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Boaz, parente de Elimeleque

Boaz foi um judeu, morador de Belém e pertencente à tribo de Judá. Boaz era um homem rico e um respeitado proprietário de terras em Belém (Rt 2:1-3). A história de Boazestá registrada no livro de Rute, além de também ser citado em 1 Crônicas 2:12. Neste estudo bíblico conheceremos um pouco mais sobre quem foi Boaz na Bíblia Sagrada.

A história de Boaz


A Bíblia não nos fornece muitas informações sobre a biografia de Boaz. Sabemos que ele foi um parente de Elimeleque, o marido de Noemi (Rt 1:1; 2:1). O texto bíblico o descreve como um fazendeiro honesto e bondoso, que procurava garantir o bem-estar de seus trabalhadores. Boaz viveu no período dos juízes de Israel.

Boaz é mencionado na genealogia de Jesus no Evangelho de Mateus 1:15. Justamente nessa passagem existe uma discussão entre os estudiosos acerca da mãe de Boaz. O texto bíblico deixa claro que Boaz era filho de Raabe e Salmom.
Todavia, alguns intérpretes questionam se essa Raabe, mãe de Boaz, é a mesma citada no livro de Josué como uma ex-meretriz que foi acolhida entre os israelitas. Apesar de tal discussão, as evidências apontam que muito provavelmente a Raabe mãe de Boaz citada na genealogia do Senhor é a mesma mulher que morava em Jericó e que acolheu os dois espias enviados por Josué. Saiba mais sobre quem foi Raabe.


Boaz e Rute

Após Elimeleque e seus dois filhos morrerem em Moabe, as viúvas Noemi, Rute e Orfa ficaram numa situação difícil. Rute e Orfa, ambas moabitas, foram aconselhadas por Noemi a retornarem para suas famílias. Entretanto, Rute decidiu permanecer ao lado de sua sogra e acompanhá-la de volta à Belém (Rt 1:15-22).
Já em Belém, Rute se aproveitou de um antigo costume que garantia aos pobres benevolência para que pudessem obter o sustento necessário para a sobrevivência (Lv 19:9-10; 23:22; Dt 24:19). Assim, Rute foi rebuscar espigas no campo.
O texto diz que por casualidade Rute entrou na parte das terras que pertencia a Boaz(Rt 2:3). A expressão do hebraico utilizada nesse versículo demonstra que Rute não planejou aquilo, entretanto sabemos que tudo o que veio à acontecer obedeceu ao propósito soberano de Deus.
No campo, Boaz percebeu Rute e perguntou aos seus homens sobre ela (Rt 2:4-7). Boaz e seus homens ficaram impressionados com aquela jovem estrangeira, pois seu testemunho era muito diferente do que normalmente se esperava de uma moabita.
Rute era tão honrada que pediu permissão para juntar as espigas deixadas para trás pelos segadores, apesar de aquele ser seu direito (Dt 24:19-21). Isto fez com ela fosse admirada pelo seu caráter. Saiba mais sobre a história de Rute.
Boaz concordou com pedido de Rute, e lhe ofereceu proteção e provisão. Na verdade Boaz concedeu a Rute muito mais do que era esperado dele (Rt 2:14-16), demonstrando o tipo de pessoa que ele era.
Mais tarde, após o término da sega da cevada e do trigo, Noemi aconselhou Rute a procurar Boaz para propor-lhe que ele desempenhasse o papel de parente-remidor(Rt 3:1-11), isto é, o parente que exerce o direito de compra da propriedade do falecido, neste caso Elimeleque, Malom e Quiliom.
Apesar da Lei não exigir a responsabilidade do casamento para o resgate da propriedade, de alguma forma houve a aplicação do costume do casamento levirato (Dt 25:5). Entretanto, havia um parente mais próximo do que Boaz, e que pela lei, tinha a prioridade em tais obrigações (Rt 3:12,13).
Após a recusa desse parente próximo, Boaz comunicou que cumpriria as obrigações como resgatador, e que se casaria com Rute (Rt 4:11). O texto bíblico aponta claramente que Boaz tinha bem mais idade do que Rute (Rt 2:5,8), a ponto de Rute ter sido elogiada por ele por não ter ido procurar um homem jovem.
Da união de Boaz e Rute nasceu um filho que foi chamado de Obede. Obede foi o avô do rei e Davi (Rt 4:18-22; 1Cr 2:12), e, como já foi dito anteriormente, Boaz pertenceu à linhagem segundo a carne pela qual Jesus veio ao mundo.
Fonte: estiloadoracao.com

Rei Assuero: A História de Xerxes

O rei Assuero foi o governante da Pérsia entre 486 e 465 a.C. Ele é mais conhecido como Xerxes, seu nome grego, pelo qual aparece em relatos extrabíblicos, sendo que é apenas no livro de Ester que ele é mencionado como Assuero.
Alguns estudiosos consideram que “Assuero” poderia ter sido um tipo de título real que os monarcas persas recebiam, mas não há consenso sobre isso. O rei Assuero foi filho de Dario I, neto de Ciro e o pai de Artaxerxes I, o mesmo Artaxerxes que aparece no contexto de Esdras e Neemias (Ed 7:1; Ne 2:1).
O reinado do rei Assuero (Xerxes)
O rei Assuero (Xerxes) na Bíblia
O rei Assuero e Ester

Segundo os relatos bíblicos, o rei Assuero governou um império grande e imponente que compreendia um território desde a Índia até a Etiópia, com 127 províncias. Ele ascendeu ao trono por designação do pai, já que não era o filho primogênito. Quando comparado os relatos bíblicos com possíveis fontes históricas extrabíblicas, o rei Assuero era uma pessoa vaidosa, excêntrica e volúvel.
Em 482 a.C. ele precisou enfrentar uma rebelião na Babilônia, na qual a cidade foi parcialmente comprometida. A partir de 480 a.C., Xerxes empreendeu várias campanhas militares contra a Grécia. Um dos embates mais conhecidos de Xerxes foi contra Leónidas de Esparta.
O rei Assuero também enfrentou uma derrota difícil quando suas tropas perderam a batalha em Salamina e em Samos. Alguns estudiosos consideram que o evento citado no capítulo 1 do livro de Ester teve a finalidade de planejar as campanhas do Império da Pérsia contra os gregos.
Na sequência de seu reinado houve uma dedicação em relação à construção do novo palácio de Persépolis, além de também ocorrerem várias intrigas em sua corte. O rei Assuero foi assassinado em seus próprios aposentos, muito provavelmente em agosto de 465 a.C.
O rei Assuero aparece em citações diretas e indiretas em livros do Antigo Testamento. Em Esdras 4:6-23, Xerxes é mencionado quando o autor do livro descreve um contexto de oposição à reconstrução dos muros da cidade de Jerusalém.
Alguns estudiosos sugerem que o rei mencionado nessa passagem bíblica fosse Cambises, sucessor de Ciro, porém essa hipótese é bastante improvável.
Já a referência no livro de Ester é a mais conhecida e detalhada sobre o rei Assuero em toda a Bíblia. Na Septuaginta (versão grega do Antigo Testamento), Assuero é chamado de Artaxerxes, porém o personagem em questão é o próprio Xerxes.
No livro de Daniel o rei Assuero também é mencionado, apesar de não aparecer seu nome. Ele é o quarto rei da revelação dada ao profeta Daniel registrada no capítulo 11 de seu livro (Dn 11:2).
Em Daniel 9:1, no capítulo famoso por conter a profecia das setenta semanas, o nome Assuero também é citado, porém não se trata do mesmo Assuero de Ester. Nesse caso, o profeta se refere ao pai de Dario. Essa é uma das referências que apontam para a possibilidade de Assuero ter sido um título e não um nome pessoal.
Assuero, o rei da Pérsia, certo dia realizou um banquete a todo povo na fortaleza de Susã, um palácio fortificado que se elevava em cerca de quarenta metros acima da cidade de Susã. Essa era uma das três capitais persas e servia de residência real de inverno.
Na ocasião estavam presentes os poderosos da Pérsia e Média e seus servos. Após sete dias de festividades, Assuero mandou chamar a rainha Vasti, que também dava um banquete às mulheres na casa real.
A convocação do rei Assuero era para que Vasti entrasse em sua presença usando a coroa real, para que pudesse mostrar aos povos e aos príncipes a sua beleza, porque era muito formosa (Et 1:11).
Muito tem sido especulado sobre os motivos que fizeram com que a rainha Vasti se recusasse a atender ao pedido do rei, porém o texto hebraico não fornece nenhuma explicação. Alguns estudiosos sugerem que ela poderia ter alguma deformação, mas isso parece improvável visto que o texto aponta a sua beleza.
Antigos intérpretes judeus acreditam que é possível que a ordem de Assuero fosse para que ela comparecesse totalmente despida, usando apenas a sua coroa. Apesar de o texto dizer que o rei Assuero já estava alterado por conta do vinho (Et 1:10) e tal atitude parecer possível diante das circunstâncias e de seu característico comportamento, não há nenhum indício no texto bíblico sobre essa possibilidade.
De qualquer forma, somente o fato de ter que comparecer em uma festa de homens já seria motivo suficiente para a rainha Vasti ter entendido o pedido como um tipo de humilhação. Tudo o que sabemos é que a rainha Vasti não compareceu e o rei Assuero a destituiu em aproximadamente 483 a.C. Também é possível que mais tarde Assuero tenha se arrependido do que fez (Et 2:1).
Foi muito provavelmente em 478 a.C. que o rei Assuero colocou Ester no lugar de Vasti como sua rainha. Esse relato do texto bíblico parece se encaixar com a descrição do historiador grego Heródoto de que Xerxes manifestou grande interesse em seu harém logo após a desastrosa campanha contra os gregos.
O mesmo Heródoto identifica a esposa de Xerxes como sendo Amestris. Alguns tentam identificar essa Amestris como sendo a Vasti citada no livro de Ester, ou a própria Ester, porém é muito improvável que Amestris tenha sido qualquer uma delas. Talvez Amestris tenha sucedido Ester mais tarde.
A importante posição de Ester foi muito significativa para que o plano de Hamã em aniquilar os judeus não tivesse sucesso. Na ocasião, Mardoqueu reconheceu que o fato de Ester ter sido aceita como rainha poderia ser uma providencia divina para que ela pudesse agir em favor dos judeus (Et 4:14). Saiba mais sobre a história de Ester.
Fonte: estiloadoracao.com

Lameque, o primeiro homem polígamo descrito na Bíblia

Antes de falarmos sobre quem foi Lameque, é necessário saber que no livro de Gênesis existem dois personagens diferentes com o nome “Lameque”, um descendente de Caim e outro de Sete.
O nome “Lameque” do hebraico “lemekh” tem seu significado amplamente aceito como sendo “um jovem forte” ou “moço forte”.

Lameque descendente de Caim:

Lameque foi descendente de Caim, filho de Metusael e o primeiro homem polígamo descrito na Bíblia, tendo se casado com Ada e Zilá (Gn 4:18-24).
Lameque teve três filhos com histórias importantes em suas épocas (ao todo acreditasse que tenha sido setenta filhos). Jabal foi o pai dos que habitam em tendas e têm gado, Jubal foi o pai de todos os que tocam harpa e órgão, e Tubalcaim foi mestre de toda obra de cobre e ferro.
No livro de Gênesis (4:23) podemos encontrar o “cântico de Lameque” que basicamente existem 2 tipos de interpretação entre os estudiosos.
  1. A primeira interpretação defende que Lameque cantou para suas esposas, vangloriando-se de ter matado os homens que atentaram contra ele. Essa poesia também é identificada como um tipo de ameaça a quem ousasse fazer algo contra Lameque. Estas palavras provavelmente estavam relacionadas ao fato de que seu filho era inventor de armas de guerra. Logo, Lameque declara uma força superior devido às suas armas, e de certa forma mostra que ele acreditava que não precisava da proteção de Deus, pois poderia se defender sozinho. Essa interpretação é a mais amplamente aceita.
  1. Outra linha de interpretação acredita que a poesia de Lameque contada às suas esposas na verdade seria uma espécie de remorso de sua consciência por ter matado aqueles homens. As frases “porque me feriu” e “porque me pisou”, são utilizadas para alegar que Lameque tenha matado em defesa própria.

Lameque descendente de Sete:


João Calvino descreveu Lameque como “um homem cruel, destituído de todo sentimento humanitário”.
O Lameque descendente de Sete, foi filho de Matusalém e pai de Noé (Gn 5:25-31; 1Cr 1:3), teve um caráter totalmente diferente do outro Lameque. Em Lucas 3:36, ele é citado na genealogia de Jesus Cristo. Lameque viveu 777 anos (Gn 5:25-31).
Lameque era temente a Deus, expressava confiança nas promessas de salvação e tinha esperança que, na pessoa de seu filho Noé, a maldição de Adão seria encerrada (Gn 5:29).
Fonte: estiloadoracao.com

General Nebuzaradã, o chefe da guarda imperial Babilônica

Nebuzaradã é um nome babilônico que significa "Nebo Deu Semente".
Chefe da guarda pessoal e figura principal nas forças de Nabucodonosor por ocasião da destruição de Jerusalém propriamente dita, foi ele quem, em 588 a.C., incendiou Jerusalém e destruiu o templo  (2RS 25:8-20; Jr 52:12-30).
Parece que Nebuzaradã não estava presente durante o sítio inicial de Jerusalém e quando sofreu a brecha, porque foi cerca de um mês mais tarde que ele “veio a Jerusalém”, depois de o Rei Zedequias ter sido levado a Nabucodonosor e ter sido cegado.
De fora da cidade, Nebuzaradã dirigiu as operações babilônicas de destruição da cidade, que começaram “no dia sétimo do mês” (o quinto mês, abe), e que incluíram o saque dos tesouros do templo, a demolição da muralha, lidar com os cativos e permitir que alguns dos mais humildes permanecessem ali. Três dias mais tarde, no dia dez do mês, parece que Nebuzaradã “entrou em Jerusalém”, e, depois duma inspeção, pôs fogo na casa de Jeová e reduziu a cidade a cinzas. Josefo observou que foi no mesmíssimo dia, no dia dez do quinto mês, em que o templo de Salomão foi queimado, que também o templo reconstruído de Herodes foi incendiado, em 70 d.C.

Nebuzaradã, às ordens de Nabucodonosor, libertou Jeremias e falou com ele bondosamente, deixando-o escolher o que queria fazer, oferecendo-se a cuidar dele e concedendo-lhe alguns suprimentos (Jr 39:11-14; 40:1-6). Nebuzaradã foi também porta-voz do rei de Babilônia na designação de Gedalias como governador sobre os remanescentes ali.
Em 584 a.C., Nebuzaradã levou mais 745 judeus e israelenses para o exílio na Babilônia.

Fonte: pt.wikipedia.org

ZEDEQUIAS, O REI QUE FICOU CEGO

O rei Nabucodonosor invadiu Jerusalém nos dias do rei Jeoaquim e o levou cativo para a Babilônia, junto com sua mãe, mulheres, filhos, oficiais do reino e todos os homens valorosos de Judá. Os utensílios da casa do rei e da casa do Senhor foram saqueados, quebrados e levados para a Babilônia. 
Foi uma grande tragédia!

No lugar do rei Jeoaquim, Nabucodonosor, estabeleceu o tio de Jeoaquim, Matanias, como rei vassalo, ou seja, Matanias não tinha qualquer autonomia para governar, era apenas um “agente” do rei de Babilônia, que mudou seu nome para Zedequias, que significa “Justiça do Senhor”. Parece irônico, mas Jeoaquim “pisou na bola” com Deus e por isso seu reino foi tomado pelos babilônicos e Nabucodonosor “batizou” Matanias com o nome “Justiça do Senhor”.

Zedequias nem estava na linha sucessória e foi alçado ao maior cargo político de Judá. Na época Zedequias era um jovem de vinte e um aninhos e se empolgou demais com o “cargo” e o texto resume o seu reinado desta forma: E fez o que era mau aos olhos do Senhor, conforme tudo quanto fizera Jeoaquim." (2 Reis 24:19).

Bom, para demonstrar toda a sua imaturidade, Zedequias se rebelou contra Nabucodonosor, o sujeito que fez dele rei de Judá e a coisa ficou negra de bolinhas escuras para ele. Nabucodonosor mandou sitiar Jerusalém e houve fome e fuga em massa de soldados, o próprio rei Zedequias tentou fugir, mas foi capturado e levado à presença de Nabucodonosor.

Nesse meio tempo, Deus levantou o profeta Jeremias para aconselhar Zedequias a se entregar e poupar sua vida, porém, além de não dar ouvidos a Jeremias, Zedequias ainda mandou encarcerar o homem de Deus. Além de aconselhar Zedequias, Jeremias revelou o que aconteceria ao último rei de Judá, leia: Também estenderei a minha rede sobre ele, e será apanhado no meu laço; e o levarei à babilônia, à terra dos caldeus, e contudo não a verá, ainda que ali morrerá. (Ezequiel 12:13).

A profecia de Jeremias dizia que Zedequias seria capturado, levado para a Babilônia, lá morreria, mas não a veria. Como alguém pode ser levado para um lugar, morrer lá, ou seja, ficou por lá algum tempo, mas não a ver? Não era confusão do profeta e o que aconteceu na sequencia provou isso.
A sentença de Zedequias foi muito cruel, ele assistiu seus filhos serem assassinados diante de seus olhos que, em seguida, foram furados. A última cena que Zedequias viu em vida foi a morte de todos os seus filhos. Depois disso ele foi atado com cadeias de bronze e levado para a Babilônia e a profecia de Jeremias se cumpriu literalmente.

Zedequias é um tipo de muitos cristãos dos últimos dias da Igreja sobre a face da terra. Muita gente está dentro das igrejas, mas como Zedequias, não tem legitimidade para ser chamado “filho de Deus”. Há muito joio no meio do trigo, muito lobo ostentando uma bela capa de cordeiro, muita gente que embora mencione o nome de Jesus, jamais o conheceu e foi o próprio Jesus quem disse isso, veja: Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. (Mateus 7:21).

Muitos cristãos dos últimos tempos nem cristão é e fica tateando, cego como Zedequias, sem conseguir enxergar que sem um encontro real com Jesus, não há salvação. Não basta se dizer cristão para ser salvo, não é o título que salva, mas a sincera conversão a Jesus, reconhecendo que Ele é Deus e o único Salvador. 


Fonte: sombradoonipotente.blogspot.com.br

A mulher Siro-fenícia, perseverança

“E ela disse: ‘Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores’.” (Mt 15.27).

Na Fenícia dos tempos neotestamentários morava uma mulher de origem siro-fenícia com sua filha ainda pequena. A Bíblia não nos diz o seu nome, nem se era casada, viúva ou mãe-solteira. Apenas encontramos essa mulher em grande desespero diante do quadro de sua filha estar possuída por espíritos malignos. Era fácil perceber que eram espíritos malignos que atormentavam a menina, pois não havia um diagnóstico médico preciso. As atitudes da menina não condiziam com o seu estado normal no dia-a-dia.

Aquela mulher não encontrava alívio na religião da Fenícia, ou da Síria, pois os deuses pagãos não se importavam com esse tipo de sofrimento. Ela não podia ter paz vendo a menina sendo atormentada e desejava a tranqüilidade, o bem-estar de sua filha mais do que tudo...

Quem sabe, lá na fronteira com Israel, nas regiões de Tiro e Sidom, as famosas cidades da Fenícia, aquela senhora ouvira falar de Jesus de Nazaré, o doce rabi da Galiléia, a quem os judeus chamavam: “Filho de Davi”? Quem sabe ela ouvira contar as histórias fantásticas das curas que o Senhor já operara em Israel? Da vista restaurada ao homem cego de nascença, que já tinha mais de quarenta anos de idade. Dos dez leprosos que foram curados, e que apenas um voltou para agradecer, e este era samaritano... Da multiplicação que Jesus fizera dos cinco pães e dois peixinhos para alimentar uma multidão de mais de cinco mil homens, fora as mulheres e as crianças?

Quem sabe, esta mulher ouvira alguém contar como Jesus de Nazaré era uma pessoa tão especial, que se compadecia do sofrimento das pessoas e aliviava o fardo delas? Ouvira dizer que todos traziam os seus enfermos, com todo o tipo de doenças e Ele curava a todos indistintamente. Como ele havia libertado o endemoninhado gadareno, que andava desnudo pelo cemitério e se feria com pedras, e ninguém conseguia prendê-lo – era mesmo um caso perdido... E como Jesus se encontrou com aquele homem desprezível e o libertou completamente. Os gregos da região de Decápolis, onde morava aquele homem, vieram à beira-mar e encontraram o antigo “louco do cemitério” agora vestido, assentado aos pés de Jesus e em perfeito juízo...

Quem sabe aquela mulher ouvira dizer que os judeus estavam esperando o seu “Messias” ou o “Ungido de Deus”, o “Cristo” e que Jesus de Nazaré se enquadrava no perfil daquele que viria para salvar a nação e implantar o seu Reino na terra? Os discípulos dele o chamavam de “Filho de Davi”... Foi então que aquela mulher decidiu procurar Jesus... Ele era a resposta para as suas indagações, o remédio para o seu sofrimento. Certamente ele era o alívio para a sua dor. Ela soube que Jesus estava bem perto de sua cidade. Parecia até que

entrando numa casa, (Jesus) não queria que alguém o soubesse, mas não pôde esconder-se; porque uma mulher, cuja filha tinha um espírito imundo, ouvindo falar dele, foi e lançou-se aos seus pés.” (Mc 7.24-25). Ela decidiu ir ao encontro do Mestre, pois sabia que a solução para o seu problema estava com ele. Ela precisava apenas de expor-lhe sua dificuldade, e isso faria, custasse o que custasse...

Mateus escreve o seu Evangelho para os judeus e nos conta alguns detalhes: “E eis que uma mulher cananéia, que saíra daquelas cercanias, clamou, dizendo: ‘Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoninhada’. Mas ele não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos, chegando ao pé dele, rogaram-lhe, dizendo: ‘Despede-a, que vem gritando atrás de nós’. E ele, respondendo, disse: ‘Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel’. Então chegou ela, e adorou-o, dizendo: ‘Senhor, socorre-me!’.” (Mt 15.22-25). Ela havia usado uma expressão dos judeus: “Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim”. Foi dessa forma que o cego Bartimeu fora atendido, e tivera a vista restaurada. Como “Filho de Davi”, Jesus certamente atenderia aos seus apelos em favor da filha. Vestida como grega, de origem siro-fenícia, com todo o sotaque estrangeiro, ela pôs-se a gritar, num gesto de desespero como o de quem não tem mais para onde ir. E Jesus não lhe respondeu. Ele continuou quieto, apesar dos discípulos lhe pedirem que a atendesse ou que fizesse alguma coisa para despedi-la.

“Ele, porém, respondendo, disse: Não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos.” (Mt 15.26). O que você faria com uma resposta destas de Jesus ao seu pedido de ajuda? Como você se sentiria sendo excluída da mesa das bênçãos do Senhor? Talvez muitas de nós, mulheres sensíveis e tímidas, nos recolhêssemos de volta para casa pensando que Jesus não era tão bom como diziam... Talvez pensando: “Todos nos rejeitam, até mesmo Jesus [...]”.

Aprendemos lições preciosas com essa mulher humilde e corajosa. Ela não desistiu. Ela sabia que pesava sobre os seus ombros o bem-estar da filha. Estava disposta a pagar o preço que fosse para levar sua bênção para casa... “E ela disse: ‘Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores’.” (v.27). Jesus não resistiu ao seu coração quebrantado e humilde. O seu amor aguardava que ela reconhecesse que era estrangeira e precisava chegar-se a Jesus não como uma judia, usando expressões dos judeus, mas deveria se abrir como era, gentílica, e apenas expor sua necessidade. Vale a pena se humilhar diante do Senhor. Vale a pena confiar em seu amor.

“Então respondeu Jesus, e disse-lhe: ‘Ó mulher, grande é a tua fé! Seja isso feito para contigo como tu desejas’. E desde aquela hora a sua filha ficou sã.” (Mt 15.28). Não houve em Israel uma mulher que recebesse tal elogio do Senhor. Ela ficou eternizada por sua fé e humildade. Que tal também proceder da mesma forma? “Quem se humilha será exaltado”.

Para refletir:

  • Você é uma pessoa humilde? Você suportaria uma primeira resposta negativa e discriminativa e manteria sua fé e confiança em Deus?
  • Você é uma pessoa perseverante na oração?
  • Quanto você lutaria por seus filhos ou parentes próximos?
  • Você acha que existem “fórmulas mágicas” para se obter as bênçãos de Deus? Existem “chavões evangélicos” que garantem a resposta da oração?
  • Você acha que os gentios comem das migalhas da mesa do Senhor? Quem são os verdadeiros “filhos de Deus”?
  • O que você acha que precisa melhorar em sua vida para ter uma fé mais firme e operante?

Fonte: www.catedraldafamilia.com.br

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