TERA, O PAI DE ABRÃO

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“VIVEU NAOR VINTE E NOVE ANOS E GEROU A TERA.” ( Gênesis 11.24).
Terá era um descendente de Sem, filho de Noé. Sem fora abençoado pelo seu pai por não ter agido como agiu seu irmão Cam quando viu a nudez de Noé.

Tera era, portanto, geração de um homem abençoado por Deus e pelo pai. Quando ele estava com setenta anos gerou a Abrão, cujo nome significa: “pai das alturas”.

Segundo as escrituras, “TOMOU TERA A ABRÃO SEU FILHO, E ALÓ, FILHO DE HARÃ... PARA IR Á TERRA DE CANAÃ, FORAM ATÉ HARÃ, ONDE FICARAM.” ( Gênesis 11.31).

O propósito de Tera era ir com a sua família para a terra de Canaã, contudo não era esse o propósito de Deus! E como está escrito:
“PORQUE OS MEUS PENSAMENTOS NÃO SÃO OS VOSSOS PENSAMENTOS, NEM OS VOSSOS CAMINHOS, OS MEUS CAMINHOS, DIZ O SENHOR,” ( Isaias 55.8).
O pensamento de Tera era de que com sua família iriam andando até chegar á Canaã. Quantos pensamentos devem ter passado pela mente daquele patriarca a respeito do futuro da sua família, e com certeza estava ele incluído nos planos.

Mas estes não eram os caminhos de Deus!
O caminho de Deus para Abrão não passava pela companhia de seu pai até Canaã. Desta maneira, as escrituras registram que “HAVENDO TERA VIVIDO DUZENDOS E CINCO ANOS AO TODO, MORREU EM HARÃ.” (Gênesis 11.32).

Morreu Tera. O patriarca experiente deixara o mundo dos viventes. A família lamenta a perda daquele ente querido, mas ninguém sabe exatamente o que dali para frente iria acontecer.
Deus, todavia, tinha escolhido Abrão para um propósito específico nesta terra e neste projeto Tera não estava incluído. Era necessário que o patriarca morresse para que a vida de Abrão com Deus iniciasse.

Enquanto Tera viveu não há menção de Deus falando com Abrão. Após a morte do pai, agora Deus fala com aquele homem.

“ORA, DISSE O SENHOR A ABRÃO. SAI DA TUA TERRA, DA TUA PARENTELA E DA CASA DE TEU PAI E VAI PARA A TERRA QUE TE MOSTRAREI.” (Gênesis 12.1). E lhe faz promessas.

Quantas vezes pensamos que nossos trajetos na caminhada para a cidade celestial estão incluídos os nossos familiares; quantas vezes pensamos que na chamada de Deus para cada um de nós está incluído alguém da nossa família que tem influência, ou exerce um tipo de liderança.
Meus amados, como nos enganamos!

A vida de Abrão com Deus não poderia desabrochar enquanto Tera vivesse. Não sabemos que tipo de influência tinha aquele pai sobre a vida daquele filho, mas o certo é que somente depois que ele se foi é que Deus falou com Abrão.

Enquanto escrevo estas linhas tenho em mente que alguém que lerá esta postagem está lutando para entender o propósito de Deus para sua vida, porém, há alguém que precisa ser retirado do circuito antes que Deus revele o projeto que está pronto para a sua vida. E escrevo mais ainda: não insista com Deus para segurar essa pessoa na terra; deixe que Ele cumpra o que está determinado no tempo certo e na hora precisa.

Isto não significa dizer que será literalmente um pai biológico, mas com toda certeza é alguma pessoa influente, experiente, com liderança sobre sua vida de alguma maneira ( pode ser até a esposa, ou filho, quem sabe?).

Tudo quanto Deus tinha planejado para Abrão excluía Tera. Somente sem o pai ele poderia deixar tudo para trás e seguir em obediência ao mandado do Senhor. Agora, como líder do seu clã, Abrão edifica o seu primeiro altar em Siquem.

Cada um de nós precisa ter sua experiência pessoal com Deus para que possamos ouvir a Sua voz e conhecer a Sua vontade a nosso respeito.

Não podemos ser dirigidos pela experiência de outra pessoa. Os dias estão extremamente difíceis na terra; o espírito de engano está agindo de modo terrível nas mentes dos crentes. Muitas vezes somos persuadidos a fazer isto ou aquilo por influência de alguém que se apresenta como espiritual, entretanto aquele não era o caminho que Deus havia planejado para nós. Assim, saímos da rota e pagamos a fatura por conta da desobediência.

Não é tempo para ser direcionado por homens sem que antes tenhamos a informação direta do Amigo Espírito Santo acerca do assunto. Muito cuidado para não cairmos na cilada do profeta velho como caiu o homem de Deus ( 1 Reis 13).


E ainda me lembra o Amigo que nem toda pessoa que vem para nós dizendo que tem uma palavra de Deus é sincera, senão vejamos:
“EUDE ENTROU NUMA SALA DE VERÃO, QUE O REI TINHA SÓ PARA SI, ONDE ESTAVA ASSENTADO, E DISSE: TENHO A DIZER-TE UMA PALAVRA DE DEUS... ENTÃO EUDE, ETENDENDO A MÃO ESQUERDA, PUXOU O SEU PUNHAL DO LADO DIREITO E LHO CRAVOU NO VENTRE.” ( Juízes 3.20.21).

Tenhamos cuidado, pois pode acontecer que alguém nos procure dizendo ter uma mensagem de Deus para nós com a intenção de tirar a nossa vida espiritual. Guarde-nos o Senhor!

Portanto, meus amados e queridos irmãos, sejamos sensíveis à voz do Amigo Espírito Santo e não impeçamos o agir de Deus a nosso respeito, ainda que seja retirando de perto de nós alguém a quem amamos, para que o Seu propósito seja cumprido.

O fato de Abrão ter ficado sem o pai não significa dizer que ele foi desamparado, absolutamente. A partir daí ele pode direcionar a sua confiança para o Deus que passou a conhecer.

Seja Deus gracioso para conosco e cumpra em nós todo o Seu desígnio!
Maranata!

Fonte: http://amigadoamigo.blogspot.com.br

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Ezequias: revertendo situações

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2Reis 18: 29-30.
Houve um rei em Israel chamado Ezequias, cujo nome significa “Jeová Fortalece”e, de fato, era o Senhor quem fortalecia Ezequias. Sua confiança e dependência do Senhor ficaram na história dos grandes reis de Israel. Ezequias era um homem de muita fé, que guardava os mandamentos da lei Mosaica e exortava seu povo a se desviar do pecado e seguir o Senhor, servir o Senhor de todo coração.

Ezequias, rei de Judá, contemporâneo do profeta Isaías, teve de enfrentar uma situação muito difícil: a invasão de seu reino pelo rei da Assíria. Foi afrontado, ridicularizado, descaracterizado em sua autoridade, quando o emissário do rei Senaqueribe, de uma forma humilhante, motivou o povo a desacreditar no seu Deus e em seu governante. Isso nos leva a lembrar que, de certa forma, todos passamos por situações difíceis em nossa vida.
 
 O que você tem feito diante do perigo? Qual sua reação ao constatar o crescimento dos problemas? Como se sente quando rumores do inferno conspiram contra sua paz e sugerem que você não tem mais nenhuma chance? 

Foi justamente o que aconteceu com Rei Ezequias, quando foi afrontado por Senaqueribe, rei da Assíria. Vejamos como reagiu esse homem de Deus que governava Judá, o reino do Sul, e como venceu as afrontas de Senaqueribe, Rei da Assíria. 

Ezequias viveu uma situação inexplicável 
Vez por outra temos de administrar situações controversas e inesperadas. Foi o que aconteceu com o rei Ezequias. O poderoso rei da Assíria, que já havia destruído todas as nações vizinhas, de um momento para outro, resolve conquistar Jerusalém, 2Reis 18: 3. 

Como em uma guerra de propagandas, visando enfraquecer o moral dos exércitos de Judá, envia mensageiros para estimular o povo a não confiar no seu rei.

Usou o rei da Assíria da tática de mostrar aos moradores de Jerusalém que a confiança de outros povos em seus deuses não redundara em nada e não evitara a destruição. Portanto, que não confiassem em seu Deus, pois o exército da Assíria era imbatível, 2Rs 18: 33. 

Vez ou outra, certas situações em nossa vida se tornam inexplicáveis e, mesmo sem sabermos como, temos de enfrentar inimigos poderosos, que vêm com táticas de enfraquecimento contra nossa fé, tentando minar nossas reservas de confiança em Deus, procurando nos passar a ideia de que tudo está perdido. Quero antecipar, enquanto meditamos neste episódio, que a verdade é que, aos que confiam no Senhor, não haverá derrota. Lembra-se de Golias dos filisteus e de Davi do Senhor dos Exércitos? 

Ezequias viveu uma afronta humilhante 
Ezequias foi vítima de insultos e de grandes ameaças. Na perspectiva do emissário do rei da Assíria, a Ezequias não adiantava confiar em Deus, pois Ele não daria livramento. Os deuses de outros povos não os livraram e não seria o Deus de Ezequias que o livraria diante de seu poderoso e cruel exército. 

Geralmente nestas situações controversas, deixamos que argumentos racionais, tais como o medo e a perplexidade, passem a trabalhar a favor do inimigo, limitando-nos e levando-nos a perder a certeza e a confiança de que maior é o que está conosco e não aquele que faz as ameaças.

Infelizmente, por muitas, vezes o inimigo tem-nos ameaçado e nos feito tremer, apenas com suas táticas de propagandas enganosas, baixando nosso moral e nossa confiança em Deus. Entendo que, a despeito das afrontas, não devemos oferecer ao inimigo a oportunidade de nos fazer perplexos e mesmo derrotados por apenas ameaças. 

Devemos sim demonstrar nosso valor, enfrentando com coragem e fé naquele que nos fortalece, que é poderoso para operar um grande livramento, e pode desfazer as táticas do inimigo. 

Ezequias viveu a experiência de um ultimato que foi revertido 

Você está perdido, não há ninguém que possa fazer nada por você. Este era o vaticínio do rei da Assíria em relação ao rei Ezequias.  

Ezequias não se atemorizou. Ameaças e táticas de intimidação não foram suficientes para deter aquele homem que confiava plenamente em seu Deus e tinha créditos espirituais, acumulados e que poderiam ser reivindicados junto ao trono do Todo-poderoso, 2Rs 19: 1. 

Ezequias não cria como Senaqueribe pensava. Ele cria em um Deus poderoso que está acima das afrontas as quais, por mais contundentes que possam parecer, por mais irreversíveis que possam mostrar-se, não são capazes de derrotar o homem que confia plenamente no Senhor, 2Rs 19: 15-19. 

Ezequias não era um rei qualquer, seu povo não era um povo qualquer, que servia um Deus qualquer, Dn 4: 3. 

Conclusão 
Duas forças se confrontaram e o resultado nós já sabemos: Deus reverteu aquela situação em favor de Ezequias. Da mesma forma, em nossas vidas, esse mesmo Deus que já se tem mostrado poderoso em tantas situações pode operar grandes livramentos. Portanto, não se desanime e não se deixe levar pelas ofensas e artimanhas do mal e nem por ameaças de quem possa se mostrar poderoso como Senaqueribe. 

Procure, como fez o rei Ezequias, construir, diariamente, perante Deus, uma vida de compromisso e retidão e, quando surgirem momentos de lutas, como esse, você terá crédito para reivindicar a vitória. E quaisquer situações, por mais inexplicáveis ou inesperadas que possam ser, certamente também serão revertidas.

Autor: José Maurício Pereira
Fonte: http://cristotube.com.br/

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Sadraque, Mesaque e Abede-Nego - Três jovens que se mantiveram fiéis

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Cerca de 600 anos antes de Cristo, o rei Nabucodonosor da Babilônia cercou Jerusalém e levou cativos muitos dos melhores cidadãos de Israel. Entre os deportados para a Babilônia eram quatro jovens da tribo de Judá: Daniel , Ananias, Misael e Azarias.

Em cativeiro, os jovens receberam novos nomes. Daniel foi chamado Beltessazar, Ananias foi chamado Sadraque, Misael foi chamado Mesaque e Abede-Nego Azarias foi chamado.

Estes quatro hebreus se destacou em sabedoria e conhecimento e achou graça aos olhos do rei Nabucodonosor. O rei colocá-los em serviço entre seus homens e conselheiros sábios mais confiáveis. Quando Daniel provou ser o único homem capaz de interpretar um dos sonhos perturbadores de Nabucodonosor, o rei colocou em uma posição mais elevada de toda a província de Babilônia, incluindo todos os sábios da terra. E a pedido de Daniel, o rei nomeou Sadraque, Mesaque e Abede-Nego como administradores em Daniel.

Como era comum na época, o rei Nabucodonosor construiu uma imagem de ouro enorme e mandou todas as pessoas a cair e adorá-lo sempre que ouviam o som de seu arauto musical. Quem não se curvar e adorar a imagem seria jogado em um imenso forno ardente.

Sadraque, Mesaque e Abede-Nego estavam decididos a adorar somente o único Deus verdadeiro, e assim foram relatados ao rei. Corajosamente eles estavam diante dele como o rei pressionou os homens a negar seu Deus. Eles disseram, "Ó Nabucodonosor, não necessitamos de te responder sobre este assunto. Se isto é assim, o nosso Deus a quem nós servimos pode nos livrar da fornalha de fogo ardente, e ele nos livrará da tua mão, ó rei. Mas se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste. " (Daniel 3:16-18, ESV )

Furioso com orgulho e raiva, Nabucodonosor ordenou que o forno seja aquecido sete vezes mais quente que o normal. Sadraque, Mesaque e Abede-Nego foram amarrados e lançados às chamas. A explosão de fogo estava tão quente, que matou os soldados que eles haviam escoltado.

Mas, como o rei Nabucodonosor olhou para dentro da fornalha, ele ficou maravilhado com o que viu: "Mas eu vejo quatro homens soltos, andando no meio do fogo, e eles não estão feridos, eo aspecto do quarto é semelhante a um filho do Deuses ". (Daniel 3:25, ESV ).

Então o rei chamou os homens para sair do forno. Sadraque, Mesaque e Abede-Nego saiu ileso, sem nem mesmo um fio de cabelo em suas cabeças chamuscados ou o cheiro de fumaça em suas roupas.
Escusado será dizer que este fez uma forte impressão sobre Nabucodonosor, que declarou: "Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que enviou o seu anjo e livrou os seus servos, que confiaram nele, e anulou a ordem do rei, e entregou seus corpos ao invés de servir e adorar a deus algum, senão o seu Deus. " (Daniel 3:28, ESV ),

Através da libertação milagrosa de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que dia de Deus, o resto dos israelitas em cativeiro foi dada a liberdade de culto ea proteção contra danos por decreto do rei. E Sadraque, Mesaque e Abede-Nego recebeu uma promoção real.

Pontos de interesse de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego:
A fornalha não era um pequeno forno doméstico. Foi uma enorme câmara usado para minerais cheirava ou tijolos para a construção de assar. A morte dos soldados que escoltavam Sadraque, Mesaque e Abede-Nego provado que o calor do fogo não era sobreviver.

Sadraque, Mesaque e Abede-Nego eram jovens quando sua fé foi severamente testada. No entanto, mesmo ameaçado de morte , eles não comprometer suas crenças.

Quem era o quarto homem Nabucodonosor viu nas chamas? Se ele era um anjo ou uma manifestação de Cristo, não podemos ter certeza, mas que a sua aparência era milagrosa e sobrenatural, não podemos ter nenhuma dúvida. Deus havia providenciado um guarda-costas celestial para estar com Sadraque, Mesaque e Abede-Nego durante o seu tempo intenso de necessidade.

De Deus intervenção milagrosa em um momento de crise não é prometido. Se fosse, os crentes não precisam de exercer fé. Sadraque, Mesaque e Abede-Nego confiaram em Deus e determinado a ser fiel, sem qualquer garantia de libertação.

Pergunta para reflexão:

Quando Sadraque, Mesaque e Abede-Nego corajosamente tomaram posição diante de Nabucodonosor, eles não sabiam com certeza que Deus iria libertá-los. Eles não tinham nenhuma garantia de que iria sobreviver às chamas. Mas manteve-se firme mesmo. Em face da morte que você poderia declarar corajosamente como estes três jovens fizeram: "Se Deus me salva ou não, eu vou ficar por ele eu não vou comprometer minha fé, e eu não vou negar o meu Senhor.".
Fonte: www.vidadecri.blogspot.com.br/

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Eliseu, o profeta dos muitos milagres

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Eliseu, cujo nome significa “Deus é salvação”, foi um extraordinário profeta do povo de Israel, que substituiu o grande profeta Elias e foi líder dos filhos dos profetas no reino de Israel por cerca de cinqüenta anos, a partir do início do reinado de Jeorão em 852 a.C. Como Elias, ele nada deixou escrito para a posteridade, mas alguns dos seus feitos estão registrados para o nosso conhecimento e ensino nos dois livros de Reis.
Há apenas uma referência a ele no Novo Testamento, mas foi feita pelo Senhor Jesus Cristo (Lucas 4:27), o que lhe dá plena autenticidade, se isso fosse necessário.

O seu chamado

Do lugar do seu nascimento, da sua linhagem, e da idade quando foi convocado para o serviço de Deus nada sabemos, o que nos lembra que Deus escolhe os Seus servos sem levar em conta esses e outros detalhes que às vezes julgamos tão importantes.
Mas temos informações suficientes para saber que ele era de uma família temente a Deus e trabalhava na fazenda do seu pai, Safate. Deus mesmo o acompanhava e tinha um plano sublime para a sua vida no meio de um povo que, naquele época, estava em grande parte longe de Deus, governado por uma sucessão de reis idólatras e perversos.
Assim, quando o profeta Elias chegava no fim do seu ministério, desgastado com a rebeldia do povo, e pediu ao SENHOR que o levasse (1 Reis 19:4), o SENHOR ordenou que ele ungisse dois reis, um sobre a Síria e outro sobre Israel, e a Eliseu como profeta em seu lugar. Segundo o relato bíblico, Elias se apressou em nomear Eliseu no caminho entre Sinai e Damasco.
Elias encontrou o jovem e forte Eliseu lavrando com doze juntas de bois adiante dele. Elias passou por ele e lançou o seu manto sobre ele. Era um gesto simbólico, imediatamente compreendido por Eliseu: ele seria o sucessor de Elias, que já havia passado adiante e seguia o seu caminho. Sua submissão foi imediata: correu após Elias, sem discutir condições, pedindo apenas oportunidade para despedir-se dos pais, o que Elias lhe concedeu.
Provou que sua decisão era definitiva, ao tomar e matar a junta de bois, usar os aparelhos de aragem para cozer as suas carnes e alimentar o povo com elas. Em seguida seguiu Elias, deixando o conforto do seu lar e tornando-se o seu servo (1 Reis 19:21).
Isso pode nos lembrar daquele episódio em que alguém se prontificou a seguir ao Senhor Jesus mas pediu que Ele o deixasse primeiro despedir os que estavam na casa dele (Lucas 9:61,62). Parece um pedido igual ao de Eliseu, no entanto há uma diferença sutil, mas muito importante: a despedida de Eliseu foi curta, consistindo apenas de um jantar, sem haver hesitação da parte dele pois sacrificou os animais que usava em seu trabalho. No outro caso, o pedido significava uma protelação em seguir o Senhor, pois quem pediu queria mais tempo com a família. Jesus lhe disse: “Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus.”

A sua preparação

Elias estava com pressa de deixar o cargo, mas Eliseu não estava preparado ainda. Era necessário tempo para aprendizagem e durante sete ou oito anos Eliseu foi assistente de Elias, prazo em que houve silêncio sobre os dois nas crônicas bíblicas.
O seu relacionamento com Elias era de servo, descrito ao rei Jeosafá, depois que Elias se fora, como “derramar água sobre as mãos de Elias”. A humildade, apego e submissão de Eliseu ao seu mestre não podiam ser descritas de maneira mais clara e abreviada, convencendo Jeosafá a ir procurá-lo para resolver um problema sério, certo de que a palavra do SENHOR estava com ele (2 Reis 3:11,12).
Há alguns entre nós que costumam desprezar, como desnecessário, um período de aprendizagem para os que são chamados para o trabalho do Senhor. Mas um intervalo tomado em uma escola bíblica, ou seminário evangélico, desde que bem orientado, pode ser de grande importância para o obreiro inexperiente.
Não se trata de conseguir um diploma, ou profissionalização, mas esse tipo de aprendizagem ensina a humildade e a submissão aos seus mestres, pode evitar erros sérios no ministério e permite adquirir em pouco tempo conhecimentos e experiências que serão de grande utilidade o seu ministério.

A partida de Elias (2 Reis 2:1-12)

A partida de Elias foi notável e singular em toda a história. Se há uma lição importante para nós, é o apego de Eliseu ao seu mestre, e a sua nobre ambição de ser dotado com o dobro do espírito de Elias.
Elias nos dá a impressão de estar testando Eliseu. Ambos sabiam que Deus estava para tirar Elias para que Eliseu o substituisse. Três vezes Elias disse a Eliseu que ficasse onde estava porque o SENHOR queria que Elias fosse a outro lugar. Em todas essas vezes, Eliseu insistiu em seguir junto com Elias, dizendo as mesmas palavras: “Vive o SENHOR, e vive a tua alma, que não te deixarei”.
Eliseu aparentemente já era aceito como o eventual sucessor de Elias, e os filhos dos profetas em Betel e Jericó sabiam que haveria a substituição naquele dia. Elias já se dispunha a se afastar, mas Eliseu insistiu em acompanhá-lo até ao fim - que caráter!
Há uma tendência entre os mais jovens de hoje de fazerem pouco caso dos anciãos mais idosos em suas igrejas - ele já foi, dizem! Eliseu amava o seu mestre e ficou com ele, submisso, até que Deus o tomasse. Foi grandemente recompensado por isso!
Após atravessarem o rio Jordão, simbolicamente terminando a missão de Elias ao afastar-se de Israel e voltar à sua origem do outro lado do rio (1 Reis 17:1), Elias perguntou a Eliseu o que ele gostaria de receber dele, e a resposta de Eliseu foi decerto inesperada: queria que Elias lhe concedesse porção dobrada do seu espírito! Uma dupla porção da herança cabia ao filho primogênito de um israelita, e a herança de Elias seria de ordem espiritual.
Elias servira a Deus de maneira sacrificial toda a sua vida, e Deus lhe concedera abundantes dons espirituais. Eliseu sabiamente queria o mesmo para si, e de forma duplamente abundante. É curioso notar que a Bíblia nos relata oito milagres feitos por Elias, mas dezesseis, o dobro, feitos por Eliseu.
Não era da competência de Elias conceder o pedido de Eliseu, mas prometeu que Eliseu saberia que ele lhe tinha sido concedido, se tivesse a oportunidade de ver a sua partida. Realmente Eliseu viu Elias ser elevado ao céu num redemoinho, e assim teve a confirmação.

O ministério de Eliseu

Em seu ministério, Eliseu provou ser um homem de grande energia, ativo no serviço a Deus, falando com autoridade em nome do SENHOR, de uma integridade incorruptível, confiante no poder de Deus, fiel em seu ministério e de grande visão espiritual. A sua influência se viu tanto na área pública quanto nas vidas particulares daqueles que tiveram o privilégio de participar da sua companhia. Foi sem dúvida, um exemplo a ser seguido por todo aquele que se dedica ao serviço de Deus.

Autor: R David Jones 

Fonte: www.bible-facts.info


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Ageu, o profeta do período pós-exílico

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Ageu significa festivo. Acredita-se que ele nasceu durante uma das festas judaicas, a qual gerou o seu nome. Ele tinha qualidades de um bom pastor. Tinha um caráter mais sacerdotal, ou seja, estava preocupado com os rituais e o culto pertencente ao Templo.
 
Acredita-se que Ageu conhecera o primeiro templo que foi destruído - Quem há entre vós que tendo ficado, viu esta casa na sua primeira glória? E como a vedes agora? Não é esta como nada diante dos vossos olhos, comparada com aquela? (Ag. 2.3). Para muitos, isto significa uma afirmação que na sua infância, o profeta havia contemplado a suntuosidade do templo de Salomão.
 
O profeta se reuniu aos exilados, para reconstruir o templo. No começo eles estavam entusiasmados (entusiasmado significa “encher de Deus”; “cheio de Deus”). Construíram um altar e ofereceram sacrifícios. Planejaram realizar o fundamento para o próximo ano. De repente todos desanimaram (devido à oposição). A partir daí começa atuação do profeta.
 
Aconteceu algo curioso e maligno, as pessoas mais velhas que presenciaram ainda crianças o templo de Salomão, começaram a desanimar a geração mais nova, dizendo que a construção do segundo templo era inferior e pobre, comparado com o primeiro. Neste momento Ageu pronuncia a célebre profecia - Minha é a prata, e meu é o ouro, disse o SENHOR dos Exércitos. A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o SENHOR dos Exércitos, e neste lugar darei a paz, diz o SENHOR dos Exércitos (Ag. 2. 8,9).
 
Na época de Ageu, o povo havia desprezado as coisas de Deus (templo). Hoje a história se repete com a igreja. Os crentes atualmente desprendem a sua energia para conquistas pessoais como, dinheiro, prosperidade, consumismo, coisas materiais, etc. No entanto, as coisas relativas ao Reino de Deus estão sendo ignoradas (segundo plano), como evangelizar, visitar, contribuir para missões, projetos sociais das igrejas, ajudar os necessitados, etc.
 
O livro demonstra a soberania do Senhor sobre todas as nações e pessoas. Deus despertou um desejo no coração do rei Dario Histaspes, para angariar fundos, à reconstrução do templo de Salomão.
 
Preferem adquirir um canal de televisão a cabo (secular) ou um pacote de assinatura de canais fechados seculares. Com isso a igreja está perdendo sua identidade e missão: evangelizar e socorrer os pobres e necessitados. Mas Jesus já alertou sobre isto em Mateus 25. 31-46. Para os evangélicos, investir em tevê por assinatura (secular), luxo, ostentação e não demonstra misericórdia com os necessitados. É simplesmente um suicídio espiritual. Quem dúvida, pague para ver!
 
O livro de Ageu esboça algumas verdades teológicas: prosperidade material não serve com aferidor de prosperidade espiritual. Pois uma pessoa pode está bem materialmente, mas espiritualmente está mendigando; os contratempos que o crente enfrenta, pode ser por questão espiritual que o mesmo está ignorando; há um modelo de culto que deve ser preservado na Casa do Senhor; alguns rituais não inegociáveis, se não forem praticados o culto se torna imperfeito; quando um homem ou mulher recebem uma missão do Senhor, Ele cuidará do designado até o cumprimento. 

Fonte: www.folhaassembleiana.blogspot.com.br
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Adonias, o quarto Filho de Davi

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Encontramos o  personagem Adonias (do hebraico meu Senhor é Javé), longamente descrito em 1 Reis 1,5-53:
“5Ora, Adonias, filho de Hagit, gabava-se dizendo: “Sou eu que vou reinar!” Arranjou para si carros e cavalos, além de cinquenta guardas que corriam diante dele....53" (1 Rs 1,5-53) Bíblia de Jerusalém.
Adonias foi o quarto filho do Rei Davi. No Templo de Jerusalém recebeu o apoio e o incentivo do sacerdote Abiatar e do general do exercito israelita Joab. Era pretensioso e sonhava em herdar de seu Pai a monarquia de Judá e para que isto acontecesse armou uma conspiração. Seu pai entretanto nomeou para substituí-lo Salomão e Adonias com receceio pediu refugiu no Templo. Armou uma ultima cilada ao pretender para si Abisag, que tinha sido a última esposa do seu pai Davi. Salomão se indignou e mandou executá-lo por Banaías.

Fonte: http://www.abiblia.org/ver.php?id=7368#.VBHzT6NBRhA



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Davi - O homem segundo o coração de Deus - Parte 2

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Samuel 16.1-13

Esse texto nos apresenta o início da história de Davi. O contexto da história nos revela que Saul, até então o rei de Israel, havia sido rejeitado por Deus. A sua rejeição não se deu porque ele era uma pessoa incapaz, ímpia ou perversa, nem tampouco porque ele era simplesmente um pecador. Ele foi rejeitado porque tinha um coração soberbo. Saul jamais se reconhecia errado e não se dobrava diante das evidências do seu próprio erro. Antes, ele sempre buscava se justificar. Samuel, o profeta, durante muito tempo, chorou e pranteou por causa da rejeição de Saul. Era como que se Samuel esperasse uma reconsideração de Deus, para que Ele reconduzisse Saul ao trono. Contudo, diante do choro de Samuel, Deus disse: “Basta!”, e perguntou: “Até quando terás pena de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel?” (I Sm 16.1)

Deus tinha outros planos para o seu povo, outro pastor para colocar à frente do seu rebanho. Por isso, Ele enviou Samuel à cidade de Belém e à família de Jessé. Ao chegar a Belém, Samuel convocou todo o povo para o culto ao Senhor. Ele havia recebido a direção de não apenas ungir o novo rei, mas também de celebrar um culto a Deus juntamente com os moradores de Belém. Quando todos chegaram para participar daquele momento, incluindo Jessé e seus filhos, Samuel imaginou estar diante do novo rei quando viu o primogênito de Jessé.

Eliabe era um homem alto e forte, e era um soldado dos exércitos de Israel. Contudo, Samuel foi enganado pelos seus próprios sentidos. Deus não havia escolhido aquele homem nem os outros 6 que o seguiram. Samuel ficou intrigado: se estavam ali todos os filhos de Jessé, e Deus lhe havia afirmado que um dos filhos de Jessé seria ungido rei, o que estava acontecendo? Então, “Samuel perguntou a Jessé: Acabaram-se os teus filhos?” (I Sm 16.11) Apesar de ter Samuel convocado todos os habitantes de Belém, de fato Jessé possuía um outro filho que não estava presente: Davi. Ele estava apascentando as ovelhas quando se deu a convocação, e ninguém havia se lembrado de chamá-lo. Mas aquele que tinha sido esquecido por todos não foi esquecido por Deus; ele era o futuro rei de Israel. Ao ver Davi, que era “(…) ruivo, de belos olhos e boa aparência. Disse o Senhor: Levanta-te e unge-o, pois este é ele. Tomou Samuel o chifre do azeite e o ungiu no meio de seus irmãos; e, daquele dia em diante, o Espírito do Senhor se apossou de Davi. Então, Samuel se levantou e foi para Rama.” (I Sm 16.12,13)

Esse texto nos mostra que os critérios de Deus são totalmente diferentes dos critérios dos homens. A escolha de Deus não é feita de acordo com os critérios das pessoas. Desde a mais tenra idade, o primogênito do rei era preparado para ocupar o lugar do pai, quando esse viesse a morrer. Ele era educado pelos homens mais sábios, recebia aulas de espada, aprendia a usar o arco e a flecha, tinha aulas de montaria, acompanhava o pai nas visitas administrativas, visitava diplomaticamente as cidades, era comandante do exército, aprendia algumas noções de administração e era ensinado a viver na corte. De acordo com esse critério, o próximo rei de Israel deveria ser Jônatas, o primogênito de Saul. O próprio Saul testificou esse entendimento em I Samuel 20.31: “Pois, enquanto o filho de Jessé viver sobre a terra, nem tu estarás seguro, nem seguro o teu reino; pelo que mandas buscá-lo agora, porque deve morrer.” Aos olhos das pessoas, Jônatas se encaixava em todos os critérios estabelecidos.

Entretanto, Deus não age segundo os pensamentos das pessoas. Para Deus, não importa se as pessoas estabeleceram que o líder deve ser descendente do último, ter um curso superior, ser inteligente, bonito, rico, bem sucedido nos negócios ou conhecido da população. Está registrado em Isaías 55.8,9: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.”

A escolha de Deus não é feita de acordo com a aparência da pessoa. Em I Samuel 16.6,7, nós lemos: “Sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe e disse consigo: Certamente, está perante o Senhor o seu ungido. Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém, o Senhor, o coração.” A aparência sempre foi algo extremamente importante para as pessoas. Quando Saul foi escolhido como rei de Israel, a sua aparência chamou a atenção de todos. O texto de I Samuel 10.23,24 registra esse fato. O próprio Samuel, mesmo profeta do Senhor, se inclinou a tomar algumas decisões segundo a aparência, ao colocar os seus olhos em Eliabe. Sendo assim, como Deus escolhe os seus líderes?

A escolha de Deus é feita de acordo com seus próprios critérios. Talvez esse seja o ponto mais difícil para nós, porque não sabemos definir com clareza quais são esses critérios. Eles são totalmente imprevisíveis. Segundo o entendimento das pessoas daquela época, o possível líder de Israel deveria ser Jônatas, porque ele era o filho do rei. Em segundo lugar, o primogênito tinha sempre a primazia por ser a pessoa mais importante em uma casa, depois do pai. Era ele quem herdava a posição de chefe quando o pai falecia. Por fim, pensando nas circunstâncias pelas quais Israel estava passando – lutas, guerras, conquistas de territórios – o mais natural seria imaginar que a escolha de Deus iria recair sobre um soldado, alguém que tivesse conhecimento de guerra, para comandar os exércitos de Israel. Mas Deus frustrou os pensamentos e critérios dos homens escolhendo Davi, o caçula, pastor de ovelhas.




Quando Jesus veio chamar Natanael para ser discípulo esse, ao saber que Jesus vinha de Nazaré, perguntou: “De Nazaré pode sair alguma coisa boa?” (Jo 1.46) Aos olhos dos homens, Jesus jamais poderia ser o Ungido de Deus. Contudo, Deus, o Pai, já o havia chamado desde a eternidade para ser o Salvador dos homens. Paulo disse, em I Coríntios 1.26-29: “Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus.”

A escolha de Deus é feita de acordo com o coração da pessoa. Em I Samuel 16.7, lemos: “(…) O homem vê o exterior, porém, o Senhor, o coração.” Ainda que aos nossos olhos os critérios de Deus sejam imprevisíveis e insondáveis, a Bíblia nos ensina que Deus, preferencialmente, escolhe aqueles que têm um coração que agrade a Ele. A palavra coração, nesse texto e em toda a Bíblia, faz referência à totalidade da vida interior do ser humano. Sem dúvida, há várias coisas que conseguem influenciar uma pessoa a agir de uma determinada maneira. É exatamente isso que Deus enxerga. Ananias e Safira, por exemplo, tiveram uma boa atitude ao dar uma oferta para a igreja; contudo, a motivação do coração deles era errada, e por isso, Deus os rejeitou. Tiago, falando sobre a boa atitude da oração, escreve que a motivação errada impede uma pessoa de receber o seu pedido de oração: “Pedis e não recebeis porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.” (Tg 4.3) Tendo a pessoa o genuíno desejo de glorificar a Deus, de entregar-se a Ele, de ser-lhe fiel e de prestar-lhe obediência, então Deus a olha com preferencial disposição de fazê-la líder.


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Benjamim, tipologia de Cristo

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Os filhos de Jacó haviam pecado, transgredido severamente traindo, maltratado e vendido a José, toda a falta que eles cometeram os tornavam imputáveis aos olhos de José embora os anos tenham se passado quando eles precisaram de favor, recorreram a José que fora constituído Pai sobre todos, José quando olhava para eles lembrava dos pecados e maldades cometidas contra ele, e avaliando-os naquele momento de necessidade, as faltas deles ainda ardiam a fúria no coração de José, o poder da sentença estava nas mãos dele, era impossível eles permanecerem diante de Jose sem receberem a sentença e o retorno das suas atitudes tão egoístas, malignas e violentas.

Naquele instante tomado por indignação José dá uma ordem aqueles homens, que não eram dignos de favor nem de auxílio algum porque eram pecadores de um coração imundo, então José olhando para eles diz: Não vereis a minha face se não trouxerdes o vosso irmão Benjamim, diante de mim.

José não via naqueles homens motivos suficientes , dignidade suficiente para dar-lhes tão grande auxílio e proteção, porem somente se eles comparecessem com seu irmão diante de José eles teriam condição de permanecer em pé e inculpáveis diante de José.
Aqueles irmãos tiveram que sujeitarem-se e só apegados ao seu irmão seriam aceitados.

Quando Benjamim compareceu diante dos olhos de José, as entranhas dele se moveram, ele olhou e Benjamim este que era símbolo de dor e sofrimento, já que sua mãe morrera no parto, ele foi motivo de tristeza e dor profunda para sua mãe por isso lhe deu o nome de Benoni (Filho de muitas tristezas), mas para o pai era o braço direito que lhe deu o nome de Benjamim (Filho da mão direita).

Só com Benjamim ao lado aqueles homens seriam aceitos só com o irmão ao lado eles seriam aceitos , e assim foi, José o vê como um filho, e com o coração dilacerado pela dignidade, honra e amor aquele menino, libera todos os demais e todos os que estão ao redor dele são abençoados, são beneficiados e prosperados, à Benjamim ele dá a porção maior, mas aos irmãos, abençoa igualmente, até então indignos agora tanta credibilidade deste irmão torna a todos dignos, e apto para viverem a benção, tudo foi esquecido, diante da presença daquele menino, tudo foi perdoado, pois José sabia o valor que ele tem.

Que história triste, que descrição perfeita da raça humana.Nós fomos desleais ao Senhor da Terra, nós o traímos, o trocamos por coisas insignificantes e desprezamos toda a sua bondade e graça não merecíamos nada das mãos dEle, em nossas misérias não deveríamos e nem mereceríamos reccorrer a Ele, o Senhor da Terra que foi rejeitado e destratado por todos nós, conforme diz:

Rm 3:23 pois todos pecaram e carecem da glória de Deus,
Rm 5:12 Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.

Todos nós mereceríamos morrer em nossos delitos e pecados, mereceríamos padecer em nossas misérias e corrupções humanas, porém quando necessitamos de auxílio, provisão, ajuda nos erguemos e na maior “cara de pau' vamos até Ele, buscamos ao Senhor da Terra, e não nos arrependemos de nossas culpas, não buscamos reconciliação, queremos simplesmente o favor, a fim de que Ele encha as nossas mãos de benção e riquezas e nos despeça fartos, e nem nos importamos com o que há em seu coração, o quanto o ferimos e magoamos, nem nos preocupamos com o desprezo e desdém causados pelo nosso egoísmo.

José era o senhor de todo Egito diz Gn 45:9 Apressai-vos, subi a meu pai e dizei-lhe: Assim manda dizer teu filho José: Deus me pôs por senhor em toda terra do Egito; desce a mim, não te demores.

O Senhor é o Deus de toda a Terra :

Sl 47:2 Pois o SENHOR Altíssimo é tremendo, é o grande rei de toda a terra.
Sl 47:7 Deus é o Rei de toda a terra; salmodiai com harmonioso cântico.

Muitos querem com suas pecaminosidades, entrar e sair de Sua presença, com todas as ofensas , murmurações, pecaminosidades e malignidades que efetuaram , querem ainda achar o favor, e não entendem que os seus delitos ainda falam alto diante de Deus, que suas práticas ocultas e ilícitas os denunciam diante do Senhor da Terra, como foi com os filhos de Jacó, porém Deus é um Deus Santo e justo, como diz a palavra:

Sl 7:11 Deus é justo juiz, Deus que sente indignação todos os dias.

Na 1:3 O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em poder e jamais inocenta o culpado; o SENHOR tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés.

Nm 14:18 O SENHOR é longânimo e grande em misericórdia, que perdoa a iniqüidade e a transgressão, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta gerações.

Deus o Todo Poderoso, vê arder em seu coração a indignação por tantos terríveis feitos praticados, e sabe que o certo é punir, pois todos os pecados ocultos duante anos estão diante da Sua face:

Os 7:2 Não dizem no seu coração que eu me lembro de toda a sua maldade; agora, pois, os seus próprios feitos os cercam; acham-se diante da minha face.

E neste momento, como é tardio em irar-se, ordena aos homens indignos, cruéis, assassinos, pecadores, corruptos…dignos de serem afastados da Sua presença com as mãos vazias, porém por misericórdia os atende mas avisa como José:”Não vereis minha face se não vieres com seu irmão”!

Enquanto não houver arrependimento o Senhor permanece no seu lugar, no Seu trono de Glória, embora queira se reconciliar com a sua Criação:

Os 5:15 Irei e voltarei para o meu lugar, até que se reconheçam culpados e busquem a minha face; estando eles angustiados, cedo me buscarão, dizendo: Vinde, e tornemos para o SENHOR, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará.

Sl 9:7 Mas o SENHOR permanece no seu trono eternamente, trono que erigiu para julgar.

Sl 11:4 O SENHOR está no seu santo templo; nos céus tem o SENHOR seu trono; os seus olhos estão atentos, as suas pálpebras sondam os filhos dos homens.

Sl 45:6 O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; cetro de eqüidade é o cetro do teu reino.

Sl 47:8 Deus reina sobre as nações; Deus se assenta no seu santo trono.

Sim , mas a dor está em seu coração, a dor da traição do desamor dos seus, que tanto amou e ninguém reconheceu, então ele dá a ordem, já que percebe que não se importam nem ligam para o Seu coração, pede então, mostrem-se dignos e respeitem pelo menos o irmão seu, e acheguem-se a Mim:

E os filhos de Jacó entenderam , embora tenham desprezado a José abertamente, e nem pesava em seus corações isso, somente tratando de modo devido o seu irmão poderiam voltar a face do senhor da terra.Mostrando que aquele coração partidário, egoísta, malvado teria se arrependido e mudado.

Gen. 43:3 Mas Judá lhe respondeu: Fortemente nos protestou o homem, dizendo: Não me vereis o rosto, se o vosso irmão não vier convosco.
4 Se resolveres enviar conosco o nosso irmão, desceremos e te compraremos mantimento;
5 se, porém, não o enviares, não desceremos; pois o homem nos disse: Não me vereis o rosto, se o vosso irmão não vier convosco.

Todos nós pecamos contra Deus, contra o Senhor de toda Terra, não poderíamos estar diante da sua face e permanecermos vivos,

Êx 33:20 E acrescentou: Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá.

Porém Ele sabe que sem Ele pereceremos ao léu, morreremos em nossos pecados:

Rm 3:23 pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus,
Rm 6:23a porque o salário do pecado é a morte

Ele então por não poder conviver com nossos pecado
s, negligências e erros, pede para que permaneçamos vivos diante da Sua face, para que levemos o nosso irmão, que o “o filho da mão direita” para o Pai e foi “ o filho da tristeza” da mãe, sim o Senhor de toda terra quer que acheguemos a Ele com Jesus, nosso irmão, que muito sofreu e foi honrado, limpo e digno até o fim. José se colocou como pai de Benjamim , pois ele era a simbologia de Jesus, o irmão que traria reconciliação e esquecimento de todos os pecados do passado:

Gn 43:29 Levantando José os olhos, viu a Benjamim, seu irmão, filho de sua mãe, e disse: É este o vosso irmão mais novo, de quem me falastes? E acrescentou: Deus te conceda graça, meu filho.

Bejamim o menor, Jesus se fez pequeno e o menor entre os homens:

Is 53:3 Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso.

A presença de Benjamim ao lado dos seus irmãos , justificou-os, e ele trouxe benefícios e benção a todos igualmente, da mesma forma Jesus trouxe bençãos infinitas a todos os que reconciliados a Ele chegam-se a Deus:

Is. 53:11 Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si.

Jesus é o irmão digno e perfeito que deves levar sempre contigo à presença de Deus:

Mc 3:35 Portanto, qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe.

Ele quebranta o coração do Pai, pois o Pai vê nele , as marcas da fidelidade, amor, dedicação como Benjamim quebrantou o coração de José:

Gen. 43:29 Levantando José os olhos, viu a Benjamim, seu irmão, filho de sua mãe, e disse: É este o vosso irmão mais novo, de quem me falastes? E acrescentou: Deus te conceda graça, meu filho.
30 José se apressou e procurou onde chorar, porque se movera no seu íntimo, para com seu irmão; entrou na câmara e chorou ali.
31 Depois, lavou o rosto e saiu; conteve-se e disse: Servi a refeição.

Quando nos apresentamos diante do Senhor da Terra, plenamente reconciliados com Cristo alcançamos o favor de Deus e o acesso a ceia, aos banquetes celestiais:

Rm 5:10 Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida;

O Senhor da Terra quando olha para Jesus , se move, pois ele levou muito sofreu para resgatar-nos e nos fazer dignos dos céus:

Is. 53:4 ¶ Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.

Quando José viu os filhos de Jacó com o irmão Benjamim esqueceu-se dos pecados deles, pois para andarem com Benjamim, teriam que ter mudado interiomente e terem sido limpos de tanta maldição.
Assim o Senhor da Terra sabe , que para andarmos com o nosso irmão Jesus precisamos ter nos quebrantado, humilhado pois senão não conseguiríamos tal condição, e por estarmos com Cristo diante de Deus, nosso pecados já não são mais lembrados:

Mq: 7:18 Quem, ó Deus, é semelhante a ti, que perdoas a iniqüidade e te esqueces da transgressão do restante da tua herança? O SENHOR não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia.
19 Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniqüidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar.

Só do Senhor da Terra te ver andando ao lado do irmão, Ele já libera bençãos para sua vida:

Gn 43:16 Vendo José a Benjamim com eles, disse ao despenseiro de sua casa: Leva estes homens para casa, mata reses e prepara tudo; pois estes homens comerão comigo ao meio-dia.

Embora o obediente, puro e digno receba maior porção, o senhor da terra, tem porção suficente e satisfatória para todos:

Gn 43:34 Então, lhes apresentou as porções que estavam diante dele; a porção de Benjamim era cinco vezes mais do que a de qualquer deles. E eles beberam e se regalaram com ele.

O principal precisa acontecer reconciliar-se definitivamente com o senhor da terra, pois depois deste quebrantamento e restabelecimento da comunhão então serás revestido de novas vestes, cobertura:

Gn 45:15 José beijou a todos os seus irmãos e chorou sobre eles; depois, seus irmãos falaram com ele.22 A cada um de todos eles deu vestes festivais, mas a Benjamim deu trezentas moedas de prata e cinco vestes festivais.

Benjamim, tipologia de Cristo nosso reconciliador e Advogado:

2Co 5:18 Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação,

Cl 1:22 agora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte, para apresentar-vos perante ele santos, inculpáveis e irrepreensíveis,

Oh Pecador não ouse apresentar-se diante de Deus sem seu irmão, pois tuas culpas cheiram mal ao Senhor de toda a Terra, e falam contra ti, apresenta-te bem acompanhado pois quebrantarás o coração do Senhor ao teu favor e banquetes e festas fará ao teu favor:

1Jo 2:1 Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo;
Não deprezes Cristo pois Ele te leva a Deus e te dá acesso á toda herança que ele mesmo por obediência e respeito adquiriu:

1Jo 2:23 Todo aquele que nega o Filho, esse não tem o Pai; aquele que confessa o Filho tem igualmente o Pai.

Hb 1:2 nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.

Gl 4:7 De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus.

Ame e a Cristo, ande com Cristo e te apegues a ele, pois é impossível chegares a Deus sem a presença dele na sua vida:

Jo 3:36 Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.

Jo 5:23 a fim de que todos honrem o Filho do modo por que honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou.

2Jo 1:9 Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho.

1Jo 5:12 Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida.

1Jo 5:20 Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.

1Jo 4:15 Aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele, em Deus.
1Jo 5:5 Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus?

Jo 8:36 Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.

Jo 14:6 Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.

Por Raquel Fragoso
Fonte: www.estudos.gospelmais.com.br
 
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Urias, o incircunciso fiel

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Autor: Henrique Araujo

2 Samuel 11.1-27 apresenta a história do triângulo amoroso formado por Davi, Bate-Seba e Urias.

Após assumir o reinado da parte sul de Israel, encontrando uma fragmentação política confederada, Davi unifica Israel, toma Jerusalém e a transforma em capital, reconduz a arca do Senhor, derrota diversas nações, expande as fronteiras, estrutura politicamente o país, e planeja construir o templo.

Rei bem-sucedido, governante carismático, ícone político-religioso, compositor de, ao menos 73 salmos, aos 48 anos. Após contemplar Bate-Seba pela janela em um tempo que era para estar na guerra (2Sm 11.1), Davi adultera com a mulher de um de seus tenentes, Urias, o qual morre por plano premeditado. Davi é o mandante do homicídio. Descansar era lícito a Davi, porém, descansar em um momento errado é preguiça ou omissão, sendo assim, pecado. Como um abismo chama outro abismo... (Sl 42.7).

Dependendo da motivação do agente, ou do meio empregado, o delito se torna qualificado, com maior pena, pela conduta ser mais reprovável. É uma forma de homicídio agravado. Os elementos que qualificam este homicídio são:

Cometer o crime mediante paga ou promessa de recompensa, mesmo que não seja real ou financeira;

Cometer o crime por motivo torpe (repugnante, baixo ou gratuito);

Cometer o crime para assegurar a execução, ocultação, impunidade ou vantagem de outro crime (homicídio por conexão);

Davi cometeu um homicídio triplamente qualificado, que merecia pena de doze a trinta anos de prisão. No caso de Davi, as consequências foram doze anos de intrigas e crimes dentro de sua própria casa.

Nesta história, a personagem injustiçada é o fiel Urias. Urias significa “Jeová é minha luz”. Era heteu, ou seja, estrangeiro, pertencente a um império que em tempos idos dominou a vastíssima região Síria, sendo fragmentado no século XII a.C.

Urias, a despeito da traição davídica e da infidelidade conjugal de sua esposa, mantém-se firme em sua postura e fiel até a morte. Sua declaração de fé (2Sm 11.11) ecoa na galeria das grandes declarações de fé, como de Ananias, Misael e Azarias (Dn 3.17-18) e Rute (Rt 1.16-17). Urias só fala uma vez na Bíblia e, quando fala, declara sua fidelidade. Tão diferente de outras pessoas que falam apenas uma vez na Bíblia: a mulher de Jó (Jó 2.9), a mulher de Pilatos (Mt 27.19) só falam uma vez e sua fala é de mesquinhez e blasfêmia.

Urias foi fiel a si mesmo (a seus princípios), ao seu trabalho (Davi era seu chefe), ao seu amigo (Davi era seu amigo), a seu casamento (Bate-Seba) e a Deus. Urias era um homem fiel.

Após adulterar e receber a notícia da gravidez de Bate-Seba, sordidamente, Davi tenta promover a possibilidade da gestação de Bate-Seba ser oriunda de Urias, remetendo-o de volta à sua casa após trazê-lo da guerra. Urias prefere correr perigo de morrer a quebrar seus princípios de fidelidade aos amigos de guerra. Seus princípios eram mais forte do que as ordens do rei.

Sem saber, Urias torna-se portador de sua pena de morte (2Sm 10.14), evidenciando requintes de crueldade desesperada de Davi. Urias poderia pensar na importância de sua missão em levar a missiva e a confiança de Davi nele, a ponto de retirá-lo da guerra para esta ação. Davi foi o Judas de Urias. Davi, homem segundo o coração de Deus... Como isto é possível? “Há um leão dentro de cada um de nós e libertá-lo é apenas uma questão de oportunidade”. Davi comete três pecados (2Sm 12.9): adultera, assassina Urias, e o faz por mãos de gentios. A transformação davídica ocorre quando ele despreza a palavra (2Sm 12.9).

Urias é morto. Davi traz Bate-Seba ao palácio (2Sm 11.27). Natã é enviado por Deus para repreendê-lo. O filho que nasce morre. Bate-Seba fica novamente grávida. Deus lhe dá Salomão. Após mais de dois anos, a guerra contra os amonitas termina. Joabe e os valentes voltam. Veem Bate-Seba no palácio: tudo explicado, agora. Na lista de valentes, Urias é o último (2Sm 23.39). Urias é o apêndice da memória davídica sobre o que a falta de vigilância é capaz de fazer. Urias foi exemplo de fidelidade.

Fidelidade é a expressão concreta da crença na idoneidade de outrem. A fidelidade parte da crença, a lealdade parte da amizade. Urias era fiel e leal. A partir da declaração de fé e atitudes de Urias, lições de como ser fiel podem ser exauridas.

Seja fiel crendo na coisa certa. O que movia Urias, em primeira instância, era sua certeza de estar tomando as atitudes certas aos olhos do Senhor. Há pessoas que estão sinceramente erradas: participantes da procissão do Ciro de Nazaré, autoflagelantes nas cerimônias pascais filipinas, romeiros idólatras para Aparecida do Norte. O que auxiliará a acreditar na coisa certa é a sabedoria advinda pela profunda reflexão nas Escrituras, aplicada à vida.

Aqueles que são chamados “fiéis” e seguem a um líder a despeito de sua insensatez, o fazem de forma irracional. Isto não é fidelidade, é lealdade e teimosia. Lealdade tem por princípio a amizade e não as Escrituras. Enquanto a firmeza é a capacidade de manter sua decisão quando coerente e necessária, a teimosia é a manutenção da decisão mesmo quando incoerente; quando desnecessária torna-se insensatez.

Seja fiel fundamentando-se em princípios revelados nas Escrituras que dão sentido à vida. Urias tinha princípios tão arraigados que preferia sofrer a possibilidade da morte do que abrir mão de princípios na vida. “Destruídos os fundamentos que poderá fazer o justo” (Sl 11.3)? Estes princípios não eram autopropostos por ele mesmo, mas revelados por Deus. Estes limites foram propostos para a vida (Dt 30.16). Lembrando Dostoiévsky: “Se Deus não existe, então tudo é permitido”. O status quo anárquico globalizado é fruto da indiferença à lei divina. A falta de prazer em guardar a lei conduz à depressão (Sl 1.2; Ne 8.10). Quando me alegro na obediência à Palavra, Deus se alegra e me alegra em uma retroalimentação contínua.

Seja fiel crescendo em vigilância. Oque derruba um cristão é a falta de vigilância. Fidelidade sem vigilância é maromba sem alongamento: uma hora ou outra terá hérnia de disco. Fidelidade sem vigilância é dirigir certinho sem trocar correia dentada, óleo e freios. Uma hora o carro vai parar. Davi era fiel, mas não vigiou. Urias era fiel e vigiou em todo o tempo.

A fidelidade de Urias não era cega. Não era insensata ou irracional. Ela via. Ela discernia. Discernia que a ordem de Davi era incoerente e, mesmo diante da possibilidade de morrer por desobedecer à insensatez do mandato davídico, manteve-se fiel à coerência.

Davi viveu. Urias morreu. Urias morreu para a vida. Davi viveu morrendo. Morreu um pouco quando Amnon estupra Tamar (2Sm 13.14). Morreu mais um pouco quando Absalão matou Amnon (2Sm 13.29). Morreu mais um pouco quando Absalão o traiu (2Sm 15.10) e Aitofel se juntou à rebelião (2Sm 15.12). Morreu mais ainda quando Joabe matou Absalão (2Sm 18.15). Tudo isso por um minuto de prazer. A infidelidade não vale a pena. Ouvir é bom. Entender é melhor. Praticar é fundamental. A fidelidade gera vida na vida e conduz à vida. A infidelidade mata antes da morte chegar. E a pior morte que se morre é a morre que se morre antes de se ter morrido. É quere dormir para se encontrar um sonho porque o acordar é viver em um pesadelo. “Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2.10).
Fonte: www.eismeaqui.com.br/estudos-biblicos/4833-urias-o-incircunciso-fiel
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Corá, o Orgulho Rebelde nos leva à ruína

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O levita Corá, primo irmão de Moisés e Arão, teve o privilégio de ver em primeira mão demonstrações espetaculares do poder e da glória do Senhor. Esteve presente quando as águas do Mar Vermelho foram partidas, habilitando os israelitas a passar por ele em terra seca. Daí, junto com Israel, ergueu a voz em a congregação de cântico, louvando a Deus por ter destruído os perseguidores egípcios no mesmo mar. Daí em diante, Corá presenciou a maneira maravilhosa em que Deus cuidou de seu povo no ermo, provendo-lhe água, maná e carne. Testemunhou também a derrota dos amalequitas, que lançaram um ataque não provocado contra Israel. Também esta vitória era prova do cuidado e da proteção do Senhor.

Em vista do que havia presenciado no decorrer daquele ano, Corá tinha bastante evidência para saber que Deus, embora lidasse misericordiosamente com o seu povo, não toleraria nem rebelião, nem a violação deliberada da lei. Os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, pereceram num fogo procedente do Senhor, porque ofereceram incenso que não havia sido divinamente prescrito, provavelmente enquanto estavam embriagados. Miriã ficou temporariamente leprosa, porque criticara seu irmão Moisés, por causa do casamento dele com uma mulher cusita, desafiando sua posição exclusiva perante o Senhor. — Lev. 10:1, 2; Núm. 12:1-15.

Em certa ocasião, o próprio Corá havia participado na execução da vingança de Deus. Após o envolvimento dos israelitas na adoração do bezerro, junto ao monte Sinai, Moisés exigiu uma decisão definitiva, dizendo: “Quem está do lado do Senhor? A mim!” Apenas os levitas, que incluíam Corá, juntaram-se a Moisés. Em obediência à ordem de Moisés, passaram pelo acampamento de Israel e mataram 3.000 idólatras com a espada. — Êxo. 32:26-28.

Entretanto, não continuou o zelo pela justiça que Corá porventura tivesse demonstrado naquela ocasião. Parece que situações desfavoráveis foram uma prova grande demais para ele. Não estava contente com a sua sorte e queria orgulhosamente apoderar-se duma posição à qual não tinha direito. Quais foram as circunstâncias nas quais Corá mostrou um espírito orgulhoso e rebelde?

Quando os israelitas partiram do Egito, tinham diante de si a grandiosa perspectiva de logo entrarem na Terra da Promessa. Mas isso mudou. Dez dos 12 espiões enviados ao país trouxeram de volta relatórios desfavoráveis, que atemorizaram os israelitas. Em resultado, começaram a murmurar contra Moisés e Arão, dizendo: “Se tão-somente tivéssemos morrido na terra do Egito ou se tão-somente tivéssemos morrido neste ermo! E por que  o Senhor
nos leva a esta terra para cairmos pela espada? Nossas esposas e nossos pequeninos ficarão por saque. Não é melhor voltarmos ao Egito?” (Núm. 14:2, 3) Pela sua falta de fé, Deus os sentenciou a permanecerem no ermo, completando 40 anos de peregrinação, até que todos os homens registrados para a guerra tivessem morrido. Portanto, em vez de usufruírem a herança na Terra da Promessa, os israelitas tiveram de suportar as dificuldades duma vida nômade num ermo desolado e agreste. Como isso deve ter sido desapontador!

Com o passar do tempo, o descontentamento começou a aumentar e a florescer entre os israelitas. O influente coatita Corá, homem que talvez tivesse uns 80 anos de idade, evidentemente deixou-se arrebatar por tal espírito de descontentamento. Com o tempo, passou a ser cabeça duma rebelião contra a autoridade ordenada por Deus, de seus primos Moisés e Arão.

Os levitas coatitas acampavam-se perto dos rubenitas. Por conseguinte, pode ter havido muito intercâmbio de idéias entre Corá e certos homens de destaque da tribo de Rubem. Visto que Rubem era o primogênito de Jacó alguns de seus descendentes talvez tivessem ressentido o exercício da autoridade administrativa sobre eles por Moisés. Quanto a Corá, não ficou contente com servir apenas qual ajudante do sacerdócio arônico.

Por fim, Corá e os rubenitas Datã, Abirão e Om, junto com 250 maiorais israelitas, congregaram-se contra Moisés e Arão, dizendo: “Já chega de vós, pois a assembléia inteira, todos eles, são santos e O Senhor está no seu meio. Então, por que vos devíeis erguer acima da congregação do Senhor Deus?” — Núm. 16:1-3.

Corá desconsiderou assim o fato de que Moisés e Arão haviam recebido sua designação de Deus, e que a santidade da congregação dependia da obediência à lei de Deus. Não era santidade, pureza ou limpeza que possuíam de modo inerente. Corá afirmou erroneamente que Moisés e Arão se apoderaram arbitrariamente duma posição acima duma congregação de iguais, na qual cada membro era santo.

Como se podia esclarecer a todos que Corá e seus apoiadores estavam errados? Moisés disse: “Pela manhã o Senhor fará saber quem pertence a ele, e quem é santo, e quem tem de chegar-se a ele, e aquele a quem escolher se chegará a ele. Fazei o seguinte: Tomai para vós porta-lumes, Corá e toda a sua assembléia, e amanhã ponde fogo neles e colocai incenso sobre eles perante Deus, e tem de dar-se que o homem que o Senhor escolher é o santo.” — Núm. 16:5-7.

Não haveria um longo período para a decisão da questão suscitada. Logo na manhã seguinte, Deus revelaria a quem havia escolhido para prestar-lhe serviço sacerdotal. Como levita coatita, Corá não havia sido autorizado a ofertar incenso como sacerdote. Apresentar-se ele perante Deus, para ofertar incenso, indicaria que ele achava que tinha o direito de prestar serviços sacerdotais. Portanto, ao dizer a Corá e ao seu grupo que comparecessem com porta-lumes, Moisés os convidou a atuarem em harmonia com seu desejo pessoal de se apoderarem de funções sacerdotais.

Não obstante, esclareceu a Corá e aos seus companheiros rebeldes que a sua alegação estava errada, declarando: “É para vós uma coisa tão insignificante que o Deus de Israel vos separou dentre a assembléia de Israel para vos apresentar a si mesmo, para executardes o serviço do tabernáculo do Senhor Deus e para ficardes de pé diante da assembléia, a fim de ministrar-lhes, e para te fazer chegar perto, a ti e a todos os teus irmãos, os filhos de Levi, contigo? Tendes de procurar obter também o sacerdócio? Por esta razão, tu e toda a tua assembléia, que vos estais combinando, sois contra Deus. Quanto a Arão, o que é ele que havíeis de resmungar contra ele?” — Núm. 16:9-11.

Esta repreensão devia ter induzido Corá e seus apoiadores a reconsiderar sua situação. Corá, junto com outros levitas, haviam sido altamente privilegiados ao serem separados dos demais israelitas para servir no santuário. Não era algo pequeno, insignificante. Por isso, Moisés estava então demonstrando quanto Corá desapreciava a honra e a dignidade que Deus havia conferido aos levitas. Na sua rebelião contra o arranjo de Deus, Corá e seus apoiadores colocavam-se em oposição ao Altíssimo. O que faziam não tinha justificativa. Arão não se estabelecera sozinho como sumo sacerdote. Era tal por designação de Deus.

As palavras de Moisés, porém, encontraram ouvidos de mercador. Na manhã seguinte, Corá, com 250 maiorais, audazmente tomaram sua posição perante a entrada do pátio do tabernáculo, a fim de ofertar ali incenso. O Senhor Deus demonstrou, então, vigorosamente que somente homens da casa de Arão deviam servir quais sacerdotes. Fogo da parte do Senhor consumiu Corá e os 250 com ele. — Núm. 16:35; 26:10.

Os filhos de Corá não participaram com seu pai nesta rebelião. Estavam felizes e contentes de servirem quais ajudantes dos sacerdotes, e, portanto, continuaram vivos (Núm. 26:9, 11) Entre os seus descendentes houve homens que escreveram cânticos de louvor, os quais se tornaram parte das Escrituras inspiradas. Um destes cânticos ou salmos reconhece com gratidão: “Um dia nos teus pátios é melhor que mil em outra parte. Escolhi ficar de pé no limiar da casa de meu Deus, em vez de andar em volta nas tendas da iniquidade. Porque o Senhor Deus é sol e escudo; favor e glória é o que ele dá. O próprio Deus não reterá nada de bom dos que andam sem defeito.” — Sal. 84:10, 11.

Deveras, faremos bem em imitar o exemplo dos filhos de Corá, sempre apreciativos do que Deus nos deu. Quanto ao próprio Corá, ele se destaca como exemplo de aviso para nós. Quando as perspectivas parecem tenebrosas, temos de ter cuidado para que o orgulho não nos vença. Devemos sujeitar-nos humildemente a tudo pelo que Deus permite que passemos, não nos rebelando contra isso. Nunca devemos permitir que tempos adversos nos induzam a ficar queixosos de nossa sorte na vida e a tramar apoderar-nos daquilo a que não temos direito. Se nos lembrarmos de que realmente vale a pena servir a Deus de modo humilde, não importa quais as situações, poderemos evitar o proceder desastroso de Corá e continuar a ser divinamente aprovados, assim como os filhos dele.



Fonte: bibliotecabiblica.blogspot.com.br
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