentir a tua presença confortadora em minha vida.

Fonte: MULHERES DA BIBLIA FIDELIDADE DE DEUS 
FABIANO
Há duas personagens no Novo Testamento com o nome de Barsabás, um nome grego Bar sabas de origem aramaica e que significa filho de Sabas, ou nascido no Sábado:

l) - José Barsabás, que foi escolhido juntamente com Matias para um deles ser eleito para o lugar de Judas o traidor:
-Designaram dois: José, de apelido Barsabás, chamado justo, e Matias. (... ) Depois, tiraram à sorte, e a sorte caiu em Matias que foi incluído entre os doze Apóstolos. (At 1.23...).

2)- Judas Barsabás, que foi um dos dois eminentes e respeitados membros da primeira Assembleia Geral Cristã, o Concílio de Jerusalém, que se reuniu no ano 49 ou 50:
-Então os Apóstolos e os anciãos, de acordo com toda a Igreja, resolveram escolher alguns dentre eles e enviá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé. Foram, Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens respeitados entre os irmãos.(At l5.22). Eles eram portadores de uma carta que entregaram:

-Eles, então, depois de se despedirem, desceram a Antioquia e, reunindo a assembleia, entregaram a carta. Depois de a lerem, todos ficaram satisfeitos com o encorajamento que lhes trazia.

Judas e Silas, que também eram profetas, exortaram e fortaleceram os irmãos com um longo discurso(...) Silas, porém, resolveu ficar ali e Judas partiu sozinho para Jerusalém. (At 15.30).


Fonte: www.ourladyoffatimachurch.net
É comum encontrar profetas no Velho Testamento, ainda mais quando Israel era uma teocracia, governada por juízes que, em regra, também eram profetas do Senhor. Depois vieram os reis de Israel e Judá e lá estavam os profetas de Deus advertindo, consolando e proferindo as palavras de vitória ou derrota da parte de Deus.

No Novo Testamento não se encontra muitos profetas. Quando Jesus nasceu, Israel vinha de um silêncio profético de quatrocentos anos e estava dominada, subjugada ao Império Romano. Não havia mais reis e nem juízes, a Judeia era possessão de Roma e era governada pelos prepostos dos Césares.

O povo judeu estava esperando o seu Messias, prometido por Deus para libertação de Israel, mas as autoridades espirituais israelitas confundiram as bolas e esperaram por um novo libertador, que fosse resgatar Israel não dos seus pecados, mas do domínio romano, uma mistura dos melhores momentos de Davi e Moisés, porém as Escrituras apontavam para a vinda do Salvador, sem homens valentes como Davi e sem a missão de apresentar ao povo uma nova terra prometida.

Naqueles dias vivia em Jerusalém o último profeta de Israel, um homem humilde, justo, temente a Deus e que estava sempre no templo esperando para ver a consolação espiritual de Israel e cheio do Espírito Santo. Seu nome era Simeão.

Simeão já era bem idoso, mas o Espírito de Deus revelou a ele que ele não morreria sem antes ver o Cristo de Deus e Simeão creu e esperou na promessa. Um dia Simeão foi ao templo, como era seu costume, e viu quando Maria e José levaram o menino Jesus para cumprir a lei Mosaica. Na mesma hora o Espírito Santo revelou a Simeão quem era aquele menino trazido por seus pais para ser consagrado e Simeão tomou a criança em seus braços.

Foi uma cena de intensa emoção. Simeão tinha em seus braços o Cristo de Deus e viu Sua promessa ser cumprida diante de seus olhos, então Simeão foi tomado de grande alegria e profetizou.

A primeira coisa que Simeão fez foi agradecer a Deus, porque ele viu a promessa do Salvador se concretizar diante dele e ele pediu que o Senhor o despedisse em paz. Depois Simeão profetizou acerca do menino e disse: “Pois já os meus olhos viram a tua salvação, a qual tu preparaste perante a face de todos os povos; luz para iluminar as nações, E para glória de teu povo Israel.” (Lucas 2:30-32).

José e Maria ficaram maravilhados com as palavras de Simeão e ele os abençoou e disse a Maria: “Eis que este é posto para queda e elevação de muitos em Israel, e para sinal que é contraditado (e uma espada traspassará também a tua própria alma); para que se manifestem os pensamentos de muitos corações.” (Lucas 2:34-35).

Aí estava a profecia. Primeiro Simeão teve uma revelação divina de quem era aquele menino nos braços de sua mãe e depois profetizou a Seu respeito.

Aquele era o começo da dispensação da graça, do tempo em que a salvação se estendeu a todos os povos, línguas e nações. A partir do nascimento de Jesus e depois de Sua morte e ressurreição, a salvação dos pecados deixou de ser uma exclusividade do povo judeu e se transformou em luz para todo aquele que crer que Jesus é Deus, é Filho de Deus e que foi ressuscitado por Ele para viver para sempre na glória do Pai.

Existem muitos “Simeões” em nossos dias. São homens e mulheres justos, tementes a Deus, semeadores de Sua mensagem de salvação e que esperam a segunda vinda de Jesus a terra. Todos os “Simeões” de nossa era, assim como o Simeão do templo de Jerusalém, não passarão pela morte sem antes ver o Filho de Deus arrebatar Sua Igreja.

Todos os “Simeões” do nosso tempo são tidos como loucos, fanáticos, malucos beleza, porque creem que em breves dias seus olhos verão Jesus vindo sobre as nuvens com Poder e grande Glória. Nenhum de nossos “Simeões” fecharão os olhos sem ver cumprida a promessa de Deus.


Em breve dias, por mais louca que pareça esta afirmação, Jesus voltará para buscar a Sua Igreja e a isso se seguirá um tempo de tribulação e guerra, para juízo de todos aqueles que tiveram oportunidade de salvação, mas que preferiram desdenhar da promessa de Jesus. Ainda é tempo de salvação, mas não perca tempo, não se sabe nem o dia e nem a hora em que Jesus voltará.



Fonte: www.sombradoonipotente.blogspot.com.br
Pouca gente conhece a história de Ló, o texto bíblico mais conhecido de Ló é a destruição das cidades de Sodoma e Gomorra, mas a história deste personagem, pouco conhecido, é bem maior.

Quando Deus firmou Sua aliança com Abrão, ele saiu de sua terra, da casa de seu pai, da sua parentela e foi para uma terra desconhecida, mas que Deus prometeu que seria sua possessão e de sua descendência. Abrão (que mais tarde teria o nome mudado para Abraão) levou consigo tudo o que possuía, além de Sarai sua esposa e seu sobrinho Ló.

A narrativa bíblica diz que Abrão era um homem muito rico e Ló também era rico e quando deixaram Ur dos Caldeus, sua terra natal, ambos levaram consigo seus muitos bens materiais. Vale lembrar que naquele tempo a riqueza de uma pessoa era medida pelo gado, escravos, ouro e prata que possuía, não era como hoje que a riqueza se mede pelos imóveis, carros, iates, fazendas e empresas, por isso Abrão e Ló podiam levar com eles todos os seus bens.

Pois bem, eles chegaram às terras de Betel, depois de passar pelo Egito e habitaram ali, só teve um probleminha, a terra não tinha capacidade para alimentar os muitos rebanhos de Abrão e de Ló e houve conflito entre os pastores dos dois. A conclusão era lógica, Abrão e Ló não podiam mais habitar juntos.

Abrão chamou seu sobrinho Ló e pediu que ele escolhesse para onde queria ir, se Ló fosse para a direita, Abrão iria para a esquerda, ou o inverso.

A Bíblia diz que Ló levantou os olhos e viu toda a campina do Jordão, que era toda fértil, toda regada, como o “jardim do Senhor” e Ló escolheu para si as campinas do Jordão. Abrão foi no sentido oposto e habitou as terras de Canaã, que não eram tão belas quanto as campinas do Jordão, mas eram a terra prometida, a terra da aliança.

Ló tomou sua decisão pela aparência das terras, ele se decidiu pelo o que seus olhos viram, pela conveniência de habitar um jardim tão lindo quanto o jardim do Senhor, mas era só aparência, porque nas campinas do Jordão estavam as cidades Sodoma e Gomorra, famosas pelos pecados dos seus moradores e Ló armou suas tendas até Sodoma.

Uma decisão errada sempre traz consequências ruins, ainda mais se esta decisão não passou pela ponderação necessária, pelo critério da inteligência. As campinas do Jordão eram tão belas quanto perigosas, em função da proximidade das cidades pecaminosas e famosas por suas práticas.

Tem muita gente boa que age na vida do mesmo jeitinho desastrado de Ló, que julga pelas aparências, que não pede a Deus conselho, que se deslumbra facilmente com coisas, bens materiais ou posição social. Errado, porém comum. Na verdade é bem como diz o povo: “as aparências enganam” e como enganam. Eu até prefiro o outro ditado: “por fora bela viola, por dentro pão bolorento”.

A bela viola de Sodoma se mostrou a ruína de Ló. Primeiro, houve uma guerra entre os reis de Sodoma e Gomorra e vários reis que habitavam o vale de Sidim, que prevaleceram na batalha e tomaram todos os bens e mantimentos de Sodoma e Gomorra e tomaram Ló e todos os seus bens e fugiram. O cidadão achou que estava levando a maior vantagem em escolher as campinas do Jordão e acaba sequestrado. É assim mesmo, escolha errada, consequência ruim.

Pois é, mas um dos servos de Ló escapou e foi correndo contar para Abrão, aquele que ficou com o lado aparentemente pior da terra e ele tomou providencia imediata. Abrão reuniu trezentos e dezoito homens criados ou nascidos em sua casa, perseguiu os reis que haviam capturado Ló e a Bíblia diz: “E tornou a trazer todos os seus bens, e tornou a trazer também a Ló, seu irmão, e os seus bens, e também as mulheres, e o povo.” (Gênesis 14:16). Mais um ponto para Abrão (o primeiro foi deixar o sobrinho escolher para onde queria ir).

A vida de Ló era uma derrota total, ele fez uma escolha errada, aliás a segunda, a primeira foi perder a oportunidade de fazer também uma aliança com Deus, e a partir daí tudo deu errado em sua vida. Ele foi sequestrado numa guerra que não era dele e se não fosse Abrão, tinha perdido tudo o que tinha, inclusive a própria vida.

Um dia Deus resolveu destruir as cidades de Sodoma e Gomorra e avisou Abrão, que já se chamava Abraão. Deus sempre avisa Seus servos dos Seus planos e Abraão, que conhecia ao Senhor e sabia que Ele não coloca no mesmo saco pecado e pecador, perguntou a Deus: “Destruirás também o justo com o ímpio? Se porventura houver cinqüenta justos na cidade, destruirás também, e não pouparás o lugar por causa dos cinqüenta justos que estão dentro dela? Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti. Não faria justiça o Juiz de toda a terra?”(Gênesis 18:23-25).

Claro que Deus disse que não destruiria as cidades se houvessem nelas cinquenta justos, mas não tinha tudo isso de gente boa em Sodoma e Gomorra, então a conversa se estendeu até o número de dez justos, quando Deus saiu da presença de Abraão e partiu em direção às cidades das campinas do Jordão.

Deus enviou dois anjos a Sodoma que encontraram com Ló na entrada da cidade. A missão dos anjos era tirar da cidade Ló e sua família, antes que a cidade fosse destruída. Só teve um probleminha, os homens de Sodoma era muito maus e resolveram abusar dos homens que haviam entrado na casa de Ló, sem saber que eram anjos e foi preciso os anjos estenderem as mãos e ferir os homens de cegueira para que não invadissem a casa de Ló. Um verdadeiro horror.

Pela manhã os anjos mandaram Ló, sua mulher e suas filhas saírem da cidade, mas como Ló demorou, os anjos os tomaram pelas mãos e os arrastaram para fora da cidade e disseram: “Escapa-te por tua vida; não olhes para trás de ti, e não pares em toda esta campina; escapa lá para o monte, para que não pereças.” (Gênesis 19:17). Ló escapou da morte pela segunda vez por ter escolhido as campinas do Jordão e desta vez perdeu tudo o que tinha, ficou pobre, saiu com sua família e deixou todos os seus bens.

Assim que saiu o sol, Deus destruiu Sodoma, Gomorra, todos os seus habitantes, a campina e até o que nascia da terra. A recomendação era não olhar para trás, mas a mulher de Ló, curiosa, deu uma espiadinha e virou uma estátua de sal. Curiosidade pode matar. Sobrou Ló e suas duas filhas.

Deus salvou Ló e sua família por amor a Abraão, veja: “E aconteceu que, destruindo Deus as cidades da campina, lembrou-se Deus de Abraão, e tirou a Ló do meio da destruição, derrubando aquelas cidades em que Ló habitara.”(Gênesis 19:29). Ló não foi salvo da destruição de Sodoma por causa dos seus “belos olhos”, a razão foi outra, Deus amava Abraão e sabia do amor dele por seu sobrinho Ló, por isso não destruiu Ló junto com a cidade que ele escolheu para morar.

A decisão errada de Ló teve como consequência a pobreza, ele era rico e perdeu tudo o que tinha quando Sodoma foi destruida. Foi salvo só com a roupa do corpo e ainda perdeu a mulher que resolveu dar uma espiadinha e virou estátua de sal.

Há uma grande diferença entre a vida de Abraão e a de Ló, Abraão tinha uma aliança com Deus e acabou dando tudo certo em sua vida, já Ló não fez nenhuma aliança com Deus, era apenas um acompanhante de Abrão e tudo deu errado na vida de Ló, de quem só aprendemos por contraste, o que não devemos fazer. Use sua inteligência e faça as escolhas certas, coloque Deus no meio dos seus negócios, de sua família, de sua vida e Ele lhe dará conselho sobre o que escolher.



Fonte: www.sombradoonipotente.blogspot.com.br
Dalila, do hebraico "Dalila" que significa "tentadora", surge na Bíblia como uma das mulheres de Sansão, uma das figuras bíblicas de maior relevo. 
Dalila era filisteia, natural do vale de Sorec no Norte da Filisteia. Tendo aceite um suborno dos príncipes filisteus para que descobrisse o segredo da força de Sansão, por três vezes este lhe deu informações falsas. 

Mas à quarta vez conseguiu convencê-lo a revelar-lhe o seu segredo: se o seu cabelo fosse cortado, perderia toda a sua força. Dalila mandou então um homem cortar o cabelo a Sansão enquanto este dormia, entregando-o de seguida aos filisteus. 
Após este episódio Dalila não é mais mencionada nos textos bíblicos, ficando assim na história como a mulher que traiu o herói israelita Sansão.




Fonte: www.knoow.net
Agar era uma serva egípcia de Sara, mulher de Abraão, e que foi dada pela mesma para gerar um filho de Abraão afim de cumprir a promessa de Deus, já que Sara era estéril.
Na verdade Sara quis dar uma ajudinha para Deus, na sua pequenina fé e deu a maior confusão e aí quem acabou levando a pior foi  Agar, que acabou entrando  nesta história.
Pois é, Agar, em obediente a sua senhora fez como o mandado e gerou um filho o qual se chamou Ismael, cujo nome significa "Deus ouve".

Esta história emocionante encontra-se no livro de Gênesis entre os capítulos 16 a 21. Mas, o que eu quero chamar à atenção não é propriamente ao começo desta história, mas sim ao desfecho dela. 
Agar sofreu muitas humilhações pelo ciúmes de Sara, por duas vezes foi mandada embora, mas, em nenhuma das vezes abandonou seu filho.

Da primeira vez, saiu ela sem rumo, grávida, mas foi achada junto a fonte de águas pelo Anjo do Senhor que lhe fez uma promessa e a fez retornar.
Da segunda vez, com o filho já crescido, foi ela novamente humilhada e mandada embora e, sem rumo, partiu pelo deserto com seu filho, e dessa vez, no auge do seu desespero, já sem água para beber, afastou-se dele, por não querer vê-lo morrer.

Só quem tem um filho pode imaginar a dor dessa mãe, o sofrimento dela vendo seu filho prestes a morrer e sem poder fazer absolutamente nada.

Então Agar, longe senta-se sem forças e chora, e seu choro foi de desespero, ela levantou a sua voz angustiada a esperar a morte.
Mas aí, algo acontece! Não foi só Agar quem sofreu alí. Naquele cenário estava seu filho, ele já não era mais criança, ele entendia tudo o que estava acontecendo, ele também se sentiu rejeitado e humilhado pelo pai, ele também sentiu a morte de perto e ele também chorou.

E a Bíblia diz que, nesse momento apareceu o Anjo do Senhor e disse a Agar que Deus havia ouvido o choro do menino, veja bem, Deus ouviu o choro de Ismael.

Deus ouviu aquela mãe e aquele filho em meio ao deserto do desespero, e Deus continua a ouvir.
Quantas mães e quantos pais choram hoje por seus filhos que estão prestes a morrer envolvidos com tantas coisas que podem levá-los a morte. Quantos filhos choram também por ver que estão caminhando para a morte mas não tem forças para abandonar o erro. Mas Deus ouve!

Assim como Deus ouviu o choro de Agar e de Ismael ele ouve o choro daquele que desesperado espera por um socorro.
Não importa sua situação no momento, clame a Deus e espere Nele, pois Ele cumprirá todas as promessas na tua vida e na tua família. No meio do deserto não há onde correr nem a quem buscar, mas Deus  vê e ouve e mais  do que isso, Ele faz!

O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã!
Que Deus te conceda a vitória em nome de Jesus.




Fonte: www.adoracaosemlimitesmariangela.blogspot.com.br

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