Versículo para memorização - Mateus 12:30
 
Pórcio Festo tornou-se governador logo após Félix. Era um oportunista do pior tipo, cujas ambições políticas eram bem maiores que suas convicções acerca de moral ou justiça. Não encontrou maldade em Paulo (Atos 25:25, 26), mas, devido a motivos de popularidade política, recusou tomar uma decisão a favor de Paulo (Atos 25:9).
Provavelmente, não há pecado mais sedutor para alguém do que tentar ser indiferente em relação a Cristo ou as coisas de Deus. Festo herdou a responsabilidade de libertar Paulo por causa da ganância de Félix (Atos 24:25-27). Contudo, seu pecado não era menor que o de Félix; em duas ocasiões, ouviu Paulo falar segundo a fé de Jesus Cristo e não tomou nenhuma decisão a favor de Paulo.
Quando, pela primeira vez, Festo participou do julgamento de Paulo, tornou-se sua responsabilidade libertá-lo, pois as acusações não podiam ser provadas (Atos 24:7). Ao invés de fazer isso, na tentativa de agradar aos judeus, tentou enviar Paulo para Jerusalém a fim de que lá fosse julgado. Claro que isso não poderia acontecer porque existiam judeus fora-da-lei armando ciladas para assassinar Paulo, então Paulo apelou a César, e Festo, a fim de se livrar da responsabilidade, aceitou seu pedido. Isso conduziria a pregação do evangelho por Paulo em Roma, mas, finalmente, deu-se a execução de Paulo e, por uma parte dessa execução injusta, Pórcio Festo teria que responder durante a eternidade.
O maior pecado que Festo cometeu foi rejeitar a mensagem do Evangelho que Paulo entregou. Era costume de Paulo, em toda defesa, pregar o Evangelho. Talvez aprendera isso com Estevão, quem de modo condescendente viu morrer como mártir. Leia Atos 7:57-8:1. Podemos perceber, através da imparcialidade e da declaração, que Festo rejeita a mensagem de Cristo. Em Atos 26, Paulo fala sobre sua maravilhosa conversão e, nos versículos 22 e 23, prega o Evangelho com grande simplicidade. Festo disse que Paulo era louco. Pergunto: quem Festo acha agora que era louco?


Autor: Pr Forrest Keener
Tradução: Albano Dalla Pria
Revisão: Joy Ellaina Gardner
Edição: Calvin Gardner
Fonte: www.palavraprudente.com.br
Ao ler as poucas passagens bíblicas que relatam quem era Zipora, me deparei como a mulher de um importante líder israelita. No entanto sua historia é muito fragmentada, assim, para conhecê-la é preciso costurar cada parte da leitura para encontrar detalhes de sua identidade. Conhecida como a esposa de Moisés, ela pode ser comparada a tantas mulheres que perdem seu nome e passam a ser conhecidas como filha, esposa ou mãe de alguém.

Natural da terra de Midiã, Zipora foi entregue por seu pai, Jetro, a um forasteiro chamado Moisés, fugitivo do Egito, por ter matado um homem. Apesar disso, por traz dessa tradição de violência contra a vontade da mulher, vejo mulheres fortes que apesar de se submeterem com obediência à tradição de seu povo, mostram a força e dignidade de quem vive em um contexto patriarcal sobre discriminação ao real valor feminino. Demonstrando sua confiança em Moisés, Jetro lhe oferece hospedagem e sua filha, provavelmente a mais velha devido às tradições da época. Com o casamento e a concepção de dois filhos Gerson e Eliezer, Zipora se entranha ainda mais na história desse homem. Ela acompanha seu marido na volta ao Egito, junto com os propósitos de Deus para com ele.
Êxodo 4. 24 – 26, descreve o Senhor indo ao encontro de Moisés para mata-lo. Zipora de alguma forma sentiu a aflição de seu marido e agindo com ousadia e segurança o livrou da morte, ela age imediatamente, acreditando que a solução seria circuncidar seu filho, pois o mesmo ainda não o era, isso consistia a quebra do pacto abraâmico, uma pratica de obediência a Deus. O texto bíblico não descreve qual era a posição de Zipora no contexto ministerial de Moisés, no entanto em Ex. 4.25 ela age com muita firmeza. Assim posso vê-la, demonstrando seu senso critico e sua sensibilidade de mãe, mostrando mais uma vez ser uma mulher forte e marcante.

Zipora foi obediente ao seu pai, e provavelmente foi uma mulher agradável aos olhos de seu esposo. Durante o período de libertação do povo, ela já não se encontra mais na historia de seu marido, estava junto com seu pai como fala o texto de Ex. 18. Por ser a irmã mais velha, possivelmente ajudou na sustentação de sua família e parentela, ajudando seu pai em sua velhice e demonstrando seu compromisso com suas raízes.

Discretamente Zipora se mostra como uma mulher que mesmo sendo conhecida apenas como a esposa de alguém oferece a quem ler, uma história intrigante, de uma mulher de personalidade marcante e viva. Assim como ela, muitas outras mulheres ainda são conhecidas dessa forma quando merecem ser reconhecidas por sua própria história, por seu próprio nome.
 
 
Fonte: www.vidaebiblia-rcarly.blogspot.com.br
“Tenho escrito à igreja; mas Diótrefes, que procura entre eles a primazia, não nos recebe...”. 3 João 9-11.
A fragilidade humana pode induzir o individuo a um comportamento que comprometa tanto a si quanto as outras pessoas, isso tem acontecido com muita naturalidade, principalmente no meio cristão, onde também existem pessoas de toda natureza, ambiciosas, egoístas e desobedientes etc. A Bíblia relata histórias de pessoas com essas propriedades, no entanto é através das atitudes delas que extraímos lições para o nosso cotidiano. Tomaremos como exemplo o procedimento do obreiro Diótrefes.
Quem era Diótrefes?
Um ambicioso obreiro cujo significado do nome era “alimentado por Júpter” ou Zeus, deuses da mitologia greco-romana, Diótrefes era cheio de superstições pagãs, e ambicioso por glórias humanas, ele cresceu orgulhoso, arrogante e apinhado de prepotência, incapaz de respeitar as autoridades, principalmente as da igreja na época, o apóstolo João foi uma delas. Diótrefes foi atraído pelo cristianismo e professou a sua fé em Cristo e tornou-se membro da igreja local, ele passou a ter uma grande influência na cidade até chegar a ser ordenado a Ministro do Evangelho. Elevou-se entre as lideranças da igreja, mas havia algo que estava guardado no seu coração, o ciúme doentio ao ver a influência do apóstolo João como líder da Igreja.
Todo individuo ciumento gosta exercer a primazia, Diótrefes sempre procurava estar em destaque, esse era o seu prazer, ele não punha em pratica os ensinamentos de Jesus (Mc 10.44), além do mais ele não estava disposto a sofrer pela Igreja, mas se ufanava através dos trabalhos fundados pelo outros. Demonstrava defender a justiça social, com isso ele promovia a justiça própria e não a divina.
Servia a si mesma
As pessoas com características de Diótrefes sempre busca aquilo que é do seu interesse, ele fingia que estava a serviço de todos, mas arquitetava a tomada do poder para sustentar a sua primazia, para isso ele tinha habilidade, influenciava as pessoas com a finalidade de alcançar a supremacia, usava a demagogia que se usa nos dias de hoje, só pensava em si, cuidava dos seus próprios interesses. Diótrefes era do tipo de obreiro que não comparecia nas reuniões que tivesse a frente outra liderança, e quando estava presente tratava com descaso quem estivesse liderando a reunião, como também os trabalhos organizados pelos outros colegas, ele desestimulava qualquer pessoa que tivessem interessadas ajudar no desenvolvimento da Igreja e do evangelho, o que ele mais gostava era de ser louvado, se fosse hoje ele gostaria de está na mídia, na televisão, jornais, nas redes sociais, ou seja, nos meios de comunicações sendo aplaudido por todos, entretanto o egoísmo estava arraigado no seu coração, e pessoas assim não se contenta com nada.
O desprezo a João
Obreiro egoísta despreza os colegas, subestima, contrariando todo o princípio cristão. Diótrefes não considerava João, mesmo sabendo que ele havia sido discípulo do Senhor, embora os demais membros da Igreja tivessem uma grande consideração a João como “pai espiritual” menos Diótrefes, principalmente quando o ouvia pregar, enquanto João pregava, ele resmungava, era um procedimento maligno, não aceitava os enviados de João, muito menos convidar João para pregar, e muito menos visitar a igreja, mas a admirável coragem de João não retrocedia e nem se intimidava com as atitudes de Diótrefes. João era obreiro de verdade e tinha convicção de sua chamada.
                Devemos ter muito cuidado para não agirmos da mesma maneira que esse mau obreiro “Diótrefes”. Considere os homens de Deus, deixe de lado toda arrogância e exaltação prefira o caminho da humildade, apreenda o que disse o apóstolo Paulo: - “cada um considere o seu irmão superior a si mesmo” (Fp 2.3), o obreiro tem a responsabilidade de servir de modelo para o rebanho. O obreiro Diótrefes não tinha atributos para viver em harmonia, era um dominador e brigão, ele não reconhecia a legitimidade de João como apóstolo de Cristo, pois ele queria ter a primazia de apostolo no lugar de João, em compensação havia na igreja dois obreiros elogiados por João por terem comportamentos excelentes Gaio e Demétrio, estes receberam elogios de João. Queridos obreiros o nosso bom exemplo deve contagiar os mais novos.
Pr. Elis Clementino – Paulista - PE
Fonte: www.prelisclementino.blogspot.com.br
A história de Joás é uma das mais dramáticas da Bíblia. Ele foi milagrosamente salvo da morte quando tinha apenas um ano de vida, graças a intervenção de uma tia. A rainha Atalia destruiu toda a descendência real da casa de Judá quando a princesa Jeosabeate escondeu por seis anos o sobrinho, junto com a ama dele, num quarto anexo ao templo de Jerusalém (2Cr 22.10-12). Deus usou Jeosabeate para preservar a descendência de Davi até Cristo, protegendo o único remanescente da linhagem real e messiânica.

Joás foi proclamado rei de Judá por volta do ano 835 a. C., pouco antes de Atalia ser morta pelos guardas do templo (2Rs 11.13-16; 2Cr 23.12-15). Ele é o mais novo rei a assumir o trono – sete anos de idade. Depois dele só Josias, com oito anos. Joás governou a nação de Judá por quarenta anos (2Cr 24.1). Seu tutor e conselheiro era o sacerdote Joiada, homem de Deus e esposo de Jeosabeate.

Joiada viveu até os cento e trinta anos de idade (2Cr 24.16), e durante toda sua vida o rei Joás se manteve reto nos caminhos do Senhor (2Rs 12.1-16; 2Cr 24.1-14), porém, logo após a morte do sacerdote, o rei foi procurado pelos príncipes de Judá (2Cr 24.17). A Bíblia não diz mas tudo indica que pediram “liberdade de culto” para o povo. As consequências foram desastrosas para Judá e o rei, conforme o relato de 2Crônicas 24.18-27.

Os profetas enviados por Deus para reconduzir o povo não foram ouvidos. O Senhor enviou o próprio filho de Joiada, Zacarias, no entanto, os judeus o apedrejaram e o mataram no pátio da Casa do Senhor, a mando de Joás (2Cr 24.19-21). “Assim, o rei Joás não se lembrou da benevolência que Joiada, pai de Zacarias, lhe fizera, porém matou-lhe o filho; este, ao expirar, disse: O SENHOR o verá e o retribuirá” (2Cr 24.22). Jesus faz alusão a esse episódio em Mateus 23.35. Joás é um dos três reis omitidos na genealogia de Jesus Cristo.

Em menos de um ano do ocorrido com Zacarias, Deus enviou o exército dos siros contra Joás, causando grande estrago na vida do povo e do rei (2Rs 12.17,18; 2Cr 24.23). “Ainda que o exército dos siros viera com poucos homens, contudo, o SENHOR lhes permitiu vencer um exército mui numeroso dos judeus, porque estes deixaram o SENHOR, Deus de seus pais. Assim, executaram os siros os juízos de Deus contra Joás” (2Cr 24.24).

O golpe de misericórdia contra Joás, por assim dizer, foi dado pelos próprios servos do rei: “Quando os siros se retiraram dele, deixando-o gravemente enfermo, conspiraram contra ele os seus servos, por causa do sangue dos filhos do sacerdote Joiada, e o feriram no seu leito, e morreu” (2Cr 24.25; cf. 2Rs 12.20,21).

Enquanto o sacerdote Joiada foi sepultado junto com os reis porque tinha feito bem em Israel e para com Deus e a sua casa (2Cr 24.16), o rei Joás, por ter desonrado o nome de Joiada e se apartado do caminho de Deus, foi sepultado na Cidade de Davi, mas não nos sepulcros dos reis (2Cr 24.26).

Fonte: www.prjosivaldo.blogspot.com.br
E eis que aparece diante de Pilatos, um homem por nome José, senador, homem de bem e justo (Lucas 23:50) JOSÉ DE ARIMATÉIA foi um político, homem rico, viveu no tempo de Jesus. Era um discipulo secreto de JESUS, pois tinha medo de assumir publicamente que era amigo dele. Vivia com receio, evitava estar junto da multidão, por causa dos outros, não queria dar a impressão de ser cristão. Depois disto, José de Arimatéia (o que era discípulo de Jesus, mas oculto, por medo dos Judeus) rogou a Pilatos que lhe permitisse tirar o corpo de Jesus. E Pilatos lho permitiu. Então foi e tirou o corpo de Jesus. (João 19:38) Um cristão agente secreto de Deus daquela época, ninguém sabia que ele tinha intimidade com Jesus, com medo dos fariseus, vivia de forma religiosa, gostava de ouvir as mensagens de Jesus, mas tinha pouca fé para crer em tudo que o mestre dizia. Mas ele agiu, a tarde após a morte de Jesus, imediatamente se dispor a fazer algo - E, vinda já a tarde, chegou um homem rico, de Arimatéia, por nome José, que também era discípulo de Jesus. (Mateus 27:57) Seu nome é mencionado nos 4 evangelhos, após a morte de Jesus, ele começa a agir de forma discreta, sem deixar pistas de ser realmente um seguidor de Cristo, sempre na moita. Não é só hoje que encontramos muitos cristãos agente secretos por aí, que não assumem Jesus em suas atitudes, comportamentos e ações, preferem ficar em silencio, isolados, ninguém sabe que são cristãos. Eles tem receio de assumirem que são discipulos, por medo de chacotas e humilhações, se envergonham de dizer que são cristãos Jesus disse na época, que isso era provável, muitas pessoas seriam capazes de se envergonhar dele: (Marcos 8:38) Após a morte de Jesus, José de Arimatéia, o nobre senador, talvez um fazendeiro ou empresário também que tinha boas condições financeiras, foi e comprou um tumulo novo, para depois pedir o corpo de Jesus as autoridades romanas da época, para lhe dar um lugar digno, num lugar melhor, numa área de conforto, com maior visibilidade, assim ele investiu dinheiro alto, para homenagear um morto Chegou José de Arimatéia, senador honrado, que também esperava o reino de Deus, e ousadamente foi a Pilatos, e pediu o corpo de Jesus. (Marcos 15:43) Para José de Arimatéia tudo tinha acabado ali, Jesus não estaria mais no meio dos vivos, agora só resta homenageá-lo, como um martir, um homem bom e justo que simplesmente deixou sua marca na história. "Um tumulo novo, para homenagear a morte de Jesus" esse foi seu pensamento, ele quis honrá-lo, nem cogitou em seus pensamentos a possibilidade de Jesus poder voltar a vida. Silenciosamente, José de Arimatéia, de forma cautelosa, abre seu coração para falar de Jesus, mas de forma bem discreta, apenas para homenagea-lo, como faz a maioria dos religiosos de nossa época também. Sigilosamente e religiosamente As atitudes mostram a nossa fé, parece bonito, um cara compra um tumulo caro, num lugar bonito, um linda homenagem, mas não tinha fé nenhuma, não tinha convicção da ressureição de Cristo. Muitos tem a mesma atitude de fé, fazem coisas bonitas para agradar a religião, para se sentirem realizadas, pensando estarem causando uma boa impressão para Deus Na época só quem tinha muito dinheiro, conseguia um tumulo bom, num lugar mais aconchegante, num ambiente mais bonito, era um lugar só para ricos, somente reis, autoridades políticas, pessoas com condições financeiras tinha poder para comprar túmulos novos naquele lugar. "O SENADOR - GASTOU MUITO DINHEIRO COM UM TUMULO NOVO, NÃO TINHA FÉ SUFICIENTE PARA CRER QUE EM APENAS 3 DIAS JESUS NÃO ESTARIA ALI, NAQUELE LUGAR CARÍSSIMO". Para que gastar muito dinheiro com um tumulo que ficaria vazio em 3 dias, ele deveria ter ouvido que Jesus ressuscitaria, mas sua fé não era suficiente para crer, gastou muito dinheiro, e não confiou nas mensagens de Jesus Muitos são como José de Arimatéia, vivem apenas de forma religiosa, acreditam em Jesus, participam de igrejas, faz penitencias, sacrifícios, gastam muito dinheiro com velas e amuletos, orações repetitivas, achando isto ser digno de louvor a Deus, acham que precisa fazer isso, comemoram a morte de Jesus, faz procissão, olha ele na cruz, nos crucifixos, fazem o sinal da cruz, beija ele morto, mas isso é só religiosidade.][ Jesus dá um aviso aos religiosos, Deixa os mortos sepultarem seus mortos:Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu vai e anuncia o reino de Deus. (Lucas 9:60) Quem não crê na morte e ressureição de Jesus vivem como mortos, pessoas mortas espiritualmente que não tem convicção de que Jesus está vivo no meio de nós, através do Espírito Santo, enquanto Jesus quer agir no meio de nós, muitos ficam atrás da religião, para encontrar um ponto de contato Algumas religiões até incentivam seus memnbros a estudarem muito as Escrituras e exaustivamente viver um conjunto de doutrinas, para se conseguir viver no Reino que ainda está por vir. Estão mortos em sua própria religião, tentando alcançar a vida eterna, amarrados em doutrinas dificeis de praticar, enquanto Jesus oferece um evangelho puro e simples de viver, basta apenas espalhar o amor, a justiça e a misericordia Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; (João 11:25) Creia e viva em amor com seus semelhantes de maneira sábia, com retidão, justiça e honestidade pregando o reino de Deus na prática, assumindo de vez o compromisso de ser realmente um "agente ativo" seguidor de Cristo.


*Fonte: www.aproveitandoasoportunidades.blogspot.com.br
Valdenira Nunes de Menezes Silva

"Bendita seja entre as mulheres, Jael, mulher de Héber, o queneu; bendita seja entre as mulheres nas tendas" (Juízes 5:24).

Ao ler Juízes 4 e 5, descobrimos a história de uma mulher decidida e corajosa, cujo nome, Jael, significava "cabra selvagem ou montês".
E as própria Bíblia diz, em Juízes 5:24, que ela era bendita entre as mulheres nas tendas.
Ela não era judia e, juntamente, com seu marido Héber, fazia parte de uma tribo nômade. Elas e seu esposo eram queneus.
Jael jamais imaginou que, um dia, iria ser elogiada por Débora, juíza de Israel, e por Baraque, o comandante do exército. E, pelas palavras de elogio deles, vimos que Deus a considerou amiga de Israel.
Jael jamais imaginou que, um dia, amaria o Deus de Israel. E esse amor foi demonstrado de um modo inusitado.

Vejamos como tudo começou...
1- Ao lermos Juízes 4:10, vemos Baraque convocando Zebulom e Naftali para a guerra. E, juntamente, com eles ia a juíza Débora: "Então Baraque convocou a Zebulom e a Naftali em Quedes, e subiu com dez mil homens após ele; e Débora subiu com ele."
Israel estava em guerra. Os filhos de Deus estava guerreando contra Canaã.

2- No versículo 11, vemos Héber, esposo de Jael, armar as suas tendas perto de onde se desenrolava as batalhas. A Bíblia nos diz que "... Héber, queneu, se tinha apartado dos queneus, dos filhos de Hobabe, sogro de Moisés; e tinhaestendido as suas tendas até ao carvalho de Zaanaim, que está junto a Quedes."
Nesta decisão de Héber e Jael, vemos a mão de Deus agindo para, lá na frente, dar vitória aos filhos de Israel que haviam tornado "a fazer o que era mau aos olhos do Senhor." Mas o nosso Deus, o mesmo Deus do povo de Israel, ouviu o clamor deste povo que estava em desobediência e decidiu ajudá-los, pois o inimigo, comandado pelo capitão Sísera, tinha um grande exército com cerca de novecentos carros de ferro.
Aos olhos dos filhos de Deus, era, humanamente, impossível vencer o inimigo. Mas o Senhor agiria para dar vitória a Seu povo.

Nós também, assim como eles, enfrentamos batalhas tanto materiais como espirituais e, muitas vezes, nos prostramos e desistimos de lutar porque esquecemos que temos um Deus que cuida de nós e age quando reconhecemos o nosso erro e entregamos tudo sob Seus cuidados.

3- Continuando os passos escolhidos pelo Senhor para dar vitória a Seus filhos, lemos em Juízes 4:16 o seguinte acontecimento: "E Baraque perseguiu os carros, e o exército até Harosete dos gentios; e todo o exército de Sísera caiu a fio da espada, até não ficar um só."
Como o nosso Deus é um Deus bom, misericordioso e um Deus que nunca nos abandona! Baraque conseguiu matar a todos.

4- Mas a Bíblia ainda nos diz que "... Sísera fugiu a pé à tenda de Jael..." (Juízes 4:17). Certamente, ele chegou muito cansado, faminto, com sede e precisando de ajuda.
Deus, para dar vitória a Seu povo, dirigiu este capitão derrotado à tenda de Jael. Vejam as palavras deste inimigo ao chegar junto à Jael: "Dá-me, peço-te, de beber um pouco de água, porque tenho sede. Então ela abriu um odre de leite, e deu-lhe de beber e o cobriu."
Quando Sísera pediu água e Jael lhe deu leite, ela estava oferecendo o que havia de melhor em casa. "O povo daquela região apreciava esta bebida, feita com leite de cabra colocado num odre velho que, depois, era chacoalhado. O leite, então, azedava ou fermentava, quando misturado com as bactérias que permaneciam no odre já usado anteriormente" (Ann Spangler / Jean Syswerda).
Passo a passo, ele ia confiando naquela mulher que o tratava tão bem e... finalmente, adormeceu.
Com certeza, o Senhor seguia cada ação dela. Ela já conhecia os filhos de Deus e já conhecia, também, o Deus desse povo. Ela começou a se preparar para exterminar o último representante dos inimigos do povo de Deus. É, então, no versículo 21, que podemos ver as mãos de uma mulher matar o único inimigo que ainda estava vivo.
Era ela uma heroína? Não sei. Oportunista? Não sei. Traiçoeira? Também não sei. O fato é que a Bíblia nos diz que "... Jael, mulher de Héber, tomou uma estaca da tenda, e lançou mão de um maratelo, e chegou-se mansamente a ele, e lhe cravou a estaca na fonte, de sorte que penetrou na terra, estando ele, porém, num profundo sono, e já muito cansado; e assimmorreu" (Juízes 4:21).

Para nós, esta atitude de Jael foi, realmente, muito chocante mas Deus não a incrimina de nada. Ela, na verdade, foi um instrumento usado por Deus para dar vitória a Seus flhos.
O canto da juíza Débora e do capitão Baraque exaltou esta "amiga de Israel" e o (o canto) colocou nas páginas da Bíblia Sagrada. Eis o cântico...

Cântico de Débora e Baraque

"Bendita seja entre as mulheres, Jael,
mulher de Héber, o queneu;
bendita seja entre as mulheres nas tendas.
Água pediu ele, leite lhe deu ela;
em prato lhe ofereceu manteiga.
À estaca estendeu a sua mão esquerda,
e ao martelo dos trabalhadores a sua direita;
e matou a Sísera, e rachou-lhe a cabeça,
quando lhe pregou e atravessou as fonte.
Entre os seus pés se encurvou,
caiu, ficou estirado;
entre os seus pés se encurvou, caiu;
onde se encurvou, ali ficou abatido."

Assim como Jael que foi "amiga de Israel", que foi chamada de "bendita" por Débora e Baraque, que lutou pelo povo de Deus, prontifiquemo-nos diante do Senhor a sermos usadas por Ele naquilo que Ele preparou para nós.
Agradeçamos a Deus por Ele nos usar como instrumentos para levar as novas do evangelho aos perdidos.
Que Ele nos dê coragem, sabedoria e discernimento para entendermos quais são os Seus planos para a nossa vida.
Que nos momentos das batalhas, estejamos sempre juntas dAquele que vai sempre nos orientar, dirigir e nos dar a vitória.

"Senhor, obrigada por seres um Pai sempre presente.
Obrigada por me dares força, sabedoria e coragem naqueles momentos em que penso que tudo está perdido.
Que eu tenha sempre o coração aberto ao Teu chamado. Que Tu possas me usar nos teus planos perfeitos e que eu sinta que estás sempre comigo.
Obrigada, Pai!"

Você, minha querida, quer ser uma mulher de coragem?
Você quer estar no centro da vontade de Deus?
Você quer ter a sabedoria necessária para fazer decisões dentro dos planos de Deus?
Então, minha irmã, escolha aquele lugarzinho secreto onde só você e o Senhor possam ter momentos de comunhão. Cante hinos que louvem a Deus e que saiam de dentro do seu coração... deleite-se lendo a Bíblia, pois é, exatamente, ali onde você aprenderá dEle... Nestes momentos de comunhão, deixe Ele falar ao seu coração e depois... ore... ore... ore! E é, então, nestes momentos, que podemos sentir o quanto Ele nos ama, o quanto cuida de nós, como está sempre do nosso lado. Só podemos agradecer e dizer...

"Obrigada, Pai! Obrigada porque quando estou atravessando o vale da sombra da morte, Tu não me abandonas... estás ali do meu lado cuidando de cada pedacinho do meu coração. Quando minhas pernas já não suportam mais sustentar o meu corpo cansado... Tu me carregas em Teus braços sussurrando em meu ouvido: 'Filha não temas, não desfaleças, pois estou aqui contigo! Eu te amo como ninguém jamais amou! Confie em Mim! Lá adiante, tenho preparado coisas boas para ti.' E é, então, que me torno forte, corajosa e capaz de enfrentar as batalhas ou guerras que se apresentarem diante de mim."

Já preparada para a luta, então, me revisto da armadura de Deus, vestindo cada peça que tenho que usar para me defender do inimigo e, no fim, sair vitoriosa.

Armadura de Deus:

"Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; Tomando sobretudo o escudo da fé, como qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus. Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda perseverança e súplica por todos os santos" (Efésios 6:14-18).



-------------------------------------------------------------------------------------


Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).


Postagens por Data

Estatíticas de Acesso

Traduzir este site

Membros | Seguidores

Postagens mais acessadas

Redes Socias