Gade cujo nome significa em hebraico "Afortunado" , foi  o sétimo filho de Jacó, nascido de Zilpa, serva de Léia (Gn 30.9, 10, 11). Portanto, considerado descendente da primeira esposa de Israel (Gn 30.11; 35.26). 
Teve Gade sete filhos (Gn 46.16), saindo mais tarde do Egito a tribo de Gade em número de 45.650 pessoas. Depois de terem sido derrotados os reis ogue e Siom; desejaram Gade e Rúben que a sua porção territorial fosse ao oriente do Jordão, como sendo mais conveniente do que a região ocidental para as suas grandes manadas. Moisés cedeu ao seu pedido, com a condição de que eles haviam de acompanhar os seus irmãos e ajudá-los a conquistar a terra ao ocidente do rio Jordão. 
A herança de Gade era limitada ao norte pela tribo de Manassés, ao ocidente pelo Jordão, ao sul pela tribo de Rúben, tendo ao oriente as montanhas de Gileade, mas estes limites, a não ser os da parte ocidental, eram muito incertos. o território de Gade era uma combinação de ricas terras de lavoura e de pastagens, com belas florestas. 
É, também, terra de rios e nascentes, e os desfiladeiros por onde correm as abundantes águas desde os montes até ao vale do Jordão, são de grande beleza. Mas, sendo a gente de Gade impetuosa e guerreira, não tardou muito que os limites da tribo se estendessem além dos primitivos, e compreendessem toda a região de Gileade. 
Foram onze os heróis de Gade, que se juntaram a Davi no tempo da sua maior angústia (1 Cr 12.8). Freqüentes vezes os homens de Gade entraram em guerra com os amonitas, os agarenos, e os midianitas, e outras tribos errantes dos ismaelitas a quem tinham desapossado dos seus territórios (1 Cr 5.19 a 22). Jefté, que foi juiz de israel e era natural de Mispa, pertencia à tribo de Gade (Jz 11) – e também Barzilai (2 Sm 19.32 a 39), e provavelmente o profeta Elias. 
Foi campo de muitas batalhas o território de Gade durante as longas e terríveis lutas entre a Síria e israel, e em conseqüência disso sofreu muito aquela região (2 Rs 10.33 – Am 1.3). o povo de Gade foi levado para o cativeiro por Tiglate-Pileser (1 Cr 5.26) – e no tempo de Jeremias foram as cidades daquela tribo habitadas pelos amonitas (Jr 49.1). 

Fonte: biblia.com.br
Como Agur (Pv 30), ninguém sabe mais do que o texto bíblico apresenta sobre este tal rei Lemuel, cujo nome significa em hebraico "dedicado a Deus". Autor de Provérbio 31.1-9, não se sabe com certeza se o restante do capítulo, o qual descreve a esposa ideal, também foi escrito por ele. O v.1 pode ser entendido de uma forma diferente da apresentada pela NVI, como se Lemuel fosse "rei de Massa", uma tribo arábica do norte. Há uma lenda judaica que identifica Lemuel como Salomão, sendo este trecho bíblico um aviso de sua mãe, Bate-Seba, para ele em seu ofício. No entanto, não há evidências textuais que corroborem suficientemente para essa interpretação.

Os provérbios foram ensinados a ele por sua mãe e relacionam-se com advertências sobre os perigos de gastar tempo e energias com bebidas e mulheres. Também é aconselhado a defender a justiça e os direitos dos menos favorecidos. 
Eli foi o 14º juiz civil em Israel e o primeiro sumo sacerdote em Siló, cerca de 16 quilômetros ao norte de Betel (I Samuel 1.9). Teria sido o primeiro sumo sacerdote dos descendentes de Itamar (Levítico 10.1, 2, 12; I Reis 2.27). Eli administrou numa época de muita carnalidade e formalismo, cujos filhos Hofni e Finéas que exerciam funções sacerdotais, não procediam de acordo com o propósito divino, além de terem a conivência do pai que não os repreendia, incorrendo em sentença sobre a sua casa (I Samuel 2.27-34). Eli tornou-se sacerdote aos 58 anos de idade e o fato de passar 40 anos na função de magistrado e sacerdote, vem justificar que exerceu referidas funções com sabedoria e autoridade, porém o seu final foi muito comprometedor. Pelos registros bíblicos, com o passar dos anos, Eli perdeu o vigor e a autoridade e se tornou conivente com o pecado.

Seu declínio espiritual teve início quando: 
a) Fez julgamento precipitado sobre Ana, achando que estivesse embriagada enquanto ela falava com Deus (I Samuel 1.14-17);

b) Honrava mais os filhos do que a Deus (I Samuel 2.29b);

c) Teve também sua visão enfraquecida, mesmo que tivesse a idade avançada, porém, vê-se que perdeu também a visão espiritual (I Samuel 3. 2; 4.15);

d) Deus não falava mais com ele e podemos observar esse detalhe quando Deus falou com o jovem Samuel e ele ficou curioso para saber o que Deus lhe havia dito (I Samuel 3.16-18);

e) Com a velhice acentuada e o peso exagerado, tinha perdido a agilidade e lhe faltava disposição para exercer a função (I Samuel 4.18);

f) Vivia acomodado, deitado e sentado (I Samuel 1.9; 3.2; 4.13, 18).


Quanto aos seus filhos, exerciam suas funções ao lado do pai. Não temiam a Deus e nem respeitavam os homens (I Samuel 2.15-17). Eram tidos como filhos de Belial e não conheciam o Senhor, isto é, não tinham comunhão com Deus (I Samuel 2. 12). Belial significa impiedade, perversidade e maldade (Provérbios 6.12; II Coríntios 6.15). Hofni e Finéas profanavam os sacrifícios, levando o povo a desprezar as ofertas do Senhor (I Samuel 2.13-16). Procediam contra a determinação divina quando apresentavam as oferendas, que deveriam primeiro apresentá-las a Deus e depois tomar parte delas (Levítico 3.3-5, 16). Mas os filhos de Eli tomavam primeiro para si e ainda sob ameaça (I Samuel 2.15, 16). Contaminavam-se com as prostitutas e se deitavam com as mulheres na porta da tenda (I Samuel 2.22b).

O principal pecado de Eli foi a conivência, pois ele sabia de tudo o que seus filhos praticavam e Deus o incluiu com os dois filhos como dando "coices contra o sacrifício e as ofertas de manjares" (I Samuel 2.29). Com esta conduta, é como diz o apóstolo Pedro: "O julgamento deve começar pela casa de Deus" ( I Pe 4.17), especialmente por aqueles que estão à frente da obra, e como não soube honrar o privilégio que Deus lhe concedeu, ao contrário, tirava proveito da posição, o Senhor pela Sua misericórdia ainda o advertiu dando-lhe tempo para arrependimento, o que não ocorreu e, como paciência se esgota, Deus declarou por sentença a sua sorte e sentença bem severa, conforme se lê em I Samuel 2.33, 34; 3.13; 4.18-22).

O pecado só não acarreta sentença como esta, mas produz conseqüências terríveis, por exemplo: tempos depois, Israel foi ferido violenta e vergonhosamente diante dos filisteus, que fugiram para as suas tendas e caíram de Israel trinta mil homens de pé (I Samuel 4.10). E daí para a frente, só má notícia porque satanás não deixa nada pela metade. Morreram os dois filhos de Eli e, além de perder a batalha, os filisteus tomaram a Arca do Concerto (I Samuel 4.17); quando Eli soube da notícia, caiu da cadeira para trás, quebrou o pescoço e ali mesmo morreu (I Samuel 4.18); estando sua nora, esposa de Finéas, grávida e próxima ao parto, ouvindo estas notícias, alí mesmo encurvou-se e deu à luz e, ao mesmo tempo, foi morrendo (I Samuel 4.19), mas ainda reuniu forças e deu ao recém-nascido o nome de Icabô ou "Foi-se a glória de Israel", referindo-se à Arca de Deus que foi levada presa, e ainda por causa da morte de seu sogro e de seu marido (I Samuel 4. 21, 22).

Concluindo, esta é uma grande lição que fica para os cristãos que têm filhos e desempenham cargos na igreja do Senhor. Tudo o que faz o cristão por conta própria, desprezando os cuidados divinos, gloriando-se em suas próprias presunções, o resultado será maligno (Tiago 4.13-16). Se o vigor espiritual estiver em declínio ou se o formalismo permite que se sirva a Deus mecanicamente, de tal maneira a se ter uma vida de conivência com as coisas que não agradam a Deus, só há dois caminhos: orar suplicando a misericórdia do Senhor para prosseguir alinhado com Deus na caminhada; ou renunciar para não se comprometer com negligência na Obra do Senhor. Nunca perseverar dominado pela vaidade e pelo orgulho porque não vai a lugar nenhum. É como diz Provérbios 16.1: "A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda". 

Preocupado com essa questão, o apóstolo Paulo aconselha antes de tudo consagração a Deus, humildade e fidelidade no uso dos dons e escreveu: "Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional" (Romanos 12.1).

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Existem alguns personagens na Bíblia que bem pouco se sabe a seu respeito, outros, talvez por ter mais destaque na história universal, acabamos encontrando fontes mais confiáveis para traçar um perfil. Joana é um desses personagens que a Bíblia fala somente uma vez, mas que se revelou de grande relevância no dia a dia do Ministério de Jesus na terra.

Joana foi acima de tudo um exemplo de humildade. Mulher de Cuzá, procurador de Herodes, esta mulher que frequentava a sociedade romana de sua época, não se importou de ser vista junto com os discípulos de Jesus e sofrer suas dores e até mesmo a perseguição imposta pelos falsos religiosos da época.

Primeiro é preciso lembrar quem eram os seguidores do Mestre, homens do povo, pescadores, cobradores de impostos, conhecidos como publicanos e que não gozavam da simpatia do povo, mulheres libertas de legiões de demônios, ex-prostitutas, além de todo tipo de ex que você possa imaginar: ex-coxo, ex-cego, ex-paralítico e até ex-gago. Tinha de tudo.

Na única referência a Joana, diz o Evangelho de Lucas: “E aconteceu, depois disto, que andava de cidade em cidade, e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus; e os doze iam com ele, e algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios; e Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana, e muitas outras que o serviam com seus bens.”(Lucas 8:1-3).

Jesus andava de aldeia em aldeia, de cidade em cidade e com Ele iam seus doze discípulos e algumas mulheres. Joana, então, é citada com a referência de ser esposa de um nobre do Império Romano chamado Cuza, que ocupava um cargo de destaque junto a Herodes, pois era o responsável direto por suas finanças.

Joana provavelmente foi uma das mulheres curadas por Jesus que o seguia por amor, por gratidão e ela servia a Jesus com seus bens. Joana era uma mulher rica e depositou seu principal tesouro aos pés de Jesus: seu coração. Os bens consagrados a Deus, colocados a serviço da Obra, são apenas uma consequência de um coração entregue a Jesus.

As companheiras de Ministério de Joana eram mulheres totalmente diferentes dela, mulheres tão maravilhosas quanto ela, mas que não eram refinadas, ricas e nem tinham a posição social dela. Se Joana vivesse nos dias de hoje, seria uma frequentadora das colunas sociais, das festas, das badalações inerentes ao status social que ocupava na corte de Herodes.

Esta mulher rica, refinada, acostumada a frequentar as altas rodas sociais da corte de Herodes, não fez caso de seus anéis, de suas joias, do conforto de sua casa para servir a Jesus, o pobre Galileu que sequer tinha uma casa para chamar de sua e seguiu com Ele de aldeia em aldeia, servindo com alegria ao Senhor com seus bens.

Deus move as peças do jogo para alcançar Seus propósitos. Ninguém é inservível para a Obra de Deus, assim como ninguém, por mais rico que seja, terá qualquer tratamento diferenciado no Reino de Deus. Somos todos iguais diante Dele, gregos, troianos, paulistas e paraibanos.

Vamos em frente. Alguns historiadores especulam que Joana teria sido testemunha da morte de João Batista, já que frequentava as festas de Herodes. Pode ser, faz sentido, mas não é importante. O que de fato importa na vida desta mulher nobre é sua disposição de servir a Jesus e seus discípulos, sempre lembrando que aquelas pessoas que seguiam Jesus era muito diferentes dela e não deve ter sido nada fácil para Joana confessar sua fé em Jesus, não deve ter sido fácil enfrentar a sociedade e suas regrinhas de “ouro”.

Não se sabe qual a posição de Cuza em relação à fé de sua esposa, mas provavelmente ela não teve apoio do marido para deixar sua casa, suas obrigações sociais, sua família para seguir Jesus durantes dias e dias fora de Cafarnaum.

Não precisamos saber os detalhes para imaginar que Joana enfrentou todo tipo de obstáculo para seguir Jesus, mas o exemplo de humildade dela é fundamental para alimentar a fé de milhares de servos de Deus por todos os lugares onde é pregado o Evangelho de Jesus e sua pequena história de humildade e fé é contada.

A questão é que tem muita gente boa, em cargos de destaque que preferem amar Jesus de longe, por medo de serem mal vistos pela sociedade. Quando a gente diz a alguém que é servo de Deus, sofre, inevitavelmente, o bulling religioso. Algumas pessoas até dizem que nem poderiam imaginar que você é evangélico, porque você é uma pessoa tão inteligente!

Pois é. Não é fácil confessar Jesus diante dos homens, mas é indispensável: “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.” (Romanos 10:9). A salvação é para os fortes, para os valentes, para aqueles que não têm por preciosa sua própria vida social, ou seus “amigos”, ou seus muitos motivos para continuar sendo um agente secreto de Deus. Só tem um probleminha: nunca li na Bíblia nada a respeito de agentes secretos de Deus. Deve ser porque não existe. Confesse, creia, faça diferença onde você estiver e você terá um milhão de motivos para ser cada dia mais feliz.

Fonte: sombradoonipotente.blogspot.com.br
“E, depois daqueles dias, Isabel, sua mulher, concebeu, e por cinco meses se ocultou, dizendo: Assim me fez o Senhor, nos dias em que atentou em mim, para destruir o meu opróbrio entre os homens.” (Lc 1.24-25).
Isabel e Zacarias eram da linhagem sacerdotal. Lucas nos informa a seu respeito que “eram ambos justos perante Deus, andando sem repreensão em todos os mandamentos e preceitos do Senhor” (Lc 1.6). Esta expressão, “andar sem repreensão” significa uma vida bonita, exemplar diante da sociedade da época.
A vida de Isabel como esposa era um modelo para as mulheres mais jovens. Ela era submissa ao esposo e realmente era uma “ajudadora”. Cumpria suas tarefas como “dona-de-casa”: preparando a comida nos horários, mantendo a casa limpa e arrumada, as roupas em ordem. E ainda sobrava tempo para ler e meditar na Palavra, orar, adorar com cânticos e se ocupar de alguma atividade social.
O nome de Isabel significava “Deus é meu juramento”. E Isabel sempre pensava que o Deus de Israel, o seu Deus, era um Deus de aliança, de compromisso. Desde que se casara, Isabel aguardava o cumprimento da sua maior alegria: gerar um filho e poder criá-lo, como Ana o fizera a Samuel. Ah, como Isabel ansiava por um filho…
Mas o tempo passava e ela ia ficando cada vez mais velha… Será que era tempo de desistir do seu sonho? Será que Deus poderia fazer com ela como fizera a Sarah, esposa de Abraão? Será que, em sua geração, Deus teria um plano para “um filho do milagre” na velhice de uma sonhadora? Deveria parar de orar?
Ah, quantas mulheres sonhadoras temos neste mundo! Quantas estéreis que sonham com a bênção de um filho em seus braços para oferecê-los a Deus novamente, como Ana…
Posso ver cada dia na vida de Isabel passando e deixando uma nota de esperança: será hoje que conceberei? Virá hoje a minha resposta?
Quem sabe Zacarias já tivesse lhe dito: “Pare de sonhar! Nós já estamos velhos… O tempo de Deus para nós talvez já tenha passado. Caia na real e pare de sonhar…” Mas Isabel mantinha uma centelha de esperança e fé inabalável. Alguma coisa dentro dela lhe dizia que Deus a escolhera para uma missão especial, e por isso ela iria orar e lutar sempre. Custasse o que custasse.
Zacarias, seu esposo, teria de ministrar no templo diante do Senhor. Era o seu turno. O turno de Abias. Chegara a sua vez… Era a sua vez de adorar “face a Face” o seu Deus maravilhoso, que operava maravilhas no passado e prometia enviar o seu “Messiah” (Messias) prometido naquela geração, de acordo com as profecias de Daniel (cap. 9). Apresentar-se diante do Deus Todo-Poderoso era algo muito sério e requeria total consagração. Dedicação em santidade…
Zacarias levou o incenso para apresentar ao Senhor no lugar santo. E, naquele momento único e especial, Deus enviou o anjo Gabriel para trazer uma mensagem a Zacarias. “E Zacarias, vendo-o, turbou-se, e caiu temor sobre ele. Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João. E terás prazer e alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento, porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe. E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus. E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto.” (Lc 1.12-17).
É muito maravilhoso saber que Deus ouve as nossas orações. É muito maravilhoso saber que ele mesmo nos ensina a orar e nos direciona na oração. É muito maravilhoso saber que Deus tem um plano para as nossas vidas, como casais, como família, como filhos… É muito maravilhoso saber que, nesta geração, Deus conta conosco e com nossas orações para cumprir o seu propósito e nos usar para o cumprimento das profecias bíblicas para esse tempo.
Zacarias teve medo e questionou o fato de serem velhos e sua mulher estéril. O anjo Gabriel lhe respondeu que ele ficaria mudo e não poderia falar até que tudo acontecesse conforme a palavra do Senhor. O povo percebeu que o sacerdote estava demorando muito no lugar santo, e que algo extraordinário deveria ter acontecido ali. E, então, quando Zacarias saiu ao povo, ele tentou falar por acenos e mímica. Isabel fica maravilhada com o que acontecera e recebe a palavra.
Seu sonho se realizou, embora parecesse tão demorado: a criança especial de Deus chegara no tempo certo. No tempo de Deus. Sem absolutamente nenhum atraso. Isabel, ao conceber, se ocultou por cinco meses. Ela “curtiu” sua gravidez vendo o marido “mudo” como um sinal de que o Senhor tinha grandes planos para o pequenino que iria nascer…
E, no sexto mês, sua prima Maria também recebeu a graça especial de Deus para ter um filho: o “salvador da humanidade”. Para Isabel, ela se escondia porque pensava que as pessoas poderiam interpretá-la incorretamente por ser “velha, estéril e sonhadora”: e, agora, estava grávida… Já sua prima Maria, recebera o maravilhoso privilégio de ser a “mãe do Messias prometido”, entretanto, com um alto preço: ela estava noiva, comprometida para o casamento, e o seu filho fora concebido por obra do Espírito Santo.
No encontro de Maria e Isabel, as crianças no ventre estavam cheias do Espírito Santo e elas cantaram em adoração por tão grande dádiva: fazer parte dos planos de Deus.
Não dá para esconder uma criança que vai nascer. Maria e Isabel se alegravam intensamente com sua missão. O Espírito Santo as enchia e as capacitava para tão gloriosa tarefa. Maria ficou com Isabel por quase três meses, e voltou para Nazaré. Isabel, então, deu à luz o seu filho. E quando perguntaram a Zacarias como deveria chamar o menino, ele escreveu em uma tabuinha o nome que o anjo lhe dissera: “João”. Todos se maravilhavam com o que estava acontecendo e viam que Deus tinha algo muito especial naquela geração para fazer a Israel.
Isabel foi uma mãe zelosa e sábia. Ela soube confiar em Deus e sujeitar-se à sua direção na criação de João Batista. O menino cresceu e se fortaleceu no Espírito Santo e foi o precursor de Jesus em seu ministério. Ele preparou o caminho do Senhor Jesus, levando o povo ao arrependimento e anunciando o Reino de Deus em Cristo Jesus. E Deus cumpriu o seu propósito usando uma senhora idosa, estéril, entretanto, cheia de fé e confiança no seu Deus.   
Para refletir
Como você se sentiria no lugar de Isabel, sendo estéril, já idosa e tendo ainda     sonhos de maternidade? Você acha que ainda hoje Deus pode fazer o que fez a Isabel? Você acha que uma mulher mais nova pode fortalecer a fé de uma mais idosa     (no caso da visita de Maria a Isabel)? Como agir quando o marido não tem a mesma fé que a esposa? Como criar uma criança “especial”?Quais são os seus sonhos como mulher?       

Pastora Ângela V.Fonte: www.lagoinha.com 
O personagem Teófilo.
Muitos autores debateram com respeito a esta personagem, que aparece na abertura do evangelho. Afinal quem ele era? Existiu de fato? Ou foi apenas um recurso de linguagem. O nome Teófilo vem do grego que quer dizer, “Teo = Deus”, filos amigo, seria na tradução “o amigo de Deus”. Lucas como ele mesmo afirma queria que Teófilo conferi-se a veracidade dos fatos, pudesse conhecer de perto Jesus Cristo e sua doutrina. A leitura do texto sugere que Teófilo seria um alto funcionário do Império Romano, que de fato existiu, convertido ao cristianismo. Se ele possuía a habilidade da língua grega, latina, sua leitura e compreensão, não poderia ser um cidadão comum, ou analfabeto. Lucas queria ele tomasse conhecimento de sua narrativa, com ordem descritiva, narrando os fatos da vida de Jesus. Como era costume da época, certamente Teófilo, teria patrocinado este escrito e depois iria difundi-lo entre seu círculo de relacionamento.
O que dizem os autores:
Ivo Storniolo em sua obra “Como ler o evangelho de Lucas” afirma:
“Sua obra foi dedicada a Teófilo, certamente uma pessoa de posição que, segundo o costume, teria patrocinado e iria difundir os escritos”, pág. 17
Na Introdução ao Novo Testamento, Carsonconfirma:
“A maneira mais natural de entender a expressão é que Teófilo era uma pessoa de verdade e o mecenas de Lucas, provavelmente pagando os custos da publicação do livro, e que por isso a ele dirigido. O adjetivo provavelmente significa que Teófilo era uma pessoa de posição”, pág. 131.
O dicionário enciclopédico da Bíblia no verbete Teófilo assim se expressa:
“cristão nobre, provavelmente de Antioquia, ao qual São Lucas dedicou seu evangelho (Lc 1,3) e os Atos dos Apóstolos (At 1,1)”, pág. 1491.
Concluindo.
A abertura do evangelho de Lucas confirma Teófilo seu discípulo e companheiro,  como sabemos Lucas pertence à segunda geração dos discípulos, era uma pessoa formada na cultura grega, tinha como profissão a Medicina, e acompanhou o apóstolo Paulo depois que Marcos o deixou, provavelmente atendeu Paulo nas suas enfermidades. Podemos dizer que foi um secretário de Paulo. Sua obra encontra-se no Novo Testamento e se caracteriza na continuidade do Evangelho de Lucas com os Atos dos Apóstolos, Praticamente duas obras em uma só. Tal foi proximidade que Lucas tinha com Paulo que nos escritos dos Atos dos Apóstolos escreveu os Atos de Pedro e depois boa parte do livro são considerados os Atos de Paulo, suas viagens missionárias e visitas as comunidades que organizou. Os escritos de Lucas foram dirigidos para os pagãos, para uma população que não conhecia a Palestina nem Jerusalém, por isso quando cita lugares e características da Palestina a descrição é rica de detalhes. Ele para escrever seu evangelho pesquisou outras fontes já existentes, diz ele mesmo no primeiro capítulo, depois de acurada investigação. Tinha grande preocupação em passar por escrito os feitos de Jesus aos que se convertiam.

Fonte: www.abiblia.org

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