Um servo chamado Ziba

II Sm 16.1-4 e19.24 a30
 Ziba era um servo de Saul. Mas não era um servo qualquer, era o administrador dos bens do seu senhor. Ele tinha o controle das propriedades em suas mãos. Com a morte de Saul e seus descendentes, Ziba ficou numa posição privilegiada: continuou administrando os bens da família (inclusive os conservos) até que algum herdeiro legítimo viesse reclamá-los, caso contrário, tudo ficaria com a sua família e seus descendentes, uma espécie de usucapião. Ziba estava tranqüilo porque o único que poderia reclamar algo era o aleijado e foragido Mefibosete. Não havia nenhum risco deste aparecer, pois poderia ser morto por ser descendente da antiga família real. Portanto, este não representava ameaça alguma. Até o dia que Ziba recebeu um recado que Davi, o rei de Israel, queria falar com ele. Quando Davi pergunta se havia algum descendente vivo de Jonatas, Ziba não hesita em dedurar o paradeiro de Mefibosete. Com certeza Davi dará cabo desta ameaça, pensou.
Até então, não conhecíamos o caráter deste "humilde servo", como ele se apresenta. Quando nos sentimos ameaçados, nosso coração começa a traçar planos iníquos para se proteger. Ziba tinha filhos ... e servos... e desfrutava de uma posição que não queria perder. É conveniente que Mefibosete morra para que Ziba não perca "suas" posses. É melhor dar fim na existência daquele aleijado do que EU descer de nível. O ganancioso não considera nada nem ninguém além de si. São nestas situações que homens como Ziba mostram realmente quem são.
Mas o tiro saiu pela culatra. Para sua surpresa, Davi não manda matar Mefibosete. Manda restituir. Que desgraça esta, não? A inveja mata. Mata a alegria, o amor ao próximo, a inveja deseja matar e em muitos casos manda matar. Invejar é desejar atributos, posses, status ou habilidades de outras pessoas. O invejoso ri com os que choram e chora com os que riem.
O plano de Ziba falhou porque ele contava que o mal seria seu aliado. O invejoso odeia o bem quando não é ele o beneficiado. O invejoso não consegue fazer ninguém feliz porque não quer ver ninguém feliz além dele. A inveja cega!
Agora Ziba só pensava em uma coisa: reaver "suas" posses e status de volta. A oportunidade aconteceu quando Davi precisou fugir de Absalão. Ziba aproveitou a oportunidade para demonstrar sua astúcia egoísta. Deixa Mefibosete para trás, bajula Davi e inventa uma mentira. Seu plano dá certo! Agora as terras são "oficialmente" suas, dadas pelo rei. Ambição egocêntrica... nestas horas o individualismo fala mais alto, ou melhor, fala sozinho.  O egocêntrico carrega um amor exagerado a si próprio. Tem um pensamento equivocado sobre seu lugar no mundo e na sociedade. Insiste em firmar sua pessoa como a mais importante em toda e qualquer situação e quer ter prioridadeem tudo. Há uma predileção nata às coisas que são de interesse pessoal. Sua atitude egoísta aparece quando se trata de receber benefícios e se acovarda quando se trata de assumir responsabilidades ou beneficiar os outros. Ziba desconsiderou os sentimentos e necessidades alheias e foi Incapaz de demonstrar amor a Deus e ao próximo.  Mas ele conseguiu o que tanto desejou.
Só que a história não termina aí, e o desfecho desta não é o maravilhoso golpe de Ziba. O desfecho pertence aos nobres. No retorno de Davi, este encontra com Mefibosete que conta sua versão da história. Até então Davi só conhecia o relato de Ziba . Em quem acreditar? Muito sábio, Davi ordena que as terras de Saul sejam divididas. Aí Mefibosete mostra seu caráter:
- Dê ao ambicioso o que deseja sua ambição, pois é tudo o que ele terá!
Inveja, egoísmo, ambição, mentira e iniqüidade não prevalecem sobre a bondade, a generosidade, o sentimento de gratidão e o amor ao próximo. Mesmo que aquele pense que saiu ganhando.
Com quem você se identifica? Não hesite em abrir mão de seus direitos para ganhar um bem maior: o reconhecimento do Rei! Pense no que você já possui: um tesouro que ninguém pode tirar da sua mão. E quanto mais você compartilhar deste tesouro, mais você ganhará.


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Meribe-Baal, o filho de Jônatas

II Sm 9.1-13
 Autocomiseração é um sentimento altamente destrutível. Pode ser facilmente sanado quando detectado. O perigo é que as pessoas não o percebem porque ele é silencioso. Seu volume máximo não passa da altura de um sussurro, mas é extremamente venenoso para nossa alma.
A história de Meribe-Baal pode ser dividida em três fases bem distintas.
A primeira é a fase da realeza. Esta fase foi a mais curta, e durou apenas 5 anos. Desde o seu nascimento como um príncipe, filho de Jonatas, e neto do rei Saul, era herdeiro do trono de Israel. Seu nome significava Combatente contra Baal (I Cr 8:34 e 9:40) . Mas a insensatez de seu avô arruinou toda a sua descendência. Naquele tempo, quando um rei caía, todos os herdeiros eram mortos para que não houvesse o risco de algum descendente reivindicar o trono futuramente. Quando a ama de Meribe-Baal soube da morte de seu pai e avô, quis protegê-lo e fugiu com ele. Sucedeu que na fuga, o menino caiu, fraturou os pés e ficou aleijado. Viveram muitos anos clandestinamente em terras além do Jordão.
A segunda fase foi a da pobreza. Uma mulher, escrava foragida, com uma criança aleijada para cuidar não tinha muita chance de se sustentar. O menino, então, cresceu sob cuidados de um homem chamado Maquir, filho de Amiel.
Há, basicamente, dois motivos principais que alimentam a autocomiseração nas pessoas: o fato de não serem quem gostariam de ser e o fato de não terem aquilo que gostariam de ter. Provavelmente este tipo de pensamento começou a ocupar a mente de Meribe-Baal, que agora mudara de nome, passando a ser chamado de Mefibosete, literalmente Espalhador da Vergonha. Pessoas assim passam os dias lamentando a oportunidade que perderam ou que nunca tiveram, os5 cma mais que gostariam de ter, os olhos azuis que não herdaram da avó, lamentam o cabelo, o nariz, o defeito, ... Não conseguem enxergar mais nada além de seus defeitos e frustrações. Não vêem perspectivas de melhora em sua vida. Não lutam ou desistem facilmente de seus sonhos e projetos. Autocomiseração demonstra INCREDULIDADE de nossa parte. Ficamos desanimados em tempos de muito trabalho e de oposição. Tornamo-nos murmuradores e não conseguimos silenciar nossa alma para ouvir a voz do Senhor e nem confiarem Deus. Demonstramosforte tendência para nos preocupar, amedrontar e lamentar com necessidades, e até pobreza não confiando nas providências divinas. Cisma, dúvida, desconfiança e reservas passam a nos dominar mesmo diante da Palavra de Deus. Passamos a viver descontentes em toda e qualquer situação...
A terceira fase foi a da restauração. Anos depois de ter assumido o trono, Davi se lembra de seu amigo Jonatas e do compromisso de fidelidade que assumira com ele. Decide procurar algum descendente de seu amigo que estivesse ainda vivo e descobre, através de Ziba, um antigo empregado de Saul, que havia Mefibosete, um filho aleijado de Jonatas que moravaem Lo-Debar. Davimanda buscá-lo e, num ato de misericórdia e benevolência, restitui-lhe as terras de seu avô. Não bastando isto, convida-o a morar no seu palácio, dando a honra de comer diariamente à sua mesa. Nesta altura, Ziba, que ficara cuidando das terras de Saul, volta à sua função de servo da família, passando a trabalhar para Mefibosete.
Que sentimentos esta vira-volta em sua vida deveriam proporcionar? Mefibosete sabia que não era merecedor de nada daquilo. Como descendente de Saul, deveria ser morto junto com os homens de sua família, mas ao invés disto, agora come junto à mesa do rei. Nenhum mérito existe em um cão morto, como ele mesmo se definia, mas pela misericórdia de Davi ele permanecia vivo, e pela graça do rei, tinha agora muito mais do que merecia.
Será que isto foi suficiente para transformar, além da vida de Mefibosete, todos os seus sentimentos? Somente aquele que não reconhece o que Deus fez por ele continua alimentando sentimentos de autocomiseração e autopiedade. A misericórdia e a graça de Deus devem transformar nossas vidas. Elas não alteram nosso humor e sentimentos automaticamente, mas quando a compreendemos, mudanças devem acontecer. Esta compreensão deve gerar um profundo sentimento de gratidão que faz com que nossos defeitos e frustrações se tornem insignificantes, quase imperceptíveis até o ponto de desaparecerem de nossa vista.
Pare de se lamentar. Talvez você não seja quem você gostaria de ser ou como gostaria de ser, mas você é assim exatamente porque Deus o fez assim e deve se transformarem quem Elequer que você seja. Ele deve ser o Senhor da sua vida, da sua história. Deus está mais interessado no seu caráter do que na sua aparência e naquilo que você quer aparentar.
Saiba reconhecer o que Deus já fez por você e em você.


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A salvação do LADRÃO DA CRUZ

Lucas 23:33-43
Antes de qualquer coisa quero esclarecer que simpatizo com a opinião do apóstolo Paulo (citando o Salmo 14 em Romanos): Não há um justo, nenhum sequer! O título “bom ladrão” foi dado a um dos crucificados com Jesus para identificar aquele que se arrependeu no último momento da sua vida e reconheceu que o Reino que Cristo anunciava não é deste mundo. A resposta imediata que ele obteve do Senhor foi:
“Eu te garanto: Hoje você estará comigo no paraíso”.
Lendo esta narrativa, alguns pensamentos vêm à minha mente. Um deles diz respeito à compreensão de quem era Jesus. É interessante notar a percepção deste condenado... Nem os discípulos de Jesus tiveram uma agudeza desta, por isso eles abandonaram Jesus na hora H; entristeceram-se profundamente; voltaram às suas atividades normais depois da crucificação; duvidaram da sua ressurreição e quando o viram ressurreto ainda insistiram na pergunta: É agora que o senhor vai restaurar o reino de Israel???  Poucos tiveram a percepção deste condenado. Talvez Simeão, a mulher samaritana, Zaqueu, ... Mas convenhamos, na posição que aquele homem se encontrava, não dava pra ter muitas esperanças não!
Outra questão que reporta a minha mente é a preocupação de muitas pessoas com aqueles que tiveram uma vida dissoluta e um dia se convertem. É muito comum ouvir este tipo de questionamento nas tardes de evangelização, e é maravilhoso poder explicar da graça e do perdão de Deus a TODOS os homens. Foi exatamente o que aconteceu com Jesus na casa de Simão:
Dirigiu-se Jesus ao fariseu e lhe disse: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. Ele respondeu: Dize-a, Mestre. Certo credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários, e o outro, cinqüenta. Não tendo nenhum dos dois com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Qual deles, portanto, o amará mais? Respondeu-lhe Simão: Suponho que aquele a quem mais perdoou. Replicou-lhe: Julgaste bem. (Lc 7.41-43)
Invariavelmente, todo mundo tem um senso natural de justiça própria baseado na lei do merecimento. É justo que quem peca mais (segundo o “meu padrão”, lógico), deve sofrer mais. O não cristão pensa que Deus vai pesar numa balança pecadinhos e pecadões de um lado e comparar com as boas obras para ver se estamos em débito ou credito com Ele. O incrédulo não consegue conceber nem aceitar a idéia de perdão.   
Lemos em Colossenses 2.14 que  “[Jesus] tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu- o inteiramente, encravando-o na cruz”; e João relata:
“E ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro” (I Jo 2.2).
Até os pecados do seu companheiro de sentença Jesus estava pagando! Aliás, dos dois... Ou melhor: os pecados de TODA humanidade foram pagos. O problema do pecado já está solucionado, de forma que ninguém será condenado por Deus porque peca mais ou peca menos. A pessoa é salva ou condenada pelo fato de aceitar ou não a salvação oferecida por Deus por intermédio de Jesus. É o que diz João 3.17-18:
Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.
 Lembro-me do ministério que tinha no presídioem Santarém. Haviadois tipos de homens lá dentro: um era o que contava os dias, meses e anos que faltavam para ele sair daquele lugar, e só pensavaem vingança. Estenão queria nem ouvir palavras como amor e perdão. O outro sabia que estava ali porque cometeu um crime e tinha uma dívida com a sociedade, mas que Deus já o havia perdoado em Cristo e agora era nova criatura, teve sua vida completamente transformada!
Por último, penso muito sobre quem Deus escolhe para jogar no seu time. Note o que Paulo escreve aos coríntios:
Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus. I Co 1.26-29
Gosto deste texto porque é um alívio para mim. O que aquele miserável tinha para oferecer a Jesus naquele momento senão a sua alma? Que mérito ele tinha? O que mais ele poderia fazer pendurado naquela cruz?
E nós? O que temos a oferecer para Deus? O que podemos oferecer a Deus em troca da nossa salvação? Deus amou o mundo... não porque viu em nós algo que o impressionasse. Deus nos ama porque Ele é amor e quer ver refletidoem o Seu caráter.


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SIMÃO, O FARISEU

Lucas7.36 a 50
 Existiam certas regras sociais que deviam ser observadasem Israel. Hospitalidadeera levada a sério pelo judeu. Ser hospitaleiro era uma obrigação para este povo, pois a lei dizia:

 Como o natural, será entre vós o estrangeiro que peregrina convosco; amá-lo-eis como a vós mesmos, pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o SENHOR, vosso Deus. Amai, pois, o estrangeiro, porque fostes estrangeiros na terra do Egito.  Lv 19:34 e Dt 10:19

 Da mesma forma, o título "fariseu" dizia muito àquela sociedade. Um fariseu era extremamente zeloso quanto o cumprimento da Lei e conhecia muito bem a Torah. Certa vez, um fariseu chamado Simão convidou Jesus para jantar em sua casa. Jesus aceitou de bom grado. Este fato é muito curioso, pois havia uma disparidade enorme entre Jesus e os fariseus. Estes ficavam profundamente escandalizados com as atitudes do Mestre. Jesus andava com pecadores, comia com publicanos, conversava com prostitutas, tocava em leprosos e tinha fama de comilão e bebedor de vinho. Isto para não mencionar as curas e trabalhos nos sábados entre outras tantas "transgressões"...

Jesus fazia tudo isto de fato. E justamente por isso batia de frente com as tradições, o zelo doentio e as interpretações legalistas dos fariseus. Estes ficavam profundamente incomodados com seus atos e palavras.

Qual era, então, a intenção de Simão abrir as portas de sua casa e compartilhar a intimidade de sua mesa com este homem tão polêmico? Minha interpretação é que ele não tinha nenhuma intenção de honrar o Senhor Jesus, mas apenas especular "qual é a deste cara?". Sua falta nos cuidados sociais mínimos para com o hóspede deixa claro seu menosprezo à pessoa de Jesus: não ofereceu água para lavar seus pés, não o cumprimentou com um beijo nem forneceu óleo para ungir sua cabeça. Modos um tanto estranhos para nós, mas perfeitamente aceitável para aquela cultura. Simão, como muitos outros fariseus, sofriam do mesmo o problema básico: falta de vivacidade espiritual. Embora fossem autoridades religiosas, não tinham vida espiritual. Religiosidade nada tem a ver com espiritualidade. Aliás, religiosidade mata espiritualidade. Simão era indiferente às necessidades e sentimentos alheios. O religioso geralmente é egoísta; ama o comodismo; não demonstra nenhum amor e nenhuma preocupação por pessoas não salvas. Sua fé não tem alegria. Fala muito, mas é estéril. Suas orações são longas e bem elaboradas, mas carentes de piedade.

Sendo fariseu, Simão sabia de suas obrigações sociais para com seu hóspede, mas certamente contemporizava: Ele não é estrangeiro, então estou desobrigado de cumprir a Lei e posso abrir mão da minha "boa educação" que não estarei pecando. É assim que um fariseu pensa. Ele vive entre duas enormes muralhas: pode / não pode. Não conseguem ir além, ultrapassar estes limites.

Jesus conhecia bem o coração empedernecido dos fariseus, e por isso ele denunciava: Raça de víboras, vocês torcem a Lei para lhes favorecer (Mc 7.10-13).

Foi nesta ocasião que uma mulher de má fama entra e tocaem Jesus. Rapidamente Simãoanalisa a situação, julga e condena os dois em seu coração: "Esta situação é inaceitável! Além do mais, este Jesus não é um homem de Deus, senão ele saberia quem é esta mulher..." 

A mente de um fariseu é engessada e seca como uma múmia. Simão jamais conseguiu compreender o princípio fundamental da Lei: Amar a Deus e ao próximo. E foi isto que Jesus veio mostrar e demonstrar ao mundo.

Simão não conhecia palavras como amor, atenção, tolerância e perdão. Pessoas como ele só conhecem palavras como lei, transgressão, julgamento e condenação. E exclusão! Um fariseu não sabe o que é ser livre. Quando ouvem a palavra liberdade, logo associam com "pecar", nunca com "amar". Liberdade para pecar chama-se libertinagem. É o que o mundo oferece, o que todo mundo procura. A liberdade que aquela mulher experimentou, de se achegar a Cristo, beijá-lo, ungi-lo, molhar seus pés com suas lágrimas e enxugar com seus cabelos é uma liberdade que jamais seria entendida por Simão, tão absurda que ele possa achar. Mas esta é a liberdade que Cristo nos oferece. Não liberdade para pecar, mas liberdade para amar a Deus, amar o próximo, louvar, adorar e servir.
Nossas ações, todos vêem, nossas intenções não. Só você e Deus sabem.
E pode ter certeza: Ele está mais interessado nas nossas intenções do que nas nossas ações.
Analise sempre: quais são suas intenções ao planejar ou fazer qualquer coisa, por mais espiritual que você queira parecer. A quem louvará? Quem exaltará?

Segundo, não julgue ninguém pela aparência. Embora possa parecer espiritual ou não, somente Deus tem o poder de sondar nossos corações.
Terceiro, não busque sua própria honra, mas dê honra a quem é devida.

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Quem era Baal?


Resposta: Baal era o nome do deus supremo adorado na antiga Canaã e Fenícia. A prática do culto a Baal infiltrou a vida religiosa judaica durante o tempo dos juízes (Juízes 3:7), tornou-se comum em Israel durante o reinado de Acabe (1 Reis 16:31-33) e também afetou Judá (2 Crônicas 28:1 -2). A palavra baal significa "senhor"; o plural é baalim. Em geral, Baal era um deus da fertilidade que, de acordo com a crença comum, permitia que a terra produzisse colheitas e pessoas produzissem crianças. Diferentes regiões adoravam Baal de diferentes maneiras, e ele provou ser um deus altamente adaptável. Várias localidades enfatizavam um ou outro de seus atributos e desenvolveram "denominações" especiais do Baalismo. Baal-Peor (Números 25:3) e Baal-Berite (Juízes 8:33) são dois exemplos de tais divindades localizadas.


Segundo a mitologia cananeia, Baal era o filho de El, o deus principal, e Asherah, a deusa do mar. Baal era considerado o mais poderoso de todos os deuses, eclipsando El, que era visto como bastante fraco e ineficaz. Em várias batalhas, Baal derrotou Yamm, o deus do mar, e Mot, o deus da morte e do submundo. As irmãs/consortes de Baal foram Ashtoreth, uma deusa da fertilidade associada com as estrelas, e Anate, a deusa do amor e da guerra. Os cananeus adoravam Baal como o deus do sol e como o deus da tempestade - ele geralmente é representado segurando um relâmpago - que derrotava inimigos e estimulava a colheita. Eles também o adoraram como um deus da fertilidade que providenciava crianças. O culto a Baal estava enraizado na sensualidade e envolvia prostituição ritualística nos templos. Às vezes, apaziguar Baal necessitava o sacrifício humano, geralmente o primogênito de quem fazia o sacrifício (Jeremias 19:5). Os sacerdotes de Baal apelavam ao seu deus em ritos de abandono selvagem que incluíam gritos de êxtase e ferimentos auto-infligidos (1 Reis 18:28).



Antes de os hebreus entrarem na Terra Prometida, o Senhor Deus os advertiu contra a adoração dos deuses de Canaã (Deuteronômio 6:14-15), mas Israel voltou-se à idolatria de qualquer maneira. Durante o reinado de Acabe e Jezabel, no auge do culto a Baal em Israel, Deus confrontou diretamente o paganismo por meio do Seu profeta Elias. Em primeiro lugar, Deus mostrou que Ele, não Baal, controlava a chuva através do envio de uma seca que durou três anos e meio (1 Reis 17:1). Então Elias convocou um confronto no Monte Carmelo para provar de uma vez por todas quem o Deus verdadeiro era. Durante todo o dia, 450 profetas de Baal pediram ao seu deus para enviar fogo do céu - certamente uma tarefa fácil para um deus associado com relâmpagos - mas "não houve voz, nem resposta, nem atenção alguma" (1 Reis 18:29). Após os profetas de Baal desistirem, Elias fez uma oração simples, e Deus respondeu imediatamente com fogo do céu. A prova foi esmagadora, e o povo "caiu de rosto em terra e disse: O SENHOR é Deus! O SENHOR é Deus!" (Versículo 39).



Em Mateus 12:27, Jesus chama Satanás de "Belzebu", ligando o diabo a Baal-Zebube, uma divindade filisteia (2 Reis 1:2). O Baal do Antigo Testamento era nada mais do que demônios disfarçados de deuses, e toda a idolatria é, em última análise, uma forma de adoração ao diabo (1 Coríntios 10:20).


Fonte: www.gotquestions.org/Portugues/Baal.html

Baal-Peor, O deus dos pecados sexuais

Texto Áureo: 1 Coríntios 6.18

Verdade Prática: Não nos enganemos! O mesmo Deus que puniu os adoradores de Baal-Peor continua a reivindicar santidade e pureza de cada um de seus filhos.

Leitura Bíblica: Números 25.1-3,9; Apocalipse 2.14-17
INTRODUÇÃO
O pastor John MacArthur afirmou certa vez que “Deus julga o seu próprio povo antes de voltar sua ira aos pagãos”. Esta verdade, que muitos cristãos hoje preferem ignorar, cumpriu-se numa trágica etapa da peregrinação de Israel rumo à Terra Prometida.
Refiro-me ao episódio de Baal-Peor. Os varões hebreus, seduzidos pelas moabitas, não somente prostituiram-se com estas, como também acabaram por adorar a horrenda divindade daquele povo pagão.
O julgamento divino não tardou. Vinte e quatro mil israelitas são exterminados pelo Deus que não pode aturar a impureza entre os seus filhos. Não pense que o culto a Baal-Peor ficou no passado. Muitos crentes, sem o saberem, estão convivendo com essa abominação.
I.                   BAAL-PEOR – O DEUS DA SENSUALIDADE
1.      Quem era Baal: Era o deus supremo dos cananeus. Em hebraico, Baal significa senhor. Seus adoradores acreditavam fosse o ídolo o responsável pela abundância da terra e pela fertilidade do ventre.
Em Peor, região de Moabe, havia uma versão local dessa divindade, que era adorada conjuntamente por moabitas e midianitas. Foi nessa localidade de Sitim, bem defronte de Jericó, que Israel rompeu a aliança com o seu Deus, pondo-se a cultuar a Baal.
2.      Como Baal era adorado: Sendo o deus da fertilidade, seu culto era marcado pela crueldade e por uma devassidão que envergonharia até Sodoma e Gomorra. Em suas cerimônias havia: 1) sacrifícios de vítimas humanas; 2) orgias e os mais inimagináveis desregramentos; 3) e, logicamente louvores a Baal.
II.                A IDOLATRIA E A PROSTITUIÇÃO DE ISRAEL
A história é bastante conhecida. O rei Balaque, de Moabe, contratara Balão para amaldiçoar a Israel. Todavia, o profeta sabia muito bem que jamais poderia amaldiçoar um povo a quem o Senhor cobrira de bênçãos. A fim de não perder os prêmios e os favores do monarca, o profeta desviado mostrou-lhe que só havia um meio de levar Israel ao anátema.
Desse episódio, temos a concluir duas coisas básicas: 1) Nem maldição, nem trabalho de macumba, tem qualquer poder sobre o povo de Deus; No entanto, se nos deixarmos contaminar pelo pecado, estaremos completamente expostos; o próprio Deus nos amaldiçoará. Foi o que aconteceu a Israel.
1.       A prostituição de Israel: Conforme podemos inferir de Ap 2.14-17, Balaão sugeriu ao rei moabita espalhar, por todo o arraial hebreu, mulheres desavergonhadas, e que estas levassem os israelitas à prostituição.
2.      A idolatria de Israel: Da prostituição à idolatria bastou apenas um passo. Dentro em pouco, lá estavam os adoradores do Único e Verdadeiro Deus saboreando as iguarias oferecidas a Baal-Peor, e a este tributando honras e louvores. O autor sagrado assim registra o desregramento dos filhos de Israel: “E Israel deteve-se em Sitim, e o povo começou a prostituir-se com as filhas dos moabitas. Estas convidaram o povo aos sacrifícios dos seus deuses; e o povo comeu e inclinou-se aos seus deuses” (Nm 25.1,2).
3.      A maldição sobre os filhos de Israel: Deus não se deixa escarnecer (Gl 6.8). Ele envia uma praga tão virulenta entre o povo que, num único dia, morreram 23 mil pessoas (1 Co 10.8). De Nm 25.9, conclui-se terem perecido ao todo 24 mil israelitas.
III.             A DOUTRINA DE BALAÃO
Não imagine ter a doutrina de Balaão se limitado àquele período da história de Israel. Esse ensinamento foi encontrado na igreja de Pérgamo, e em nossos dias continua a fazer os seus adeptos (Ap 2.14).
Vejamos algumas características dessa maldita teologia:
1.      O pai da doutrina: Não obstante o seu o seu dom profético, Balaão era um obreiro ganancioso e fraudulento; para aumentar seus lucros estava disposto a tudo (2 Pe 2.15). E foi visando o prêmio de Balaque, que ele lhe ensinou a colocar tropeços diante dos filhos de Israel.
2.      A doutrina de Balaão: A teologia de Balaão consiste em levar os filhos de Deus à idolatria e à fornicação (Nm 31.15,16).
IV.             O MODERNO CULTO A BAAL
O velho Baal continua o mesmo; tudo faz por induzir os santos à impureza. Seus profetas e adoradores também não mudaram. Vejamos, a seguir, como os seus cultos manifestam-se em nossos dias:
1.      Pornografia: Não são poucos os filhos de Deus que se acham arruinados espiritualmente em consequência de r revistas, filmes e vídeos pornográficos. O Senhor não atura tais coisas; são abomináveis aos seus olhos. Ele é o Santo! E de seus filhos exige vida santa e irrepreensível (Ex 19.6).
É chegada a hora de remirmos o nosso tempo. Ao invés de o desperdiçarmos com filmes e programas permissivos, que tal passarmos mais tempo orando e estudando a Palavra de Deus? Este tem de ser o nosso compromisso: “Não porei coisa má diante dos meus olhos; aborreço s ações daqueles que se desviam; nada se me pegará” (Sl 101.3). Leia Jó 31.1.
2.      Diversões carnais: Não são poucas as diversões que, à semelhança de Baal-Peor, só trazem maldição e dolorosa consequências. Não podemos esquecer-nos dos filhos de Eli que, sob a cobertura do ministério paterno, pecaram e levavam o povo a pecar até que Deus os matou (1 Sm 2.22).
Infelizmente, somos obrigados a mencionar os shows promovidos em nossos púlpitos. Cantores e artistas, dizendo-se evangélicos, mas flagrantemente divorciados da graça de Deus, além de nos roubarem todo o tempo da Palavra, arrastam nossos jovens a uma vida leviana e descompromissada com Deus. A Igreja do Senhor não necessita de artistas e animadores em seus cultos, mas de homens, mulheres, jovens e crianças comprovadamente santos. Cheios do Espírito Santo, hão de adorar ao pai em espírito e em verdade (Jo 4.23,24).
3.      Namoros permissivos: Embora estejamos no terceiro milênio, os padrões bíblicos não mudaram. A Palavra de Deus exige santidade e pureza de cada um de seus filhos. Isto significa que o namoro cristão tem de primar pela decência, recato e moderação. Requer-se que os jovens cheguem virgens, e castos ao casamento. Pureza na alma e pureza no corpo.
Que tenham eles uma vida pura e santa: o Senhor haverá de julgar os fornicários e os que se prostituem (Ap 21.8).
4.      Roupas indecentes e lascivas: Deus exige sejam aas vestes de seus filhos modestas e descendentes (1 Tm 2.9). Ensinemos aos nossos jovens que o seu corpo é o templo do Espírito Santo. Tenhamos a necessária coragem de mostrar-lhes que as modas lascivas e sensuais são contrárias ao padrão que a Palavra de Deus nos prescreve.
Cuidado! Deus não mudou. Continua a exigir santidade e pureza de todos os seus filhos. Lembremo-nos da advertência do salmista: “Mui fiéis são os teus testemunhos: a santidade convém à tua casa, Senhor, para sempre” (Sl 93.5).
5.      Infidelidade conjugal: Numa sociedade permissiva e erotizada como a nossa, o adultério não visto mais como algo reprovável. É toleravelmente aceito; é socialmente incentivado; é legalmente ignorado.
A Bíblia não mudou! Adultério é adultério. Pecado é pecado. Ainda que busquemos justificativas teológicas a tais comportamentos, a verdade bíblica não será alterada (Ex 20.14; Mt 5.28).
6.      Fantasias sexuais: Jó foi um homem que, apesar de todas as adversidades que se abateram sobre si, perseverou a sua integridade. O seu coração não era apenas puro; era casto e inculpável. Veja o que diz ele: “Fiz concerto com os meus olhos; como, pois, os fixaria numa virgem?” (Jó 31.1). O patriarca não alimentava qualquer pensamento lascivo ou adúltero. Ele não se dava às fantasias sexuais que, na Palavra de Deus, recebem outros nomes: adultério, concupiscência dos olhos, impureza (1 Jo 2.16; 2 Pe 2.14).
CONCLUSÃO
Baal-Peor é uma coisa vergonhosa (Os 9.10). os que participam de seu culto perecerão: “Os vossos olhos têm visto o que o Senhor fez por causa de Baal-Peor; pois a todo homem que seguiu a Baal-Peor o Senhor, teu Deus, consumiu do meio de ti” (Dt 4.3).
A Bíblia é clara quanto às suas reivindicações: “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição” (1 Ts 4.3). O apóstolo ainda recomenda: “Fugi da prostituição. Todo pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo” (1 Co 6.18).
Fonte: Lições Bíblicas (Jovens e Adultos)
Editora: CPAD
Trimestre: 4º/2000
Comentarista: Claudionor Corrêa de Andrade
Consultor Doutrinário e Teológico: Antonio Gilberto
Tema Central: NÃO TERÁS OUTROS DEUSES DIANTE DE MIM – Quando a idolatria ameaça a Igreja de Cristo
Páginas: 17 - 21

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