O TERMO ANTICRISTO
Termo próprio da literatura apocalíptica. Ele é o opositor do Reino de Deus e, portanto, como rival de Jesus Cristo, aparece como falso profeta e tirano. A palavra “anticristo” deriva de dois termos gregos: christos, significando “Cristo” ou “Ungido”, e anti, significando “contra”, nesta combinação, ou seja, aquele que é contra Cristo.

A PALAVRA ANTICRISTO NA BÍBLIA SAGRADA
A primeira referência profética ao Anticristo é provavelmente a de Gênesis 3.15: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente...”. Cristo é o descendente da mulher, o Anticristo é a descendência de Satanás ou diabo, cujo nome significa “caluniador”, que fala contra Cristo e os remidos em seu sangue.

O nome “anticristo” é encontrado apenas nas epístolas de João (1 Jo 2.18,22; 4.3; 2 Jo 7), onde ele é descrito como alguém que virá no final dos tempos, mas que o seu espírito já está no mundo. O espírito do anticristo será personificado na besta descrita em Apocalipse 13.1; 11.7.

QUEM SÃO OS ANTICRISTOS?
São os oponentes da obra de Deus, que profanam o templo e se dizem deus: “Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus” (2 Ts 2.3-4).

São os falsos mestres com suas falsas doutrinas, conforme nos fala o apóstolo João: “Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora. Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós” (1Jo 2.18-19).

O Anticristo não deve ser confundido com os anticristos que no passado já existiram e ainda hoje existem em grande número (1 Jo 2.18), pois todo opositor de Cristo é um anticristo e sua sutileza sempre foi de utilizar o nome de Cristo em prol de sua causa (2 Pe 2.1-2; Mt 24.24).

O ESPÍRITO DO ANTICRISTO
O espírito do Anticristo possuiu muitos inimigos de Deus através dos tempos, tais como “o rei da Babilônia”, um tipo de Satanás: “Então proferirás este provérbio contra o rei de Babilônia, e dirás: Como já cessou o opressor, como já cessou a cidade dourada! Já quebrantou o SENHOR o bastão dos ímpios e o cetro dos dominadores. Aquele que feria aos povos com furor, com golpes incessantes, e que com ira dominava sobre as nações agora é perseguido, sem que alguém o possa impedir” (Is 14.4-6). Mas, durante os séculos, muitos reis anticristãos e homens malignos poderosos foram identificados como anticristo, em toda a história, tais como: Nero, Napoleão, Mussolini, Hitler, Stalin, e outros em épocas mais recentes. Alguns desses foram, sem dúvida, motivados pelo espírito do Anticristo, mas este ainda não veio. Mas, o espírito dele continuará possuindo qualquer um que se entregue ao domínio de Satanás, usando seu poder contra o povo de Deus.

O QUE RETÉM O ANTICRISTO
Ele pode até já estar em algum ponto do globo terrestre, porém não será revelado até que haja o arrebatamento da Igreja, sendo, então inútil tentar identificá-lo no momento. Portanto o próximo evento que aguardamos é a vinda do Senhor Jesus nos ares e o imediato arrebatamento da Igreja (1 Ts 4.16-17). Com a saída da Igreja da terra, que terá findado o seu tempo no propósito de Deus, que era anunciar o evangelho a todas as nações, haverá em consequência a retirada do Espírito Santo, que era quem retinha o Anticristo (2 Ts 2.7-8). Esse entendimento sobre a retirada do Espírito Santo da terra, tem causado muita polêmica, já que sendo o Espírito Santo onipresente, pode estar presente em todos os lugares. Mas, entendemos que esta retirada esteja se referindo ao seu modo de agir, ou seja, o Espírito Santo não agirá contra o pecado como age no período da Igreja.

O SURGIMENTO DO ANTICRISTO
Logo após o arrebatamento da Igreja, em meio a turbulência e a perplexidade causada pelo desaparecimento do povo de Deus, surgirá o Anticristo. Haverá soluções para grandes problemas e conflitos sociais da humanidade, haverá uma paz aparente e prosperidade (Ap 6), o problema da fome será temporariamente contornado e estabelecido o controle econômico de cada indivíduo (Ap 13.16,17). Todas as pessoas serão controladas, tudo estará sob o seu domínio, ninguém poderá comprar ou vender sem que ele saiba. Tomará o lugar de Deus no coração da humanidade, e espera ser adorado por todos (AP 13.3-8).

O GOVERNO DO ANTICRISTO
Durante a tribulação, o mundo será governado pelo Anticristo, mas a atuação será da trindade satânica: o dragão (Satanás), a primeira besta de dez chifres (Anticristo) e o falso profeta (a segunda besta, de dois chifres). O Anticristo vai controlar a política, a economia e evidentemente as religiões no mundo todo (Ap 13.14-17; 17.3,12-17).

No começo de sua administração ele fará uma aliança com o povo de Israel (Dn 9.27), e permitirá a reconstrução do templo de Jerusalém. Este pacto fará com que as maiores religiões do mundo se congreguem num grande movimento ecumênico pelo qual muitos já anseiam e daí será estabelecida a religião universal, que é a grande prostituta, a “Babilônia” (Ap 17.1-6), que depois será desolada e queimada no fogo pela primeira besta (Ap 17.16), sendo essa mulher “a grande meretriz” (Ap 17.1), que é a grande cidade que governa os reis da terra. Alguns pensam em duas Babilônias, sendo uma os cristãos apóstatas e a outra o império confederado do Anticristo. O Anticristo terá sua sede religiosa na cidade de Jerusalém e sua sede política na cidade de Roma. O Anticristo receberá então, o poder das mãos do próprio Satanás (Ap 13.4).

O FIM DO ANTICRISTO
A besta que é o Anticristo reúne as nações sujeitas a ela para guerrear contra o Cordeiro na batalha do Armagedom, onde será completamente derrotado e lançado, junto com o falso profeta, dentro do lago de fogo (Ap 16.16; 17.14).

Essa batalha final é narrada em Apocalipse 19.19-21: “E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército. E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. E os demais foram mortos com a espada que saía da boca do que estava assentado sobre o cavalo, e todas as aves se fartaram das suas carnes”.

ALGUNS TÍTULOS DO ANTICRISTO
1-    A Besta – Ap 13.1-4, 12-18; 16.2; 17.8; 19.19; 20.4-10.
2-    O Homem da iniquidade – 2 Ts 2.3.
3-    Filho da perdição – 2 Ts 2.3.
4-    O iníquo – 2 Ts 2.8.

RESUMO DAS OBRAS DO ANTICRISTO
1-    Ele aparecerá em cena como um defensor da paz, que tolera a religião (Dn 9.27; 1Ts 5.3).
2-    Fará aliança com os judeus (Dn 9.24-27).
3-    Depois de três anos e meio, durante a Tribulação, ele porá de lado qualquer suposta tolerância, quebrará sua aliança com os judeus, e começará a perseguir Israel (Ap 13.7-8).
4-    Uma de suas cabeças receberá um golpe mortal, sendo depois milagrosamente curada, provocando admiração e adoração em todo o mundo (Ap 13.3-4).
5-    Sendo ele o homem do pecado, o iníquo, blasfemará contra Deus, exigindo depois adoração de todos os homens sob pena de morte (Ap 13.6-8,15).
6-    Surge o falso profeta, que exerce poder e milagres para enganar, faz com que os homens adorem a besta. Cria uma imagem da besta à qual dá vida e obriga todos os homens a receberem um sinal ou número da besta a fim de poderem comprar e vender (Ap 13.11.18).
7-    Durante a Tribulação, a besta apoia a grande prostituta, que representa a religião apóstata; mas finalmente a besta, juntamente com os dez reis que dominam juntamente com ela, destroem a mulher vestida de púrpura e escarlata (Ap 17).

(A Mulher é chamada de “a grande cidade que domina sobre os reis da terra” (Ap 17.18). A cidade está situada sobre “sete montes” (Ap 17.9). Os eruditos se dividem quanto a cidade ser Roma ou Babilônia).


J. DIAS
Editor do Site

Fontes:
Fundamentos da Teologia Pentecostal – Ed. Quadrangular
Dicionário Bíblico – Ed. Didática Paulista
Módulo de Teologia - Apocalipse Escatologia – Ed. Quadrangular  

2 SAMUEL 13 e 14

A Palavra de Deus nos diz: "Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará." (Gálatas 6:7). O pecado traz conseqüências inevitáveis. Continuando (ver. 8): "Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna."
Sem dúvida Davi havia semeado na carne quando tomou Bateseba e matou o seu marido. Ele havia confessado o seu pecado e Deus o havia perdoado, mas também lhe havia dito "não se apartará a espada jamais da tua casa … da tua própria casa suscitarei o mal sobre ti" (cap. 12:10-11). Deus perdoa o pecado confessado, restabelecendo a sua comunhão conosco, mas não retira as suas conseqüências.

O ESTUPRO DE TAMAR POR AMNOM

Amnom era o filho primogênito de Davi, sendo sua mãe Ainoã, a jezreelita (cap. 3:2), mulher de Davi desde o seu exílio. Se Davi não tivesse cedido à luxúria e adquirido outras mulheres para si, ele teria evitado as tragédias que vieram a seguir.
Tamar, com Absalão seu irmão, eram filhos de outra mulher de Davi, Maaca, filha de Talmai, rei de Gesur, talvez tomada como um despojo de guerra (1 Samuel 27:8). Ela era muito formosa e Amnom se enamorou dela.
Era uma paixão doentia que lhe tirou o apetite, ficando sem comer, pois não via possibilidade de ter relações íntimas com ela, sendo ela uma jovem casta.
Seu primo Jonadabe notou a tristeza de Amnom e, ao saber a razão, logo desenvolveu um plano para conseguir que Amnom ficasse a sós com Tamar em seu quarto. Devemos sempre examinar os conselhos que recebemos, pois eles podem nos levar para o mal, como aconteceu nessa ocasião. Somos nós que vamos sofrer as conseqüências, não os conselheiros.
Os detalhes da perfídia de Amnom a fim de conseguir ficar com Tamar e estuprá-la em sua casa são relatados com toda a sua sordidez. Amor e lascívia são duas coisas bem diferentes. Depois de estuprar Tamar, o "amor" de Amnom se transformou em ódio, demonstrando que não era amor, mas simples lascívia.
Amor é paciente, enquanto a lascívia requer satisfação imediata. Amor é bondoso, mas lascívia é cruel. Amor não é egoísta, lascívia é. Lascívia pode parecer que é amor, no início, mas depois de fisicamente expressada resulta em repugnância por si próprio e ódio pela outra pessoa. Se não puder esperar, não é amor.
O estupro era proibido por Deus (Deuteronômio 22:28,29). Mas expulsar Tamar de casa como Amnom fez era um crime ainda maior, porque dava a entender que Tamar havia se oferecido a ele, e não havia quem testemunhasse a verdade a favor dela, porque Amnom havia esvaziado a casa. O seu crime havia feito com que ela não pudesse ser dada em casamento pois não era mais virgem.
Não obstante, Tamar rasgou suas vestes de princesa, colocou cinza na cabeça em sinal de luto, pôs suas mãos sobre a cabeça e foi se lamentando pelo caminho sendo assim achada por Absalão, seu irmão. Este a consolou e hospedou-a em sua casa, procurando assim evitar um escândalo público dizendo que era apenas uma questão dentro da família.
Mas os padrões de conduta moral estabelecidos por Deus não se alteram dentro do círculo familiar. Secretamente, Absalão foi tomado por um ódio mortal contra Amnom, e aguardou uma oportunidade para eliminá-lo. Sem dúvida ele já sabia que Davi não queria que seu primogênito fosse castigado.

A INDULGêNCIA DE DAVI

O rei Davi ficou muito irado quando ouviu todas estas coisas - mas nada fez. Como vemos mais tarde, ele tinha um grande amor por Amnom, provavelmente por ser o seu filho primogênito e herdeiro do trono.
Mas também, como vemos daqui para a frente, ele era um pai indulgente que criou uma prole má, da mesma forma que outros personagens da Bíblia. Assim foram o sumo sacerdote Eli e o profeta Samuel. Samuel conhecia os filhos de Eli mas cometeu o mesmo erro. Também Davi conheceu os filhos de Samuel e ainda assim repetiu a sua indulgência.
Davi provavelmente não sentia ter condições para castigar os seus filhos, quando ele próprio havia falhado desastrosamente na área da imoralidade sexual. Os pais precisam disciplinar os seus filhos, mas também, e em primeiro lugar, devem dar-lhes um exemplo sadio mantendo um alto nível moral, em conformidade com os padrões estabelecidos por Deus.
O outro problema de Davi era falta de tempo para dar a atenção que devia aos seus filhos. Como rei ele tinha muitas responsabilidades, mas estas foram multiplicadas pela sua poligamia e grande prole. Ele tinha uma habilidade excepcional como rei e líder militar, mas falhou lamentavelmente como pai.
Muitos pais hoje em dia também não reservam tempo suficiente para atender ao ensino e disciplina dos seus filhos, tornando-se indulgentes em obediência à lei do menor esforço. Os filhos se ressentem disso, e muitos pais crentes vêm com tristeza os seus filhos desviando-se pelo mundo porque não tiveram a disciplina e orientação que precisavam ao crescerem. "Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno." (Provérbios 23:13-14).

ABSALÃO ASSASSINA AMNOM

Por dois anos Absalão tratou Amnom friamente, sem lhe dirigir palavra. Ao final deste período ele viu a oportunidade de executar o seu plano premeditado de matar Amnom, pois Davi já teria dado o caso do estupro por encerrado.
Ardilosamente (como Amnom anteriormente) ele conseguiu permissão do rei para que Amnom, junto com todos os seus irmãos, viessem até Baal-Hazor para festejar a tosquia com ele. Tendo-os em seu poder, Absalão fez com que seus servos assassinassem Amnom depois que ele se embebedou.
Davi foi avisado no início que todos os seus filhos haviam sido mortos, e ficou profundamente triste e deprimido rasgando suas vestes e lançando-se no chão. Mas seu sobrinho Jonadabe logo corrigiu a notícia avisando que apenas Amnom havia sido morto por Absalão, cujas feições haviam revelado o seu ódio desde o dia que sua irmã fora forçada por Amnom, dois anos atrás.
Absalão, no entanto, havia se refugiado com seu avô materno Talmai, filho de Amiúde, rei de Gesur.
Davi pranteava a morte do seu filho Amnom todos os dias, e perseguiu Absalão por três anos. Ao fim deste período, mediante um ardil, Joabe conseguiu que ele perdoasse Absalão, permitindo sua volta a Jerusalém, mas ainda se passaram dois anos até que ele finalmente consentiu em recebê-lo em sua presença.
Absalão deu o nome de Tamar à sua filha para mostrar amor e respeito à sua irmã e ele ficaria como memorial a todos pelo ultraje sofrido por ela.
Criminoso impune e vaidoso por causa da sua beleza física, Absalão estava agora disposto a conquistar o coração da nação de Israel. O rei Davi ia pagar caro pela indulgência que mostrou para com este filho.

R David Jones
Fonte: www.bible-facts.info
“Mas ele sabe o meu caminho; prova-me e sairei como o ouro” (Jó 23.10).
Estou certo, que neste mundo sempre passaremos por momentos em que as pressões da vida presente nos levarão ao quase desespero, objetivando trazer-nos desconfiança quanto às promessas de Deus para nossas vidas.
Quando passamos por intempéries e adversidades, nos parece que a simples ou plena convicção que temos de pertencer a Deus se torna um tanto irrelevante. Sabe-se, porém, que quando Deus nos leva a passar por provas, objetiva nos instruir e treinar.
Os acontecimentos narrados no livro de Jó se passam nos dias dos patriarcas, sendo, Jó, realmente uma pessoa. O profeta Ezequiel faz menção dele em seu livro. Veja o texto:
“Ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles, pela sua justiça, livrariam apenas a sua alma, diz o Senhor Jeová” (14.14).
O texto trata sobre o sofrimento do justo. Sempre vamos indagar: “Porque tanta gente boa sofre?” Porque tanta catástrofe, injustiça social, corrupção, desastres?
É claro que o objetivo desta reflexão não é tratar especificamente do tema do livro, mas traçar pormenores sobre as provações que passou Jó, e que também passamos no dia a dia bem como seus propósitos.

Provações, elas sempre têm um propósito.

Jó era um patriarca da terra de Uz. Seu nome parece significar “voltando sempre para Deus”. O texto sagrado cita quem era Jó:
“E este era homem sincero, reto e temente a Deus; e desviava-se do mal. E nasceram-lhe sete filhos e três filhas. E era o seu gado sete mil ovelhas, e três mil camelos, e quinhentas juntas de boi, e quinhentas jumentas; era também muitíssima a gente a seu serviço, de maneira que este homem era maior do que todos os do Oriente” (Jó 1.2,3).
Vivendo bem com Deus o próximo e sua família, Jó é surpreendido repentinamente com uma série de grandes calamidades que desabam sobre sua vida e de sua família. Destituído de tudo quanto tem inclusive de seus filhos e sua saúde Jó fica totalmente desorientado, pois não sabia que estava envolvido a fundo num conflito entre Deus e Satanás. Diante de investidas tão desastrosas uma angústia profunda acerca-se da alma de Jó.
Como reagir diante de tal situação? O que fazer, estando envolvido em tamanha calamidade? Jó estava convicto, haver um Deus no céu, capaz de contemplar todo o seu sofrimento, e era capaz de crê nele.
Assim, pôde manter-se de pé com integridade. Não buscou outros caminhos, não negou sua fé, mas permaneceu firme diante de toda oposição que, qual um furacão, tentava destruir sua vida espiritual.
As provas pelas quais Jó passou nos ensinam que nem sempre sofrimentos vêm a nós com objetivo de nos castigar, mas para nos instruir. Um atleta que busca alcançar uma coroa, não é submetido a uma disciplina rígida como castigo, mas com o fim específico de simplesmente preparar-lo para a competição objetivando alcançar o prêmio. É assim conosco também, estamos sendo preparados para a carreira que nos está proposta (Hb 12.1,2).
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Ainda que nos venham provas dolorosas e desconfortáveis da parte do Senhor, elas sempre redundarão em crescimento espiritual que nos ensinará sobre o doce e inefável amor divino. Porque, então, deixar-se abater por calamidades e infortúnios? O Eterno Deus, certamente, está nos contemplando. O escape não tardará.

Adorando em meio às provações.

Ponho-me a pensar sobre a situação de Jó. Como poderia alguém enfrentando tamanha oposição, sendo atingido por todos os lados com tamanha dor ser capaz de adorar a Deus e ainda manter-se firme em esperança?
Haveria esperança para Jó? Haveria ainda esperança para aquele que se achava curvado sob o peso de tamanha calamidade e desventura? Como adorar a Deus em tal situação? Como reunir forças para adorar a Deus debaixo de tamanho jugo?
Não lhe sugeriu a esposa que amaldiçoasse a Deus e em seguida buscasse a morte? O que fez então, Jó? Demonstrou que sua fé estava além do imediatismo humano deste mundo tresloucado. Foi capaz de respirar fundo, buscar forças em Deus e reverenciá-lo, adorando-o. Aleluia!
Adoração, do vocábulo latino adoratione, significa reverência, veneração. Tanto o termo hebraico (sãhâ), como o grego (proskyneo), enfatiza o ato de prostração e reverência. Andrade diz que “a verdadeira adoração acha-se intimamente ligada ao amor que devotamos ao Senhor” [1].
Não foi exatamente isso que fez Jó diante do seu Senhor? Não devotou ele a Deus total submissão, veneração e honestidade ao louvá-Lo em meio à luta?
Diante da dor adversa não hesitou adorá-lo, e o adorou completamente. Após inteirar-se das calamidades que sobre ele e sua família se abatera, o patriarca levantou-se, rasgou o seu manto, rapou a sua cabeça, lançou-se em terra e adorou dizendo:
“Nu saí do ventre da minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR” (1.21).
Matthew Henry diz que Jó “reconheceu a mão de Deus tanto nas misericórdias que havia desfrutado anteriormente, quanto nas tribulações com as quais ora era exercitado” [2]. Andrade diz que “neste exato momento, selava o patriarca a sua vitória sobre toda a tormenta que se abatera e que, ainda, se abateria sobre si. Era a fé que levava à adoração; era a adoração que conduzia à vitória (Hb 11.33-38)” [3].
Quando medito sobre o estado de Jó, no seu relacionamento com Deus, quando foi submetido à tamanha provação, penso como me comportaria se por tamanhas provações passasse.
Como me comportaria em minha adoração ao Altíssimo Deus? Adoraria Ele em espírito e em verdade? Quantos há que ao passar pelo mínimo possível de sofrimento, se comportam de forma tão estranha.
Muitos há que estão em busca de bênçãos e favores de Deus e quando não as recebem, ficam emburrados, revoltados, tristes, dizendo que Deus não os ama. Ora, o que faríamos se fossemos surpreendidos com tamanhas provações? Continuaríamos a adorar a Deus?
Quando por agruras passarmos, devemos confiar que o nosso Redentor está vivo e controla tudo. Não era esta a confiança que Jó depositava em Deus, seu “Redentor” ao expressar de forma tão contundente o amor e anelo de sua alma? Ele exclama com voz forte e vibrante:
“Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra” (Jó 19.25).
Jó foi simplesmente perfeito em sua adoração a Deus. Quando tudo chegara ao fim, quando mais nenhuma esperança havia, quando tudo acabou ele ajoelhou-se e prostrado adorou.
As tribulações não foram capazes de desviar o seu foco. Ele continuou a exercitar sua fé e piedade, honrar a Deus e a louvá-lo pelo que recebera de bênçãos, tanto quanto, quando Deus as retirara.

Reconhecendo a soberania de Deus.

Deus é soberano em suas decisões e atitudes. Muitas vezes Ele silencia a nosso respeito e esse silêncio dói profundamente. Sei que não é fácil lidar com o silêncio de Deus.
Fico pensando quando passamos tempo, muito tempo orando, buscando a Deus, e não temos nenhuma resposta da parte do Senhor. Meu Deus! Como é difícil! Eu que o diga. Estou vivendo esta situação hoje. Grito por socorro e ouço apenas o silêncio. O patriarca Jó viveu esta situação.
Hernandes Dias Lopes faz a seguinte observação:
“Depois de perder seus bens, filhos e saúde, Jó ainda enfrentou a revolta da mulher e a incompreensão dos amigos. Jó ergueu aos céus dezesseis vezes a mesma pergunta: Por que? Por que? Por que? A única resposta que recebeu foi o total silêncio de Deus. Jó expôs sua queixa trinta e quatro vezes. Ouviu como resposta apenas o silêncio. Quando Deus falou com ele, não respondeu sequer uma de suas perguntas. Ao contrário, fez-lhe setenta perguntas, revelando sua majestade e poder” [4].
Se Deus fica em silêncio, certamente, é porque está trabalhando em nosso favor. Não deixou de ser nosso Pai, nem nos abandonou, no momento certo virá em nosso socorro. Observe a mulher de Jó.
O texto bíblico mostra que ela tinha sobrevivido às calamidades que quase destruíram totalmente sua família. Diante de tão degradante situação, ela não vê a necessidade de Jó manter-se íntegro para com seu Deus.
Ela dá, então, conselho ao seu marido para que amaldiçoe a Deus e morra. Sua incitação objetiva levá-lo a renunciar e blasfemar contra Deus: Ela queria que Jó não confiasse mais em Deus como seu ajudador, aquele que era capaz de aliviar sua dor.
Mas, seu conselho era maligno, não sei se em função do ódio de Deus devido o que sucedeu a Jó ou pela vontade de ver o marido livre de tanto sofrimento.
O certo é que ela aconselhou Jó a amaldiçoar a Deus e em seguida causar a própria morte. Não consigo afirmar se a atitude de sua mulher era um tiro de misericórdia ou mais uma tentação, todavia o que vemos é que, mais uma vez, Jó saiu vitorioso dessa situação.
Andrade define a soberania de Deus como sendo a:
“Autoridade absoluta e inquestionável que Deus exerce sobre todas as coisas criadas, quer na terra, quer nos céus, dispondo de tudo de acordo com os seus conselhos e desígnios” [5].
É exatamente nestes termos que Jó responde à sua mulher. Deus é livre tanto para nos mandar o bem como também os problemas, é livre tanto para nos dar como também para tomar (2.10). Este amado servo de Deus não se surpreende com o sofrimento que lhe sobrevém. Ele sabe que o mesmo Deus que nos concede coisas boas, também, por algum momento poderá nos afligir.
Portanto, jamais devemos desanimar. A integridade de Jó foi conservada e o intento de Satanás contra a sua vida, derrotado. O texto bíblico conclui dizendo: “Em tudo isso não pecou Jó com seus lábios” (v. 10).

A inabalável fé de Jó em meio às tribulações.

A história de Jó não se resume apenas a momentos de sofrimentos, é possível observar momentos de confiança em Deus, o que revela o quanto ele acreditava nas promessas do Todo-Poderoso.
Em meio ao seu sofrimento e desespero, demonstrava grande fé, crendo que era assistido pelo seu Redentor. A clássica exclamação de Jó:
“Porque eu sei que o meu Redentor vive, e por fim se levantará sobre a terra” (Jó 19.25),
em meio a tantas lutas, dores, depois de ter perdido tudo, sendo severamente acusados por seus amigos (amigos?), vem nos mostrar que ali estava um homem de crenças e convicções profundas num Deus justo.
Jó faz declarações firmes de alguém que confia plenamente no seu Redentor, o mesmo que havia de fato lhe dado tudo e também tirado, mas que por sua soberania sabe o melhor caminho para Seus filhos. Muitas expressões citadas por Jó mostram sua convicção plena no Seu Redentor.
Observe alguns textos:
Então Jó se levantou, e rasgou o seu manto, e rapou a sua cabeça, e se lançou em terra, e adorou. E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu, e o SENHOR o tomou: bendito seja o nome do SENHOR. Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma. (Jó 1:20-22).
Porém ele lhe disse: Como fala qualquer doida, falas tu; receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios. (Jó 2:10).
Ainda que ele me mate, nele esperarei; contudo os meus caminhos defenderei diante dele. (Jó 13:15).
Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus, Vê-lo-ei, por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros o contemplarão; (Jó 19:25-27).
Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido. Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos. (Jó 42:2,5).
No final da história de Jó, o Senhor vira-lhe o cativeiro, aliás, todas as coisas sempre estiveram debaixo do mais perfeito controle de Deus. Embora sob as mais terríveis provações, Jó nunca deixou de confessar sua fé no Senhor.
Em momento algum faltou no seu coração confiança no seu Redentor. Em Jó aprendemos que em meio às dores não podemos confiar na nossa própria justiça para alcançarmos de Deus solução para nossas dores e aflições.
Aprendemos também, que em toda e qualquer circunstâncias, Deus tem propósitos para os seus filhos. Nos sofrimentos nos tornamos mais receptivos à voz de Deus, nos voltando com mais zelo o Senhor, buscando seu socorro. Aflições nos sobrevêm todo momento, estejamos certos disso. O próprio Senhor Jesus enfatizou:
“Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” (João 16:33).
Aflições nos atingem objetivando levar-nos ao desânimo e consequentemente o fracasso. Quando perdemos o ânimo, coragem e força, ficamos cansados, exaustos e esgotados.
Observe o apóstolo Paulo quando no texto de sua segunda carta aos Coríntios capítulo 4, cita uma lista de dificuldades por ele sofridas. Até à morte o apóstolo era entregue por amor a Cristo (v.11).
Como Paulo era capaz de vencer tanta dificuldade, provas e aflições? Ele mesmo responde: “[…] não desanimamos” (v.16). O termo no original está no tempo presente do indicativo ativo, dando a entender que somos responsáveis por não admitir nunca o desânimo. Mesmo atingidos por tempestades, somos admoestados a nunca desfalecer, desmaiar diante das provações e dificuldades.
Deus mudou o cativeiro de Jó, transformando-o num dos mais bem-aventurados homens de toda a história. As provações por Ele sofridas, o levou a uma sublime comunhão com seu Criador. Se enfrentas momentos como os de Jó, saibas que em nenhum momento Ele perdeu o controle da tua vida. No momento certo ele irá se revelar a ti.
Não sei quanto tempo durou o sofrimento de Jó. Estudiosos opinam que durou cerca de um ano. Não sei. Mas gosto do que está escrito acerca do término do seu sofrimento:
“E o Senhor virou o cativeiro de Jó, quando orava pelos seus amigos; e o senhor acrescentou a Jó outro tanto em dobro a tudo quanto dantes possuía.
Então, vieram a ele todos os seus irmãos e todas as suas irmãs e todos quantos dantes o conheceram, e comeram com ele pão em sua casa, e se condoeram dele, e o consolaram de todo o mal que o Senhor lhe havia enviado; e cada um deles lhe deu uma peça de dinheiro, e cada um, um pendente de ouro.
E, assim, abençoou o Senhor o último estado de Jó, mais do que o primeiro; porque teve catorze mil ovelhas, e seis mil camelos, e mil juntas de bois, e mil jumentas. Também teve sete filhos e três filhas. E chamou o nome da primeira Jemima, e o nome da outra, Quézia, e o nome da terceira, Quéren-Hapuque.
E em toda a terra não se acharam mulheres tão formosas como as filhas de Jó; e seu pai lhes deu herança entre seus irmãos. E, depois disto, viveu Jó cento e quarenta anos; e viu a seus filhos e aos filhos de seus filhos, até à quarta geração. Então, morreu Jó, velho e farto de dias”. (Jó 42.10-17).
Veja quanta bênção! Será que vale a pena esperar em Deus, ser fiel às suas promessas e ser aprovado? Pense nisso. Que o Senhor nos ajude a confiar em nosso Redentor que vive para sempre! Amém!

Bibliografia utilizada:

[1] Andrade, Claudionor Corrêa de, Dicionário Teológico. Nova Edição Revista e Ampliada. CPAD, pg. 33
[2] Henry, Matthew, Comentário Bíblico Antigo Testamento. Jó a Cantares de Salomão. CPAD, pg. 11
[3] Andrade, Claudionor Corrêa de, Dicionário Teológico. Nova Edição Revista e Ampliada. CPAD, pg. 95
[4] http://www.facebook.com/rev.hernandesdiaslopes – Quando Deus fica em silêncio.
[5] Andrade, Claudionor Corrêa de, Dicionário Teológico. Nova Edição Revista e Ampliada. CPAD, pg. 333
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Deus o abençoe.
Fonte: www.wallysou.com
Não há duas figuras bíblicas que são a expressão pura do mal do que Judas e Jezabel. Por mais de 2.000 anos, eles evoluíram como símbolos duradouros da traição masculina e depravação do sexo feminino que é altamente improvável que crianças cristãs tenham sido registradas com seus nomes. A história de Judas, o discípulo que traiu Jesus por 30 moedas de prata, é bem conhecida.

Não é assim com Jezabel. Ao longo dos séculos, em prosa, poesia, filmes, sermões e música, esta rainha pagã do século IX de Israel chegou a resumir a mulher má.

No entanto, os acontecimentos de sua vida, como disse em 1 e 2 Reis, são provavelmente desconhecidos para todos, até para os mais dedicados leitores da Bíblia.

Com a sua intriga, sexo, crueldade e assassinato, a história de Jezabel é um rico ensopado dos eventos históricos, interpretação alegórica e metafórica licença que fazem muitos dos dramas biográficos do Antigo Testamento uma leitura fascinante.

No clímax de sua longa luta para trazer o culto pagão ao reino de Israel, onde o Deus hebraico, o Senhor, é a única divindade, a rainha Jezabel paga um preço terrível. Lançada a partir de uma janela alta, seu corpo inerte é devorado por cães, cumprindo a previsão de Elias, o profeta do Senhor e inimigo de Jezabel.

Para modernas autoras feministas, Jezabel é uma das mulheres mais intrigantes nas Escrituras, uma mulher ainda de temperamento forte, politicamente astuta e corajosa manchada de sangue. A princesa fenícia que adora Baal, o deus pagão da fertilidade, Jezabel se casa com o rei Acabe do reino do norte de Israel.

Ela o convence a tolerar a sua fé estranha, então torna-se entrelaçados no conflito religioso vicioso que termina em sua morte. “Ela se tornou um bode expiatório conveniente para os escritores bíblicos misóginos que ela marcou como a principal força por trás da apostasia de Israel”, acredita a estudiosa bíblica, Janet Howe Gaines da Universidade do Novo México.

Autora de Música nos ossos velhos: Jezabel Através dos Séculos “[Ela] foi denunciado como um assassino, prostituta, e inimigo de Deus … No entanto, há muito para admirar nesta antiga rainha.”

Depois de seu casamento com o rei Acabe, Jezabel surge como o poder por trás do trono. Sua união representa uma aliança política, trazendo vantagens para ambas as nações. É também uma oportunidade para Jezabel para promover a propagação de sua religião Baal com os seus muitos deuses, sexo ritual e prostitutas do templo.

Ela odeia a religião hebraica monoteísta, e quando ela se torna rainha, os israelitas já começaram a adorar ídolos alienígenas.

Sob a influência maléfica de sua esposa, o rei Acabe protege e estimula rituais pagãos, o que levou o Senhor infligir uma seca de três anos em uma terra onde as pessoas estão rejeitando Ele. Aproveitando a iniciativa, Jezabel importa 450 sacerdotes de Baal, desde a sua Fenícia nativa e tem muitos dos profetas de Javé assassinados.

Para os judeus, a adoração de Baal era o pior pecado contra Deus, parecido com os cristãos de hoje ‘abraçando’ Satanás. Alguns intérpretes veem Jezabel como louvável fiel à sua religião pagã, mas os escritores dos livros de Reis retrata-a como um apóstata perigosa.

Para resolver a questão de quem é supremo, Javé ou Baal, o profeta Elias inventa uma competição no Monte Carmelo. Qualquer que seja a divindade, incendiar e destruir um touro sacrificial por intervenção divina será reconhecido como o verdadeiro Deus.

Por um dia inteiro, 450 profetas de Jezabel “executou uma dança pulando em volta do altar,” às vezes eles mesmos se mutilando com lanças e espadas. Nada acontece. Em seguida, é a vez de Elias orar, e a resposta é imediata. “O fogo do Senhor desceu e consumiu o holocausto, a lenha, as pedras, e a terra Quando viram isso, todas as pessoas se lançaram sobre os seus rostos e gritou: ‘… Só o Senhor é Deus”

Vitorioso, mas longe de ser magnânimo, Elias, em seguida, mata os profetas pagãos, – vingança pelo assassinato dos seguidores de Jeová. O Deus hebraico premia-o com o fim da seca em Israel.

A sorte está lançada entre o profeta triunfante e a rainha humilhada. Depois que seus seguidores são mortos, Jezabel envia uma mensagem venenosa a Elias ameaçando sua vida, o que levou-o a fugir para a segurança.

O drama muda para o palácio real, onde o marido de Jezabel cobiça de um vinhedo de propriedade de Nabote que ele quer para um jardim. A recusa de Nabote de vender a sua herança familiar envia Nabote para a morte.

Jezabel afirma a sua dominância. “Agora é a hora de mostrar-se rei de Israel”, diz ela com desdém. “Conseguirei a vinha de Nabote, o jizreelita, para você.”

Como ela consegue, reforça a imagem eterna de Jezabel como astuta e megera assassina. Ela falsifica a assinatura do rei e envia cartas aos munícipes falsamente acusando Nabote de blasfemar contra Deus.

Quando Nabote é confrontado publicamente, Jezabel incita a multidão: “Então, leva-o para fora, e apedreja-o até a morte.” Nabote morre, e sua propriedade reverte para a família real.

A trama nefasta de Jezabel é bem-sucedida, mas o desfecho inexorável segue rapidamente. Javé chama seu profeta Elias e o instrui a dizer ao rei Acabe que ele será punido. “Diga a ele: ‘Você assassinou e tomou posse no mesmo lugar onde os cães lamberam o sangue de Nabote, os cães irão lamber o seu sangue, também?’.”

Elias rapidamente relaciona a profecia de Javé ao rei, mas prevê que será Jezabel, não seu marido, que será despedaçado e comido por cães.

E assim foi. Ao lado de Jeú, um comandante militar ungido por outro profeta, Eliseu, para se tornar o novo rei de Israel. Acabe e um de seus filhos já morreram, Jeú é ordenado por Eliseu para destruir o resto da família real.

Em um campo de batalha, ele confronta o filho do casal Jorão. “Está tudo bem, Jeú?” pergunta Jorão. “Como tudo pode estar bem, enquanto sua mãe, Jezabel, traz em suas vestes inúmeras meretrizes e feitiços?” Jeú responde. Com isso, ele atira uma flecha através do coração de Jorão.

JEZABEL ENFRENTA SEU DESTINO COM SERENIDADE

Ciente sem dúvida de que o seu destino está selado, Jezabel calma e corajosamente se prepara para o inevitável. Como um Jeú sedento de sangue galopa para Jezreel, ela pinta os olhos, ajeita seus cabelos, e aguarda a sua chegada a uma janela superior do palácio.

Quando ele chega, Jeú ordena aos eunucos para jogá-la para fora, e no detalhe gráfico, os autores do Antigo Testamento descrevem o fim:

“Eles jogaram-na para baixo, e seu sangue respingado na parede e os cavalos pisotearem ela. Então [Jeú] entrou e comeram e beberam.” Saciado, ele ordena: “Atenda a essa mulher amaldiçoada e enterre-a, pois ela era a filha de um rei.
E foram para a sepultar, mas não acharam dela senão a caveira, os pés e as palmas das suas mãos.”A profecia de Elias foi cumprida. “Os cães devorarão a carne de Jezabel … E a carcaça de Jezabel será como esterco sobre a terra … De modo que ninguém será capaz de dizer: Este foi Jezabel”.
Há outras mulheres más na Bíblia, como a esposa de Potifar e a sedutora e traiçoeira Dalila de Sansão. A reputação de Jezabel, no entanto, eleva sua notoriedade para além de outras mulheres nas Escrituras.
Mas quanto é verdade? Histórias do Antigo Testamento originários nas brumas do tempo podem estar enraizadas na realidade, mas que evoluiu para a metáfora e a parábola com cada releitura.
Gaines acredita que os motivos dos Reis 1 e 2 escritores como com todos os autores do Antigo e Novo Testamento devem ser avaliados quando se considera a veracidade dos seus registros. A Jezabel pagã, ela observa, é coroada rainha de Israel em um tempo de apostasia.
Ela convenientemente proporcionou uma oportunidade para ensinar uma lição moral sobre os males do monoteísmo e adorando vários ídolos, e os escritores exageram suas transgressões em conformidade.
Apesar das referências a prostituta, não há nenhuma evidência bíblica de que Jezabel era uma prostituta ou uma esposa infiel, mas a mancha da imoralidade tem marcado uma prostituta por mais de 2.000 anos. Uma explicação é alegoria bíblica.
Os autores do Velho Testamento muitas vezes tem associado a adoração de falsos deuses e divindades estrangeiras com a sexualidade desenfreada.

“Cada palavra bíblica condena-a”, diz Gaines. “Jezabel é uma mulher sincera em uma época em que as mulheres têm pouco status e alguns direitos; um estrangeiro em uma terra xenófobo; um adorador de ídolos em um lugar com uma religião baseada em Yahweh, patrocinada pelo Estado; um assassino e um intrometido em assuntos políticos em uma nação de patriarcas fortes; um traidor em um país onde nenhum governante está acima da lei, e uma prostituta no território onde os Dez Mandamentos se originaram “.
Este interessante personagem bíblico é muito bem sucedido. Jezebel reaparece como um profeta do Novo Testamento em Apocalipse 2:20, incentivando os funcionários a fornicar e comer os animais que haviam sido sacrificados aos deuses. Ela veio através dos tempos como o símbolo principal da devassidão, feminilidade sem vergonha.
Ela foi delineado pelo dramaturgo William Shakespeare e o poeta Percy Bysshe Shelley, pelo reformador religioso do século 16 John Knox e o romancista James Joyce. Frankie Laine teve um sucesso internacional único Jezabel na década de 1950, e Boyz II Men canta sobre ela hoje.
Em 1938, Bette Davis ganhou um Oscar de melhor atriz interpretando o papel título no fumegante melodrama Jezabel, definido na década de 1850. Personagens de Jezabel apareceram em vários programas de televisão como I Love Lucy, Little House on the Prairie, e The Muppet Show.
E seu nome foi invocado durante a investigação sobre o caso do presidente Clinton com Monica Lewinsky. De Lady Macbeth de Lizzie Borden, entre as mais famosas vilãs da história, imaginário ou real, a rainha pagã dos Reis 1 e 2 ainda aparece como o mais perversa de todos elas.




Fonte: www.filhosdeezequiel.com/
Após o ribeiro de Querite haver secado, Elias foi enviado para novas cenas, fora dos limites de Israel, para aprender novas lições de graça e poder de Deus. “A palavra do Senhor veio a ele, dizendo: Levanta-te, vai para Zarefate, que pertence a Sidom, e habita ali; eis que eu ordenei a uma mulher viúva que te sustente.”

A correspondência e contraste na vida de Jesus não deixará de ser lembrado. Depois que Ele tinha manifestado o juízo sobre a condição moral e cegueira dos líderes, “partiu para as regiões de Tiro e Sidom,”.

Em Zarefate, depois de ter exposto o verdadeiro estado do coração do homem, Ele revelou o coração de Deus a uma pobre mulher cananéia, que era destituída de toda reivindicação sobre sua bondade e misericórdia (Mateus 15).

Elias foi enviado para a mesma região para ser sustentado, e também para tornar-se o canal da graça de Deus, e demonstrar o mesmo poder da ressurreição.

Duas coisas podem ser observadas no comando que ele recebeu. Aprendemos em toda parte nas Escrituras, que quando o povo de Deus cai em uma condição de apostasia, e recusam Seu testemunho, Ele se vira, por assim dizer, para aqueles que estão de fora, e lá expõe a soberania de Sua graça.

O próprio Senhor lembrou seus ouvintes na sinagoga de Nazaré deste fato, e citou em seu apoio este mesmo caso da viúva de Zarefate, bem como a de Naamã, o sírio. (Veja também Atos 13:46). Assim foi com Elias.

Israel não quis ouvir a sua mensagem, e o Senhor o mandou para uma temporada para aquele que era um alienígena da comunidade de Israel, e um estranho às alianças da promessa. Mas no próprio serviço, sobre o qual ele foi enviado, sua própria fé foi testada.

Uma viúva é expressiva nas Escrituras de quem está desolado e sem recursos, e foi para a uma viúva que Elias teve que ir para receber apoio, para que pudesse aprender a lição para si mesmo, para qualificá-lo para o seu trabalho futuro, que, quando todos os fluxos criados se extingue, a plenitude de Deus permanece imutável.

Uma marca infalível de um verdadeiro servo é a obediência. Quando Elias foi ordenado a esconder-se junto ao ribeiro de Querite, “ele foi e fez conforme a palavra do Senhor”, e agora, a ordem de ir para Zarefate, “ele se levantou e foi para Zarefate.” Esta obediência simples e inquestionável justificou a sua afirmação de que ele “estava” diante do Senhor Deus de Israel.

O próprio termo “servo” implica sujeição à vontade de outrem; e nesta mesma conta, temos a apresentação do Servo perfeito naquele que não veio para fazer a Sua vontade, mas a vontade daquele que o enviou.

E nunca se deve esquecer que a obediência é o sinal do poder. Se solicitado a especificar a maior demonstração do poder a serviço de Elias, muitos se referem à cena no Monte Carmelo, onde ele desafiou os sacerdotes de Baal para provar a existência do seu Deus, e, quando em seu fracasso, depois que o Senhor havia justificado seu servo enviando fogo do céu para consumir o sacrifício, ele ordenou que todos fossem mortos.

Mas o verdadeiro poder espiritual, silencioso e constante, é muito mais conclusivamente demonstrado ao olho espiritual pela obediência à vontade de Deus.

A VIÚVA SE SURPREENDE COM O PEDIDO DE ELIAS

Chegando em Zarefate, ele foi imediatamente colocado em contato com a pobre viúva que era para ser sua anfitriã. Lá estava ela, pela porta da cidade “apanhando lenha.” A fé de Elias não havia percebido nenhuma dificuldade, seja em sua aparência, ou na pobreza evidente de suas circunstâncias.

Ele sabia que ela tinha sido ordenado para sustentá-lo, e, portanto, repousa sobre a certeza da palavra do Senhor, ele pediu que ela ir buscar um pouco de água num vaso, para que pudesse beber. Enquanto ela ia buscar a água, ele acrescentou mais um pedido: “Traga-me, peço-te, um bocado de pão na tua mão.”

Este segundo pedido foi usado para provocar a condição em que foi encontrado esta pobre viúva. Ela revela sua situação: “Como o Senhor teu Deus vive, não tenho nem um bolo, senão somente um punhado de farinha numa panela, e um pouco de azeite numa botija; eis que estou apanhando uns dois gravetos, para que eu possa ir e prepará-lo para mim e para o meu filho, para que o comamos, e morrer.”

Ela tinha, assim, chegado ao fim de todos os seus recursos, e para ela e seu filho, havia apenas a perspectiva da morte; e ainda assim era a esta viúva pobre que Elias foi enviado para ser sustentado.

Sempre que Deus ordena, Ele dá o poder para a obediência, se é que podemos receber. Assim, no caso desta pobre viúva; e, portanto, seu próprio estado de alma é a primeira coisa trazida à luz. Sua obediência e confiança em Deus e Sua Palavra devem ser testadas.

Assim, não obstante a sua declaração de pobreza absoluta, Elias disse: “Não temas; vá e fazes como disseste, mas me faz um bolo pequeno em primeiro lugar, e traga-o para mim, e depois farás para ti e para teu filho.”

Quão difícil e irracional tal pedido teria parecido para a mente natural, que a incredulidade poderia ter dito nunca deveria ser preferido. Ele, porém, quem o fez, fez na pessoa de Seu servo, sustentado a fé da viúva com uma firme palavra de promessa: “Porque assim diz o Senhor Deus de Israel, a farinha da panela não se acabará, nem da botija o azeite faltará, até o dia em que o Senhor dê chuva sobre a terra.”

Se todas as coisas são possíveis para Deus, todas as coisas são possíveis ao que crê; e, consequentemente, a viúva, confiando em Deus (a marca de uma “viúva de fato”), “foi e fez conforme a palavra de Elias”. 

A declaração a seguir: “E ela, e ele, e a sua casa, comeu muitos dias E a farinha da panela não se acabou, nem o azeite da botija faltou, conforme a palavra do Senhor, que ele falara por intermédio de Elias…”

Há quatro destaques nestas palavras que são dignas de atenção. O primeiro é que, se Deus mandou a viúva para sustentar Elias, Ele mesmo lhe fornecia os meios de fazê-lo. O segundo é uma consequência do primeiro, uma vez que usamos o que temos para o Senhor, nossas possibilidades se multiplicam. Pode dar alguma coisa ao Senhor sem colher uma recompensa abundante?

Terceiro é que, em vez de o filho ser mencionado, é agora “sua casa”, ilustrando caminhos da graça de Deus com o Seu povo para abençoar suas famílias através das cabeças. Assim, se Obede-Edom recebeu a arca em sua casa, o Senhor abençoou Obede-Edom, e a toda a sua família. (2 Sam. 06:11).

Da mesma maneira, se Elias morava com a viúva, sua casa partilhada na bênção. Quarto destaque, Deus vai ampliar sua própria fidelidade. Sua palavra tinha prometido, e de acordo com a Sua palavra a bênção veio – A palavra que ele falara por intermédio de Elias.

Que há uma importação sobrenatural no barril de farinha e a bilha de óleo poucos duvidarão. O primeiro aponta para Cristo e o último para o Espírito Santo. E a lição é dupla. Em primeiro lugar, somos ensinados que todas as nossas necessidades são abundantemente supridas em Cristo e no Espírito Santo, enquanto a fé está em atividade.

A viúva creu na palavra do profeta, e ela foi, na obediência da fé, e fez conforme a palavra de Elias. Como consequência foi que “ela, e ele, e a sua casa, comeu muitos dias.”

Cristo é todo suficiente em nossas necessidades mais profundas e, no entanto, não podemos nos valer dos recursos que temos nEle além da fé. Em segundo lugar, aprendemos que, cortados das ministrações ordinárias da bênção (a chuva que está sendo retida, (consulte Amos 4:07, 8), e isolado de toda a comunhão cristã, o Senhor vai prover o suficiente para nós, no poder do Espírito Santo.

Pode haver tanto escassez e seca, mas é privilégio do crente satisfazer-se nas fontes de bênção, ao descobrir que todas as suas fontes estão no próprio Senhor.

A VIÚVA DE ZAREFATE VIVE OUTRA EXPERIÊNCIA TRAUMÁTICA

Uma nova e inesperada experiência aguardava a viúva de Zarefate, e uma bênção ainda maior. Ela havia recebido socorro e libertação através da visita e permanência de Elias, mas estava agora a aprender, de uma forma ainda mais profunda, a natureza daquele que tinha tão graciosamente cuidado dela.

A morte – a morte que é o fim de todas as esperanças humanas – entrou em sua casa. Seu único filho, a luz e a alegria de sua vida, como o filho da viúva de Naim, adoeceu e morreu, e ela ficou desolada e triste.

Se a espada entrou em sua alma, era ainda na misericórdia, pois através dela, na própria pungência de sua dor, ela aprendeu que estava na presença de Deus (v. 18); e é aí que ela estava preparada para mais bênção. Pois até que cheguemos ao fim de si mesmo, não podemos apreender o que Deus é para nós em estado de graça.

No momento em que a lição a respeito de si mesma foi aprendida, Deus entrou, e, por meio de Elias, e em resposta à sua oração, ressuscitou o filho da viúva de volta à vida, e o profeta “entregou a sua mãe.” (Compare com Lucas 7:15).

O Senhor, assim, revelou a sua alma como o Deus da ressurreição, estabelecendo-a assim na verdade, e confirmando a sua fé, fazendo com que ela descanse sobre uma base, que, por ser além da morte , é para sempre imutável.


Fonte: www.filhosdeezequiel.com/

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