Texto básico: Então, Daniel foi introduzido na presença do rei. Falou o rei e disse a Daniel: És tu aquele Daniel,  dos cativos de Judá, que o rei, meu pai, trouxe de Judá? E Daniel assentou no seu coração não se contaminar com a porção do manjar do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto, pediu ao chefe dos eunucos que lhe concedesse não se contaminar. Dn.5.13-1.8.

Daniel, cujo nome significa, Deus é meu juiz; é um exemplo de fidelidade, perseverança e amor a Deus. Mesmo estando cativo em babilônia, um império idolatra, mergulhado nas trevas do paganismo e da sensualidade, ele não se deixou levar pela influência do pecado; antes, manteve sua identidade de crente fiel, e brilhou como astro no meio de uma sociedade pecadora e corrompida pelo sistema mundano que dominava o império babilônico. Ele é uma prova cabal para os crentes neotestamentário, que é possível se manter fiel a Deus. Mesmo estando no cativeiro em meio as adversidades e assumindo cargos de alto nível na política, ele se manteve fiel.

AS QUALIDADE DE DANIEL COMO PRÍNCIPE:

1. Secular.
De alto nível cultural, fazia parte da família real, pertencia a classe nobre. 
E disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel, e da linhagem real, e dos nobres (Dn.1.3).

2. Intelectual.
Era instruído em toda a sabedoria, e sábio em ciência.
Jovens instruídos em toda a sabedoria, e sábios em ciência, e entendidos no conhecimento (Dn.1.4).

3. Física.
Era formoso e de boa aparência.
Jovens em quem não houvesse defeito algum, formosos de aparência (Dn.1.4).

4. Espiritual.
Ele mantinha uma vida de oração e comunhão com Deus.
Daniel, três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como também antes costumava fazer (Dn.6.10).

AS VIRTUDES DA VIDA DE DANIEL COMO PROFETA:

1. Humilde.
Ele não tomava glória para si, tributava a Deus. Dn.2.26-30.

2. Submisso.
Era submisso a Deus e as autoridades. Dn.6.25-28.

3. Obediente.
A palavra de Deus. Dn.1.8.

4. Perseverante.
Na oração, e na leitura da palavra de Deus. Dn.9.1-3.

5. Fiel.
Aos princípios da palavra de Deus. Dn.6.1-4.

TÍTULOS E AÇÕES DE DANIEL COMO ESTADISTA:

1. No reinado de Nabucodonosor, ele foi Governador.
Então, o rei engrandeceu a Daniel, e lhe deu muitos e grandes presentes, e o pôs por governador de toda a província de babilônia, como também por principal governador de todos os sábios de babilônia (Dn.2.48).

2. No reinado Belsazar, ele foi o terceiro dominador do reino.
Então, mandou Belsazar que vestissem Daniel de púrpura, e que lhe pusessem uma cadeia de ouro ao pescoço, e proclamassem a respeito dele que havia de ser o terceiro dominador do reino (Dn.5.29).

3. No reinado de Dario, ele foi um dos principais ministros supervisores do rei.
E pareceu bem  Dario constituir sobre o reinado a cento e vinte presidentes, que estivesse sobre todo o reino; e sobre eles três príncipes, dos quais Daniel era um, aos quais esses presidentes dessem conta, para que o rei não sofresse dano (Dn.6.1,2).

4. Pediu ao rei que constitui-se seus companheiros sobre os negócios da província.
E pediu Daniel ao rei, e constituiu ele sobre os negócios da província de babilônia a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego; mas Daniel estava a porta do rei (Dn.2.49).

Conclusão: A convicção de fé de Daniel e todas as suas qualidades, lhe conduziram rumo a vitória. Em momento algum a sua fé foi abalada, mas ele manteve firme o propósito de servir e adorar somente a Deus. Hoje a grande problemática das pessoas é a falta de convicção. Muitos, por não terem firmeza e convicção de fé, estão se vendendo e se rendendo ao sistema; estão sofrendo uma crise de identidade e já perderam o equilíbrio e o controle da situação. Mas, Deus tem levantado um grupo de remanescentes fieis que estão fazendo a diferença no meio desta geração corrompida e perversa. Amém!
Fonte: pbgeraldo.blogspot.com.br


2Reis 18: 29-30.
Houve um rei em Israel chamado Ezequias, cujo nome significa “Jeová Fortalece”e, de fato, era o Senhor quem fortalecia Ezequias. Sua confiança e dependência do Senhor ficaram na história dos grandes reis de Israel. Ezequias era um homem de muita fé, que guardava os mandamentos da lei Mosaica e exortava seu povo a se desviar do pecado e seguir o Senhor, servir o Senhor de todo coração.

Ezequias, rei de Judá, contemporâneo do profeta Isaías, teve de enfrentar uma situação muito difícil: a invasão de seu reino pelo rei da Assíria. Foi afrontado, ridicularizado, descaracterizado em sua autoridade, quando o emissário do rei Senaqueribe, de uma forma humilhante, motivou o povo a desacreditar no seu Deus e em seu governante. Isso nos leva a lembrar que, de certa forma, todos passamos por situações difíceis em nossa vida.
 
 O que você tem feito diante do perigo? Qual sua reação ao constatar o crescimento dos problemas? Como se sente quando rumores do inferno conspiram contra sua paz e sugerem que você não tem mais nenhuma chance? 

Foi justamente o que aconteceu com Rei Ezequias, quando foi afrontado por Senaqueribe, rei da Assíria. Vejamos como reagiu esse homem de Deus que governava Judá, o reino do Sul, e como venceu as afrontas de Senaqueribe, Rei da Assíria. 

Ezequias viveu uma situação inexplicável 
Vez por outra temos de administrar situações controversas e inesperadas. Foi o que aconteceu com o rei Ezequias. O poderoso rei da Assíria, que já havia destruído todas as nações vizinhas, de um momento para outro, resolve conquistar Jerusalém, 2Reis 18: 3. 

Como em uma guerra de propagandas, visando enfraquecer o moral dos exércitos de Judá, envia mensageiros para estimular o povo a não confiar no seu rei.

Usou o rei da Assíria da tática de mostrar aos moradores de Jerusalém que a confiança de outros povos em seus deuses não redundara em nada e não evitara a destruição. Portanto, que não confiassem em seu Deus, pois o exército da Assíria era imbatível, 2Rs 18: 33. 

Vez ou outra, certas situações em nossa vida se tornam inexplicáveis e, mesmo sem sabermos como, temos de enfrentar inimigos poderosos, que vêm com táticas de enfraquecimento contra nossa fé, tentando minar nossas reservas de confiança em Deus, procurando nos passar a ideia de que tudo está perdido. Quero antecipar, enquanto meditamos neste episódio, que a verdade é que, aos que confiam no Senhor, não haverá derrota. Lembra-se de Golias dos filisteus e de Davi do Senhor dos Exércitos? 

Ezequias viveu uma afronta humilhante 
Ezequias foi vítima de insultos e de grandes ameaças. Na perspectiva do emissário do rei da Assíria, a Ezequias não adiantava confiar em Deus, pois Ele não daria livramento. Os deuses de outros povos não os livraram e não seria o Deus de Ezequias que o livraria diante de seu poderoso e cruel exército. 

Geralmente nestas situações controversas, deixamos que argumentos racionais, tais como o medo e a perplexidade, passem a trabalhar a favor do inimigo, limitando-nos e levando-nos a perder a certeza e a confiança de que maior é o que está conosco e não aquele que faz as ameaças.

Infelizmente, por muitas, vezes o inimigo tem-nos ameaçado e nos feito tremer, apenas com suas táticas de propagandas enganosas, baixando nosso moral e nossa confiança em Deus. Entendo que, a despeito das afrontas, não devemos oferecer ao inimigo a oportunidade de nos fazer perplexos e mesmo derrotados por apenas ameaças. 

Devemos sim demonstrar nosso valor, enfrentando com coragem e fé naquele que nos fortalece, que é poderoso para operar um grande livramento, e pode desfazer as táticas do inimigo. 

Ezequias viveu a experiência de um ultimato que foi revertido 

Você está perdido, não há ninguém que possa fazer nada por você. Este era o vaticínio do rei da Assíria em relação ao rei Ezequias.  

Ezequias não se atemorizou. Ameaças e táticas de intimidação não foram suficientes para deter aquele homem que confiava plenamente em seu Deus e tinha créditos espirituais, acumulados e que poderiam ser reivindicados junto ao trono do Todo-poderoso, 2Rs 19: 1. 

Ezequias não cria como Senaqueribe pensava. Ele cria em um Deus poderoso que está acima das afrontas as quais, por mais contundentes que possam parecer, por mais irreversíveis que possam mostrar-se, não são capazes de derrotar o homem que confia plenamente no Senhor, 2Rs 19: 15-19. 

Ezequias não era um rei qualquer, seu povo não era um povo qualquer, que servia um Deus qualquer, Dn 4: 3. 

Conclusão 
Duas forças se confrontaram e o resultado nós já sabemos: Deus reverteu aquela situação em favor de Ezequias. Da mesma forma, em nossas vidas, esse mesmo Deus que já se tem mostrado poderoso em tantas situações pode operar grandes livramentos. Portanto, não se desanime e não se deixe levar pelas ofensas e artimanhas do mal e nem por ameaças de quem possa se mostrar poderoso como Senaqueribe. 

Procure, como fez o rei Ezequias, construir, diariamente, perante Deus, uma vida de compromisso e retidão e, quando surgirem momentos de lutas, como esse, você terá crédito para reivindicar a vitória. E quaisquer situações, por mais inexplicáveis ou inesperadas que possam ser, certamente também serão revertidas.

Autor: José Maurício Pereira
Fonte: http://cristotube.com.br/


Texto:
15. Então o Senhor lhe disse a Elias: Vai, volta pelo teu caminho para o deserto de Damasco; quando lá chegares, ungirás a Hazael para ser rei sobre a Síria.
16. E a Jeú, filho de Ninsi, ungirás para ser rei sobre Israel; bem como a Eliseu, filho de Safate de Abel-Meolá, ungirás para ser profeta em teu lugar.

INTRODUÇÃO
                Está mensagem teve um poder impactante em minha vida e como todas as outras postadas na rede de computadores, também teve sua fundamental parcela de colaboração nas vidas das ovelhas na igreja que Deus me colocou a pastorear. Por isso desejo que abra seu coração e deixe a luz da palavra de Deus entrar em ti.

                Quero falar de um homem que marcou a história do povo de Deus, amado e respeitado na História do povo Judeu, seu nome é Elisha, ou Eliseu, o profeta, sucessor de Elias. Estes não foram homens que passaram por uma História sem deixarem suas marcas, mas atravessaram um tempo, deixando pegadas e ensinamentos que influenciam todo o povo de Deus ainda nos dias de hoje. Antes precisamos conhecer mais dessas personalidades marcantes.

QUEM FOI O PROFETA ELIAS
Há muito tempo, na cidade de Tisbe, na região de Gileade, local onde ser produzia os melhores azeites, usados em várias tarefas nos afazeres do templo e na vida cotidiana (leia a mensagem AZEITONAS DE JEOVÁ), uma família vivia normalmente até que a matriarca da casa fica grávida, e os dias se passam, chegando perto da hora do nascimento da criança; então os amigos perguntam ao pai, como se chamaria a criança, visto que os judeus muito valorizam este momento, o momento de saber qual nome se daria à criança que nasceria. Então o pai disse: Meu filho se chamara Eliahu, que traduzido é O Senhor é Deus . Diz à história que ninguém entendeu, pois era costume dar nomes de pessoas da família, e não se tinha história desse nome naquele tempo, mas o pai não voltou atrás e confirmou, meu filho se chamará Eliahu.

Aquela criança cresceu nos ensinamentos do Senhor, se tornando um jovem com ousadia e sabedoria, e ainda nos fala os sábios judeus que Eliahu era de exuberante força física, cabelos longos e de uma voz estrondeante. Então o jovem se torna um homem e tem um encontro com aquele que seu nome com tanta propriedade afirmava ser Deus, o Eterno. Ao receber o chamado sai, vivendo pelos campos comendo mel silvestre e gafanhotos, se vestindo com peles de animais e cingido de uma corda na cintura. Eliahu, que era descendente de Arom, ou Arão, é um dos profetas de personalidade mais forte, uma das figuras mais poéticas da história judaica, e depois de Moisés, é o maior e o mais venerado entre os profetas, segundo Talmud e o Midrash, é um profeta místico, pois aparece misteriosamente na bíblia e da mesma forma desaparece, seu ministério aparentemente foi curto, mas de grande impacto na história do povo de Deus. Eu precisaria de muito tempo para descrever este tão abnegado servo de Deus, mas quero crer que você irá ler a bíblia e buscar mais conhecimento. Viveu na época que a Terra de Israel estava dividida em dois reinos, o do norte o Reino de Israel e o do sul o Reino de Judá. E o rei Ah av, ou Acabe, filho de Omri, governava Israel (871-852 a.E.C). Este, fez muito mais para provocar o Eterno Deus de Israel, que todos os outros reis de Israel que o precederam (Reis I 16:33).
             
   Mas uma coisa me intriga. Elias tinha uma escola de profetas, mas porque o Senhor Jeová, manda que ele ungisse Eliseu para ser profeta em seu lugar, porque não um dos profetas que já haviam aprendido com ele, mas tinha que ser Elisha. Vermos.

QUEM FOI O PROFETA ELIZEU
                   Discípulo e sucessor de Elias (Eliahu Hanavi), Elliseu (Elisha), que do hebraico significa Deus é salvação , serviu seu povo por 60 anos, tendo realizado grandes milagres, diferentes dos que quaisquer outros profetas, e o dobro dos realizados por seu grande mestre. Ele teria realizado dezesseis; Eliahu, apenas oito. Diz o Zohar, o livro do explendor, que "Elisha teve méritos, neste mundo, não igualados por nenhum outro profeta - exceto Moisés". Na verdade, a narrativa da história de sua vida, no Livro dos Reis, é basicamente o registro de uma série de eventos e atos sobrenaturais. Eliseu viveu no Reino de Israel, no século VII antes da era Comum, época turbulenta em que a Terra de Israel estava dividida entre os reinos de Israel, ao norte, e reino de Judá, ao sul. Com a subida de seu mestre aos Céus, cabe a Elisha dar continuidade à missão de fazer Israel entender que Deus é Um e Único e que somente Ele é o Juiz Supremo.
              
  Sua profecia se fez ouvir em Israel, durante os reinados de Ocozias, Jorão, Jéu, Joás e Joacaz. Estava arando o seu campo quando o profeta Elias o chamou. Acompanhou Elias até o final de sua vida, recebendo dele seu espírito profético, simbolizado por um manto. Exerceu um papel importante na história de seu povo, tomando parte ativa nos acontecimentos de seu tempo. Foi sem dúvida um grande homem, uma personalidade forte, influente e de grande habilidade.

POR QUE ELISEU?
                   Como nos relata a história, Elias tinha uma escola de profetas, que segundo alguns estudiosos eram cerca de dois mil homens, recrutados por possuírem dons diferenciados, e os ajudava a desenvolverem suas habilidades para servirem o reino de Deus na face da terra.
               
 Agora vem o Todo poderoso Senhor Jeová, e diz a Elias que vá ungir um tal de Eliseu, filho de Safat, ou Sefate, para ser profeta em seu lugar. Esta decisão repentina de Deus me levou a fazer algumas perguntas a Ele que resultaram nesta mensagem, ELISEU, O SUCESSOR DE ELIAS , veja bem:

*Por que Deus não mandou que Elias escolhesse um de seus alunos, para assumirem seu lugar depois de sua subida ao céu?
*Por que Deus escolheria um desconhecido para um papel tão importante?
*Por que Elias não questionou a afirmativa de Deus?
*O que foi que o Senhor viu neste jovem chamado Eliseu?
                Vamos ver o que foi que o Senhor Jeová me disse.

ELISEU, O SUCESSOR DE ELIAS
                Muitos de nós questionamos a Deus a todo o tempo, fazendo perguntas, como quem não sabe da resposta, parecendo que somos inocentes, tais como:
Porque não sou eu um grande pregador?
Porque não sou eu uma grande cantora?
Por quê? Por quê? Por quê? Por quê? Sempre Por quê.
                A bíblia não nos relata sobre a vida de Eliseu antes do encontro com o profeta Elias, mas podemos deduzir que se Deus o escolheu, com toda certeza ele era uma pessoa especial, coisa que devemos entender antes de fazer qualquer indagação a Deus, ainda se levarmos em conta a situação e o momento do encontro.
                Mas vejamos as revelações contidas na bíblia sobre este incomparável homem de Deus que marcou a história do povo de Deus. Vamos aprender, ou tentar entender por que Deus escolheu Eliseu.

O PRIMEIRO MOTIVO DA ESCOLHA
                Após Deus mandar o profeta Elias ungir Eliseu como seu sucessor, Ele, Jeová, nos relata no versículo 17.
O que escapar de Jeú, matá-lo-á Eliseu. Isso revela que Eliseu era homem que sabia manusear a espada.

                Hoje muitos de nós não sabemos manusear a espada que é a palavra de Deus, não temos tempo para ler a bíblia, e sem conhecermos a palavra do Deus que servimos, jamais teremos vitória sobre nossos problemas, inimigos e medos. Queremos coisas da parte de Deus e mal conhecemos seus desejos, preceitos, projetos.
                Famílias estão sendo dizimadas por terem uma bíblia aberta em suas estantes apenas como amuletos de sorte, achando que isso irá livrá-los dos males desta vida, e desta forma provocam risos em satanás e seus demônios, idiotas.
                Devemos saber manusear a espada, pois foi com a espada de Deus que o próprio Jesus venceu o diabo no deserto. Devemos buscar na espada do Senhor as revelações contidas no coração de Deus. Pois hoje os pastores estão lendo livros para aprender a arrancar dinheiro dos membros, ao invés de ensina-los que devem dar por amor, e não por troca de bênçãos.

O SEGUNDO MOTIVO DA ESCOLHA
                Quando Elias vai até onde Eliseu estava, ele acha Eliseu em uma situação que talvez nunca tivesse achado seus alunos fazendo, trabalhando. Veja o versículo 19.
E partiu, pois, Elias dali e achou a Eliseu, filho de Sefate, que andava lavrando com doze juntas de bois.

                Outro segredo de ter sido Eliseu um escolhido sucessor de Elias, é que ele não era um vagabundo, um desocupado, um vadio, ele estava trabalhando. Muitos se acham escolhido e então ficam em casa esperando que um anjo bata em suas portas e os levem para pregar. Outros não aceitam serem faxineiros na igreja por que se acham bons demais para pegarem na vassoura.
                Creio que Eliseu sabia de seu chamado. Sabia que um dia Deus o tiraria, o separaria para uma grande obra, mas mesmo assim Eliseu nunca parou de trabalhar para ter sustento. Eliseu não se aprimorou em arrancar dinheiro de outras pessoas para ter um sustento enquanto seu chamado ministerial acontecia.
                Saiba que Deus jamais tem parte com pessoas desocupadas, que ficam de papo pro ar, não ajudam seus pastores a cuidar da igreja, e antes querem lhes derrubar. Por isso levante-se e ache uma junta de bois para que você possa trabalhar enquanto a hora não chega, ou então nunca provará dos milagres de Deus.

O TERCEIRO MOTIVO DA ESCOLHA
                Após Elias ter colocado sua capa no moço, Eliseu lhe mostra mais uma vez o porquê Deus o escolheu. Veja o versículo 20.
Então, deixou ele os bois e correu após Elias,...

                Eliseu não era um jovem apegado às coisas deste mundo, pois ao deixar os bois, que em uma comparação como quem deixasse doze tratores, correu atrás do profeta. Vemos em nossa geração, jovens e adultos que querem servir a Deus, mas não querem deixar as coisas e os vícios deste mundo, pois suas almas estão aprisionadas no mundo dominado por satanás, e não se enganem estes, pois ainda não possuem salvação alguma, mas possuem uma condenação.
                Pastores que estão medindo as igrejas pela arrecadação e não pelas almas. Talvez por isso os milagres de Deus não mais se manifestam em nossos meios, assim ficamos a ver navios, pois uma igreja apegada a coisas deste mundo não pode provar das coisas do mundo vindouro.

O QUARTO MOTIVO DA ESCOLHA
                Após se mostrar ser um homem que não é apegado nas coisas deste mundo, Eliseu pronuncia uma coisa que com certeza mexeu com o coração de Elias. Veja bem o que sai da boca de Eliseu, no versículo 20.
... Deixa-me beijar a meu pai e a minha mãe e, então, te seguirei.

                Que palavras importantes na vida de um escolhido. Talvez muitos já se esqueceram do primeiro mandamento com promessa, mas Eliseu não. Então eu me pergunto: Como um homem que nunca honrou pai e mãe pode se achar um escolhido, para fazer a obra do Senhor? Ou subir em um púlpito e pregar a palavra de Deus? A estes eu os chamo de mentirosos, netos do diabo.
                Essas palavras mostram também que Eliseu era uma pessoa que sabia reconhecer e respeitar as autoridades que estavam acima dele. E venhamos e convenhamos, como é difícil encontrarmos pessoas que respeitam autoridades, heim! Pois é só serem contrariados que saem da igreja, arrastando outros ignorantes e abrem seus próprios ministérios, e acham que Deus se esqueceu da rebeldia. Sem contarmos que ele vai pedir a Elias a autorização, assim reconhecendo a autoridade espiritual.

O QUINTO MOTIVO DA ESCOLHA
                As qualidades de Eliseu não param por aí, agora veja o que ele faz antes de sair da casa de seus pais e seguir o seu líder. No versículo 21, podemos ver.
...E tomou uma junta de bois, e os matou, e, como os aparelhos dos bois, cozeu as carnes, e as deu o povo e comeram.

                Eliseu mais uma vez mostra que seu apego não era com as coisas do mundo, mas com as coisas do alto. Então ele pega tudo que servia para se ganhar dinheiro e ter posses e sacrifica. Ao matar os bois e dar um churrasco a seus amigos e sua família, ele estava também mostrando que uma oferta sem amor de nada serve. Não adianta arrancar dinheiro dos fieis, precisamos ensiná-los a dar com amor, sem se preocuparem com a quantia, mas se preocupando com a qualidade do que vão dar.
                Este momento mostra que um servo precisa saber se sacrificar e se dar como uma oferta agradável a Deus, pois basta ameaçar chuva, frio, ou outra coisa qualquer, que não vamos para os cultos de adoração a Deus, e ficamos em casa nos enchendo da telinha, e nos contaminando com coisas pequenas.

                Voltemos a levantar e dar a Deus um sacrifício agradável ao Senhor.

O SEXTO MOTIVO DA ESCOLHA
                Para encerrar nossa mensagem, veremos o sexto motivo pelo qual Eliseu era o escolhido para ser o sucessor de Elias. No versículo 21, vemos a última qualidade de um homem que realmente é escolhido.
...Então, se levantou Eliseu, e seguiu a Elias, e o servia.
               
 Queremos crescer, mas não queremos aprender.
  • Eliseu se levantou, porque ninguém pode servir seu Senhor prostrado, mas deve estar de pé contrariando as coisas deste mundo. 
  • Eliseu seguiu Elias, porque ninguém pode andar com seu Senhor e não o seguir de fato, pois então nunca terá sucesso em seu ministério. 
  • Eliseu servia a Elias, existe uma frase que não é minha que diz: Quem não vive para servir, não serve para viver. Com certeza esta era uma grande qualidade indispensável para um sucessor.

CONCLUSÃO
                Está é uma mensagem que todos poderíamos ministrar em um encontro de líderes. Mas aprouve ao Senhor que você se alimentasse dela agora, por isso encha sua alma desta palavra.
                Creio que todos precisamos ser um sucessor no ministério do Senhor, por isso quero lhe dizer uma coisa. Não deixe seu líder sozinho, cole com ele, faça como fez Eliseu, deseje ser um sucessor.
                Penso que Eliseu já sabia da fama do profeta Elias, e das proezas que ele fazia em honra de Deus, penso que Eliseu tinha em seu coração o desejo de ser um profeta, penso que Eliseu já era um verdadeiro crente antes de ser chamado por Deus. Agora cabe a cada um de nós desejarmos ser um sucessor do grande profeta, JESUS.



Por: Pr. Alexandre Augusto 
Fonte:: http://www.webartigos.com


INTRODUÇÃO
Paulo, chamado por Deus para ser o apóstolo aos gentios ou povos não judeus, é o que chamaríamos de “ponto de referência por excelência” da atividade missionária registrada para nós no Novo Testamento.

Sabemos que ele foi uma pessoa de atividade intensa e sempre motivada, tanto antes como depois de sua conversão a caminho de Damasco (Atos 9). Suas atividades missionárias contribuíram de forma inigualável para a expansão da Igreja para além das fronteiras limitadas do judaísmo em prol do mundo gentílico. Deste modo, na história da Igreja, ele tornou-se um modelo preeminente de missionário cristão.
  • Uma questão surge: “Paulo elaborou uma estratégia missionária?” A dificuldade em respondermos esta questão é o fato de que vivemos em um tempo antropocêntrico. Pensamos que nada pode ser realizado, até mesmo na obra de Deus, sem ter os comitês, oficinas e conferências. Se olharmos para as atividades missionárias de Paulo como algo deliberadamente formulado e devidamente executado em todos os seus mínimos detalhes sociológicos, antropológicos e logísticos, então somos obrigados a concluir que Paulo não estabeleceu estratégia alguma.
  • Mas se por outro lado, entendermos estratégia como um meio flexível de procedimentos, desenvolvidos sob a orientação soberana do Espírito Santo, então podemos afirmar com toda certeza de que Paulo tinha uma estratégia missionária. E quando olhamos os relatos lucano de suas viagens, podemos perceber vários aspectos desta estratégia.

Concentrou Esforços em Quatro Províncias          
Quando examinamos Romanos 15:18,19 podemos notar dois elementos que resumem o trabalho missionário de Paulo. Primeiro, ele direcionou seu esforço particularmente ao mundo não judaico “para conduzir os gentios ao conhecimento” (v 18). Segundo, ele limitou seu trabalho principalmente à área geográfica do mundo Romano onde outros ainda não haviam atuado. Ele mesmo declara que “desde Jerusalém e circunvizinhanças até ao Ilírico, tenho divulgado o evangelho de Cristo” (v 19). Sua missão se concentra nas quatro províncias mais populosas e prospera – Galácia, Ásia, Macedônia e Acaia. E tanto Paulo quanto Lucas dá mais ênfase às províncias em vez das cidades (Atos 9.31; 15.23; 16.6,9; 1Cor 9.2).  

Escolha Deliberada por Grandes Cidades como Centros Estratégicos
A cidade foi o campo de atuação de Paulo.  Em sua óptica Paulo não se via pregando em todos os lugares, o que seria humana impossível, mas estabelecendo Igrejas em lugares estratégicos, de modo que o Evangelho se espalharia pelas cidades e vilarejos ao derredor. As cidades onde planta Igrejas tinha status na administração Romana, se destacava pela cultura Grega, tinha forte influência Judaica ou tinha importância econômica. Isto não significa que Paulo menosprezou os centros menores ou as regiões rurais. Sua intenção era que a Comunidade pudesse constituir-se em centro luminoso espargindo sua luz ao derredor (Atos 19.10). A própria Igreja em Roma torna-se fundamental para as pretensões missionárias de Paulo que desejava deixar o Oriente e começar trabalho no Oeste (Rom 15.23,24).
 
Iniciava sua Pregação nas Sinagogas   
Paulo seguia o princípio de "primeiro ao Judeu" (Rom. 16:1), assim sua estratégia era alcançar as pessoas da Aliança que freqüentavam a sinagoga (Atos 13.5,14; 14.1; 17.1 2, 10; 18.4, 19) Havia um costume de se convidar um rabino que estivesse de visita para dar uma palavra de exortação (Atos 13:15), assim Paulo aproveitava essa cortesia e a platéias esclarecida. Ali encontrava-se três grupos distintos: Judeus, prosélitos e gentios tementes a Deus. Aqui Paulo sentia-se em casa, pois seus ouvintes tinham um conhecimento do Deus verdadeiro, um conhecimento do Antigo Testamento e uma expectativa da "vinda do Messias”. Somente quando era expulso da sinagoga ele se estabelecia em outro lugar.

Concentrava-se Naqueles Grupos Que Respondiam      
Paulo tinha como seu maior objetivo e responsabilidade anunciar o Evangelho e contribuir com a expansão do Reino de Deus. Ele acreditava que todo grupo étnico tinha o direito de escutar o Evangelho e ele contentemente pregava a eles, mas se determinados ouvintes recusava a mensagem e perseguia o mensageiro, entendia que não haveria razão para continuar a lhes pregar a mensagem. Ele entendia que deveria concentrar seus esforços naqueles grupos que respondiam à sua pregação. Paulo experimenta isto com os Gentios devotos que se constituíram na maioria que respondiam positivamente ao evangelho (Atos 13:43; 14:1; 16:14; 17:4; 18:7), e os Judeus que se opuseram à sua mensagem (Atos 13:45,50; 14:2,19; 17:5; 18:12; 21:27; 23:12). Embora ele os colocasse como prioritários (Atos 13:46), e os amasse profundamente (Rom. 9:2,3), ele não podia comprometer o evangelho. Ele tinha consciência de que seu ministério apostólico requeria fidelidade (1 Cor. 4:2).   

Mantinha Contato com a Igreja Base     
Embora Paulo fosse chamado diretamente por Deus para ser um missionário (Atos 13:2; Atos 9:15; Atos 13:47), ele é confirmado (Atos 13:2,3) e enviado por uma igreja local (Atos 13:3 4). Paulo entendia que o missionário deveria ter uma base forte e ao fim de cada viagem ele sempre voltava a Antioquia para prestar seus relatórios (Atos 14:26 28; 18:22, 23). Para ele a conexão entre as orações da igreja e o sucesso das missões era necessidade vital. Paulo gastava tempo significativo nestas visitas de volta, pois sabia da importância disto. Quando ele estava planejando prosseguir até a Espanha para anunciar lá o evangelho, escreveu uma carta e enviou aos crentes da cidade de Roma para pedir-lhes o apoio ou seja, serem sua nova base (Rom. 15:15 24).    

 Plantava Igrejas                                            
 A meta final de Paulo era estabelecer igrejas locais, fortes; congregações que poderiam se desenvolverem e dar continuidade a tarefa de pregar o Evangelho (1 Cor. 1:2,7; 1 Tes. 1:1,8). Ele ficava o quanto podia e quando líderes locais maduros tinham sido treinados, ele prosseguia adiante, deixando estes líderes com a responsabilidade de pastorearem a comunidade. Estas igrejas plantadas se multiplicavam e formavam novas comunidades e assim o Evangelho se expandia mais rapidamente.    

Trabalhava Sempre em Equipe                     
Paulo em todas as suas viagens missionárias teve companheiros. Barnabé e João Marcos na primeira viagem (Atos 12:25; Atos 13:13), e Silas, depois Lucas e Timóteo na segunda (Atos 15:40). Para ele a pregação do Evangelho exigia um esforço conjugado (1 Tes. 1:1). Paulo sempre se associou ao maior numero de pessoas possíveis, basta observarmos quantos nomes aparecem em suas epístolas (2 Cor. 1:19; 8:23; Col. 4:14; Atos 19:22; Col. 4:7,10; Atos 20:4; Phil. 2:20 22,25; Col. 2:7; Atos 18:2,3; Rom 16). Como vimos acima, Paulo deseja se associar aos crentes em Roma para poder alcançar a Espanha (Rom. 1:11,12) ele sabia que sozinho não conseguiria fazer quase nada, mas juntos os resultados seria incalculavelmente maiores.   
  
Comunicou uma Mensagem Imutável           
Paulo sabia que era um mensageiro escolhido para anunciar uma mensagem de Deus que haveria de afetar toda humanidade (2 Cor. 5:19). A mensagem não era produzida por ele mesmo (1 Tes. 2:13). Ele foi chamado e enviado (1 Cor. 15:14), e a sua própria vida havia sido transformada por esta mensagem que agora pregava com toda a intrepidez e confiança (Atos 9:20,29). A proclamação de Cristo Jesus é o cerne da tarefa missionária (Rom. 10:14 15) e Paulo comunicava Cristo Jesus através de seu estilo de vida, trabalho e atividades. Compare a comunicação de Paulo para com grupos diferentes. Quando pregava aos Judeus, ele se utilizava amplamente das Sagradas Escrituras (AT). Ele começava com seu primórdios históricos e rapidamente continua até chegar na vida de Cristo, o Messias prometido (Atos 13:16 41; Atos 17:2,3). Aos Gentios, Paulo apelava para a obra da criação (Atos 14:14 18), e lições de objeto circunstanciais utilizadas para efetuar uma melhor compreensão do Evangelho (Atos 17:16 23). Note também o testemunho de Paulo em seu discurso de despedida aos anciões de Éfeso (Atos 20:17 38): como ele foi inflexível na declaração de Cristo como o unico Salvador (vs. 20,21,26,27) e como eles deveriam viver o evangelho (vs. 18,19, 24,31,33,34,35).


Rev. Ivan Pereira Guedes
Fonte: www.reflexaobiblica.spaceblog.com.br


Em uma de suas canções mais populares, o cantor Roberto Carlos insiste no refrão da música, dizendo: “É preciso saber viver”. Confesso que nem sei se ele mesmo tem sabido viver, porque não tenho notícias que ele já tenha entregado sua vida para Jesus!

Mas, mesmo entre nós, o conceito de saber viver tem sido um pouco deturpado. Uns acham que é ter uma vida farta materialmente falando, cercado de confortos modernos; outros acham que é ter uma polpuda conta bancária, outros que basta ter dinheiro no bolso e saúde pra dar e vender, como diz o refrão de outra canção. Na realidade, irmãos, estamos diante de um casal que realmente soube viver, pois uma vez convertido ao Senhor usou tudo que tinha, tudo que veio a ter e tudo que era para o serviço do Senhor! Cumpre-se no casal o que Moisés pediu a Deus no Sl 90.12: “Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios.”

1 – QUEM ERAM ÁQUILA E PRISCILA?

Eles formavam um lindo casal, cujos nomes aparecem pelo menos seis vezes na Bíblia, com Paulo e Lucas se dividindo nas citações. Vieram de Roma como refugiados de guerra e se estabeleceram em Corinto, cidade conhecida pelo seu progresso material, pelos avanços culturais, mas sobretudo pela imoralidade que lá campeava.

Ele era judeu, natural da cidade do Ponto, no litoral do mar Negro, Ásia Menor – At 18.2.
Ela que era chamada de Prisca (2Tm 4.19), enquanto Lucas a chamava pelo diminutivo Priscila (At 18.2); era oriunda de uma tradicional família romana.

Sua profissão: era comum aos judeus, ricos ou pobres, os filhos ainda crianças aprenderem uma profissão, e Áquila aprendeu a fabricar tendas (eram residências móveis feitas de couro de cabra – At 18.3).

2 – ALGUMAS MARCAS QUE CARACTERIZAVAM O CASAL

(1) – Uma consciência forte de família - At 18.18. Alguns casais sabem tirar proveito da vida, um complementando o outro, fortalecendo-se e tirando proveito dos pontos fortes de cada um, formando assim uma dupla imbatível. Áquila e Priscila era um destes casais, pois seus esforços em se mostrarem unidos contagiavam aqueles que estavam ao seu redor. Por certo, a exemplo de todo e qualquer casal, deveriam ter problemas relacionais, mas eles não permitiam que estes afetassem sua vida nas áreas cristã e ministerial. Chama a atenção de qualquer leitor atento da Bíblia que em nenhum momento eles são citados separadamente. Só isso aí já nos leva a refletir sobre a valorização do casamento, a importância da família. Por certo o sucesso deles no ministério tem tudo a ver com o sucesso deles na vida conjugal.

Portanto, queridos casais, se quiserem ser bênçãos nas mãos de Deus mantenham-se unidos, e Deus os cobrirá com suas mais escolhidas e doces bênçãos!

(2) Uma consciência de ministério – At 18.19
A Bíblia silencia, mas é provável que eles tenham se convertido em Roma, tomada pelo paganismo e pelas superstições; é bem possível que eles tenham saído de lá, não só pela guerra civil mas também pela perseguição religiosa. Expulsos por um decreto do imperador Cláudio, que era contra os judeus. Chegando a Corinto, embora vivendo o drama de todos os refugiados, abriram sua casa para hospedar o apóstolo Paulo em sua segunda viagem missionária.

1) – Paulo juntou-se com eles também no ofício – Paulo quando jovem aprendeu aquele ofício. Assim, para não lhes ser pesado, juntou-se a eles para custear as suas despesas pessoais.

2) – O casal também lucrou com a presença do apóstolo. Enquanto Paulo se hospedava lá, o casal aproveitou a oportunidade para enriquecer-se dos conhecimentos bíblicos ministrados por ele. E isso lhes foi muito útil para que mais tarde, como iremos constatar, eles pudessem abençoar outros.

O destaque é que o casal tinha mil motivos para não hospedar Paulo em sua casa: refugiados de guerra estavam ainda se adaptando à nova cidade e residência; hospedar Paulo era um risco, pois as perseguições iriam acontecer por parte dos adversários do evangelho. Mas eles o receberam assim mesmo, pela forte consciência ministerial. Quando abençoamos, somos mais abençoados ainda – 1Pe 4.9; Hb 13.2.

(3) Uma consciência missionária – At 19; 1Co 16.19; Rm 16.5

Paulo, percebendo o ardor missionário do consagrado casal, viajou com eles de Corinto para Éfeso e em lá chegando ficou por alguns dias, pois precisava ir para Jerusalém, e com tranquilidade deixou o casal devidamente treinado para se incumbir da evangelização de Éfeso.

Mais uma vez a casa do casal é colocada a serviço do Senhor: embora a Bíblia não afirme, provavelmente a igreja de Éfeso tenha sido organizada na casa do casal, pois foi Paulo quem disse: “no Senhor muito vos saúdam Áquila e Priscila e bem assim, a igreja que está na casa deles” (Rm 16.5).

Imaginemos, irmãos, um casal sem filhos, a casa toda arrumadinha e de repente em face da necessidade da obra missionária os pastores falavam: “Vamos ter que nos reunir ao ar livre, sujeitos a espancamentos dos guardas da cidade”. E aí um silêncio! E o casal fica de pé e diz: “Pastores, passem a se reunir em nossa tenda a partir de hoje”. E naquele tempo a igreja tinha culto todos os dias (At 2.46). E o casal tinha todos os dias multidões invadindo a sua casa e a forte consciência missionária levava o casal a aceitar com alegria aquela santa invasão!

(4) O casal também tinha uma forte consciência de discipulado – At 18.25

Enquanto estavam em Éfeso, com a partida de Paulo para Jerusalém, ficou sobre o casal a responsabilidade de cuidar da igreja. E o casal, consciente da dura responsabilidade de substituir o incomparável Paulo, dirigiu a igreja com muita competência.

1) A presença de Apolo – Foi quando chegou a Éfeso um jovem e brilhante pregador chamado Apolo com um discurso forte, corajoso, que encantava a todos, e multidões eram arrebatadas com o discurso do jovem e revolucionário pregador.

Apolo também era versado nos debates, pois os oponentes do cristianismo eram devidamente rechaçados com a dialética do animado pregador, porém se percebia nele algumas dificuldades comuns em crentes novos.

2) A intervenção de Áquila e Priscila para discipular Apolo – Se o querido casal hospedeiro fosse inseguro ou carnal, veria o jovem Apolo como um usurpador de poder, alguém que vendo a igreja já organizada se valia da capacidade de oratória para alimentar a vaidade de ser aplaudido pelo povo. Porém o experiente casal adotou a filosofia de João Batista, referindo-se a Jesus: “é necessário que ele cresça e que nós diminuamos”. E ao invés de tolher o ministério do jovem, submeteu-o a um árduo discipulado, equipando-o com cultura teológica e eclesiástica para que ele prosseguisse a pregar, só que agora com mais respaldo bíblico.

PARA PENSAR E AGIR
Com Áquila e Priscila aprendemos que:
1) Só seremos felizes quando colocarmos bens e vidas a serviço do Senhor – Pelos esforços empreendidos, o casal, fugindo de perseguição romana, se estabeleceu em Corinto. Em lá chegando, foi logo se identificando com a obra missionária. Como já vimos anteriormente, Priscila veio de família mais abastada economicamente e Áquila era fazedor de tendas. O que nos encanta é que os dois combinaram colocar os bens adquiridos, a bela residência e, sobretudo, as vidas totalmente a serviço do Senhor. Tudo isso porque para eles o que importava mesmo era o progresso do reino de Deus. Que bela visão!

2) Cada casa pode se transformar em santuário – Nas saudações paulinas são mencionadas várias casas que foram transformadas em igrejas. Em face da ruptura entre judeus e gentios, as antigas sinagogas ficavam restritas a reuniões só de judeus e os novos convertidos gentios tinham que se virar para se reunirem em adoração a Deus. Daí surgiu a necessidade de os crentes abrirem suas casas para se tornarem em igrejas.

Irmão(ã), a sua casa tem sido uma pequena igreja em todos os sentidos? Há espaço para Deus reinar em seu lar? Hoje em dia até para se marcar um simples culto em uma residência de crentes tem sido uma dificuldade! Aprendamos com o casal Áquila e Priscila, por meio da bela visão de Reino que tinha, a abrir as nossas casas para serem transformadas em santuários! Portanto, local de adoração, pregação e santificação!


Fonte: www.ibatebenezer.blogspot.com.br


Jeremias, o Profeta - aspectos notáveis
O nome Jeremias, do hebraico “Yirmeyahu”, aparentemente significa “O Senhor Estabelece”. Segundo Archer, o nome do profeta se relaciona ao verbo “ramah” (lançar) e pode ser entendido no sentido de lançar alicerces [1]. A profecia de Jeremias projeta-se sobre o nome do seu autor, como afirma Ellisen, pois embora suas profecias fossem contestadas, eram Palavras divinas, sendo que o próprio título anuncia tal certeza [2].

Jeremias nasceu aproximadamente em 647 a.C., na cidade benjamita de Anatote, terra da família sacerdotal de Abiatar (1 Rs 2.26), localizada a 5 Km a nordeste de Jerusalém. Era filho de Hilquias, sacerdote no período da reforma do rei Josias e bisavô de Esdras (Ed 1.1).

Aproximadamente em 626 a.C., no décimo-terceiro ano de Josias, Jeremias iniciou o seu ministério profético quando ainda possuía cerca de vinte anos (1.6), muito embora fosse vocacionado à profeta desde o ventre materno (1.5).

Resistiu inicialmente o chamado profético, sua desculpa, segundo Willmington, era em razão de sua pouca idade [3], entretanto, Harrison acredita que, muito embora o termo usado possa significar “menino”, “criança” ou “adolescente” (Êx 2.6; 1 Sm 4.21), o termo hebraico quer dizer “jovem” ou “rapaz” [4].

Jeremias profetizou cerca de quase um século depois de Isaías [5], e ambos levaram mensagens de condenação ao reino de Judá em decorrência de seu pecado. Para entendermos um pouco da pessoa e da mensagem de Jeremias, podemos compará-lo com Isaías, como vários autores modernos têm feito.

Não contraiu matrimônio, pois fora proibido pelo Senhor como sinal à nação (16.2).

Durante cerca de 40 anos (627-586 a.C.) desenvolveu seu ministério profético na capital de Judá, Jerusalém, e por cerca de cinco anos ministrou no Egito (Jr 43-44). Durante o governo do piedoso rei Josias, cerca de trinta e um anos, Jeremias não sofreu qualquer tipo de perseguição, uma vez que mantinha estreitas e amistosas relações com o rei. Na morte do rei Josias, em Megido, Jeremias compôs uma elegia fúnebre (2 Cr 35.25).

Quanto ao caráter, Jeremias era meigo, humilde e introspectivo, mas recebeu da parte de Deus a incumbência de profetizar aos seus contemporâneos. Segundo Baxter, a figura do profeta impressiona pela perseverante paciência [id.ibid.]. 

Quanto ao público, o profeta Jeremias era impopular. Foi desprezado e perseguido pelos reis devido à mensagem grave de suas profecias contra a monarquia, os falsos profetas, os sacerdotes e contra os injustos. Foi acusado de traição, por ordenar, a mando do Senhor, que Judá se rendesse aos babilônicos. Contudo, nutria grande afeição pelo seu povo e todas essas lutas o aproximava cada vez mais de Deus. O livro de Jeremias revela algo de seus tocantes diálogos com o Senhor (11.18-23; 12.1-6; 15.1-21; 18.18-23; 20.1-18).

Ao que parece, o profeta Jeremias possuía certa condição financeira que possibilitava a compra da fazenda empenhorada de um parente falido.

Durante os quarenta anos em que profetizou teve pouquíssimos convertidos, e, mui provavelmente, além de seu amanuense Baruque, não tenha tido conhecimento de qualquer outra pessoa que tenha acreditado em suas profecias, a ponto de segui-lo.

As obras da pena de Jeremias, o livro que leva o seu nome, e Lamentações, não dizem qualquer coisa concernente a morte do profeta. Aqueles que se propõem a discursar sobre o tema, apenas apresentam a tradição que atesta a morte do profeta no Egito, outros na Babilônia por morte violenta, ou na tranquilidade de sua velhice, entretanto, não sabemos quais dessas tradições são as mais confiáveis. Porém, podemos citar Francisco que afirma: “o profeta morreu como viveu: de coração quebrantado, pregando a um povo irresponsável” [6].
Data e local em que o livro de Jeremias foi escrito

O livro foi escrito entre 627 a 580 a. C. O ministério de Jeremias teve início no reinado de Josias e prosseguiu em Jerusalém durante os 18 anos de reforma e os 22 anos de colapso nacional. Forçado a ir para o Egito com os rebeldes, profetizou ali 5 anos (44.8).

O que não pode passar desapercebido quando estudamos o livro do profeta, é que os fatos que constam neste escrito não estão em ordem cronológica. Os capítulos 35 e 36, por exemplo, são anteriores ao tempo do capítulo 31. Lembremos que o formato primitivo dos escritos do profeta Jeremias era o rolo. É provável que Jeremias e Baruque depois de escreverem uma mensagem, se lembrassem de outra que havia sido entregue antes daquela já registrada. Assim, era acrescentada uma nova mensagem à anterior. Essa mistura de mensagens novas e antigas torna difícil ao leitor saber qual a sequência certa em que foram entregues.

Contexto histórico e monárquico do livro de Jeremias
Jeremias profetizou cerca de um século após Isaías; seus contemporâneos foram: Sofonias e Habacuque (no começo) e Daniel (mais tarde).

Jeremias iniciou seu ministério profético no reinado de Josias, mas seu ofício perpassou o reinado dos últimos cinco reis de Judá (11-3): Josias, Jeoacaz, Jeoaquim, Joaquim e Zedequias. O fato de Jeremias relacionar-se com cinco dos reis de Judá, fornece a porção essencialmente histórica do seu livro. Vejamos um pouco do relacionamento de Jeremias com os cinco reis de Judá:

Josias
640 - 609 a.C.
Caps. 1-20

Jeremias mantinha relações cordiais com Josias e, ao que parece, o ajudou na sua política reformadora (2 Rs 23.1). O trecho de Jeremias 11.1-8, refere-se provavelmente ao seu entusiasmo em favor das reformas implementadas por Josias. Josias foi morto ao oferecer resistência ao Faraó Neco (610 - 594 a.C.). Jeremias lamentou profundamente a morte do rei-reformador de Judá (Jr 22.10).
 
Jeoacaz
609 a.C.
3 meses

Jeoacaz governou por apenas três meses e nada sabemos a respeito do relacionamento de Jeremias com esse rei. (Nada foi escrito em seu tempo).
Jeoaquim
609-597 a.C.
11 anos
Caps. 12.7; 13.27; 21; 25; 27; 28; 33; 35; 36; 45

Jeoaquim reinou de 608 a 597 a.C. e foi apenas um vassalo do poder egípcio. Esse rei destruiu as profecias escritas de Jeremias e também permitiu sua prisão pelos nobres. Chegou a propor a pena de morte a Jeremias (Jr 26.11). Mais tarde foi raptado e levado para o Egito por alguns judeus.

Joaquim
597 a.C.
3 meses
Caps. 13.18 ss; 20.24-30; 52.31-34

Joaquim sucedeu ao seu pai Jeoaquim no reino de Judá, mas colheu os péssimos frutos plantados pelos governantes anteriores. Tinha apenas dezoito anos de idade quando subiu ao trono, onde permaneceu apenas três meses. Joaquim foi levado para a Babilônia em decorrência do cativeiro (Jr 13.15-19), e libertado 36 anos mais tarde pelo filho e sucessor de Nabucodonosor (2 Rs 25.27-30).

Zedequias
597-587 a.C.
11 anos.
Caps. 24; 29; 37; 38; 51.59,60

Zedequias era o filho mais novo de Josias e foi o último rei de Judá. Governou por dez anos pagando tributos aos babilônicos e, quando deixou de pagá-los, firmou um acordo com o Egito. Nabucodonosor ficou furioso e enviou um exército para destruir a cidade de Jerusalém. Jeremias opôs-se à rebelião de Zedequias, e por causa do cumprimento de suas predições, foi acusado de favorecer ao inimigo e lançado na masmorra (Jr 27.1-22) [7].

Leia mais sobre este profeta: Jeremias, o profeta da esperança

Notas
1. Cf. ARCHER, Gleason L. Merece confiança o Antigo Testamento? São Paulo: Vida Nova, 1984, p. 298.
2. ELLISEN, Stanley A. Conheça melhor o Antigo Testamento: esboços e gráficos interpretativos. São Paulo: Vida, 1991, p. 229.
3. WILLMINGTON, Harold L. Auxiliar bíblico portavoz. 5.ed., Grand Rapids: Editorial Portavoz, 1995, p. 223.
4. HARRISON, R.K. Jeremias e Lamentações: introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão e Vida Nova, 1980, Série Cultura Bíblica, p.40. Cf. FRANCISCO, Clyde T. Introdução ao Velho Testamento. 2. ed., Rio de Janeiro: JUERP, 1979, p. 173.
5. Cf. Preferimos definir por “quase um século” pela falta de concordância entre os autores, por exemplo, Champlin afirma que entre as profecias de Jeremias e Isaías há um intervalo de 60 anos; Baxter propõe 80 a 100 anos e outros autores seguem períodos distintos. Confira as bibliografias já citadas.
6. Cf. FRANCISCO, Clyde T. Introdução ao Velho Testamento. 2. ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1979, p. 170.
7. Outros gráficos que resumem este aspecto histórico do livro do profeta Jeremias são: HARRISON, R. K. Jeremias e Lamentações: introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão e Vida Nova, 1980, Série Cultura Bíblica, p.27; ELLISEN, Stanley A. Conheça melhor o Antigo Testamento: esboços e gráficos interpretativos. São Paulo: Vida, 1991, p. 236-7; Cf. ANGUS, Joseph. História, doutrinária e interpretação da Bíblia. Rio de Janeiro: Casa Publicadora Batista, 2º volume, 1953, p. 113.

Fonte: teologiaegraca.blogspot.com.br 

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