Acã, o perigo do pecado encoberto

0 comentários


[Por meio dum jogo de palavras, relacionado com Acar, significando “Causador de Banimento (Dificuldade)”].

O filho de Carmi, da casa de Zabdi, da família de Zerá, da tribo de Judá; também chamado Acar. — 1Cr 2:7.

Quando os israelitas cruzaram o Jordão, Deus ordenou explicitamente que os primeiros frutos da conquista, a cidade de Jericó, “tem de tornar-se algo devotado à destruição; . . . pertence a Deus”. Sua prata e seu ouro deviam ser entregues ao tesouro de Deus. (Jos 6:17, 19) Acã, contudo, ao encontrar um manto caro de Sinear, um lingote de ouro, de 50 siclos (valendo uns US$ 6.400), e 200 siclos de prata (US$ 440), enterrou-os secretamente embaixo da sua tenda. (Jos 7:21) Realmente, roubara de Deus! 
 
Por causa desta violação das instruções explícitas de Deus, quando Ai, a próxima cidade, foi atacada, Deus reteve sua bênção, e Israel foi posto em fuga. Quem era culpado? Ninguém confessou. Todo o Israel foi então colocado em julgamento. Tribo por tribo, daí, família por família da tribo de Judá, e, finalmente, homem por homem da casa de Zabdi, passaram perante Deus, até que Acã “foi selecionado”. (Jos 7:4-18) Somente então ele admitiu seu pecado. A execução seguiu-se prontamente. Acã e sua família (que dificilmente desconhecia o que ele havia feito), e seu gado, foram primeiramente apedrejados até morrerem, e então queimados, junto com todos os seus bens, no vale de Acor, que significa “Banimento; Dificuldade”. — Jos 7:19-26. 
 
 
 
Fonte: http://bibliotecabiblica.blogspot.com.br/2009/07/estudo-biblico-aca.html
LEIA MAIS...

MIRIÃ, A IRMÃ DE MOISÉS

0 comentários
A grande responsável pela sobrevivência de Moisés, seu irmão mais novo, foi Miriã, que protagonizou outras cenas importantes durante a libertação dos hebreus e sua peregrinação pelo deserto. Depois da travessia do Mar Vermelho, Moisés entoou o cântico da vitória e Miriã, que era profetisa, tomou o tamboril na sua mão e todas as mulheres saíram atrás dela com tamboris e danças e Miriã cantou: “Cantai ao Senhor, porque gloriosamente triunfou; e lançou no mar o cavalo com o seu cavaleiro.” (Êxodo 15:21).

Depois de muitas lutas no deserto Moisés resolveu casar com uma mulher cusita, ou cuchita. O povo cuche, que é descendente de Cam, filho de Noé, viveu onde hoje é a Etiópia e era um povo de pele negra e Moisés casou-se com uma negra cuchita. Arão e Miriã, irmãos de Moisés não acharam uma boa ideia o casamento e se revoltaram contra ele e falaram contra Moisés.

É bom deixar claro que a indignação dos irmãos de Moisés nada tinha a ver com a cor da pele de sua nova esposa, mas com o fato do líder dos hebreus se casar com uma mulher estrangeira, ao invés de procurar casamento entre as filhas de seu povo.

Tudo bem os irmãos não aprovarem o casamento do irmão mais novo, o problema é que eles começaram a falar bobagens e o Senhor ouviu, veja: “Porventura falou o Senhor somente por Moisés? Não falou também por nós? E o Senhor o ouviu.” (Números 12:2). Eles começaram a por em dúvida a posição de líder de Moisés e não foi Moisés quem “se escolheu” para liderar os hebreus, aliás, ele nem queria tal missão. A escolha foi de Deus e Ele ficou muito bravo com Miriã e Arão.

O texto relata que Moisés era um homem muito manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra e foi preciso Deus tomar as dores por ele. Então o Senhor mandou que Moisés, Arão e Miriã saíssem à tenda da congregação, sinal de que Deus tinha alguma coisa a fazer, ou dizer. Os três saíram e o Senhor desceu na coluna de nuvem e se pôs à porta da tenda. Em seguida Deus chamou Arão e Miriã e ambos saíram.

Deus passou um belo pito nos dois e disse que com os profetas Ele se revelava em sonhos e visões, porém com Moisés era diferente, porque com Moisés Ele falava boca a boca, face a face, isso porque Moisés era fiel em toda a Sua casa, veja: “Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a semelhança do Senhor; por que, pois, não tivestes temor de falar contra o meu servo, contra Moisés?” (Números 12:8).

A ira do Senhor se acendeu contra Arão e Miriã e Ele se retirou, a nuvem saiu de sobre a tenda da congregação e quando Arão olhou para Miriã, ela estava leprosa, o texto diz que ela ficou leprosa como a neve. Arão se desesperou e pediu a Moisés: “Ai, senhor meu, não ponhas sobre nós este pecado, pois agimos loucamente, e temos pecado. Ora, não seja ela como um morto, que saindo do ventre de sua mãe, a metade da sua carne já esteja consumida.” (Números 12:11-12).

Moisés clamou ao Senhor, pedindo que curasse Miriã e o Senhor respondeu que ela ficaria leprosa por sete dias e deveria ser fechada fora do arraial. O povo não partiu até se passarem os sete dias e recolherem Miriã, que já estava plenamente curada da lepra, tal como sentenciou o Senhor. Depois os hebreus partiram e se acamparam no deserto de Parã.

A sentença do Senhor só atingiu Miriã? Por que Arão não ficou leproso também? Deus não vê a aparência, Ele julga é o coração e por alguma razão que não podemos imaginar, Miriã mereceu o castigo aplicado e Arão mereceu sofrer a dor de ver sua irmã querida, leprosa como a neve. De quem foi o maior castigo? O de sofrer a doença, ou de ver uma pessoa querida condenada a viver longe do arraial por toda sua vida? Foi Arão quem intercedeu por Miriã junto a Moisés e Moisés clamou a Deus por ela.

O pecado é como a lepra, destrói nossa vida e atinge em cheio nosso relacionamento com Deus e nos afasta Dele. Um leproso nos tempos bíblicos era um morto vivo, que perdia sua casa, seu trabalho, sua família e era obrigado a vagar por lugares distantes das aldeias. Um pecador em estado bruto perde tudo o que tem de mais precioso e vaga por lugares que são os caminhos do diabo e seus demônios.

Só tem uma solução para a lepra do pecado, um único antídoto: Jesus, o Filho de Deus. Somente Jesus tem o poder de nos resgatar de qualquer pecado, do mais cabeludo ao mais careca. Não há vida perdida que não encontre em Jesus um novo destino, um novo coração, uma nova história pessoal. O convite continua em aberto e tem por endereço a sua vida. Venha para Jesus e seja curado de toda a lepra do pecado que tem consumido sua vida. 
 
 
Fonte: www.sombradoonipotente.blogspot.com.br
LEIA MAIS...

ANRÃO, O PAI DE MOISÉS

0 comentários

E estes são os nomes dos filhos de Levi, segundo as suas gerações: Gérson, Coate e Merari; e os anos da vida de Levi foram cento e trinta e sete anos.
Os filhos de Gérson: Libni e Simei, segundo as suas famílias;
E os filhos de Coate: Anrão, Izar, Hebrom e Uziel; e os anos da vida de Coate foram cento e trinta e três anos.
E os filhos de Merari: Mali e Musi; estas são as famílias de Levi, segundo as suas gerações.
E Anrão tomou por mulher a Joquebede, sua tia, e ela deu-lhe Arão e Moisés: e os anos da vida de Anrão foram cento e trinta e sete anos.
De acordo com este texto Anrão descendente de Abraão, que gerou Isaque, que gerou Jacó, que gerou Levi que gerou Anrão e deste nasceu Moisés. Foi num tempo difícil mas os pais de Moisés o protegeram. Moises nasceu e estava condenado a morte por um Faraó que tinha medo de perder o controle sobre o Egito e mandou matar todos os recenascidos, porem os pais do menino perceberam que era uma criança especial, para quem Deus tinha um plano. Acreditaram que Deus era capaz de protegê-lo e proteger-lhes e, por isso, esconderam-no. Depois de três meses, quando ele já era grande e barulhento demais para ficar escondido, sua mãe fez uma arca de junco, pôs Moisés dentro e a colocou no rio. Agora estava sob os cuidados de Deus e, como sempre, Deus fez uma obra maravilhosa. A filha do Faraó foi ao rio banhar-se e, lá, encontrou o bebê Moisés. Em vez de matá-lo, de acordo com o decreto do rei, ouvindo-o chorar, teve compaixão. Assim Moisés foi criado pela filha do Faraó e salvo da morte. Deus tinha um plano para ele.

Pra. Maria do Rocio
Fonte: www.projetoluzdomundo.com.br
LEIA MAIS...

EZEQUIEL - O PROFETA DAS VISÕES

0 comentários


Ezequiel é conhecido como o profeta das visões. Quase um terço de suas mensagens foram recebidas por meio de visões. Embora muitos estudantes da Bíblia tenham lido sobre algumas destas visões, como a da roda dentro de outra roda, ou o vale de ossos secos, a maioria não entende o real significado das mensagens destas visões.

 

As revelações de Ezequiel, apesar de parecerem muitas vezes estranhas e misteriosas, apresentam muita coerência quando estudadas no contexto dos eventos históricos ocorridos durante a vida de Ezequiel. O fundo histórico deste livro é o mesmo do de Jeremias. Daniel e Jeremias foram dois famosos contemporâneos de Ezequiel. Jeremias exerceu seu ministério profético na terra de Judá, advertindo o povo sobre a destruição de Jerusalém. Daniel ministrou na corte em Babilônia, servindo como estadista e profeta, e Ezequiel ministrou para os judeus exilados no cativeiro.

 

EZEQUIEL - O HOMEM E SUA MENSAGEM 
Ezequiel tinha quando foi capturado e levado para a Babilônia no ano 597 a.C. Ezequiel estava entre os reféns levados como resultado da segunda rebelião de Judá contra a Babilônia.

Naquela ocasião, 10 mil judeus, consistindo na maioria de artífices,líderes e militares, que ocupavam postos de importância, foram levados cativos para Babilônia. Esta foi a segunda leva de reféns.



OS TEMPOS

O primeiro grupo de reféns, que incluiu Daniel e seus companheiros, passou a viver na corte, em Babilônia. O segundo grupo, maior, foi levado para um acampamento ao Norte da Babilônia, perto do rio Quebar (Ez 1.1). É possível que devido a influência de Daniel, estes reféns tivessem permissão de ficar juntos, recebendo terras para cultivo e certo grau de liberdade civil e religiosa. Isto demonstra claramente o plano minucioso de Deus. Para purificar a nação de Israel de suas práticas idolátricas, foi necessário manter o povo separado dos babilônios. Da mesma maneira Deus manteve o Seu povo separado dos egípcios durante o cativeiro naquela terra.

 

Infelizmente, existiam falsos profetas entre os judeus, os quais persuadiam o povo a resistir a seus captores babilônios. Estes falsos profetas prediziam uma queda iminente da Babilônia, e, deste modo, os judeus poderiam regressar à sua terra. Por causa desse ensino o povo recusou a “desfazer a bagagem” e fixar residência no novo ambiente da Babilônia. Jeremias e Ezequiel ensinaram o povo a aceitar o cativeiro, em vez de se rebelarem, uma vez que Jerusalém logo seria destruída e os cativos iriam permanecer em Babilônia por muitos e muitos anos. (Veja Jr 29.)



 O HOMEM EZEQUIEL

Ezequiel foi ao mesmo tempo sacerdote e profeta. Assim, sua mensagem é repleta de referências ao templo. Ele condena o sacrilégio na casa do Senhor, prediz a destruição do templo e vaticina a sua reconstrução. Sabemos muito pouco a respeito da vida particular deste profeta. Ele era provavelmente membro de uma das famílias mais importantes, pelo fato de ser levado cativo com o segundo grupo de prisioneiros. Sabemos que os anciãos procuravam regularmente seus conselhos (12.1; 14.1); e que ele foi um homem feliz no seu casamento. Sua esposa morreu repentinamente no dia da destruição de Jerusalém. As datas de suas profecias indicam que ele ministrou por um período de quase 22 anos (592-570). As tradições afirmam que seu ministério findou de repente, ao ser morto por um judeu irado, acusado pelo profeta de praticar idolatria.

 

 A MENSAGEM DE EZEQUIEL


As profecias de Ezequiel são cuidadosamente datadas e bem organizadas. A primeira seção do livro registra a visão que ele teve da gloria de Deus.

Seu trono. Esta visão, o profeta teve logo após iniciar seu ministério (cap. 1-3). Ela revela a verdade fundamental que Deus está soberanamente no controle de todos os eventos que ocorrem na terra. Nos capítulos 4 a 24, vemos a glória de Deus saindo do templo e a iminente destruição do mesmo. Esta seção é assinalada por sinais e parábolas que descrevem a destruição de Jerusalém.

Os capítulos 25-32, foram escritos durante o sítio de Jerusalém, período em que Ezequiel deixou de falar aos judeus que ignoraram seus ensinamentos, passando a escrever sobre o futuro das nações ao redor de Israel.



 Na seção final de Ezequiel (caps. 33-48), seu tom que antes era de advertência e calamidade, muda agora para o de conforto e esperança. Quando a cidade de Jerusalém e o templo foram destruídos a maioria do povo foi levada cativa; o povo havia perdido a esperança e estava pronto a reconhecer seus pecados.

Eles precisavam ouvir a mensagem de perdão e restauração. Nesta seção Ezequiel prediz a conseqüente restauração do templo e a volta da glória de Deus, como é mostrado a seguir:



I. A Glória de Deus Aparece (Ez 1-3).

II. A Glória de Deus se Retira (Ez 4-24)

III. Profecias Concernentes às Nações (Ez 25-32).

IV. A Glória de Deus Retorna (Ez 33-48). 

UMA VISÃO DE DEUS - (Ez 1)


Ezequiel foi um dos poucos homens a ter uma visão do céu e continuar vivo para contar esta tremenda experiência. Ele ficou tão pasmo e admirado com a visão que permaneceu atônito por sete dias. Neste Texto, estudaremos os detalhes da visão celestial de Ezequiel.

 

O Que Ele Viu


No trigésimo ano de Ezequiel, cinco anos após ter sido levado cativo para a Babilônia, ele teve uma visão de uma nuvem tempestuosa vinda do norte. Esta, tinha no centro algo como metal brilhante e um resplendor ao seu redor.

Quando a nuvem se aproximou, ele viu quatro seres viventes voando de um lado para outro dentro daquela luz resplandecente.



 Na descrição de Ezequiel, essas criaturas tinham cada uma quatro rostos de homem, de boi, de Leão e de águia. Além disto o aspecto dos seres viventes era como carvão em brasa, à semelhança de tochas, e, ziguezagueavam à semelhança de relâmpagos. O movimento e suas asas produzia um som como do rugido de muitas águas. Entre esses seres havia como carvão em brasa e perto deles haviam grandes rodas que tocavam na terra e alcançavam os céus.



 As rodas podiam ir em quatro direções, e não se viravam quando giravam. Nos aros das rodas haviam olhos cintilantes. As rodas, como as criaturas de quatro rostos, eram ativadas e controladas pelo espírito dos seres viventes, obedecendo instantaneamente a cada ordem que lhes era dada. Todos esses objetos e criaturas estavam em movimento e criando um som ensurdecedor, quando de repente tudo silenciou. O silêncio total foi quebrado pelo som de uma voz que vinha do alto.

Ezequiel olhou em direção aonde vinha a voz e viu, acima de uma expansão cristalina, um trono de safira azul.

No meio do trono encontrava-se a glória de Deus na forma de fogo e metal incandescente, circundando o trono havia um arco-íris com um resplendor multicor.



EXPLICANDO A VISÃO


Inicialmente a visão parece confusa e misteriosa, mas a sua importante mensagem será esclarecida à medida em que a estudarmos em profundidade. Para entendermos esta visão, é necessário compreendermos o significado das palavras semelhança ou parecido com, que são usadas 15 vezes neste capítulo. A visão é na verdade uma representação simbólica do mundo espiritual invisível, de maneira que o significado não se restringe aos objetos visíveis, mas no significado espiritual que eles representam. Por exemplo, a nuvem tempestuosa representa a vinda do julgamento divino sobre Jerusalém. Note que assim como a nuvem veio do Norte, o exército da Babilônia igualmente procedeu do Norte.

 

Deus, pessoalmente, estava entronizado no centro, diretamente acima da nuvem do juízo. Ele é aqui retratado num trono com rodas, cercado de servos que o atendiam no que desejasse. O símbolo do trono com rodas serve para demonstrar a universalidade de Deus. Sua presença e Seu poder não estavam limitados ao templo em Jerusalém. Ezequiel usou a visão do trono divino para assegurar aos judeus cativos que Deus permanecia com eles até mesmo no cativeiro, e que estava sempre no controle soberano de todos os eventos que acontecessem em suas vidas.

O vasto espaço azul entre Deus e Suas criaturas, representa a santidade de Deus. (Veja o paralelo com o mar, Ap 4.) Sua presença como a de um fogo ardente, representa Sua justiça, enquanto que o arco-íris representa Sua misericórdia e fidelidade para com aqueles que O amam.



 As rodas gigantescas simbolizam os atributos da onisciência de Deus (olhos nos aros das rodas) e Sua onipresença (rodas dentro das rodas). Nenhuma pessoa ou lugar está escondido da vista de Deus, ou pode escapar da Sua presença. Os quatro seres junto ao trono possuem uma aparência radiante porque refletem a glória dAquele a quem eles servem. Eles são identificados com os querubins que ornamentavam o tabernáculo, dos quais é feita referência no livro de Apocalipse (Ez 10.15,20; Ap 4.6-8). Suas características de inteligência, atitudes de servo, poder e natureza celestial, são representadas nas faces: do homem, do boi, do leão e da águia. Esses seres que tinham mãos para servir e asas para mobilidade, moviam-se, ao impulso das ordens de Deus.

 

A aparência de fogo resplandecente sobre a nuvem e os relâmpagos que dela saíram, falam do julgamento divino prestes a acontecer. O propósito desta visão foi ensinar Ezequiel a importante verdade de que o julgamento divino sobre Israel era iminente e inevitável, mas Deus, que estava sentado sobre o trono, acima de tudo, estava no soberano controle de cada detalhe, de cada evento que ocorreu na vida dos judeus.



 Deus é um Deus universal que nunca abandona o Seu povo, nem se esquece de Suas promessas para com eles. Assim como Ezequiel viu o trono de Deus acima das nuvens tempestuosas e foi levado a lembrar-se da autoridade suprema de Deus, nós também somos encorajados a lembrarmos e reconhecermos o soberano controle de Deus sobre todos os eventos de nossa vida.

 

A VOZ DE DEUS - (Ez 2-3)

A primeira parte da visão celestial de Ezequiel foi caracterizada por barulho e movimento. Os querubins, brasas e rodas que ziguezagueavam à semelhança de relâmpagos, criavam um tremendo som como o rugido de muitas águas. Em seguida, todo movimento cessou e toda criatura parou para ouvir com atenção a voz de Deus. Estudaremos a mensagem de Deus a Ezequiel, registrada nos capítulos 2 e 3, prestando especial atenção aos mandamentos que foram dados ao profeta, concernentes ao seu ministério.



Pregar com Coragem (Ez 2:1-7)

Deus não chamou Ezequiel para ser um missionário aos estrangeiros, mesmo enquanto estava em Babilônia. Sua tarefa especial era ministrar ao seu povo, os judeus (3.6). Ele foi enviado aos judeus rebeldes e endurecidos que lhe faziam companhia durante o cativeiro em Babilônia. Deus avisou a Ezequiel que o seu ministério não seria fácil. Os judeus, em sua rebelião, iriam responder à mensagem de Ezequiel com palavras que iriam feri-lo como picadas de “escorpiões”, “sarças e espinhos”. Apesar disto, Ezequiel foi encorajado a não perder a esperança, mas ministrar fielmente a Palavra de Deus à sua geração. “Mas tu lhes dirás as minhas palavras, quer ouçam quer deixem de ouvi,; pois são rebeldes.” (2.7).



Alimentar-se da Palavra (Ez 2.8-33)


Deus deu um solene aviso a Ezequiel de que ele mesmo seria tentado a rebelar-se contra Deus, e mostrou-lhe que a única maneira de evitar este erro, seria fazer com que a Palavra de Deus se tornasse parte do seu próprio ser. Isto é simbolizado pelo mandamento dado a Ezequiel, de comer o pergaminho.



 “Tu, Ó filho do homem, ouve o que eu te digo,

não te insurjas como a casa rebelde; abre a boca

e come o que eu te dou.” (2.8)



 Esta admoestação para “devorar” a Palavra de Deus é igualmente importante para os líderes cristãos de hoje. A exemplo do que Deus mostrou a Ezequiel, até mesmo um dedicado obreiro pode ser tentado pelos mesmos pecados que ele condena em outros. (Veja também Gl 6.5.) Como Ezequiel, o obreiro cristão deve alimentar-se da Palavra de Deus até que ela se tome uma parte de seu próprio ser (2 Tm 3.14,15).



 Como Jeremias, Ezequiel achou a Palavra de Deus doce ao seu paladar (Jr 15.16; Ez 3.3). João teve uma experiência semelhante, mas quando ele comeu a Palavra de Deus, simbolicamente, ele a achou doce ao paladar, mas amarga no seu estômago. Isto não é uma contradição, e serve para reforçar o fato de que a mesma mensagem que alegra o crente com esperança, também o faz lembrar do amargo destino que aguarda o incrédulo (Ap 10.9-11).

 

Aborrecer o Pecado (Ez 3.4-14)

Havendo passado algum tempo na santa presença de Deus, Ezequiel levantou-se com uma nova atitude a respeito do pecado. Ele lamentou profundamente e ficou extremamente irado com este mal. Através desta experiência, o profeta teve uma compreensão clara do horror e da amargura que Deus sente por causa do pecado. Também o contraste entre a santidade de Deus e a imoralidade do povo, deixou Ezequiel aborrecido com o pecado. Isto pode ser visto no seguinte versículo: “Então, o Espírito me levantou e me levou; eu fui amargurado na excitação do meu espírito...” (3.14).



 Preocupar-se com o Pecador em Condenação ( Ez 3.15-23)

A visão de Deus foi tão grandiosa que Ezequiel ficou mudo por um período de sete dias. Depois Deus falou a Ezequiel uma segunda vez, lembrando-o de suas responsabilidades para com os pecadores e incrédulos. Cabia ao profeta avisar ao pecador da necessidade de arrepender-se dos pecados. Se ele falhasse nesta missão, teria de dar contas a Deus por sua negligência. Da mesma maneira Ezequiel não deveria hesitar em responder ao homem justo que porventura viesse a cair em pecado. Se este homem continuasse em seus pecados porque não fora avisado da ira e da justiça de Deus, Ezequiel seria responsável por isso diante de Deus (Ez 3.16-21).



 Este ministério de advertência quanto à justiça divina e o julgamento do pecador, compara-se ao trabalho de um vigia (atalaia) (3.17). O guarda tinha que permanecer na torre, e ficar de olhos abertos para detectar qualquer ataque que viesse do exército invasor. Tendo visto o inimigo, sua responsabilidade era avisar sem demora o povo para que pudesse salvar sua vida. Da mesma maneira o obreiro cristão deve permanecer como um vigilante para avisar ao mundo do juízo divino que virá sobre cada um. O obreiro deve propagar ao mundo a mensagem de Deus, para que o povo seja salvo da maldição eterna do pecado.



 Pregar Somente a Palavra de Deus (Ez 3.24-27)

Deus avisou a Ezequiel que, após a visão, ele permaneceria parcialmente mudo. Poderia pregar somente quando Deus lhe desse uma mensagem. Não poderia pregar suas próprias palavras ou pensamentos, a tempo e à hora que quisesse (3.26). Imagine o efeito positivo se Deus limitasse os pregadores de hoje da mesma maneira que fez com Ezequiel.  Quão mais proveitoso para o reino de Deus seria se todo pregador somente falasse sob a convicção de estar entregando a mensagem da Palavra de Deus, e sob a direção do Espírito Santo! Infelizmente muita pregação é feita sem esquadrinhamento do coração, sem preparação e sem oração.



Há pregadores que, por terem sucesso em suas pregações, poucos estudam a Bíblia, e passam a pregar de improviso, para prejuízo do seu ministério. Mais eficiente seria a nossa pregação se ela fosse sempre baseada na cuidadosa compreensão da Palavra de Deus, e, entregue somente segundo a vontade do Espírito Santo de Deus.

 

  A GLÓRIA DE DEUS AFASTA-SE - (Ez 4-11)

O tema central dos capítulos 4 a 24 é a predição da destruição de Jerusalém. Ezequiel registra os detalhes da iminente destruição e justifica esta ação do julgamento de Deus sobre os pecados do povo. A visão predominante nesta seção é a saída da glória de Deus do templo, marcando o início da destruição final do mesmo.



 A Profecia da Destruição (Ez 4-7)

As mensagens sobre a destruição de Jerusalém jamais seriam bem recebidas, por isto Ezequiel procurou falar sobre o assunto por meio de “sermões ilustrados”. Como exemplo, ele gravou o mapa da cidade de Jerusalém num tijolo e colocou ao redor do desenho da cidade uma cerca em miniatura, feita de armas usadas naquele tempo. Tomou também uma sertã de ferro e colocou-a por muro de ferro entre ele (o profeta) e a cidade. Quando os curiosos lhe fizeram perguntas a respeito deste cenário ele explicou que a destruição de Jerusalém era iminente; e sendo a sertã um muro de ferro, os pecados dos judeus os separavam de Deus.



 Em outro sermão ilustrado, ele cortou seu cabelo e dividiu-o em três partes. Uma parte foi queimada, outra foi cortada com uma espada e a terceira parte foi espalhada ao vento. Uma pequena porção dos cabelos foi separada e colocada nas abas da veste de Ezequiel. Quando lhe perguntaram o significado daquele ato, Ezequiel explicou-lhes que Jerusalém iria sofrer um cerco muito prolongado. Um terço dos habitantes da cidade iria morrer em conseqüência de doenças e por falta de alimentação (o cabelo queimado); um terço seria morto pelos agressores (cabelo cortado) e um terço seria espalhado no cativeiro (cabelo espalhado ao vento). Os cabelos que foram guardados nas abas de sua veste, representavam pequeno grupo dos pobres que permaneceriam na terra.



 O Quarto Secreto (Ez 8-9)

Cerca de um ano após a visão do trono de Deus, Ezequiel teve outra visão, na qual a mesma pessoa que estava sobre o trono apareceu novamente e o levou a Jerusalém. Lá foi mostrado ao profeta a profanação do templo e da cidade.

É muito provável que esta personagem tenha sido o próprio Cristo. Sua descrição é exatamente igual à da pessoa que estava sentada no trono. (Veja Ez 1.27 e 8.2.) A cena aqui apresenta exatamente um paralelo com a visão de Isaías, que viu Cristo sobre o Seu trono. (Veja Is 6e Jo 12.40,41.).

Nesta visão Ezequiel foi levado a um quarto secreto, no lugar mais reservado do templo, e ordenado a cavar um buraco na parede. O buraco que foi cavado revelou um número de líderes judeus que, secretamente, adoravam ídolos, dizendo: “... O SENHOR não nos vê...” (8.12).



 Esta visão nos faz lembrar novamente que não existe pecado algum que possa ficar escondido de Deus. Vemos ainda que a resposta de Deus a uma vida de hipocrisia é o julgamento. Deus declarou que o juízo sempre começará com os líderes religiosos que comprometem Sua chamada divina, por causa de pecados ocultos. Note que os homens usados por Deus para punir Israel foram instruídos a começar com os anciãos que eram religiosos, mas, cheios de hipocrisia:

“... começai pelo meu santuário. Então, começaram pelos anciãos que estavam diante de casa.” (9.6,7). (Veja 1 Pe 4.17.) Aqueles que continuaram fazendo a vontade de Deus, formavam um marcante contraste ante os anciãos hipócritas. Os que lamentaram os pecados de Jerusalém, receberam uma marca na testa, para que fossem salvos do juízo divino.

 

“e lhe disse: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém,

e marca com um sinal a testa dos homens que suspiram e gemem

por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela.”

(Ez 9.4). (Compare 2 Tm 2.19 e Ap 7.3,4.)



 A Glória de Deus Afasta-se (Ez 10-11)

O afastamento da glória do Senhor do templo, é o evento-chave da primeira metade do Livro de Ezequiel. Este evento significa a condenação dos pecados de Israel que resultou na retirada da presença de Deus e da Sua proteção. Este foi o último passo antes da total destruição de Jerusalém. Ezequiel relata a glória de Deus afastando-se, fato este simbolizado na nuvem que se afasta do templo. Acompanhe a seqüência deste fato.



 1. A glória divina se deslocou para a entrada do templo, mas retornou para a arca do concerto (9.3).



2. A glória do Senhor se levantou sobre a arca novamente, deslocando-se para a entrada da casa do Senhor (10.4).



 3. A glória saiu pela porta oriental da casa (10.19).

 

4. A glória saiu para o monte das Oliveiras, e depois foi embora (11.23).



 Note que a glória de Deus é retratada como saindo do templo, com relutância. Como um amante rejeitado, esperando ansiosamente uma resposta de sua amada.

Deus não estava querendo deixar o santuário do Seu templo, mas os pecados do povo forçaram-nO a fazê-lo.  Com paciência, Deus esperou que eles se arrependessem, mas ao invés de arrependimento, o número de ídolos aumentou a ponto de não haver mais lugar para adoração a Deus. Note que o símbolo da presença de Deus partiu em direção a Leste. Esta foi a direção para onde os cativos foram levados para Babilônia. Somente lá, em uma terra longínqua e forasteira, é que o povo de Deus renovaria a sua comunhão com Ele, recebendo assim um coração e espírito renovados.

 

“Dar-lhes-ei um só coração, espírito novo porei dentro deles; tirarei

da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne.”

(Ez 11.19)



 SERMÕES EM FORMA DE PARÁBOLAS - (Ez 12-19)

 Pelas notícias que chegavam a Babilônia vindas de Jerusalém, o povo judeu exilado ficou sabendo dos planos do povo da sua terra natal, de rebelar-se contra Babilônia, ao mesmo tempo que os falsos profetas estavam enganando o povo, fazendo-lhes crer que a rebelião teria êxito (13.10). Os cativos judeus em Babilônia acataram as ilusões de vitória e liberdade, e se colocaram contra o profeta Ezequiel. Ele tornou-se cada vez menos popular e menos influente e, para ter a atenção do povo, o profeta começou a dramatizar e ilustrar mensagens como dramas e parábolas.



 Mudanças de Residência (Ez 12)


 O profeta Ezequiel dramatizou um dos seus sermões tirando toda a sua mobília para fora da sua casa e abrindo um buraco na parede. Às escuras, ele saiu de sua casa e transportou a sua bagagem à vista do povo.

Quando o povo o questionou sobre esta conduta estranha, ele explicou que estava ilustrando uma profecia ao vivo. O profeta estava demonstrando como Zedequias, o rei de Judá, procuraria escapar das mãos dos babilônios, cavando um buraco no muro da cidade, tentando passar entre as fileiras do inimigo. Porém, como estava predito, o rei de Judá seria tomado cativo, e levado a Babilônia como prisioneiro (12.13,14). É marcante notar que esta profecia teve o seu fiel cumprimento em Jeremias 39.4-7.


Ídolos no Coração (Ez 14)


 É possível que as notícias acerca da rebelião de Zedequias tenham induzido alguns dos líderes judeus exilados a procurar Ezequiel para ouvir os seus conselhos. Tudo indica que estes homens tinham deixado a idolatria, e se tornado piedosos. Porém, Deus que vê os corações, avisou ao seu servo Ezequiel: “... estes homens levantaram os seus ídolos dentro do seu coração ...“ (14.3). Esta mensagem é típica dos escritos de Ezequiel. O profeta constantemente enfatizava a necessidade de uma mudança de coração, bem como uma mudança de ações. Mais tarde ele lhes entregou a seguinte mensagem:



 “... Convertei-vos e desviai-vos de todas a vossas transgressões;                               e a iniqüidade não vos servirá de tropeço. Lançai de vós todas

as vossas transgressões com que transgredistes e criai em

vós coração novo e espírito novo; pois, por que morrerieis,

ó casa de Israel?” (Ez 18.30,3 1)



 A Parábola da Órfã (Ez 16)

 Nos capítulos l5-16, Ezequiel usou duas parábolas para ilustrar a condição desviada de Israel, e a sua necessidade de castigo.



 A segunda parábola (cap. 16) conta a história de um homem bondoso que encontrou uma criancinha abandonada num deserto. A pequena menina estava destinada à morte, mas o homem a amou, socorrendo-a e criando-a como se fosse sua própria filha. Com o passar dos anos, a menina tornou-se uma bela mulher, e o seu benfeitor casou-se com ela (16.8). Infelizmente, a mulher não foi fiel ao seu marido. Ela caiu em adultério e, à medida que seus pecados aumentaram, até seus amantes passaram a odiá-la. Um dia, eles roubaram-na e apedrejaram-na. Apesar de tudo isto, o marido não perdeu o amor pela esposa. Ele lembrou-se dos seus votos e trouxe-a para casa.

 Na aplicação desta história a Si mesmo, Deus diz:

 

“Mas eu me lembrarei da aliança que fiz contigo nos dias da tua

mocidade e estabelecerei contigo uma aliança eterna.” (Ez 16.60)



 A Alma Que Pecar, Morrerá (Ez 18; 19)

 Para os exilados, era conveniente atribuir seu cativeiro aos pecados de seus pais. Eles recusaram admitir sua culpa pessoal, e assim, não viram nenhuma necessidade de arrependimento. Seu provérbio predileto era: “... Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos é que se embotaram?” (18.2). Ezequiel criticou a atitude irresponsável deles, explicando-lhes que cada pessoa dará conta de si mesmo a Deus. Assim como o bom pai não pode, por si mesmo, salvar seu filho, o pai pecador não traz, necessariamente, condenação sobre seu filho. O filho tem que fazer sua própria decisão diante de Deus (18.20).



 Do mesmo modo, o homem que vive em pecado, pode arrepender-se, por livre arbítrio, escolher o arrependimento. “Mas se o perverso se converter de todos os pecados ... certamente, viverá; não será morto. De todas as transgressões que cometeu não haverá lembrança contra ele...” (18.21,22). A mensagem que este trecho ensina, é bem clara e aplicável para os nossos dias. Ninguém precisa sentir-se condenado e destinado a uma vida pecaminosa, devido os pecados dos seus pais.



 Da mesma forma, uma pessoa criada num lar piedoso, não pode alegar que é salva pela simples razão de seus pais serem salvos e tementes a Deus. Cada indivíduo tem responsabilidade pessoal perante Deus quanto à salvação da sua alma (18.20). É igualmente animador saber que o pecador não é escravo do seu passado. Se, sinceramente, ele voltar-se para Deus, terá uma nova vida, livre da escravidão do pecado.



 Apesar dos muitos apelos de Ezequiel para o povo voltar a servir a Deus e viver em santidade, a tragédia da destruição causada pelo pecado continuou em Judá. O capítulo 19 é um lamento na forma de parábola, acerca de três homens que enfrentaram o juízo divino por causa dos seus pecados: O rei Joacaz (o primeiro filhote de leão), o Rei Joaquim (segundo filhote) e Zedequias (o galho queimado). Estes homens tomaram-se exemplos vivos da declaração de Deus. “A alma que pecar essa morrerá...” (18.20).

 

“PROCUREI POR UM HOMEM E NÃO ACHEI” - (Ez 20-24)


 Os capítulos 20 a 24 de Ezequiel dão uma vívida descrição dos pecados de Jerusalém e descrevem Deus procurando um homem que pudesse ser colocado entre Ele e o povo, para que não tivesse que destruir a cidade (22.30). Infelizmente, Deus não achou ninguém para preencher tal lacuna e a cidade de Jerusalém caiu nas mãos dos babilônios.



 O Catálogo dos Pecados (Ez 20.21)


 A profecia do capítulo 20 é datada como sendo do sétimo ano do cativeiro de Ezequiel. Isto ocorreu dois anos antes do começo do cerco de Jerusalém. Naquela época os exilados estavam animados pela notícia de que Zedequias iria se aliar com o Egito numa rebelião contra a Babilônia. Preocupados com os iminentes eventos, alguns dos líderes exilados vieram pedir conselhos a Ezequiel. Eles estavam ansiosos por causa da incerteza do futuro, mas não queriam admitir a necessidade de arrependimento de seus pecados. O profeta Ezequiel condenou seus pecados e deu-lhes uma “lição de história”, catalogando os pecados de Israel desde a fundação da nação, até aquela época.



 O problema básico de Israel era o seu amor para com o mundo e sua obstinação em não se separar dos outros povos: “... isto que dizeis: Seremos como as nações, como as outras gerações da terra, servindo às árvores e às pedras.” (Ez 20.32). Este estilo hipócrita de vida havia se tomado tão comum em Jerusalém, que era comum uma pessoa oferecer sacrifício humano a um deus pagão e, logo a seguir, ir ao templo “adorar” ao Deus verdadeiro (20.3 1). Era uma atitude religiosa pagã e hipócrita.

 

Deus a Procura de Um Homem (Ez 22)

 Na revelação dos pecados de Jerusalém, Deus declara ter procurado em vão um homem para salvar a cidade.



 “Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei. Por isso, eu derramei sobre eles a minha indignação...” (22.30,3 1)

 

Isto é uma descrição exata de um ponto vulnerável no sistema de defesa da cidade, necessitando conserto. A menos que alguém tomasse providência imediata no sentido de alertar o povo a reparar as defesas, o inimigo viria e causaria destruição total. Deus estava declarando aqui que haveria salvação para a cidade, se apenas um homem se colocasse corajosamente no meio dela e repreendesse o povo dos seus pecados. Se apenas um homem convocasse o povo a voltar para Deus, a cidade seria salva



À medida em que lemos esta descrição, duas perguntas nos vêm à mente: Primeiro, porque não poderia Jeremias ser este homem? A resposta encontra-se na expressão “entre eles”. Deus tinha enviado diversos profetas “para Jerusalém” mas Ele estava à procura de alguém entre o próprio povo, que os chamasse ao arrependimento. Um habitante da própria cidade. A segunda pergunta relaciona-se com aqueles que recebem as marcas nas suas testas, indicando a sua tristeza pelos pecados da cidade (Ez 9.4). Aparentemente, havia um certo número de justos na cidade; se havia pessoas justas, por que Deus exigia ainda mais um justo? O fato claro aqui é que Deus estava procurando alguém que tivesse mais a oferecer do que a sua própria justiça.



 Deus estava procurando um homem para “tapar a brecha”, “preencher a lacuna”, para, ousadamente, falar contra o pecado e a hipocrisia. Naquele período de pecado aberto e aceito, muitos crentes, indubitavelmente, acharam prudente permanecer em silêncio em vez de condenar abertamente os crimes e a imoralidade de seus amigos e concidadãos. Devido a negligência desses crentes em proclamar a mensagem de Deus, a cidade inteira foi destruída. Semelhantemente, hoje Deus está procurando crentes que se aflijam, se entristeçam por causa do pecado, e que tenham a coragem de “tapar a brecha” diante de Deus perante seus companheiros, proclamando-lhes a necessidade de viverem uma vida sincera, santa e separada do mundanismo.



 As Irmãs e a Panela (Ez 23; 24) 
Esta porção do livro do profeta Ezequiel termina com uma parábola revelando a real situação espiritual do seu povo. A parábola trata de duas irmãs. A primeira, chamada “Oolá”, que significa “sua tenda”. Ela simbolizava o Reino do Norte que tinha como capital a cidade de Samaria. Desde seu começo, este reino rejeitou o templo de Deus (a tenda), e escolheu a seguir sua própria religião.

A parábola descreve Oolá caindo na prostituição e por fim fala da sua destruição por seus amantes.

 

A irmã mais nova chamava-se “Oolibá”. Esta representava o Reino do Sul, que tinha sua capital em Judá. Seu nome significa “a minha tenda se encontra nela”, e falava da presença do templo em Jerusalém. Lamentavelmente Oolibá também se prostituiu de modo pior que sua irmã Oolá (23.11). Portanto, o profeta Ezequiel prediz que Oolibá encontraria o mesmo fim trágico que sua irmã (23.22).



 O capítulo 24 é um aviso de que o cerco de Jerusalém tinha finalmente começado. Ezequiel descreve Jerusalém como uma panela fervendo, tendo seus cidadãos presos lá dentro e o fogo de julgamento divino ardendo do lado de fora e ao redor da cidade.Certamente alguns habitantes da cidade condenada, recordavam amargamente os vãos conselhos recebidos dos falsos profetas, que ensinavam o povo a zombar das palavras dos profetas de Deus.

 

Sem dúvida, um dia, no futuro, após a repentina volta do Senhor Jesus, outra geração pecaminosa também lembrará com amargura os falsos profetas que diziam com escárnio, “... de está a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.” (2 Pe 3.4).





Por:- Ev. Isaias Silva de Jesus
 Livro Profetas Maiores - EETAD
Fonte: www.evisaiasjesus.blogspot.com.br
LEIA MAIS...

Simão, o Zelote

0 comentários
O nome Simão é derivado de Simeão e significa “Ouvido de Deus”. Simão, dito Simão, o Zelote ou Simão, o Cananeu, foi um dos discípulos de Jesus Cristo fazendo parte do grupo dos doze apóstolos. É referido como “o Cananeu” de acordo com o Evangelho de Mateus e como ”o Zelote” no Evangelho de Lucas e em Atos dos Apóstolos.
A palavra grega Cananeu e a palavra Zelote, derivada do aramaico, significam a mesma coisa: “zeloso”. Recebeu este apelido por fazer parte do ultranacionalista e radical partido judaico chamado zelotes. Eles lutavam, muitas vezes com luta armada, em favor da queda de Roma.
O momento no qual se ocorreu o chamamento de Simão para se unir aos apóstolos não é muito claro na Bíblia. Sabe-se apenas que foi convidado ao mesmo tempo que André, Simão Pedro, Tiago e João, filhos de Zebedeu, Judas Iscariotes e Judas Tadeu (Mateus 4: 18-22).
Não se sabe ao certo qual teria sido o ministério de Simão posteriormente. Recebendo o Espírito Santo junto aos demais, Simão saiu a pregar em diversos lugares, passando pelo Egito, Síria, Mauritânia, Líbia, Numidia, Cirenia e Abjásia. Neste último, uma região localizada na costa nordeste do Mar Negro, ele iluminou com a fé em Cristo numerosos pagãos. Também esteve na Bretanha, onde converteu à luz do Evangelho muitos descrentes, tendo sido depois crucificado por idólatras. Esta é uma das mais antigas tradições, cuja principal autoridade é Doroteo, Bispo de Gaza (300 d.C.). Nicéforo, Patriarca de Constantinopla, um respeitado historiador (758-829), também confirma a presença do Apóstolo em Bretanha.
Outras tradições afirmam que o Apóstolo esteve na Pérsia, com Judas, com quem foi martirizado. Outros ainda atestam que o zelote Simão foi sepultado na cidade de Nicósia, perto de Zhiguencia. Os lugarejos indicam que este local está a uns 13 km de Sujumi, não muito distante da costa do Mar Negro. Sua pregação era bem parecida com a dos outros quatro Apóstolos que foram para o Oriente, tida por alguns como ascética e judaica, tal como aquelas preservadas na Epístola canônica de Judas.

Fonte: www.prsjoseeadri.com
LEIA MAIS...

Judas Iscariotes, O Traidor de Jesus

0 comentários
Todos os Evangelhos colocam Judas Iscariotes no fim da lista dos discípulos de Jesus. Sem dúvida alguma isso reflete a má fama de Judas como traidor de Jesus.

A Palavra aramaica Iscariotes literalmente significa "homem de Queriote". Queriote era uma cidade próxima a Hebrom (Js 15.25). Contudo, João diz-nos que Judas era filho de Simão (Jo 6.71). Se Judas era, de fato, natural desta cidade, dentre os discípulos, ele era o único procedente da Judéia. Os habitantes da Judéia desprezavam o povo da Galiléia como rudes colonizadores de fronteira. Essa atitude pode ter alienado Judas Iscariotes dos demais discípulos.

Os Evangelhos não nos dizem exatamente quando Jesus chamou Judas pra juntar-se ao grupo de seus seguidores. Talvez tenha sido nos primeiros dias, quando Jesus chamou tantos outros (Mt 4.18-22). Judas funcionava como tesoureiro dos discípulos, e pelo menos em uma ocasião ele manifestou uma atitude sovina para com o trabalho. Foi quando uma mulher por nome Maria derramou ungüento precioso sobre os pés de Jesus. Judas reclamou: "Por que não se vendeu este perfume por trezentos denários, e não se deu aos pobres?" (Jo 12.5). No versículo seguinte João comenta que Judas disse isto "não porque tivesse cuidado dos pobres; mas porque era ladrão."

Enquanto os discípulos participavam de sua última refeição com Jesus, o Senhor revelou saber que estava prestes a ser traído e indicou Judas como o criminoso. Disse ele a Judas: "O que pretendes fazer, faze-o depressa" (Jo 13.27). Todavia, os demais discípulos não suspeitavam do que Judas estava prestes a fazer. João relata que "como Judas era quem trazia a bolsa, pensaram alguns que Jesus lhe dissera: Compra o que precisamos para a festa da Páscoa..." (Jo13.28-29).

Judas traiu o Senhor Jesus, influenciado ou inspirado pelo maligno ( Lc 22.3; Jo 13.27). Tocado pelo remorso, Judas procurou devolver o dinheiro aos captores de Jesus e enforcou-se. (Mt 27.5)
 Fonte: www.vivos.com.br
LEIA MAIS...

Marta e Maria: duas irmãs, duas atitudes

0 comentários
Introdução
Betânia era uma cidadezinha, ou melhor, um povoado, bem perto de Jerusalém. O Senhor ia sempre lá porque havia uma casa aberta para Ele. Ali Jesus passou os últimos momentos de tranquilidade e paz de Sua vida, ao lado de Seus grandes amigos: Marta, Maria e Lázaro.
São lindos os quadros inspirados por essa família, registrados nas páginas da Bíblia.

I. A visita de Jesus (Lc 10.38-42)
O primeiro quadro nos mostra Jesus chegando a Betânia, e Marta trazendo-O para hospedar-Se em sua casa. Ela apreciava muito o Mestre. Era hospitaleira e considerava uma honra receber o Senhor como hóspede.
Essa foi uma atitude correta de Marta. O escritor da carta aos hebreus recomenda que sejamos hospitaleiros, pois alguns, fazendo isso, hospedaram anjos. Marta hospedou o Filho de Deus, o Salvador! Hoje, Jesus bate à porta do nosso coração e diz: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele comigo” (Ap 3.20).

1. A escolha de Marta
Marta fez tudo para oferecer uma boa acolhida ao seu hóspede. Era uma visita muito importante e merecia o melhor. Assim, ela se esmerou para apresentar-lhe uma calorosa recepção. Enquanto realizava um serviço, pensa­va em mais outro … mais outro … e foi ficando desanimada, inquieta, irritada, e começou a murmurar. O seu trabalho de amor estava se tornando uma tarefa pesada demais!


Aplicação
Esse é um alerta para nós. Não podemos deixar que isso aconteça conosco. Pre­cisamos recusar o desânimo. Tudo que fazemos para o Senhor deve ser contado como alegria.

2. A escolha de Maria
Enquanto Marta se fatigava na la­buta caseira, Maria, sua irmã, assentada aos pés de Jesus, totalmente absorta, ouvia os Seus ensinos. Bebia cada uma de Suas palavras. Ela sabia que o serviço era coisa secundária. Ela não podia perder a oportunidade de prestar adoração ao Mestre e receber Dele os ensinamentos.

3. A perda de Marta
Marta não podia saborear os ensinos de Jesus, pois estava muito preocupada com pormenores e coisas secundárias. Ela começou a se consi­derar vítima, e passou a acusar a irmã diante do hóspede amado. Sua irritação era tão grande que ela incluiu Jesus na acusação: “Senhor, não te importas de que minha irmã tenha deixado que eu fique a servir sozinha?” E foi além, atrevendo-se a dar ordens ao Mestre: “Ordena-lhe, pois, que venha ajudar-me” (Lc 10.40).
Então, a voz do Mestre se fez ou­vir: “Marta! Marta! andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Entretanto, pouco é necessário, ou mesmo uma só cousa” (Lc 10.41-42).
Essas poucas palavras continham sérias advertências:

a. Marta estava misturando o prio­ritário com o secundário;
b. Marta estava perdendo tempo com coisas de pouca impor­tância;
c. Marta não compreendia que Cristo veio para servir e não para ser servido;
d. Marta não percebia que Jesus ti­nha mais interesse na sua pessoa do que no seu serviço.

Essas advertências são dirigidas a nós, hoje.

Há mais uma coisa que devemos notar: precisamos evitar a murmura­ção. Ela não agrada ao Senhor. Ela não edifica.


4. O lucro de Maria
“Maria, pois, escolheu a boa parte e esta não lhe será tirada” (Lc 10.42). Maria escolheu estar aos pés de Jesus, numa atitude de adoração e como discí­pula. Ela não precisava ser repreendida, mas sim elogiada, pois havia feito a melhor escolha.

Aplicação
O tempo que passamos com Jesus é sempre muito bem empregado. Preci­samos organizar a vida de tal forma aprender de Cristo seja o mais importante para nós.

II. A morte de Lázaro (Jo 11.1-45)
1. A tragédia da morte
O segundo quadro é anunciado por espessas mágoas. A morte roubou do lar feliz o irmão querido. Parecia injustiça da parte de Deus! Marta, Ma­ria e Lázaro eram amigos íntimos de Jesus. O seu lar era Dele. Então, apesar do quanto tinham feito, a tragédia os alcançou. Parecia indiferença da parte de Jesus! Maria e Marta mandaram chamá-Lo. Esperaram que Ele viesse para curar Lázaro. Ele não veio a tempo, e Lázaro morreu.

Aplicação
Pode acontecer isso na nossa vida, também. Sofremos, nos desesperamos, oramos, clamamos… e o pior acontece. Ter amor por Jesus não nos imuniza contra tristezas e provas da vida, contudo nos garante forças e conforto para sairmos vencedores dessas experiências. Jamais podemos permitir que elas nos vençam.

2. A vitória sobre a morte
Quando Jesus chegou a Betânia, Lázaro já tinha sido sepultado. Nesse incidente vemos a diferença de tempe­ramento entre as duas irmãs – Marta, extrovertida e ativa, não pôde esperar e saiu correndo ao encontro do Senhor, enquanto Maria, mais introvertida e calma, ficou em casa, sentada. Marta desafiou a amizade do Mestre: “Se o Senhor estivesse aqui meu irmão não teria morrido!” (v.21). Marta tirou de Jesus a mais conformadora declaração sobre a Sua Pessoa: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (v.25). Mas no versículo 29 lemos que quando Marta disse a Maria: “O Mestre chegou e te chama” (v.28), Maria “levantou-se depressa”. É interessante notar que ela disse a Jesus exatamente as mesmas palavras que Marta tinha dito (v.32), mas a reação de Jesus foi diferente. Com Marta, Jesus manteve um diálogo teológico, mas Maria recebeu do Senhor o mais belo gesto de solidariedade: “Jesus chorou” (v.35). É tão bom saber que Jesus nos conhece pessoalmente e trata Seus filhos individualmente! Ambas presenciaram a glória de Deus e receberam o irmão de volta: vivo e saudável!

Com esse fato, Marta adquiriu:

a. uma nova compreensão de fé (v.22);
b. uma nova compreensão da ver­dade (v.25-26);
c. uma nova compreensão do Se­nhor (v.27).
Maria compreendeu melhor o significado da morte (Jo 12.3) e do sepultamento de Jesus (Jo 12.7). Muitos judeus que tinham ido visitar Maria viram o que Jesus fez, creram Nele, e o Filho de Deus foi glorificado. Todos foram bene­ficiados por meio dessa experiência dolorosa.

Aplicação
Precisamos achar um propósito nas ex­periências difíceis pelas quais passamos, e, mesmo sem achá-lo, devemos confiar no Senhor. Não podemos tirar conclusões precipitadas a respeito dos acontecimen­tos. No fim, tudo concorre para o bem, conforme Romanos 8.28.

III. Uma refeição de amor (Jo 12.1-8)
1. Uma manifestação de amor
O terceiro quadro se deu num banquete em Betânia, seis dias antes da paixão de Cristo. Foi uma ocasião muito especial. Lázaro, que tinha sido ressuscitado, estava à mesa com o Mestre. Marta, como sempre, servin­do. As qualidades de hospitalidade e de prontidão em servir continuam em evidência em sua vida. Maria, pela terceira vez, se encontra aos pés de Jesus. Ela quebrou todas as etiquetas e presta uma homenagem ao Senhor: derrama um precioso perfume nos Seus pés e os enxuga com os cabelos. Foi a manifestação da sua alma, efeito de uma profunda afeição.

2. Uma manifestação de crítica
“Que extravagância! Que desperdí­cio!” disse Judas. E os demais discípulos concordaram (Mt 26.8).
Talvez nós tivéssemos, também, criticado Maria, se ali estivéssemos. Não é assim que fazemos? Criticamos a igreja, criticamos o pastor, criticamos os oficiais, criticamos os velhos, os mo­ços, as crianças … A oferta que a mulher ofereceu a Jesus, inspirada pelo amor, mal interpretada pelos homens, foi bem recebida pelo Senhor e recompensada pela história. Maria se imortalizou e, por isso, estamos a falar dela, hoje (Mt 26.13). O seu desejo era mostrar amor e simpatia ao Senhor. Ele compre­endeu, aceitou e recompensou o gesto condescendente.

Aplicação
Temos feito alguma coisa extraordinária para o Senhor, que realmente prove o nosso amor a Ele? Não por dever, mas por amor? Somos, hoje, gra­tos a Maria por essa lição de desprendimento?

Conclusão
Marta procurou agradar ao Senhor por meio dos seus próprios esforços. Maria ofereceu-Lhe o melhor que tinha. Isto nos faz lembrar de Caim e Abel. Martapossuíapersonalidadeativa e extrovertida. O seu amor pelo Senhor revelava-se em serviço. Ela era uma mulher que agia rapidamente. Maria era introvertida e calma por natureza. Das três vezes que seu nome é citado na Bíblia, encontramo-la aos pés de Jesus. E Jesus amava tanto uma como a outra! (Jo 11.5)

 Aplicação
Ao examinarmos o contraste entre Marta e Maria, devemos avaliar as nossas pró­prias relações com o Senhor. Temos mais de Marta ou temos mais de Maria?

Aplicações para a minha vida
1. Se Jesus disse que devo ser um bom samaritano e ajudar aos ou­tros, por que não mandou Maria ajudar sua irmã? (Lc 10.41-42)

2. Em que aspectos Marta é um exemplo ou uma advertência para mim?

3. Ajudar os outros não substitui o tempo que devo passar com Jesus, alimentando-me da Sua Palavra.

4. Quando o serviço cristão é rea­lizado só com as minhas forças, será que os resultados são: can­saço, desânimo, frustrações, mal­-entendidos, lamúrias?

5. Para nós, crentes, a morte é um breve dormir em paz. Assim como Lázaro, eu, também, ouvirei a voz doSenhor. Posso gritar“Aleluia!”?

Autora da lição: Profa. Odila Braga de Oliveira

>> Estudo publicado originalmente pela Editora Cristã Evangélica, na revista “Gente Que Fez”, da série Biografias 
Fonte: www.ultimato.com.br

LEIA MAIS...