FEBE – Romanos 16.1-2

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
INTRODUÇÃO
Febe surge numa recomendação em Romanos 16.1-2. Isto tem sido entendido como sendo ela a portadora da carta aos romanos. Ela é da Cencréia, um porto de Corinto, onde Paulo estava quando escreveu esta carta. Surge e desaparece aqui. Nada mais se diz sobre ela.  Mas é uma apresentação elogiosa. Por isso, vejamos o que podemos aprender desta irmã do passado.
1. DO BRILHO DA LUA PARA A LUZ DE CRISTO
Os nomes tinham grande significado na época. Febe significa “radiante”, e alude ao brilho da lua. Usava-se para a irradiação da luz da lua (“luar”).  O nome era pagão, usado por gregos adoradores da lua. Provavelmente fora pagã e se convertera ao evangelho. Não adorava mais a Lua (ou se não a adorou, não seguiu a religião dos pais). Adorava “o sol da justiça” (Ml 4.2), Cristo. Irradiava a luz de Cristo: João 8.12 e Mateus 5.14. Primeira lição: a conversão é passar do erro para a verdade. É brilhar. Quem tem a luz de Cristo a irradia.
2. DIACONISA OU SERVA?
É chamada de “serva” ou “diaconisa”. Outras versões trazem “servindo à igreja”. O termo “diaconisa” pode se referir à função diaconal ou apenas que ela trabalhava na igreja. A favor de ser diaconisa, pesa o fato de levar a carta e Paulo pedir hospedagem para ela. Mas o importante: “serva da igreja”. Ser servo de Deus é fácil. “Sirvo a Deus, não aos homens!”, diz o irmão ruim de relacionamento. Servo da igreja. A igreja é maior que nós, e não somos seus donos, mas servos. Além de serva, “protetora”, “ajudadora” ou “tem ajudado”. Era serviçal. Vida cristã é servir, não ser servido. Há os que querem ser servidos, mas não servem. O crente que não serve (não presta serviço) não serve (não presta). Segunda lição: a igreja é um espaço de serviço, e nela servimos tanto Deus como aos irmãos. Resgatemos a autoridade da igreja: nós a servimos, e não nos servimos dela.
CONCLUSÃO – Lições gerais de Febe para nossa vida:
1. A conversão muda a vida da pessoa. O brilho em sua vida era o da lua. Convertida, o brilho passou a ser o de Cristo. Qual o brilho de nossa vida? Artistas de tevê? Pensadores seculares? Ou Cristo? Não podemos continuar sendo as mesmas pessoas. “Não varro o lixo para baixo do tapete”.
2. A compreensão de que a vida cristã é servir, e não buscar benefícios. As pessoas escolhem igreja como quem escolhe uma prestadora de serviços, ao invés de pensarem são chamadas a prestar serviço.
3. Uma marca acentuada de Febe: sua vida beneficiava os irmãos. Nossa vida beneficia alguém? Ou queremos apenas os benefícios da vida cristã?  Somos úteis?
4. Uma marca da vida dos cristãos daquela época: eles se apoiavam, se hospedavam e se ajudavam mutuamente. Suas vidas não eram estanques e a fraternidade não era apertar mãos na hora de um cântico, mas se mostrava em todas as esferas da vida. Somos fraternos fora do culto?
Fonte: www.isaltino.com.br

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JUDAS, IRMÃO DE JESUS

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
INTRODUÇÃO
Judas era um nome comum. Pelo menos, oito homens assim se chamava no Novo Testamento. Significa “louvor a Iah”. É o “Judá”, no Antigo Testamento. Daqui vem “judeu” (“aquele que louva a Deus”). Dois discípulos de Jesus tinham este nome, o Iscariotes e Judas, filho de Tiago (Lc 6.16 e At 1.13). Jesus tinha um irmão com este nome: Mateus 13.55. Ele não cria em Jesus: Jo 7.5. Após a ressurreição, passou a crer: Atos 1.14. É tido como o autor da carta de Judas.
1. PISTAS PARA IDENTIFICAÇÃO
Ele é irmão de Tiago (v. 1). Bem cedo a igreja viu nestes dois os meio-irmãos carnais de Jesus (História Eclesiástica, de Eusébio). Não teve dúvida sobre isto. O autor não se diz “apóstolo” (não era o Judas, filho de Tiago). É “irmão de Tiago”, porque seu irmão era pastor da igreja de Jerusalém. Tiago não se disse irmão de Jesus. Eram modestos. Paulo deixou registrado que Tiago era irmão de Jesus (Gl 1.19). E Judas se apresenta como seu irmão. Há um Judas e um Tiago que são irmãos, na igreja (Mt 13.55). São os irmãos de Jesus.
2. UM TESTEMUNHO DA HISTÓRIA
Segundo Hegesipo, no ano 96, ao perseguir os cristãos, Domiciano soube de dois netos de Judas, irmão de Jesus. Foram levados à sua presença. Eram lavradores rudes, sem pretensão política.  Diziam que “o reino de Cristo não era deste mundo, mas seria manifestado na consumação dos tempos, quando Ele viria em glória para julgar os vivos e os mortos” (Halley). Há testemunho da história dos sobrinhos-netos de Jesus, descendentes de Judas, seu irmão. Estavam firmes na fé.
3. A CARTA DE JUDAS
Provável data: ano 67. Trata da firmeza na fé (Jd, 3) e de incrédulos pervertidos na igreja (v.v. 4-6). Falsos mestres na igreja torciam o evangelho (ainda os há!). Este é o foco: falsos cristãos dentro da igreja. O Apocalipse fala do inimigo externo e Judas fala do inimigo interno. Este é o mais nocivo para a igreja. Cuidado com falsos mestres! Causam mais males que os incrédulos.
4. A CITAÇÃO DE LIVROS APÓCRIFOS
Judas cita dois apócrifos, “A Assunção de Moisés” (vv. 8-9) e “A Profecia de Enoque” (vv. 14-15). Usa como ilustração sem firmar doutrina.  Pregadores citam autores seculares em sermões. Os cristãos conheciam livros religiosos edificantes, não inspirados. Eles se firmavam no conhecimento, e estudavam assuntos religiosos. Bom exemplo. Lemos bons livros religiosos?
CONCLUSÃO
Há três desafios em Judas:
(1) Manter-se servo. Ele não é o irmão de Jesus, mas “servo” de Jesus. Não era “mano do chefe”, mas servo, como os demais.
(2) Sua preocupação com a sã doutrina. Quem acha que doutrina não é importante leia as epístolas, todas escritas para doutrinar os crentes. Aprender é bom e estudar é necessário. Não é crer festivamente sem ligar para nada.
(3) O desejo deles para os crentes. Eles são chamados, amados e guardados (v. 1). E ele lhes deseja misericórdia, paz e o amor de Deus em suas vidas. (4) O louvor a Jesus Cristo (vv. 24-25). Assim ele termina sua carta. O nome a ser exaltado é sempre o de Jesus. E lembremos do título do estudo: “Quase desconhecido, mas sério e íntegro”. Um homem fora dos holofotes, mas de caráter. Quanta gente amando os holofotes! Judas nos ensina: ponha o foco em Jesus!

Fonte: www.isaltino.com.br

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PILATOS, Arruinando a própria vida

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
INTRODUÇÃO
Pôncio Pilatos, que figura! “Pôncio” significa “pertencente ao mar”. “Pilatos” é um apelido, derivado de “pilus” (dardo). Presume-se que recebeu dos militares por ter sido exímio lançador de dardos. Mas era uma forma de designar uma pessoa explosiva (“lançar dardos”). A história mostra que era um homem violento. No ano 25 foi designado como o quinto procurador da Judéia. Ficou até o ano 36. Levou a esposa consigo (Mt 27.19). Entrou para a história como um péssimo administrador. Espiritualmente, seu desastre foi pior. Vejamos.
1. UMA SÍNTESE DE UMA VIDA ARRUINADA
Comandava o exército de ocupação: 120 homens de cavalaria e cinco coortes (cerca de 5.000 homens de infantaria). Tinha poderes de vida e morte, podia reverter sentenças decretadas pelo sinédrio (que tinha que submeter suas decisões a ele), nomeava sacerdotes, controlava o templo e suas finanças. Colocou imagens do imperador em Jerusalém, o que provocou uma revolta tão grande dos judeus que teve que tirá-las. Usou o dinheiro do templo para construir um aqueduto que trazia água de uma fonte a 40 km de distância. Os judeus se revoltaram e ele lançou as tropas contra eles. Esta revolta foi comanda pelos galileus, e Pilatos misturou o sangue deles com o sangue dos sacrifícios do templo (Lc 13.1-2). Na construção do aqueduto, caiu a torre do Siloé sobre alguns judeus e os matou (Lc 13.4). Depois do caso Jesus, matou um grande número de samaritanos que seguiam um falso messias e se reuniam no monte Gerizim. O impacto foi enorme e teve que voltar a Roma para responder a julgamento. Suicidou-se no reinado de Gaio, no ano 41.
2. UMA VIDA COM POSSIBILIDADES DIANTE DE CRISTO
Recebeu uma admoestação da esposa sobre Cristo (Mt 27.19). Mas sua abordagem ao problema chamado Jesus é curta e grossa: Jo 18.29. Tenta ignorá-lo: Jo 18.31. O diálogo é impressionante pela falta de interesse de aprender alguma coisa. No v. 38 faz a pergunta mais importante que um homem pode fazer, mas não esperou a resposta. Tentou inocentar a Jesus (Jo 19.1-5). Teve medo (v. 8). A postura de Jesus diante da situação o impressionou (vv. 10 e 12). Parece que tentou remediar a situação: vv. 19-22. O que quis, realmente, dizer?
3. UMA VIDA TENTANDO SE EXIMIR DIANTE DE CRISTO
Lavou suas mãos ao entregar Jesus aos judeus (Mt 27.24). Conhecia o judaísmo e sabia o que isto significava: Deuteronômio 21.6-7. Mas a morte de Jesus teve autores conhecidos, e este ato legal não se aplicava a ele. Uma lição: ninguém pode lavar as mãos diante de Jesus e dizer que não tem nada a ver com isso. Jesus é um desafio que diz respeito a todas as pessoas.
CONCLUSÃO
“Como Pilatos no credo” Usa-se esta expressão para se referir a alguém que recebe culpa sem a ter. Porque o Credo dos apóstolos diz, sobre Jesus: “Padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos”. Mas ele não foi inocente. Era o homem que podia inocentar a Jesus. Mas foi covarde. Entrou para a história como um desastrado político. Mas muitos políticos são assim. O pior é que foi um desastre com a sua vida. Que advertência! Usemos bem a nossa, e não nos envergonhemos ou temamos posicionar-nos por Cristo. Ele não aceita que lavemos nossas mãos.

Fonte: www.isaltino.com.br

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O pobre sábio citado em Eclesiastes 9:13 a 18

Eclesiastes 9:13 a 18
 Pensando sobre as obras e destino humano, Salomão registra em Eclesiastes um caso específico que lhe chama a atenção:
Também vi este exemplo de sabedoria debaixo do sol, que foi para mim grande. Houve uma pequena cidade em que havia poucos homens; veio contra ela um grande rei, sitiou-a e levantou contra ela grandes baluartes. Encontrou-se nela um homem pobre, porém sábio, que a livrou pela sua sabedoria; contudo, ninguém se lembrou mais daquele pobre. 
Olhando para este caso, parece um desestimulo querer viver de maneira sábia. O que adianta? Ninguém vai perceber... vou cair no esquecimento mesmo!
Ainda mais desanimador quando consideramos o contexto deste mundo na qual estamos inseridos onde a crueldade e a injustiça predominam. O escritor observa:
"Vi ainda debaixo do sol que no lugar do juízo reinava a maldade e no lugar da justiça, maldade ainda. Então, disse comigo: Deus julgará o justo e o perverso; pois há tempo para todo propósito e para toda obra. Disse ainda comigo: é por causa dos filhos dos homens, para que Deus os prove, e eles vejam que são em si mesmos como os animais. Porque o que sucede aos filhos dos homens sucede aos animais; o mesmo lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego de vida, e nenhuma vantagem tem o homem sobre os animais; porque tudo é vaidade. Todos vão para o mesmo lugar; todos procedem do pó e ao pó tornarão." 3:16 a 20
Salomão faz uma análise bastante realista, fria e desesperançosa  sobre a vida humana "debaixo do sol", ou seja, ele se restringe a observar e ponderar como as coisas funcionam neste mundo injusto e cruel. Observa, por exemplo, como o homem sem Deus e sem esperança corre atrás de um propósito para sua vida vazia. Como este homem procura motivação em coisas vãs como o materialismo, o hedonismo e o intelectualismo ... inutilmente! É tudo vaidade, conclui o pensador. A humanidade passa a vida correndo atrás do vento, daquilo que não vale nada. Nós somos humanos e estamos presos neste mundo. Somos testemunhas da vaidade humana. Assistimos diariamente as abstrusidades que o bicho homem produz contra o meio em que vive, contra o próximo e não percebe que faz contra si e por causa de si mesmo. Não neguemos os fatos: eu e você não estamos fora disto. Somos humanos. Estamos presos neste mundo. Seguimos todos o mesmo destino. O escritor declara:
"Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao perverso; ao bom, ao puro e ao impuro; tanto ao que sacrifica como ao que não sacrifica; ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento." 9:2
Crueldade de Deus? Não. Conseqüência do pecado. Ele ainda observa que as oportunidades que esta vida oferece não são necessariamente distribuídas de forma justa, igual a todos:
"Vi ainda debaixo do sol que não é dos ligeiros o prêmio, nem dos valentes a vitória, nem tampouco dos sábios o pão, nem ainda dos prudentes a riqueza, nem dos inteligentes o favor; porém tudo depende do tempo e do acaso." 9:11
Por mais que você busque, corra atrás, estude, se esforce, nada disto é garantia de sucesso. Pior ainda, não tem como saber o dia de amanhã:
"Pois o homem não sabe a sua hora. Como os peixes que se apanham com a rede traiçoeira e como os passarinhos que se prendem com o laço, assim se enredam também os filhos dos homens no tempo da calamidade, quando cai de repente sobre eles." 9:12
Calma, não se desespere. Mesmo em meio a todo este caos em que estamos inseridos, há algum lampejo de esperança, afinal Deus ainda não desistiu de nós.
Salomão observa no caso que lhe chama atenção:
Melhor é a sabedoria do que as armas de guerra, mas um só pecador destrói muitas coisas boas.
Embora a maldade reine neste mundo injusto e cruel, embora a maldade de um só possa destruir muitos, viver de maneira sábia ainda é melhor.
Então, disse eu: melhor é a sabedoria do que a força, ainda que a sabedoria do pobre é desprezada, e as suas palavras não são ouvidas.
As palavras dos sábios, ouvidas em silêncio, valem mais do que os gritos de quem governa entre tolos.
Este caso que Salomão conta não é uma parábola, aconteceu de fato. Os personagens são reais. Este homem pobre e sábio existiu mesmo. O seu apelo é que persigamos a sabedoria como estilo de vida. Mesmo olhando a vida simplesmente por esta perspectiva, "debaixo do sol", sempre haverá mais de uma maneira de se viver. Há o sábio e há o estulto. Um traz benefícios para o seu meio e o outro cumula malefícios. Infelizmente, como temos observado, o estulto prevalece e o sábio nem sempre é honrado como merece. Aliás, quase nunca é. Principalmente se for pobre!
Desesperador? Pode ser. Mas Salomão não nos deixa esquecer que estamos olhando sob uma perspectiva terrena, humana. Mesmo que você assuma este estilo de vida, não espere muitos aplausos do mundo. Aliás, nenhum aplauso. Principalmente se você for pobre!
Somente no final de seu livro, no último parágrafo, o escritor conclui:
“De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más." 12:13 e 14
A forma como vivemos e agimos no nosso dia a dia, mesmo quando achamos que ninguém está observando, será considerada por Deus no nosso juízo. Não que de nossas obras dependa a nossa salvação. Mas precisamos considerar que, como Salomão escreve em outro lugar:
"O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino." Pv 1:7
Podemos e devemos procurar andar de maneira sábia, pois isto certamente refletirá em grandes benefícios para nós, para o meio em que vivemos e para o reino, e lembremos ainda que nada do que fizermos será esquecido por Deus, quer seja bom quer seja mau.




Fonte: www.webartigos.com

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Simão Mago: O Protótipo do Falso Convertido



Simão o mago foi um homem que creu no evangelho mas quis comprar o dom de dar o Espírito Santo. Por isso, o apóstolo Pedro o repreendeu severamente.
Simão, o mago, era um praticante de feitiçaria em Samaria, que impressionava o povo com magia. Muitos samaritanos achavam que ele era divino e o chamavam de “o Grande Poder” (Atos dos Apóstolos 8:9-10). Mas quando Filipe chegou pregando o evangelho, os samaritanos creram em Jesus. Simão o mago também creu e foi batizado (Atos dos Apóstolos 8:13).
O Espírito Santo ainda não tinha descido sobre as pessoas em Samaria. Então Pedro e João foram para lá e lhes impuseram as mãos e os samaritanos receberam o Espírito Santo. Quando Simão viu isso, ele quis comprar o poder de dar o Espírito Santo (Atos dos Apóstolos 8:18-19). Pedro repreendeu Simão e lhe disse para se arrepender. Mas Simão apenas pediu aos apóstolos para orar por ele, para que não sofresse condenação.
A Bíblia não fala o que aconteceu com Simão o mago depois disso. Existem várias lendas sobre ele mas ninguém sabe se são verdade.

Qual foi o pecado de Simão o mago?

Simão o mago queria usar o Espírito Santo como um negócio. A feitiçaria procura manipular forças espirituais (demônios) para fazer a vontade do feiticeiro. Simão o mago pensou que podia fazer o mesmo com Deus.
Um dom de Deus não pode ser comprado. Deus dá Seus dons a quem Ele quer, na medida que quer (1 Coríntios 12:11). Não podemos fazer negócio com Deus.
Deus não trabalha para nós; nós trabalhamos para Deus. É errado tentar manipular Deus. A Bíblia nos ensina a procurar a vontade de Deus e a alinhar nossa vontade com a vontade dele (Tiago 4:7). Simão o mago não estava interessado em fazer a vontade de Deus; ele queria obter poder para fazer sua própria vontade.

Simão o mago perdeu a salvação?

A Bíblia não fala que Simão o mago perdeu a salvação. Ele creu na mensagem e foi batizado, o que sugere que ele se converteu de verdade (Marcos 16:16). Mas seu coração ainda estava preso ao pecado. Por isso Pedro avisou que ele precisava se arrepender (Atos dos Apóstolos 8:20-23).
Algumas pessoas sugerem que Simão o mago não se converteu de verdade. Ele pode ter acreditado no poder de Jesus mas não se arrependido de verdade. O arrependimento também é essencial para a salvação (Atos dos Apóstolos 2:38). Ou, Simão pode ser um exemplo da parábola do semeador, de uma semente sufocada pelos espinhos. Esse tipo de pessoa ouve a palavra mas não amadurece porque segue suas vontades pecaminosas (Lucas 8:14).
Simão creu no evangelho mas perdeu o foco. Ele estava mais maravilhado com o poder e os milagres dos apóstolos do que com a salvação de Jesus. Simão deixou sua velha natureza lhe dominar, em vez de submeter tudo debaixo da vontade de Deus. Esse é um erro que até muitos crentes verdadeiros fazem em diferentes áreas de sua vida. Isso é perigoso e impede o crescimento espiritual.

Fonte: www.respostas.com.br/quem-foi-simao-o-mago/

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Um servo chamado Ziba

II Sm 16.1-4 e19.24 a30
 Ziba era um servo de Saul. Mas não era um servo qualquer, era o administrador dos bens do seu senhor. Ele tinha o controle das propriedades em suas mãos. Com a morte de Saul e seus descendentes, Ziba ficou numa posição privilegiada: continuou administrando os bens da família (inclusive os conservos) até que algum herdeiro legítimo viesse reclamá-los, caso contrário, tudo ficaria com a sua família e seus descendentes, uma espécie de usucapião. Ziba estava tranqüilo porque o único que poderia reclamar algo era o aleijado e foragido Mefibosete. Não havia nenhum risco deste aparecer, pois poderia ser morto por ser descendente da antiga família real. Portanto, este não representava ameaça alguma. Até o dia que Ziba recebeu um recado que Davi, o rei de Israel, queria falar com ele. Quando Davi pergunta se havia algum descendente vivo de Jonatas, Ziba não hesita em dedurar o paradeiro de Mefibosete. Com certeza Davi dará cabo desta ameaça, pensou.
Até então, não conhecíamos o caráter deste "humilde servo", como ele se apresenta. Quando nos sentimos ameaçados, nosso coração começa a traçar planos iníquos para se proteger. Ziba tinha filhos ... e servos... e desfrutava de uma posição que não queria perder. É conveniente que Mefibosete morra para que Ziba não perca "suas" posses. É melhor dar fim na existência daquele aleijado do que EU descer de nível. O ganancioso não considera nada nem ninguém além de si. São nestas situações que homens como Ziba mostram realmente quem são.
Mas o tiro saiu pela culatra. Para sua surpresa, Davi não manda matar Mefibosete. Manda restituir. Que desgraça esta, não? A inveja mata. Mata a alegria, o amor ao próximo, a inveja deseja matar e em muitos casos manda matar. Invejar é desejar atributos, posses, status ou habilidades de outras pessoas. O invejoso ri com os que choram e chora com os que riem.
O plano de Ziba falhou porque ele contava que o mal seria seu aliado. O invejoso odeia o bem quando não é ele o beneficiado. O invejoso não consegue fazer ninguém feliz porque não quer ver ninguém feliz além dele. A inveja cega!
Agora Ziba só pensava em uma coisa: reaver "suas" posses e status de volta. A oportunidade aconteceu quando Davi precisou fugir de Absalão. Ziba aproveitou a oportunidade para demonstrar sua astúcia egoísta. Deixa Mefibosete para trás, bajula Davi e inventa uma mentira. Seu plano dá certo! Agora as terras são "oficialmente" suas, dadas pelo rei. Ambição egocêntrica... nestas horas o individualismo fala mais alto, ou melhor, fala sozinho.  O egocêntrico carrega um amor exagerado a si próprio. Tem um pensamento equivocado sobre seu lugar no mundo e na sociedade. Insiste em firmar sua pessoa como a mais importante em toda e qualquer situação e quer ter prioridadeem tudo. Há uma predileção nata às coisas que são de interesse pessoal. Sua atitude egoísta aparece quando se trata de receber benefícios e se acovarda quando se trata de assumir responsabilidades ou beneficiar os outros. Ziba desconsiderou os sentimentos e necessidades alheias e foi Incapaz de demonstrar amor a Deus e ao próximo.  Mas ele conseguiu o que tanto desejou.
Só que a história não termina aí, e o desfecho desta não é o maravilhoso golpe de Ziba. O desfecho pertence aos nobres. No retorno de Davi, este encontra com Mefibosete que conta sua versão da história. Até então Davi só conhecia o relato de Ziba . Em quem acreditar? Muito sábio, Davi ordena que as terras de Saul sejam divididas. Aí Mefibosete mostra seu caráter:
- Dê ao ambicioso o que deseja sua ambição, pois é tudo o que ele terá!
Inveja, egoísmo, ambição, mentira e iniqüidade não prevalecem sobre a bondade, a generosidade, o sentimento de gratidão e o amor ao próximo. Mesmo que aquele pense que saiu ganhando.
Com quem você se identifica? Não hesite em abrir mão de seus direitos para ganhar um bem maior: o reconhecimento do Rei! Pense no que você já possui: um tesouro que ninguém pode tirar da sua mão. E quanto mais você compartilhar deste tesouro, mais você ganhará.


Leia mais em: http://www.webartigos.com/artigos/personagens-biblicos-menos-conhecidos/88815/#ixzz4BcDxSMyv

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