Ana, a Profetisa

“Havia também uma profetisa, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era já avançada em idade, tendo vivido com o marido sete anos desde a sua virgindade; e era viúva, de quase oitenta e quatro anos. Não se afastava do templo, mas adorava a Deus noite e dia em jejuns e orações. Chegando ela na mesma hora, deu graças a Deus, e falou a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.”  Lucas 2:36-38
    
A profetisa Ana é uma dessas mulheres fascinantes, que a vida nos reserva, pouco se fala dela, somente três versículos bíblicos, mas é o suficiente para descrever um pouco da vida, do caráter e das suas qualidades.
     Uma mulher que exala o bom perfume de Cristo, e uma inspiradora de vida dedicada a Deus.
   Se pudéssemos descrever a síntese da vida de Ana, poderíamos assim destacar: UMA MULHER ADORADORA E COMPLETAMENTE APAIXONADA POR DEUS.
     Ana, seu nome significa Graça, Favor, era da tribo de Aser, (que significa: felicidade), Gn 30:13, embora sua tribo tenha sido levada para o cativeiro da Assíria, em 722 a.C., nunca tivesse retornado oficialmente, genealogias foram preservadas e devolvidas à Terra Prometida, de tal modo que se conhecia a linhagem a que ela pertencia. Ana era uma remanescente de sua tribo nas terras de Israel. Uma mulher separada para o serviço do Senhor.
     O texto diz que Ana viveu sete anos com seu marido, e depois que ele morreu, ela já era viúva há 84 anos, não se casou novamente e não se apartava do templo noite e dia, em jejuns e orações diárias na presença de Deus.
       Na apresentação de Jesus no templo Ana teria aproximadamente 103 a 106 anos de idade.
     Como uma mulher de Israel era liberada para o casamento a partir de 12 anos de idade. Ana ficara viúva com 19 a 21 anos de idade, aproximadamente, ou seja, em pleno apogeu de sua mocidade. Diferentemente das demais jovens de sua idade, Ana toma a decisão de servir ao seu Deus totalmente.
      A  Bíblia não diz que ela não teve filhos, mas isso é pouco provável, pois bem cedo, as mulheres de Israel eram contempladas com filhos.
       Creio que o evangelista Lucas inspirado pelo Espírito Santo,  destaca a vida dessa mulher para que nós aprendamos como nossas vidas devem ser dedicadas ao Deus Todo Poderoso, e como são preciosas e inspiradoras as qualidades daqueles que devotam sua vida totalmente a Deus.
Qualidades que se destacam na vida de Ana:

1. Conservada virgem para seu marido. “tendo vivido com o marido sete anos desde a sua virgindade;” Vs 36

2. Fiel ao  compromisso de fidelidade ao seu marido, mesmo depois da morte. ” e era viúva, de quase oitenta e quatro anos.” Vs 37
          “ Deus honra a mulher de um marido só” Pr José Pereira Couto.
Hoje com o relativismo das relações, principalmente de casamento tem se tornado cada vez mais raro esse tipo de atitude.

3. Desprovida de desejos carnais. (ela poderia ter se entregado aos prazeres carnais, ou vivendo na ansiedade de um novo relacionamento). Seu alvo maior era servir a Deus. I Tm 5:3-16

4. Uma mulher de fé. (priorizava Deus acima de tudo). Mt 6:33

5. Uma mulher de esperança. (esperava a salvação de Israel que viria através de Jesus Cristo).

6.  Amava a casa de Deus. “ …Esta não apartava do templo nem de dia, nem de noite”. Vs 37
O nome de Ana poderia de chamado de Salmo 84. “ Quão amáveis são os teus tabernáculos, a minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor.”
No templo se cultiva intimidade com Deus. “ A intimidade do Senhor, é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança.” Salmo 25:14
No templo temos revelações da parte de Deus. “ A revelação das tuas palavras esclarece, e dá entendimento aos simples”. Salmo 119:130
No templo podemos adorar, louvar. “…mas adorava a Deus noite e dia em jejuns e orações.” Vs 37
No templo podemos derramar nossos corações diante daquele que conhece as nossas necessidades e as nossas aflições, e os nossos anseios e desejos.
“ Pois um dia nos teus átrios vale mais que mil, prefiro está a porta da casa de meu Deus a permanecer nas tendas da perversidade.”. Salmo 84:10  Ana levava sério estas palavras do salmista, na presença de Deus não se perde tempo, é um grande investimento que fazemos em nossa vida, e nas vidas daqueles dos quais amamos.  Eu amo a habitação de tua casa e o lugar onde a tua glória assiste.” Salmo 26:8
       No Templo Ana alimentava seu espírito e sua alma era satisfeita. “Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra delícias perpetuamente.” Salmo 16:11
      No templo é o lugar onde o Salvador se revela, e a salvação chega aos homens. Ana encontrou o seu Salvador no templo.
        Quantos em Israel, não tiveram a fé, para perceber que o Cristo, estava se apresentando no templo? Somente os que esperam com fé é que conseguem ter revelações profundas da parte de Deus.
        7.  Uma profetisa de Deus. Chegando ela na mesma hora, deu graças a Deus, e falou a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.” Lucas 2:38
           Profeta é aquele que fala a palavra de Deus, é um enviado, escolhido por Deus para esse serviço. O dom de profecia hoje é muito comum, mas nos dias do nascimento de Jesus, não existiam profetas reconhecidos. Ainda existiam o que os teólogos chamam de silêncio profético. (400 anos antes do nascimento de Cristo).
         Mas o evangelista Lucas, chama Ana de profetisa, porque naqueles dias Deus estava preparando o seu povo para o recebimento do Salvador Jesus.
        Existiam muitos religiosos em Israel, mas Deus escolheu Ana para ser portadora das boas novas de Salvação. Ana foi separada por Deus, porque amava e buscava a Sua presença.
        Profetas são escolhidos por Deus, primeiramente para estarem na sua presença, para ouvi-lo  e para anunciar a mensagem de salvação.” O profeta que tem um sonho, conte o sonho, e o que tem a minha palavra, fale a minha palavra com fidelidade. Pois o que tem a palha com o trigo?, pergunta o Senhor. Não é a minha palavra como o fogo, pergunta o Senhor, e como um martelo que despedaça a rocha?” Jeremias 23:28-29; I Pedro 4:11
         Profetas são escolhidos para levarem a palavra da salvação que cura, salva, e liberta os homens de seus pecados e doenças. Isaias 61
        Deus está levantando nesses dias uma geração de profetas para anunciarem a boa nova de salvação, no meio de um povo que necessita de Jesus como salvador de suas vidas.
    Ana, idosa, muito provável não viu Jesus exercendo o seu ministério na terra, mas ela teve o privilégio de anunciar aos presentes no templo o motivo maior de sua vida: Jesus, o seu salvador, aquele a quem ela tanto pregava, estava diante dela. Ela já podia descansar em paz.
     Aos que crêem em Jesus, serão salvos, aos que o rejeitam serão condenados, essa era a mensagem de Ana, essa é a mensagem de todo o profeta de Deus. “Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus.” João 3:18
Que a vida e as qualidades de Ana te inspirem a devotar tua vida na presença de Deus em louvor e adoração, diária.
                                             


Pr Francisco Nascimento
Fonte: pregacoesfn.wordpress.com/

RODE - SERVA FIEL

Leia Atos 12
“…havia oração incessante a Deus” – Atos 12.5
Rode significa Rosa.
Quem era Rode?
Ela era a simpática serviçal que entrou para a história bíblica porque trabalhou na casa de Maria, mãe de João Marcos.
Onde vivia?
Morava em Jerusalém;
Viveu no tempo do sumo sacerdote Anás;
Esse sacerdote foi a primeira autoridade a interrogar Jesus após sua prisão no Jardim do Getsêmani.
Quem era Anás?
  • Era sumo sacerdote no ano VI da era cristã e que foi deposto 9 anos depois;
  • Cinco de seus filhos se tornaram sumo sacedotes;
  • Exercia grande influência entre os judeus.
O que fazia Rode?
  • Era a encarregada da porta da casa de Maria;
  • Testemunhava os que entravam e saíam da reunião de oração;
  • A Igreja estava sob vigilância.
Qual o motivo da reunião de oração?
  • Oravam particularmente por Pedro que estava preso;
  • Pedro estava guardado por quatro escoltas de quatro soldados cada uma;
  • Herodes queria matar Pedro como na véspera havia feito com Tiago.
Vitória na oração!
  • Deus retirou Pedro de modo espetacular da prisão;
  • Pedro se dirigiu à casa de Maria e bateu a porta;
  • Rode apareceu para ver quem era.
Orar e crer:
  • Rode reconheceu que era o apóstolo Pedro;
  • Todos estavam orando, porém não acreditaram nela;
  • Abriram a porta, viram, e ficaram atônitos.
Como falhamos com os nossos pedidos e súplicas ao Senhor!

Aqui está um exemplo: apesar de todo grupo estar orando especificamente pela libertação de Pedro, a Bíblia diz que eles responderam para Rode: “Estás louca!”
Ela, porém, persistia em afirmar que assim era. Então disseram: “É o seu anjo!”. Quanta coisa poderia ser mudada se orássemos com mais fé e determinação.

A Vida de Rode
Responda:
1. Qual era a ocupação de Rode como crente?
2. Onde era um dos pontos de encontro dos crentes em Jerusalém?
3. Por que a Igreja era perseguida?
4. Os crentes criam no que estavam pedindo?
5. Como está sua vida de oração?
Memorizar o versículo-chave: “…havia oração incessante a Deus” – Atos 12.5


Fonte: www.virtuosa.wordpress.com

Quem era Marcos, o Autor do Evangelho?

Marcos, o autor do segundo livro da Bíblia era judeu de uma tribo de Levi. Seu nome de origem era João. Depois tomou um sobrenome romano - Marcos - At 12:12 . Isto se fez necessário em razão de o Império Romano estar presente em todas as regiões por onde viaja, na companhia dos apóstolos.


Ele foi o criador do gênero literário Evangelho. Apesar de seu livro ser o segundo em nossas Bíblias, foi ele quem primeiro escreveu. Além de autor do segundo dos evangelhos sinóticos é considerado o fundador da igreja do Egito. A principal fonte de informações sobre sua vida está no livro Atos dos Apóstolos.

Filho de Maria de Jerusalém e sobrinho/primo de Barnabé - Cl 4:10. Não pertenceu ao grupo dos doze apóstolos originais. Foi convertido à fé cristã depois da morte de Jesus e batizado pelo próprio Pedro, que costumava freqüentar a casa de seus pais, juntamente com Maria mãe de Jesus e outros cristãos primitivos. Assim já fazia parte de uma das primeiras famílias cristãs de Jerusalém, quando Paulo e Barnabé chegaram a Jerusalém, no ano 44, trazendo os auxílios da Igreja de Antioquia, na hoje Turquia.

Depois acompanhou Barnabé e Paulo na volta à Antióquia - At 12:25 ., em viagem missionária, onde atuou como auxiliar de Paulo - At 13:5 . Mas, quando chegaram a Perge, na Panfília, desentendeu-se com o apóstolo, deixou-os e voltou para Jerusalém - At 13:13.

Por volta do ano 50, quando Paulo e Barnabé voltaram à Jerusalém e depois de terem resolvidos os problemas eclesiásticos, decidiram empreender uma segunda viagem missionária. Neste momento, Barnabé convida João Marcos para os acompanhar novamente e Paulo não concorda, em razão da desavença que tiveram em Perge e pelo fato de João ter abandonado o grupo. Em razão do desentendimento entre Paulo e Barnabé, por causa de Marcos, eles se separaram. Barnabé, seguiu então para a ilha de Chipre e levou João Marcos em sua companhia. 

Nesta viagem, com Barnabé, Marcos amadureceu, fundou igrejas e depois foi para Roma, visitar e vencer suas mágoas com Paulo, prisioneiro naquela cidade.

Seu nome aparece nas epístolas de Paulo, que se refere a ele como um de seus colaboradores que enviavam saudações de Roma. Paulo adquire por ele uma elevda consideração - 2Tm 4:11.

Em seguida, Marcos passa a trabalhar com Pedro durante um tempo considerável do seu ministério, gozando da sua íntima amizade, e auxiliando-o como seu intérprete ou secretário. Pedro também aprende a amá-lo, a ponto de chamálo de filho - 1Pe 5:13.

Neste período começou a escrever seu Evangelho. Estando na companhia de Pedro, no ano 56, com base nas informações obtidas com ele, escreve seu livro que vai ser a base para os outros evangelistas também escreverem posteriormente.

A Igreja Católica diz que foi em Roma que Marcos conheceu e trabalhou com Pedro, como se a igreja de Roma fosse a sede e Pedro fosse o seu Pastor Presidente, ou papa, como gostam de chamar. Não é verdade essa informação. Pedro nunca pastoreou a igreja em Roma, nem há notícias de que tenha estado lá.

João Marcos, que até os anos 67 atuava em Chipre e em Éfeso, na Ásia Menor, depois da morte de Paulo e da perseguição que os apóstolos e evangelistas passaram a sofrer em Roma e nas cidades da Ásia, mudou-se para o Egito e lá fixou-se, na cidade de Alexandria.

Segundo a tradição, na cidade egípcia fundou e foi o primeiro Patriarca da Igreja Copta Egipícia. Ele também foi martirizado em Alexandria, no dia da Páscoa, enquanto celebrava o santo sacrifício da missa, e teve seu corpo arrastado por uma parelha de cavalos, aos 54 anos.

Seu Evangelho, que teria sido concluído antes de sair da Ásia Menor, destinou-se aos cristãos provenientes do paganismo e tem um estilo simples e vigoroso e com seus 661 versículos. É o mais curto se comparado aos demais, mas traz uma visão toda especial, de quem conviveu e acompanhou a paixão de Jesus quando ainda era criança. Contou com maestria a vida do divino personagem mesmo não tendo acompanhado seus passos, conseguindo narrar os milagres de forma mais simples e clara.

No século II, o bispo Pápias de Hierápolis, Anatólia, afirmou que ele teria sido intérprete de Pedro. Embora sejam parcas as informações sobre o evangelista, é indiscutível sua importante participação nos primeiros tempos da igreja cristã.

Na Itália seu nome está ligado à cidade de Veneza, para onde mercadores venezianos provenientes de Alexandria, transportaram o que diziam ser as suas relíquias (828) e a cidade veneziana o tomou como padroeiro desde então. Seu símbolo como evangelista é o leão e a Igreja Católica festeja seu dia em 25 de abril, data em que o evangelista teria sido martirizado.

Alguns estudiosos defendem que a casa onde se celebrou a Última Ceia, quando Jesus instituiu a Santa Céia, era a de seus pais e que o Jardim de Getsêmani pertencia a sua família. E que, também, foi naquela casa que os apóstolos receberam a visita do Espírito Santo, após a ressurreição.

João Marcos parece ter aparecido em sua própria narrativa quando fala, por duas vezes de um jovem que estava coberto com um lençol branco e que acompanhava Jesus, no Getsêmani, no dia de sua prisão - Mc 14:51 ; e parece ter sido ele, também, o jovem com vestes brancas que aparece às três Marias no dia da ressurreição - Mc 16:5.
 
Em Cristo, Ev. Sandoval Juliano - 12.05.2010.

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/SaoMarco.html 

Enos, O filho de Sete que busco a DEUS

“A Sete nasceu-lhe também um filho, ao qual pôs o nome de Enos; daí se começou a invocar o nome do Senhor” (Gn 4.26).
Invocar o nome do Senhor é reconhecer Nele o Criador, dos homens todos, o Salvador e Redentor do pecador.
Invocar o nome do Senhor é saber que só Ele é Deus, que pode abençoar e perdoar os que são seus.
Para invocar o nome do Senhor, necessário é saber qual nome Ele tem. Que graça Dele provém.
O que pode Ele fazer… Se Ele vai nos receber…

Invocá-lo é conhecê-lo. É reconhecê-lo como Deus Único e suficiente, dono e soberano da Terra e dos céus, O Senhor da eternidade, que opera em fidelidade.


Do primeiro casal vieram todos os seres humanos (Gn 3.20), por isso Eva recebera esse nome especial. A Bíblia nos conta a história do começo da humanidade e informa que Adão e Eva tiveram muitos filhos e filhas (Gn 5.4) além de Caim e Abel, que foi morto por seu irmão.

Abel era um homem de Deus, possuindo um coração contrito e quebrantado diante do Senhor. Ele era pastor de ovelhas e procurou entre todas, a mais formosa, separando “das primícias” de seu rebanho, o melhor da gordura deste, para oferecer ao Senhor Deus como sacrifício de adoração (Gn 4.4). Caim, por sua vez, ofereceu apenas, do fruto da terra, uma oferta ao Senhor. Nada de especial. Nada movido pelo amor e em atitude de verdadeira adoração, apenas uma obrigação… E a oferta de Caim não foi aceita pelo Senhor.

Ele, então, abrigou pensamentos maus, em seu coração, para destruir seu irmão Abel. Ele não podia permitir que Abel fosse aceito e ele rejeitado, e o matou.


Caim permitiu que a semente do mal germinasse fortemente em seu coração, fazendo brotar a inveja, o ódio, e arquitetou a maldade e separou-se de Deus (Gn 4.16).

A descendência de Caim passou a seguir os caminhos tortuosos abertos por ele, e, distante de Deus, esta escolheu as trevas, o homicídio, a poligamia, a vingança, o ódio.

Logo após a morte de Abel, Deus consolou o coração de seus pais Adão e Eva dando-lhes outro filho semelhante a Abel, ao qual deram o nome de Sete. A raiz hebraica deste nome significa “renovo”, “rebento”. Sete foi o renovo da fé em Deus e da esperança do bem novamente habitando o coração humano, trazendo-o mais perto do bondoso Criador.

E Sete também formou uma família, gerando um filho que marcaria a sua geração: Enos.
Enos nasceu em um momento muito especial, quando se formava na sociedade humana uma distinção muito nítida entre os filhos de Deus, descendentes de Sete, e os filhos dos homens, descendentes de Caim. A escolha dos princípios morais de cada uma dessas linhas hereditárias era clara: havia uma diferença capital entre as duas descendências. A escolha do mal enchia o coração dos filhos de Caim e a vida humana foi se degradando cada vez mais.


Quanto aos descendentes de Sete, o registro bíblico nos informa que após o nascimento de Enos “daí se começou a invocar o nome do Senhor”.

Há crianças que vêm ao mundo com um dom especial, um chamado para uma mudança na sua geração. Enos marcou sua geração com o chamado para uma volta ao Deus Criador. Um retorno à santidade. À busca da Face do Deus Todo-Poderoso.

Abel buscou a Deus através da adoração, oferecendo o sacrifício do melhor de seu rebanho, e foi aceito. Enos, o neto de Adão e Eva, leva seus descendentes a buscarem a Deus através da oração – da invocação do nome do Senhor.

Esta é a primeira menção que temos na Bíblia sobre a oração. Oração tão forte e intensa que mudou a geração de Enos, pois abriu-se uma “escola de oração”, ou seja, a partir daí, todos os que queriam começaram a buscar a presença de Deus. E da descendência de Enos veio Enoque, que buscou a Deus tão intensamente e com tanta intimidade, que foi trasladado para os céus – não foi mais encontrado na terra, pois Deus o tomara para Si.

Invocar o nome do Senhor significa buscá-lo de todo o coração, crendo que Ele é “galardoador dos que o buscam”, isto é, que Ele responde às nossas orações e nos atende consoante a sua bondade e misericórdia, aleluia!

A descendência de Caim toda pereceu com as águas do dilúvio. Deus salvou a descendência de Enos, através de Noé e sua família. Sabemos que esta história está para se repetir novamente, quando o Senhor Jesus retornar para reinar sobre a terra, Ele fará separação entre os homens e reinará eternamente com os que invocam o seu nome, com os que buscam a sua Face e o amam.

Vale a pena orar! Vale a pena buscar a Face do Senhor, pois Ele está sempre perto dos que o buscam (Is 55.6-7).



Fonte: Facebook - Estudo biblico. Pastor carlos c da silva

NINRODE E A TORRE DE BABEL

16. Gênesis 10 e 11. Os três filhos de Noé, Sem, jafé e Cam, nascidos cem anos antes do dilúvio, foram os primeiros a deixar as montanhas para morar nas planícies, o que os outros não ousavam fazer, assustados ainda com a desolação universal causada pelo dilúvio. Mas o exemplo daqueles animou estes a imitá-los. Deram o nome de Sinar à primeira terra em que habitaram. Deus ordenou que mandassem colônias a outros lugares, a fim de que, multi-plicando-se e estendendo-se, pudessem cultivar mais terras, colher frutos em maior abundância e evitar as divergências que de outro modo poderiam ser suscitadas entre eles. Porém esses homens rudes e indóceis não obedeceram e, pelo seu pecado, foram castigados com os males que lhes sucederam. E Deus, vendo que o seu número crescia sempre, ordenou-lhes segunda vez que formassem novas colônias.

Esses ingratos, porém, esquecidos de que deviam a Ele todos os seus bens e atribuindo-os a si mesmos, continuaram a desobedecer-lhe e acrescentaram à sua desobediência a impiedade de imaginar que era uma cilada que se lhes armava, a fim de que, estando divididos, pudesse Deus mais facilmente destruí-los. Ninrode, neto de Cam, um dos filhos de Noé, foi quem os levou a desprezar a Deus dessa maneira. Ao mesmo tempo valente e corajoso, persuadiu-os de que deviam unica­mente ao seu próprio valor, e não a Deus, toda a sua boa fortuna. E, como aspirava ao governo e queria que o escolhessem como chefe, abandonando a Deus, ofere­ceu-se para protegê-los contra Ele (caso Deus ameaçasse a terra com outro dilúvio), construindo uma torre para esse fim, tão alta que não somente as águas não pode­riam chegar-lhe ao cimo como ainda ele vingaria a morte de seus antepassados.

O povo, insensato, deixou-se dominar pela estulta convicção de que lhes seria vergonhoso ceder a Deus, e começaram a trabalhar nessa obra com incrível ardor. A multidão e a atividade dos operários fez com que atorre em pouco tempo se elevasse a uma altura acima de qualquer expectativa, mas a sua debi­lidade fazia com que parecesse menos alta do que era de fato. Construíram-na de tijolos, cimentando-a com betume, para torná-la mais forte. Deus, irado com essa loucura, não quis no entanto exterminá-los, como fizera aos seus predecessores, cujo exemplo, aliás, lhes havia sido de todo inútil, mas pôs divi­são entre eles, fazendo com que aúnica língua que falavam se multiplicasse num instante, de tal modo que não mais se entendiam. A confusão fez com que se desse ao lugar onde se havia construído a torre o nome de Babilônia, pois Babel em hebreu significa "confusão". A Sibila assim descreve esse grande acontecimento: "Todos os homens que então tinham uma só língua construí­ram torre tão alta que parecia que ela se elevaria até o céu. Mas os deuses levantaram contra ela tão violenta tempestade que ela foi derribada e fizeram com que aqueles que a haviam construído falassem no mesmo instante diver­sas línguas. Isso foi causa de que se desse o nome de Babilônia à cidade que depois foi construída naquele mesmo lugar". Hestieu também fala do campo de Sinar, onde Babilônia está localizada: "Diz-se que os sacerdotes que se salva­ram dessa grande catástrofe com as coisas sagradas, destinadas ao culto de Júpiter, o vencedor, vieram a Sinar de Babilônia".

FONTE: História dos Hebreus de Flávio Joséfo editora CPAD.

ANRÃO E JOQUEBEDE

ÊXODO 1:1-2:10; 6:20
Versículo para memorização ! Hebreus 11:23
As pessoas dessa lição não são personagens bíblicos muito conhecidos, mas são notados por causa de uma obra. Há duas coisas que fazem que seus atos sejam memoráveis. Primeiro ! A punição de manter um filho varão vivo e, segundo ! O fato de que fizeram isso pela fé. É isso que os coloca no grande hall da fé em Hebreus 11.

Conforme saímos do livro de Gênesis (começos) e entramos no livro de Êxodo (a saída), rememoramos e relembramos a magnificência de José no Egito e o respeito que isso atribuiu a ele e sua família, a casa de Israel. Entretanto, José tinha morrido, assim como os Faraós do seu dia e levantou-se um novo Faraó (rei) sobre o Egito que não conhecia José.

Esse Faraó,em vez de ver a companhia da benção de Israel, viu neles uma ameaça. Conforme os israelitas cresciam em numero e riqueza, pensava "se isso continuar, nos seremos os servos e eles os senhores". Sendo assim, o novo Faraó fez um decreto dizendo que todos os filhos homens deveriam ser mortos ao nascer.

Foi nesse tempo que Anrão e Joquebede tiveram Moisés. De certa forma perceberam que era uma criança especial, para quem Deus tinha um plano. Acreditaram que Deus era capaz de protegê-lo e proteger-lhes e, por isso, esconderam-no. Depois de três meses, quando ele já era grande e barulhento demais para ficar escondida, sua mãe fez uma arca (uma pequena cesta flutuante) de junco (bambu), pôs Moisés dentro e a colocou no rio. Agora estava sob os cuidados de Deus e, como sempre, Deus fez uma obra maravilhosa.

A filha do Faraó foi ao rio banhar-se e, lá, encontrou o bebê Moisés. Em vez de matá-lo, de acordo com o decreto do rei, ouvindo-o chorar, teve compaixão. Agora quem foi escondida próxima senão Miriã, a irmã de Moisés. Ela propôs arranjar uma criada para criar Moisés e quem você pensa que arrumou? Isso mesmo, a mãe de Moisés. Ela criou seu próprio filho para o Senhor, sob o custeio do Faraó. A fé traz bênçãos.

Perguntas ! ANRÃO E JOQUEBEDE

1. Quem eram os parentes de Moisés?
2. De qual tribo eram?
3. Quantos filhos tinham?
4. Qual era o nome do irmão mais velho de Moisés?
5. Qual foi a diferença de ter bebês homens naquele tempo?
6. Por que o Faraó fez esse decreto?
7. Quem Faraó deixou responsável por matar esses bebês?
8. Por que Anrão e Joquebede desobedeceram o rei?
9. Por quanto tempo esconderam Moisés?
10. O que fizeram com ele em seguida?
11. Quem o encontrou na água?
12. Por que a filha do Faraó não o matou?
13. Qual era o nome da irmã de Moisés?
14. Qual era a sugestão dela?
15. Quem criou Moisés?
16. Moisés se tornou filho de quem?
17. Anrão e Joquebede ficaram com medo da ordem do rei?
18. Como Miriã veio a saber quem encontrou Moisés?
19. Quem pagava à mãe de Moisés para que o criasse?
20. Você acha que Deus pode efetuar Seus planos assim ainda hoje?

Autor: Pr Forrest Keener
Tradução: Albano Dalla Pria
Revisão: Daniel Aaron Gardner
Edição: Calvin Gardner 04/04
Fonte: www.palavraprudente.com.br 

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